(pt) Ajajema: Contra o Progresso Humano Desde o Sul

Traducción el portugués de la editorial de la revista, “Ajajema: Contra el progreso humano desde el Sur”.

Traducción a cargo de Anhangá.

¡Por la difusión del eco-extremismo en diversos idiomas!

¡Adelante Mafia Eco-extremista!

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Ajajema, o espírito maligo em que acreditavam os selvagens Kawesqar (Alacalufes), uma das tantas tribos de caçadores-coletores das terras da Patagônia. Portador de uma temível e violenta reputação, ele tinha à sua disposição as forças da natureza, como o vento, aquele que virava as embarcações e o fogo provocador de incêndios. Era temido por ser o causador das doenças, dos acidentes e da morte. Durante os dias habita os pântanos e nas noites ronda ferozmente as costas à procura de espalhar a sua desgraça.

Este foi Ajajema para os selvagens da Terra do Fogo, esta é a deidade maldita e pagã que resgatamos desde o mais profudo esquecimento, espírito que orgulhosamente tiramos o nome para por nesta nova revista eco-extremista.

Desta maneira, em nome de todas aquelas almas primitivas sulistas, e em uma selvagem recordação à suas vidas, é que este novo esforço editorial vem à luz e se faz desde as sombras. Levando como nome a misticidade única dos nativos Foguinos, “Ajajema: Contra o Progresso Humano Desde o Sul”.

Com máximo orgulho apresentamos e somos criadores deste novo projeto contra a civilização, em nome de todo o oculto, desconhecido e antigo.

Publicação eco-extremista, niilista e criminosa editada a partir das indomáveis terras do sul. Revista que chega em tempos de ferozes atentados, novos projetos de difusão e a consolidação do projeto internacionalista de ITS. Novo projeto editorial que potencializamos violentamente na atual guerra contra o progresso humano que travam os valiosos individualistas de ação. Esforço propagandístico que surge desde a profunda afinidade gestada entre valiosos cúmplices.

Ajajema em sua primeira edição traz escritos de recordações sobre primitivas guerras de nativos que se encarregaram de defender suas terras e modus vivendi. Escritos que recordam os rituais de iniciação dos selvagens da Terra do Fogo, assim como sua misticidade e paganismo. Também se fala sobre grupos armados da atualidade, aprendendo com eles e tirando valiosas lições.

E sim, estes são escritos que recordam, mas também são escritos que chamam e incitam ao conflito violento contra o sistema tecnológico e todo seu progresso humano. Somos uma complexa rede de indivíduos apologistas do “Mal” e do incorreto, promotores do caos e da desgraça. Nós encorajamos o confronto até a morte contra a mega-máquina civilizadora, e também a intensificação da guerra contra o mundo moderno de concreto e aço.

Cada um de nós sentimos um chamado, o chamado do selvagem ecoando em nossos corações quando palpita a terra, nós o sentimos no vento, nas colinas ao cair do sol e na luz da lua tomando o seu lugar. Vocês leitores interessados sentem isso? Tem sentido este chamado? Então, esta revista e estas palavras também são para vocês.

Desde esta tribuna e com este primeiro editorial mandamos um caloroso abraço a todos os cabras que contribuiram com seus interessantes textos. Saibam que ler suas palavras fortalece o espírito.

Aos manos afins da Revista Regresión por colaborarem em requintados detalhes e por serem uma fonte de inspiração. A “Místico e Maldito”, ao “Espírio Tanu”, a “Mal Vivente”, a “Mefisto”, a “Orkelesh”, a “Huehuecoyotl”, e outros…

A criação de Ajajema é a manifestação dos sentimentos de diferentes manos afins que caminham pelas terras do sul.

Para os antigos, Ajajema era o nome da desgraça e da desolação, e o mesmo significa hoje em dia para nós. Que tombem as cidades e suas estruturas ante a chegada de Ajajema. Saibam que este espírito foi revivido e está de tocaia pelas cidades com sede de vingança.

Que a civilização e os híper-civilizados fujam apavorados pelo poder oculto de Ajajema, que todas as suas maldições recaiam sobre os aperfeiçoadores e sustentadores do progresso humano. Devido o homem moderno e seu progresso ter severamente danado a Terra, os espíritos malignos se despertaram vomitando feitiços de morte e caos.

Porque Ajajema despertou de seu longo sono, despertou furiosa com a boca cheia de maldições contra a civilização. Despertou e notou que os pântanos onde habitava agora estão cobertos por uma grossa camada de cimento. Despertou e viu que pelas costas onde perambulava já não mais aparecem os montes, pois foram tapados por grandes edifícios de concreto.

Consciente de que aquelas estruturas eram as novas casas do homem ela começou a queimá-las como antigamente queimava as cabanas dos antigos. São incontroláveis os seus incêndios. Decidiu da mesma forma derrubar as novas casas do homem, por anos tem mandado gigantescas ondas desde o oceano e já destruiu centenas de casas. Sua paciência é eterna, tem a sua disposição o oceano inteiro, e espera apenas o momento adequado.

Com “Ajajema”. Com os maus espíritos das irmãs “Tanu” e “Xalpen”. Com a “Mulher-Lua” Selknam. Com as deidades pagãs “Kawtcho” e “Mwono” dos Alacalufes. Com os espíritos dos guerreiros Mapuches transformados em “Pillanes”, com “Nguenechen”. Com todo o antigo e desconhecido encorajando a guerra contra a civilização e o progresso.

Ajajema, Verão de 2017.

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Contato:

[email protected]

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Coteúdo:

– Editorial. Pelo “Grupo Ajajema”.

– Frio (tradução do texto original em italiano “Glaciale” realizada por “Mefisto”, e escrito por “Orkelesh”).

– A Guerra Mapuche contra a Civilização durante a chegada dos invasores ocidentais. Por “Místico e Maldito”, “Espírito Tanu” e “Mal Vivente”.

– Pessimista. Por “Huehuecoyotl”.

– O Exército do Povo Paraguaio. O que se pode aprender com eles? Por “Andino”.

– Te escrevo. Por “Huehuecoyotl”.

– Um pequeno vislumbre ao passado: os Antigos Foguinos. Extraído de “Los Fueguinos”, de Martín Gusinde.

– Em memória de Angela.

– Em memória de Kiepja.

– A domicílio. Pelo “Talibã Sulista”.

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