[PT] México: Comunicado 77 de ITS: Sobre o Massacre Eco-fascista na Nova Zelândia

Traducción al portugués del comunicado 77 de ITS.

I. Entrada

O choque pelo ataque terrorista que deixou 50 mortos em uma mesquita na Nova Zelândia foi enorme, e igualmente foi o impacto que causou as palavras do autor com seu manifesto. É por isso que senti a necessidade de esmiunçá-las e realizar uma análise sobre o que foi dito, e de passagem, creio que é a oportunidade perfeita para esclarecer de uma vez por todas a diferença entre o eco-extremismo e o eco-fascismo. Os mais inteligentes compreenderão e os que não seguirão nos taxando de eco-fascistas como fazem há tempos. Os descerebrados seguirão escrevendo textos de mil páginas contra nós, editando livros inteiros, realizando eventos para desacreditar a Máfia ITS, mas nós não pararemos as nossas ações nem a nossa propaganda, viemos para ficar, que isso esteja claro!

II. História, Raça e Poder Econômico

Este é o tópico central dos supremacistas de qualquer tipo (brancos, negros, amarelos, etc.), a raça. Dizem que há uma guerra no mundo que é inequivocamente racial, e em parte estão certos. Centrando-nos nos supremacistas brancos, a “causa raça” em muitas partes da Europa é o principal motivo pela qual certos indivíduos ou grupos se armaram até os dentes para defendê-la a todo custo, e isso é lógico devido o sentimento de pertencimento enraizado em várias culturas europeias há séculos. Podemos usar aqui o exemplo da invasão. Na Europa, ao contrário da América, aqueles que chegaram a invadir terrenos estrangeiros foram os governos islâmicos, o Império Otomano tomou à força diferentes territórios europeus e se encrustou economicamente em vários outros. Claro, a invasão trouxe consequências, como por exemplo, doenças, assassinatos, violações, proibições, e uma série de ações que levaram a resistência contra os estrangeiros.

Deixando de lado o politicamente correto é perfeitamente compreensível este ódio pelo estrangeiro que aquelas sociedades cultivaram, já que viveram na pele as amarguras. Para exemplificar ilustro com uma aldeia de brancos que vive da agricultura, onde todos se conhecem, tem suas crenças apegadas à natureza e onde todos vivem relativamente em paz, então ela é perturbada pela chegada de pessoas que não falam o idioma local, que tem cor de pele diferente e que não só querem impor a sua religião, mas assassinar, escravizar e violar. É claro que a resposta lógica seria que as pessoas brancas dos territórios invadidos pelos islâmicos se tornassem hostis, que clamassem por vingança e que sempre que vissem uma pessoa com tais características quisessem assassinar ou expulsar. O mesmo aconteceu na América, exemplifico com uma aldeia de caçadores-coletores e nômades de pele escura que viviam segundo as suas tradições ancestrais, que tinham crenças animistas pagãs apegadas à natureza, onde todos se conheciam e viviam relativamente em paz, então foram perturbados pela chegada de pessoas brancas de olhos azuis e cabelo amarelo, que não dialogavam, pois não tinham o mesmo idioma, que chegaram para impor o catolicismo, queimar as casas, matar os guerreiros e violentar as mulheres. Qual seria a resposta? Conflitos como a Guerra de Mixtón e a Guerra Chichimeca. É por isso que penso que o ódio contra os estrangeiros é compreensível para as pessoas que viveram naqueles tempos. Mas este ódio pode ser válido até os dias de hoje? Digo que ele está aí. Mas é compreensível? Suponho que para os supremacistas brancos ele é. Veja que depois que vários exércitos unidos expulsaram o Império Otomano de territórios europeus de volta às suas terras, passaram-se vários anos e o Oriente Médio se tornou pobre e a Europa rica, então os mesmos sucessores do Império Otomano voltam a “invadir” terras europeias, mas de maneira mais sutil. Isso para aqueles que não esqueceram a história contada acima é um insulto. Mas o tópico central aqui no assunto das invasões não deveria ser a “raça” (já que a “raça” é uma questão secundária e irrelevante, pois todos os seres humanos, sem exceção, são uma mistura de genes, onde a “pureza” fica em segundo plano. Pergunte a um biogeneticista para tirar as suas conclusões), sim a economia, a principal razão do saqueio dos islâmicos na Europa foi o poder econômico e territorial, assim como a principal razão da invasão da Europa na América, África e Oceania, tudo foi igualmente economia e o território conquistado. O que está em jogo aqui então? A supremacia, esta de se acreditar ser melhor que todos os demais e ser o grande conquistador de tudo. A suposta “invasão” e o “genocídio branco” de que fala Brenton Tarrant em seu manifesto é apenas um lixo pestilento.

Quem foram os que saíram da Europa para conquistar territórios? Não foram os brancos portugueses que saíram rumo à África e escravizaram milhares de nativos, os quais depois levaram ao Brasil e outros lugares como mão de obra gratuita? Não foram os brancos espanhóis que realizaram um genocídio de gigantescas proporções e eliminaram povoados inteiros no México, Chile, Argentina, Peru, Uruguai, etc.,? Não foram os brancos franceses que chegaram no Canadá e escravizaram e mataram os nativos que demonstraram resistência? Não foram os brancos ingleses que chegaram na América do Norte e roubaram os territórios dos povos indígenas? Não foram os holandeses brancos que também chegaram a estes territórios e igualmente fizeram atrocidades nestes maravilhosos lugares? Por acaso não foram os brancos (europeus, judeus, etc.) que dividiram o mundo? Não são os brancos os com maior notoriedade no empresariado, meios de comunicação e que são os principais líderes de opinião? Por acaso não é o idioma inglês (dos brancos) o idioma mundial? A história da Europa é atormentada por guerras intermináveis, os europeus são encharcados de uma frenética ambição, sempre quiseram se apropriar de tudo, e conseguiram.

Aqui não estou dizendo que os brancos devem ser nosso objetivo, porque a guerra de ITS não é racial, nós não nos detemos a questões reducionistas como esta, já que para nós a raça é algo secundário sem importância alguma. Para nós os brancos, negros, pardos, amarelos, etc., são uma massa uniforme de humanos que contribui para a expansão desta raça maldita que devasta a natureza e tende ao progresso. É por isso que ITS ataca sem se importar com raças, idade, sexo, nacionalidade, etc. Voltando ao assunto, o que se cabe destacar aqui é que Tarrant está assumindo uma posição indireta de vitimismo, colocando a raça branca como vulnerável sendo que os brancos, como eu disse anteriormente, são os que se apoderaram do mundo há séculos. Nós na América que DEVERÍAMOS nos sentir mais furiosos pelo que vieram fazer aqui, teria de haver grupos armados e terroristas realmente perigosos que matassem europeus brancos e que resgatassem suas raízes nativas, mas não há porque muitas individualidades potencialmente perigosas foram amansadas através de vícios como o álcool, por exemplo, as drogas, pornografia, videogame, tecnologias, religiões judaico-cristãs, grifes, redes sociais, todas as invenções dos brancos (chamem europeus, judeus, cristãos, etc.).

Estes supremacistas brancos dengosos dizem que há um genocídio de sua raça porque os muçulmanos chegam para pedir trabalho, colocam mesquitas em seus bairros bonitos e tranquilos e se casam com mulheres brancas. Mas que chororô! Vocês supremacistas brancos europeus não sabem o que é sofrer um genocídio, não sabem o que é a escravidão, a pobreza, a luta para sobreviver em lugares onde não durariam a porra de um dia. Vocês são iguais os judeus, outros merdas que gemem e repetem até dar nojo o tema do holocausto, sendo que aqui na América os invasores perpetraram massacres ainda maiores e imensuráveis porque a história oficial NÃO põe ênfase nisso. Os invasores assassinaram aldeias inteiras, um grande número de população nativa foi apagada e esquecida, assassinaram milhões de nossos antepassados, e vocês aí se queixando de um ou outro morto? Acusam um genocídio? Filhos da puta, tenham vergonha na porra da cara!

Enfatizo, antes que os idiotas de sempre leiam isso e me julguem, eu NÃO sou antissemita, NÃO sou antieuropeu, NEM antibrancos, MUITO MENOS sou americano-centrista, NEM indigenista, NEM nacionalista, que isso fique claro. Estou apenas expondo a minha postura diante das declarações sem sentido de Terrant e a VERDADE do que acontece no mundo moderno longe do que é politicamente correto. Tentaram nos banir da história oficial, ocultaram verdades inescrutáveis e nos enviaram ao esquecimento progressivo, mas a memória de alguns não falha.

III. Eco-fascismo Vs. Misantropia Eco-extremista

Para muitos, o escritor finlandês Pentti Linkola é uma referência no eco-facismo. Este senhor que leva uma vida simples trabalhando na pesca não comercial tem várias obras onde expôs sua ideologia que hoje em dia muitos tem defendido, especialmente na Europa. As propostas deste senhor vão desde a prática da eugenia até o lançamento de bombas de destruição em massa em grandes cidades, isso para ter um controle populacional e aperfeiçoamento da raça. Ele também aborda o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e a conservação de espécies e ecossistemas, assim como o abandono posterior da própria tecnologia e o regresso a uma vida ao estilo da Idade Média para neutralizar os danos ao meio ambiente que a civilização ocidental moderna tem causado. Tudo isso só será possível, segundo o próprio Pentti, através de uma ditadura que imponha tais propostas de maneira progressiva. Seu discurso pode ser visto refletido na novela “Iron Gates” da Temple ov Blood, embora de uma maneira um pouco exagerada.

Linkola admitiu sentir admiração pela gestão e a consolidação da Alemanha Nazista, que tinha certas características associadas ao que propõe o escritor. Em geral, a doutrina deste senhor com o fardo histórico que traz combina bastante com o sentimento de apropriação nacionalista de muitos europeus, é por isso que bate perfeitamente com o que desejam muitos deles. Agora, após o ato terrorista na Nova Zelândia, Tarrant se tornou um ator importante para esta doutrina, porque ele mesmo se autodefine como eco-fascista e em seu manifesto expressa propostas que coincidem com as ideias de Linkola.

Desde já ITS rechaça energeticamente o eco-fascismo não só porque propõe um modelo político como uma ditadura, (aqui deve-se destacar que igualmente rechaçaríamos se o modelo fosse democrático, socialista, republicano, etc.), mas porque a ideia segue sendo progressista, obviamente pode-se constatar que o eco-fascismo é uma doutrina meramente progressista, já que vai de encontro a uma melhora social e um melhor modo de vida para a própria humanidade, embora sua metodologia e prática pareçam extremas (e são). Ela chega ao mesmo ponto de todas as doutrinas humanistas, progredir como espécie. Então, o eco-fascismo é uma espécie de doutrina “humanista anti-humanista”, já que propõe a eliminação de humanos, mas o mesmo tempo justifica isso para que outros humanos possam viver melhor. Sorte do Thanos (sim, aquele famoso dos quadrinhos).

Nós de ITS não consideramos o futuro de ninguém, ou seja, não queremos um amanhã melhor para as crianças mexicanas ou americanas, ou de qualquer outro canto, nem para os idosos, jovens, adultos, tudo dá no mesmo para nós. Seu futuro é cheio de horrores ou de ignorância imposta que os farão viver uma longa e funesta vida inútil. Nós, ao contrário do eco-fascismo, não somos movidos pela vontade de querer viver um amanhã melhor, o presente é o que temos e ponto. Este presente é uma verdadeira merda, cheira mal e repugna até causar vômito, mas é o que há, é o que temos, e sobre ele nos movemos e atacamos, já que somos o reflexo pestilento de uma realidade que nos sufoca e adoece.

É clara a diferença entre eco-extremismo e eco-fascismo, apenas um imbecil ou uma imbecil não percebe isso, embora não podemos esperar muito de pessoas que experimentam uma severa crise de identidade e que sequer sabem o que são, se são homens ou mulheres, e que para evitar confrontações existenciais pueris omitem seu próprio gênero com um “e” ou um “x”.

IV. Anarquismo, o gerador de “monstros”

Em sua seção “Repostas a Possíveis Perguntas”, o autor de “The Great Replacement” escreve:

“Você sempre teve esta visão?

– Não, quando eu era jovem fui comunista, depois anarquista e, finalmente, um libertário, para depois me tornar um eco-fascista”.

Para todos aqueles anarquistas que se escandalizaram pelo que foi perpetrado por este sujeito, que saibam bem disto, este “monstro” chegou a este ponto após um processo ideológico que veio tanto do comunismo como do anarquismo, e vejam o que eles geraram! O mesmo acontece deste lado, viemos do anarquismo e vejam o que nos tornamos, uns sociopatas com o desejo de destruir tudo e matar até mesmo os defensores de nossas ideias passadas!

Vejam o que o anarquismo gerou, misantropos, assassinos e terroristas como Ravachol, Di Giovanni, Galleani, Mario Buda, Mauricio Morales, ITS. Obrigado, anarquismo, muito obrigado! E isso falando dos monstros que saíram da esquerda, agora se falarmos dos monstros que saíram do anarquismo para a extrema-direita podemos mencionar o próprio Tarrant e até a Benito Mussolini, lembram? Pois ele em sua juventude foi um ativo partidário da ação direta anarquista na Itália. Anos depois foi inspirado por suas próprias aventuras juvenis derrotando opositores para a criação dos Camisas Negras, aqueles que venceram comunistas opositores ao fascismo. Mas que história, não?

É curioso, Tarrant se tornou o protagonista principal de um dos maiores massacres perpetrados pelos supremacistas brancos, o próprio Tarrant que anos atrás era um anarquista e que talvez odiasse os supremacistas e que também provavelmente jurava lealdade a seu complexo apátrida. Mas quantas voltas dá a vida!

V. Fechamento

O atentado de Tarrant marcou a história contemporânea e será o propulsor de futuros atentados na Europa e Estados Unidos. Haverá consequências, já que o Estado Islâmico (reduzido agora a status de guerrilha), e a Al Qaeda no Magreb Islâmico prometeram vingança e incitaram seus lobos solitários a atacar supremacistas brancos. Certamente ITS celebra tudo isso, não nos importa as lágrimas dos muçulmanos massacrados, nem as lágrimas das futuras vítimas dos extremistas islâmicos, o atentado de Tarrant trará Caos e desestabilização e se isso acontece, será bem-vindo.

Pela chegada do Caos em lugares impensáveis!
Despertando as forças do Oculto que vagam por todas as partes!
Igrejas, templos, mesquitas, todas tem que queimar!

Chicomoztoc

Xale.

Individualistas Tendendo ao Selvagem – México

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