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[PT] (Estados Unidos) Comunicado 90 de ITS

Nossa sede por sangue foi saciada e louvamos Pã, Dionísio e a todo o Desconhecido por nos guiarem nesta ação. Como os predadores da floresta, percebemos o cheiro de nossa vítima e atuamos a partir de nossa fome por sangue humano. Estamos pouco nos fodendo com a moralidade ocidental e todos nossos detratores anarquistas americanos. Regozijamo-nos com a elevação da própria morte desde o fundo dos mares como nossa cúmplice pessoal. Após a ação, comemoramos, fornicando enquanto o doce sangue de nossas vítimas seguia fresco em nossas mãos. Desejando a morte a toda a civilização, nosso grupo de extremistas assassinou alegremente a dois tecno-executivos na Costa Oeste, Tushar Atre y Erin Valenti.

Realizamos os assassinatos por não mais razão do que o simbolismo de ver dois apêndices fracos do sistema tecno-industrial morrendo diante de nós, agonizando e logo inanimados. Não estávamos interessados no dinheiro de Atre, ou seus empregados e como ele os abusava. De qualquer forma, as notícias falsas muito precisas corretamente argumentam que estavam se juntando às pessoas erradas! Nós rimos quando Valenti se excitou pelo fato de ser sequestrada e quando declarava diante de seus pais ter “acordado” horas antes de sua morte! A Pantera Subaquática ficou satisfeita com o sacrifício que ela parece ter aceitado.

Nos aproximamos das duas vítimas gritando “HOKA HEY!” em memória de nossos ancestrais tribais que apenas se mantinham como Chefes de Guerra se o equilíbrio de corpos fosse mantido.

Pela morte de todas as civilizações!

Que o Jaguar Negro suba do mundo subaquático para vingar nossos antepassados e satisfazer nossos desejos de sangue humano!

Pela unificação das Individualidades Selvagens!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Estados Unidos

-A Ira da Natureza

[es] (Estados Unidos) 90 Comunicado de ITS

Nuestra sed de sangre ha sido saciada y alabamos a Pan y Dionisos y todo lo Desconocido por guiarnos hacia esta acción. Como los depredadores del bosque, percibimos el aroma de nuestra víctima y actuamos a partir de nuestra hambre por sangre humana. Nos CAGAMOS en toda la moralidad Occidental y todos nuestros detractores anarquistas Americanos. Nos regocijamos con el alzamiento de la muerte misma desde el mundo Submarino como nuestra cómplice personal. Luego de la acción, celebramos, fornicando mientras la dulce sangre de nuestras víctimas seguía fresca en nuestras manos. Deseándole la muerte a toda la civilización, nuestro grupo de extremistas asesinó felizmente a dos tecno-ejecutivos en la Costa Oeste, Tushar Atre y Erin Valenti. Realizamos los asesinatos sin más razón que el simbolismo de ver a dos endebles apéndices del sistema tecno-industrial yaciendo frente a nosotros primero en agonía, y luego inanimados. No nos importó una mierda Atre y su dinero, o sus empleados y como los abusaba. De todos modos, la muy certera fake news correctamente sostiene que ¡se estaba juntando con la gente equivocada! Nos reímos cuando Valenti se excitó por el hecho de ser secuestrada y cuando declaraba ante sus padres haber “despertado” horas antes de su muerte! La Pantera Submarina estuvo complacida por su sacrificio el cual parece haber aceptado.
Nos acercamos hacia ambas víctimas gritando “¡HOKA HEY!” en memoria de nuestros ancestros tribales quienes solo se mantenían como Jefes de Guerra si el balance de cuerpos se sostenía.

¡Por la muerte de todas las civilizaciones!
¡Que el Jaguar Negro se alze desde el mundo submarino para vengar a nuestros ancestros y satisfacer nuestros deseos de sangre humana!
¡Por la unificación de las Individualidades Salvajes!

Individualistas Tendiendo a lo Salvaje-Estados Unidos
La ira de la Naturaleza

[en] (USA) 90 COMMUNIQUE OF ITS

Enviado al mail.


Our thirst for blood has been satisfied and we praise Pan and Dionysus and all of the Unknowable for leading us to this action. Like the predators of the forest, we caught the sent of our prey and acted from our hunger for human flesh. We SHIT on all Western morality and all of our American anarchist naysayers. We rejoiced as Death itself rose from the Underwater World as our personal accomplices. After the action, we celebrated, fornicating while the sweet blood of our victims remained fresh on our hands. Wishing death to all of civilization, our group of extremists happily murdered two Tech executives in the West Coast, Tushar Atre and Erin Valenti. We conducted the killings for no other reason than the symbolism of seeing two flimsy appendages of the technoindustrial system laying first in agony, and then motionless before us. We gave no fuck about Atre and his money or his employees and how he abused. Although, the very real fake news claims correctly that he was mixed in with the wrong crowd! We laughed as Valenti became aroused at her kidnapping and as she plead with her parents to become awoken in the hours before her death! The Underwater Panther was pleased with her sacrifice which she seems to accepted.
We came before both victims yelling “HOKA HEY!” in the memory of our tribal ancestors who only remained Cheifs of War if the balance of bodies is maintained.

For the death of all civilizations!
May the Black Jaguar rise from the Underwater World to avenge our ancestors and satisfy our urges for human blood!
For the unification of Wild Individualities!

Individualists Tending Toward the Wild-USA
Natures Wrath

(pt) Aponte Mais Alto

Alfredo Bonanno abre sua famosa obra, “O Prazer Armado”, com esta passagem:

“Por que diabos estes benditos meninos atiraram contra Montanelli nas pernas? Não teria sido melhor ter disparado na boca? Claro que sim. Mas, além disso, teria sido mais grave. Mais vingativo e sombrio. Deixar fodida uma besta como esta pode ter um lado mais significativo, mais profundo, que vai além da vingança, do castigo pela responsabilidade de Montanelli, jornalista fascista e servo dos grandes senhores. Aleijá-lo significa forçá-lo a desistir, a lembrar-se. Por outro lado, é uma diversão mais agradável que atirar em sua boca, com pedaços de cérebros saindo de seus olhos.”

Claro, matar alguém é muito mais definitivo que deixá-lo coxo, sem dúvida. E talvez haja também consequências legais envolvidas (peso na consciência?). É como quando algumas pessoas dizem que a vida na prisão é pior que a pena de morte. Há um ponto aí, dependendo da perspectiva do observador. Pessoas inocentes podem ser libertadas, mas não podem ser ressuscitadas. Talvez um fascista coxo possa mudar seus costumes, ou talvez você apenas quer que ele sofra. Talvez você durma melhor à noite sabendo que “só o deixou coxo”. Ler a mente de alguém é um exercício fútil, então pararei por aqui.

Mas por que disparar na cara de um fascista seria mais “grave”, mais “vingativo e sombrio”? (“Ma sarebbe stato anche più pesante. Più vendicativo e più cupo.”) Bonnano passa a falar da piedade dos revolucionários, levando em consideração que a revolução está longe de ser piedosa. Para ele, estão apenas de fofoquinha, para se divertirem contra a máquina cinzenta que busca nos oprimir, e outro monte de blá blá blá insurrecional sobre ter esperança, mas sem realmente ter esperança, lutar, mas se divertir ao mesmo tempo, etc. Tudo se resume em ultrapassar estas dicotomias, e é por isso que a coisa menos grave é mais divertida enquanto que a coisa mais sensível (disparar na cara e eliminá-lo) é de alguma forma a coisa mais moral, o mais “sombrio”, e o menos subversivo.

Mas, de acordo com alguns grandes insurrecionalistas sem insurreição, ainda mais subversivo é não fazer completamente nada e fingir que o mundo “normal”, o mundo em que se vive de fato, o de milhões de pessoas, simplesmente não existe. Veja você, tudo se trata de fugas binárias, bem e mal, revolução e vida real, natureza e civilização, o Eu e Você, o Um e os Muitos, etc., apenas afirmando que não existem. (Isso me lembra a história talvez apócrifa da Rainha Vitória apagando a Bolívia do mapa após o Embaixador de Sua Majestade Real ter sido expulso do país e posto nas ruas montando um burro como forma de humilhação). Veja como tudo se trata da percepção; estar consciente em oposição e ser “inconsciente” (estar acordado* NdT 1, como as crianças dizem nos dias de hoje). E neste sentido, fazer qualquer coisa que se assemelhe remotamente ao terrorismo, violência revolucionária, ou mesmo a violência criminal, é cair nas mãos do Binarismo Opressor. Em sua bolha, se você denuncia o Binário desde o começo, você vencerá e terá transcendido. Sim, eu também sou um bastardo em minha imaginação. Meus amigos imaginários também pensam que sou especial (“Insurrecionalistas sem insurreição” me lembra a caracterização do comunista Bukharin dizendo que o anarquista é um liberal com uma bomba. Você pode fazer a aritmética sozinho). Foi aproximadamente na metade da minha vida, mas ainda posso me lembrar da Ideologia Alemã e processando o jovem Marx, seu ponto principal era que a refutação de algo no abstrato não destrói aquilo no mundo físico. Eu não vou entrar em toda a polêmica do “São Marx”, mas vou tentar citar Teses sobre Feuerbach encima de outra problemática hegeliana que o autor comunista aborda:

“O problema de saber se ao pensamento humano pode ser atribuído uma verdade objetiva não é um problema teórico, mas um problema prático. É na prática que o homem tem que demonstrar a verdade, isto é, a realidade e o poder, a mundanidade de seu pensamento. O litígio sobre a realidade ou irrealidade de um pensamento isolado da prática é um problema puramente escolástico…

A vida social é, em essência, prática. Todos os mistérios que levam a teoria ao misticismo encontram sua solução racional na prática humana e na compreensão desta prática.”

Vamos salvar o leitor de toda a questão de “o ponto está em mudar isso”. Outro marxista (Trotsky?) resumiu o princípio mais sucintamente dizendo algo como (parafraseando): “Quando uma ideia busca o controle das massas, se converte em uma força material.” Não importa se uma ideia é “falsa”, se existe um deus ou não, etc. Deveria importar, mas realmente não é assim. Se as pessoas estão prontas para matar ou morrer por ela, é uma realidade física, pode até ser uma realidade física superior (um deus?). O progresso, por exemplo, pode ser um fantasma sem base na “realidade física”, mas essa ideia criou a Hidrelétrica das Três Gargantas na China: a crença firme na ordem, no futuro, na benevolência da dominação do homem sobre a natureza, νόμος sobre φύσις. Você se negar a lidar com isso e retrair sua própria imaginação e opinião significa simplesmente que você acaba protegido por sua fortaleza de opiniões intransponíveis. Isso parece uma vitória pírrica, se é que alguma vez existiu uma.

Mas vamos voltar ao tiro na perna: não poderíamos dizer que este “prazer” está infectado pela ideologia neo-cristã, como um malware criando um backdoor no software insurrecional? Por que não é divertido ver cérebros escorrendo pelo oco de um olho, mas ver um fascista se contorcendo de dor porque lhe espatifaram a patela é legal? Pode ser que haja medo que te considerem um psicopata por matar alguém, mas regojizar-se por deixar alguém coxo não deveria te catalogar no status de psicopata, é? (explique isso para uma pessoa comum para ver se compram a ideia). Não poderia ter nada a ver com todo o assunto de “Não Matarás”, certo? Ou o monopólio absoluto sobre a vida e a morte que o Rei, o Estado, etc., reivindicaram sobre as pessoas por milênios no contexto europeu? Talvez estas pessoas deveriam começar a ser honestas consigo mesmas, mas provavelmente não o farão. Elas não deveriam se surpreender, em todos os casos, quando algum de seus compas chegue a conclusão de que todo o derramamento de sangue é “fascista”, ou se alguns mais ainda confusos flertam com os “movimentos sociais” que promovem a intervenção do Estado para desarmar todo o mundo.

A moeda humana, mesmo para o mais fervoroso insurrecionalsita, para o traidor da espécie mais entusiasta, é preciosa demais. Não vamos invalidar esta moeda, eles exortam; ao fazê-lo, a pessoa cai no cálculo moral da sociedade. Ao ser imoral, reverencia-se a moralidade, em oposição a ter a atitude correta, a “consciência correta”. Uma percepção tão alta pode tornar a travessia de uma rua um ato revolucionário, pode criar abundância do nada, pode partir o mar. Mas em termos de desafiar o humanismo inerente, o cristianismo inerente a todas as ideologias “radicais”, não podemos fazer isso. Desculpe, não vamos prestar-lhes atenção, e seguiremos com a próxima moda da semana que prometa salvar uma sociedade que não quer ser salva, ou ao menos nosso confortável lugar nela.

Atirar no joelho é atirar nos ramos mais altos. O atacante está claramente perturbado por algo a ponto de usar a violência. Por que você quer ferir essa pessoa? Por que ela tem poder? Quem lhe deu esse poder? Ou quem consente que o tenha? Há mais de “nós” que “deles”, certo? Com quem você realmente está zangado? Você realmente acha que matará a árvore se você podar o suficiente? O que te impede de atirar na raiz? Quando você se vê de frente para o indivíduo e para o coletivo, o que te impede de apontar mais alto, acima dos joelhos, na direção de onde o problema realmente está? Além do bode expiatório para a Massa amorfa que o mantém em sua posição de poder?

Nota do Tradutor:

1. A palavra usada em inglês é “woke”, termo político de origem afro-americana que se refere a uma consciência perceptiva respeito à justiça social e a justiça racial. Nas acepções mais modernas do termo, é usado para falar de consciência social em termos gerais.

(en) Eulogy for Abe

If you follow the online world of anti-civ discussion you might already be aware of the departure of Abe Cabrera from this world, apparently as a reaction to the responses to his writing projects.

For anyone reading this who are unaware of Abe or his projects, I will briefly sum Abe up, as best I can.
My first time encountering Abe was in September 2016, after reading content from his 2 blogs Wandering Cannibals and Atassa (both now deleted). Abe’s writings were relentless and unforgiving. He had a near Artaudian energy to his approach, which sparked in me immediate interest.

We soon after became “friends” through Facebook and I found myself caught between contradictory feelings towards him. What respect I had and have for Abe, regarding his engaging, critical and unforgiving arguments, became forced up against disappointment towards his vulgarity as a troll, the narcissism he revelled in as his infamy grew and the apparent lack of creativity, as he continually parroted the ideas of other’s within the eco-extremist milieu, which he was the English language voice of, and became reduced to perpetual negation. (Perhaps I was naïve to have hoped for much more from him. Maybe he was perfectly all he could have been.)

But I maintained interest in him, as he and his project succeeded in challenging the sensibilities and aesthetics of the vast majority of the anarchist milieu. During what will remain in my memory as the EE (eco-extremism) vs IGD (It’s Going Down website) saga of 2017, the upset caused by the Atassa journal Abe edited and contributed content towards shook anarchist discourse to the core. He and the eco-extremists he was a voice for challenged many of the presuppositions of its contemporary anarchist ideologues and forced us, particularly those of us anarchists within the anti-civ conversation, to stand naked and acknowledge those aspects of the wild that are most challenging to our world-views, which are in many ways still tied to the logic of civilisation and domestication.
As his infamy grew, Abe seemed to get more and more cultish, claiming to worship demons and becoming seemingly more and more interested in the super-natural. His final upload to his Wandering Cannibals blog exemplified this, with his appeals to Christian-type (albeit perhaps of an inverted Christianity) eschatological discourse (all of the blogs content can be found at this link https://ia801505.us.archive.org/33/items/wccontent69420/Zhu%205.pdf).

I cannot deny that the cultish aspects of Abe’s projects became increasingly disappointing, but his, strangely reminiscent of Jim Jone’s suicide, abandonment of the digital world is even more disappointing and I cannot deny being sad to have lost his voice from this aspect of the conversation.

I’ve seen some claim that Abe’s departure from the digital world was a reaction to hate from antifa type left-anarchists, but I do not believe this (or rather, I do not want to believe this). I’d rather believe that this has been done as an act of theatre of cruelty, an act of trolling par-excellent, where Abe intended that I, and others who took interest in his projects, would be disappointed in him and he could “lulz” as we ponder his disappearance. Alongside this, I’d like to think that this was a clever ploy to spark interest in the second issue of Atassa, leaving those of us who are interested in his thoughts forced to go to the journal for his ideas, rather than his blogs.

Whatever is the case, I hope this eulogy can stand as testament to an individual/writer/thinker/troll who was, if nothing else, undeniably provocative and interesting. He was in many ways ugly and worthy of critique and criticism, but was also brilliant in many ways and I will miss him. (And I hope he is thoroughly disgusted by this, should he ever read it).

by Julian Langer

[en] (Mexico) 87 Communique of ITS

Taking advantage of the popular clamor, the demand for justice, the tolerant administration of the capital authorities and police incompetence, members of Individualists Tending towards the Wild have infiltrated the demonstration yesterday and have been participants in the riots generated in the downtown of the disgusting Mexico City.
Once again, Chaos seized the streets and our groups, along with other rabid antisocial, ravaged several targets within our reach. This is not the first or the last time we infiltrate a peaceful march, it is clear that ITS takes any opportunity to unleash Chaos, confusion and destabilization, we really don’t give a damn about their demands (from whoever).
For the mindless we clarify that, this is a small statement concerning of OUR responsibility in those riots, with this it does not mean that we were the ONLY responsible for the beautiful violence of a few hours ago, the merit also belong to others with whom we share masks, sweat, mocks and effusiveness.

For the Occult and the Unknown:

Individualists Tending Towards the Wild – Mexico

(es) Ontología Guerrillera – Sobre Destrucción, Violencia y Acción Directa

Escuchamos sobre violencia todo el tiempo. Hablamos de violencia todo el tiempo.

Calificamos esta violencia como buena y esa violencia como mala. Esta violencia tan necesaria y esa violencia tan innecesaria.

Esta violencia es suya y esa violencia es nuestra. Y la conversación sigue y sigue y sigue.

A menudo no reconocemos cuando hablamos de violencia, ya que la violencia toma tantas formas, usa muchas máscaras y hemos sido criados para defender la mayoría de los actos de violencia como simples factores de la vida cotidiana ordinaria.

Para el pacifista, toda violencia es malvada y debe evitarse a toda costa. Los pacifistas creen en la gran separación cósmica de las fuerzas de la luz de las fuerzas de la oscuridad. Ellos ven el universo como fundamentalmente defectuoso de esta manera. Los pacifistas creen que existe tal característica de la existencia, que puede impregnar todo el Ser, esta noción de maldad y oscuridad, que es algo que debe ser rechazado en todos los puntos.

Decir que algo es malo es presuponer un deber moral, que algo debe o no existir, y que cada ejemplo existente de mal debe ser rechazado y expulsado de la sociedad. Lo malo es, en última instancia, lo que amenaza la maquinaria que es la sociedad.

Pero mientras hablamos de violencia una y otra vez, rara vez hablamos de lo que es la violencia, ni de lo que no es. Oh, claro, hablamos de su violencia e incluso de la nuestra en ocasiones (aunque generalmente santificamos a sus actores, los vivos como héroes y los muertos como mártires que se sacrificaron por Dios, el Dios de la maquinaria de la tecnosfera).

Raramente, si alguna vez, hablamos sobre qué es la violencia, cuáles son los orígenes de la violencia y otras preguntas que podrían considerarse demasiado abstractas o conceptuales para la “realpolitik”.

La violencia parece ser un tipo de acción muy específico (que abarca nuevamente categorías generalizadas), que a menudo se confunde con otra. Entonces, antes de dar cualquier tipo de definición de violencia, discutiré lo que no es: destrucción.

La destrucción como fenómeno es el evento de una singularidad por la cual, debido a ciertas intensidades físicas, se crea una nueva situación, espacio, ubicación, Cosa (etc.). De esta manera, la creación y la destrucción no son en modo alguno una dicotomía, sino más bien la fuerza monista del flujo del movimiento, la energía y la fugacidad en un sentido completamente físico.

Un huracán y un incendio forestal son destructivos, pero no son violentos. En su destrucción crean nuevas situaciones, espacios, ubicaciones; Cosas, por la intensidad de sus lanzamientos energéticos. Un meteorito que mata la mayor parte de la vida en el planeta Tierra, incluidos los dinosaurios (posiblemente los ocupantes más exitosos de este planeta si asumimos una epistemología realista paleontológica), no es violento y no ejerce violencia sobre aquellos que ha matado. El meteorito Chicxulub fue destructivo, y su destrucción condujo a la creación de una situación que resultó en que los mamíferos se volvieran más prevalentes (como una categoría generalizada de especies-Ser) a medida que los dinosaurios se extinguieron.

La destrucción y la creación son el flujo monista de la vida, donde la vida y la muerte son la misma cosa. Son lo mismo en cada presente, temporalmente atados por las dimensiones físicas del Ser encarnado, el Ser salvaje como elijo llamarlo. Como tal, la destrucción (/ creación) es un aspecto de lo que es salvaje (o natural, si lo prefiere).

– VIOLENCIA COMO VIOLACIÓN.

La violencia se presenta no como destrucción, sino como violación. Esto no significa que la violencia se define por la intención de violar. No, la percepción de una acción o evento no altera su fisicalidad, solo las relaciones de aquellos dentro o hacia ella. Como tal, la violencia puede ocurrir sin intención de violar.

Entonces, ¿qué significa violar? Violar algo es afirmar autoridad (no poder) sobre un espacio, lugar, momento, individuo o grupo dado, e interrumpir el flujo salvaje y auténtico de las energías vivas en las construcciones (no creaciones) de la supuesta autoridad, que se afirma a través de la violencia.

La violación es un acto de violencia, donde los violadores se afirman como una autoridad sobre la que están violando. La violación interrumpe el flujo salvaje y auténtico de las energías vivas de las personas violadas, mediante la usurpación de su cuerpo, y las convierte en un objeto construido de los recursos de placer del violador.

Esta autoridad proviene de las mitologías de la civilización, que rodean las jerarquías de otros a quienes se les otorga la capacidad de dominar y oprimir a través de privilegios innatos. Esto no quiere decir que la violación y otros actos de violencia no ocurran fuera de la civilización; más bien, la civilización es la monopolización de la violencia y una fuerza que intensifica la violencia, hasta tal punto que corrompe al Ser en algo no auténtico y completamente diferente de lo que es salvaje.

Los mitos de la autoridad (de nuevo, no del poder) son lo que es la violencia. La civilización se define por la maquinaria de la tecnosfera, el cuerpo de la metrópoli, la materialidad de su ideología. Su violencia no crea ni puede crear, sino que construye. Se construye a través del lenguaje y de lo que la civilización considera recursos.

Civilizar, domesticar, afirmar autoridad, construir, mecanizar es ser violento; mientras que ser destructivo (/ creativo) es ser salvaje, vivo, natural.

Esta definición puede resultar incómoda para aquellos que han estado involucrados (o han sido voces activas) en grupos de resistencia cuyas tácticas han incluido a aquellos generalmente considerados violentos. De hecho, muchos han tratado de justificar el uso de la violencia, y esto no solo se limita a los grupos dentro de las naciones “occidentales”, como ALF, ELF, DGR, etc., sino también a los combatientes de la resistencia indígena en sus llamamientos a esos “ciudadanos”. quienes buscan oprimirlos. Pero esto es simplemente un malentendido provocado por las limitaciones del lenguaje como un medio para transmitir el significado.

Las acciones de estos radicales no son violentas, sino destructivas (/ creativas) y, como tales, no están vinculadas al autoritarismo de la violencia y su fealdad. Eso no quiere decir que no haya grupos que se llamen radicales, sino que solo quieran reconstruir la misma maquinaria de violencia a la que supuestamente se oponen. Más bien, resistencia / revuelta / rebelión / etc., es destructiva / creativa, no violenta.

– CREACIÓN / DESTRUCCIÓN DE GUERRILLA.

¿Qué significa esto para la práctica radical, eco-anarquista, ontológica-anarquista o de otra manera? Simplemente significa que somos agentes de destrucción; somos la creación de la destrucción, apoyamos la destrucción de las construcciones violentas de la civilización, en maquinaria, lenguaje, mitos, formas socio-normativas de interacción y todo lo demás que abarca la metrópoli, el Leviatán, el estado, la economía.

Esta acción de destruir la realidad construida por la civilización es la actividad de la ontología guerrillera, que equivale a destruir la maquinaria y los mitos de la civilización, y crear eventos, espacios, lugares, situaciones que permiten que el flujo anárquico del Ser salvaje se mueva libremente.

La ontología de guerrilla generalmente no se ha visto en el sentido que describo aquí. Fue descrito por primera vez por Robert Anton Wilson y definido en Wikipedia como:

“El objetivo de la ontología de guerrilla es exponer a un individuo o individuos a ideas, pensamientos y palabras radicalmente únicas, para invocar la disonancia cognitiva, lo que puede causar cierto grado de incomodidad en algunas personas a medida que sus sistemas de creencias se ven desafiados por nuevos conceptos. . ”

Entonces, al extraerse de la filosofía y los escritos de Wilson, la ontología guerrillera se asocia típicamente con prácticas espirituales discordianistas de la nueva era.

El anarquista ontológico Hakim Bey describe su concepto de la Zona Autónoma Temporal como una práctica en ontología de guerrilla, y es donde el término se ubica primero dentro del pensamiento anarquista. Deberíamos expandir el concepto más allá del simple quietismo y puro estilo de vida, para ser la base de ataques destructivos (/ creativos) de sabotaje, resistiendo a la civilización en una revuelta basada en la Vida. Pero para hacer esto debemos explorar qué es ser guerrillero. Los guerrilleros son luchadores que utilizan un enfoque basado en la guerrilla para llevar a cabo la guerra. Entonces, ¿cuál es el modo de ataque guerrillero?

Che Guevara, el famoso guerrillero marxista de la revolución cubana, declaró en su trabajo Guerrilla Warfare: A Method que el objetivo de la estrategia guerrillera es la toma del poder. Ahora, obviamente, en el caso del Che, y el proyecto marxista en el que estuvo involucrado con Castro, la toma del poder se tradujo en la reconstrucción del Leviatán bajo su autoridad, no en la liberación, la libertad salvaje o cualquier cosa realmente deseable. Pero este es un problema relacionado con la autenticidad del proyecto en cuestión, no en el enfoque en sí. Y dada la habilidad del Che como guerrillero, me siento cómodo con este objetivo del método, independientemente de su resultado ideológico.

Entonces, a partir de esta presuposición, seguiremos que el modo de ataque de la guerrilla se basa en el objetivo de tomar el poder, y para nuestros propósitos, esta toma del poder es destructiva (/ creativa), no constructiva y violenta.

Grupos guerrilleros, como el Talibán, Al-Qaeda, Movimiento Revolucionario Túpac Amaru, Khmer Rogue, El Ejército Rojo Japonés, La Guerrilla Ñancahuazú, M-19, El IRA, Nuevo Ejército del Pueblo, Movimiento Peronista Montonero, Ejército Democrático de Grecia, Gratis El Movimiento Papua, La Brigada Enojada, J2M, Individualistas que tienden hacia lo salvaje, YPJ e YPG, Conspiración de células de fuego, Movimiento para la emancipación del Delta del Níger y otras organizaciones similares, han tomado como su enfoque la toma de estrategias y tácticas de poder que se basan en actos de sabotaje, emboscadas, incursiones, enfoques de estilo de golpe y fuga y otros medios de ataque, mientras se evita la guerra a gran escala del enfoque militarista tradicional.Esto no es para abogar por todas las formas específicas de guerra irregular que estos grupos y grupos como ellos usan o han usado: bombardear a “civiles” (por ejemplo) solo por el hecho de que es feo y solo logra incitar a la civilización a dominar a través de un mayor autoritarismo medio.

– POR QUÉ GUERRILLA.

¿Por qué utilizar tácticas de guerra irregular con ataques a pequeña escala como emboscadas y sabotaje? ¿Por qué no atacar de frente? Veamos un potencial histórico que llevó a la ruina a discutir por qué no.

Después de que los romanos la golpearan y violaran a sus hijas, la druida celta y la reina Boudicca encabezaron una campaña de guerrilla que casi dejó a los romanos fuera de Gran Bretaña. Las tribus Iceni bajo el liderazgo de Boudicca promulgaron rebeliones y emboscaron ciudades bajo el dominio romano. A través de sus tácticas de guerrilla, agotaron con éxito la posición romana en Gran Bretaña hasta casi la derrota.

Si nunca hubieran contratado directamente al ejército romano, con su armamento y armadura tecnológicamente superiores, los Iceni y Boudicca probablemente habrían visto a los invasores coloniales romanos derrotados en una victoria celta empapada en sangre. Lamentablemente se enfrentaron a los romanos en una batalla abierta y los celtas perdieron.

Por lo tanto, parece razonable abogar por tácticas de tipo guerrillero dado el poder tecnológico del imperio y nuestros medios de ataque disponibles.

Un luchador de la resistencia, dentro de la resistencia anti-cívica y eco-radical, cuyo enfoque ha utilizado gran parte de lo que puede considerarse un enfoque guerrillero, es Theodore Kaczynski (más conocido como el infame UNABOMBER). La infamia de Kaczynski proviene no solo de su campaña de bombardeos y su famoso manifiesto, Industrial Society and its Future, sino de sus años de eludir al FBI y otros agentes institucionales que intentaron localizarlo.

La ideología de Kaczynski ha sido un aspecto central del movimiento eco-extremista, que abraza activamente las narrativas de violencia. Una de las cosas claras en los escritos de Kaczynski es que, si bien presenta excelentes informes analíticos sobre tecnología, su política sigue vinculada a las narrativas de la historia (/ civilización). El movimiento eco-extremista parece igualmente vinculado a las narraciones de la historia, y confunden su deidad santificada de la Naturaleza Salvaje con una fuerza violenta, cuando la naturaleza es destructiva (/ creativa) y no viola nada.

Con respecto a la UNABOMBER (como entidad política), Kaczynski fue un fracaso, tanto en términos históricos como antihistóricos, quien, a pesar de sus muchos aspectos brillantes, se encontró en las trampas de una prisión mucho más intensa que la que usted y yo. nos encontramos ubicados dentro. ¿El movimiento eco-extremista post-Kaczynskiista haría bien en recordar esto, o tal vez esto es algo que su nihilismo pesimista pseudoactivo (pasivo) simplemente acepta?

Quizás estoy siendo injusto con Kaczynski. Es cierto que tanto el entorno eco-radical como el anarquista son fracasos colosales en la búsqueda de los resultados deseados fuera de algunos proyectos personales más pequeños. El imperio ahora se ha extendido básicamente por todo el cuerpo de la Tierra y el colapso ecológico es básicamente una certeza. Pero la furia enérgica de la rebelión desafiante que recorre mi cuerpo me lleva a seguir adelante, canalizando el poder de la naturaleza, a ser una fuerza destructiva sobre la civilización, creando espacios / lugares / ubicaciones / situaciones indomables.

– RESISTENCIA INDÍGENA.
Veamos otras luchas, peleas y bailes.

Los pueblos indígenas de lo que ahora llamamos Australia promulgaron una guerra contra los colonos que no tiene principio ni final aparente fuera de la historia; Una realidad vivida de la guerra contra la realidad que está construyendo la máscara de civilización británica. Esta guerra fue llevada a cabo por líderes solitarios “descarados”, cuyos ataques fueron coordinados sin organización formal, generalmente en forma de guerra de emboscada. En lugar de formar organizaciones, milicias y otras categorías generales de guerra organizada, practicaron su guerrilla mucho más como comunidades / sindicatos de egoístas, trabajando en ayuda mutua para resistir la civilización.

¿Cómo era su resistencia? Bueno, muchos de los guerrilleros se dedicaron a formar bandas, que se centraron en la venganza, a través de infligir sabotaje interminable y guerra psicológica. El sabotaje es básicamente lo que llamamos destrucción de propiedad en la forma en que los radicales ecológicos están muy familiarizados. La guerra psicológica tomó la forma de burlarse, humillar y hostigar a los invasores, amenazando e intimidando como medio de ataque psíquico.

Entre los guerrilleros de líderes solitarios de los australianos indígenas se incluye el famoso guerrero Pemulwuy, quien se creía que no podía ser asesinado con armas de fuego. Pemulwuy luchó contra los invasores británicos a través de incursiones de emboscada y mató a los funcionarios británicos en venganza contra su violencia hacia su comunidad y la tierra donde vivía. Al igual que Kaczynski y otros guerrilleros similares, Pemulwuy falló y se encontró a merced de sus enemigos (el enfoque de un ataque australiano indígena de líder solitario parece extraer algo de los ataques de ontólogos guerrilleros).

¿Significa esto que comenzamos a matar a funcionarios o partidarios del Imperio como Pemulwuy? No necesariamente, ya que parece haber medios prácticos mucho más prudentes para infligir daño al Leviatán. Estos medios tienen más potencial para realmente interrumpir sus narrativas, no solo sirven como base para que los civilizados restablezcan y hagan que esas mismas narrativas sean más violentas. No veo el intento de asesinar a funcionarios del gobierno, o matar a algunas personas domesticadas, como una actividad que tiene un potencial pragmático para un resultado deseable, y parece un desperdicio.

La guerra de ontología de guerrilla parece mejor llevada a cabo mediante 2 tipos de ataque de emboscada. El primero, el sabotaje, es bien conocido por los radicales ecológicos. Este tipo de ataque a través de la destrucción de “propiedades” ha tenido grados relativos de éxito para grupos como ELF, ALF, Earth First !, the Hunt Saboteurs y otros grupos eco-anarquistas (Esto se afirma con el reconocimiento de que, debido a la pura escala de la autoridad del Imperio en este punto, necesitamos un pesimismo honesto con respecto a su potencial y sus fallas en el pasado).

La segunda forma de ataque de emboscada que se defiende aquí es la utilización de la guerra psíquica, para crear sensaciones de desenfreno dentro de las conciencias de los domesticados. Esto significa destruir las comodidades tecnológicamente inducidas que alejan a los domesticados del horror del desierto de lo Real, la situación apocalíptica que se encuentra ante nosotros, en una percepción que puede mirar poco más.

Romper trampas de tejón y crear angustia psicogeográfica no va a detener al Imperio ni al colapso ecológico que es un subproducto de su violencia. Pero esta no es nuestra tarea. Lo Real está atravesando esta Realidad, a través de huracanes, incendios forestales, a través del óxido sobre el metal de la tecnosfera y muchos más ejemplos de los que podría enumerar. Wild-Being es en última instancia ineludible; La civilización es la construcción de una ilusión fantasmal, y colapsará.

Nuestro objetivo como ontólogos guerrilleros es ser agentes de destrucción, terroristas poéticos y luchadores involuntarios, perturbando la historia y resistiendo su violencia. Y esto se logra mejor mediante una emboscada mediante el sabotaje de la maquinaria de la civilización (“destrucción de la propiedad”) y mediante la guerra psicológica, en lugar de ataques de cabeza, que siempre resultan en una mayor intensidad de la violencia de la civilización y sus agentes.

Por Julian Langer.

(es/en) Ejercicios Espirituales Eco-extremistas

Tomado de Atassa n° 2.


“Et introibo ad altare Dei”
(Voy al altar de Dios)

Vengo de una familia evangélica, pero hace tiempo que eliminé los valores que me enseñó. Me convertí en humanista, y volver a creer y rechazar el ateísmo fue un tremendo golpe para el intestino. Tuve que comenzar de nuevo con otra visión, muy personal y particular. Tomó un poco de tiempo, pero luego entendí que mi creencia en algo más nunca se había ido, y realmente no rezo, ya que entiendo que rezar es repetir las cosas, y no me gusta hacerlo porque me educaron para no rezar, sino para hablar con Dios. Todavía hago esto (en momentos específicos, por supuesto), para dar la bienvenida a los solsticios, para expresar gratitud por la llegada de una nueva fase lunar, y especialmente por una luna roja; estar agradecido por el frío, el calor, la lluvia, el aire y el fuego.
Hay rituales que me gusta realizar. Tengo cráneos de animales salvajes y domésticos en mi altar, donde quemo copal. En las tradiciones mesoamericanas, el copal representa la limpieza espiritual. Cuatro veces al año (el año mexica, y no el gregoriano) voy a lugares sagrados con una ofrenda. Estos son lugares sagrados para mí y no para mis antepasados: sus lugares sagrados están ahora cubiertos de edificios, centros comerciales y carreteras. Vengo a los cuatro lugares sagrados con ofrendas como piedras de río, ramas de mezquite, velas de sebo y carbones de mi último fuego (cuatro cosas). De rodillas hablo con el medio, casi siempre ante un árbol, una roca, un río o un barranco (cuatro cosas). Ahí fumo una pipa de abedul, mezclada con salvia, eucalipto, menta y tabaco lacandón (cuatro cosas). Estas son las únicas veces que fumo y no es para drogarme ni nada de eso. Esas hierbas no hacen alucinaciones y solo sirven para ayudar a la meditación, como lo hicieron para mis antepasados.
He indicado que cuatro es un número importante para mí, como lo es para muchas culturas. Hay cuatro fases de la luna, cuatro estaciones del año, cuatro direcciones cardinales y cuatro cosas sobre la tierra (las estrellas, el cielo, la luna y el sol). Cuatro cosas que respiran, las que nadan, las que vuelan, los de cuatro y dos patas. Cuatro son las fuerzas más importantes en la cultura mexicana: quetzalcóatl, huitzilopochtli, xipe totec y tezcatlipoca.

Puedes hacer tus propias oraciones, tus propias disciplinas; saber lo que sabes probablemente no será difícil, ya que probablemente siempre haya hierbas, animales, figuras, horas y ciertas oraciones involucradas. Debes elegir lo que es correcto para ti, buscar con qué elemento de la tierra te identificas más; algo puede surgir de esa base…
Hay otros rituales “más locos”, como las ofrendas de mi propia sangre derramadas en esos cráneos para protegerse, o cortarse las rodillas para que la sangre fluya hacia la tierra como un signo de conexión con ella como lo hacen los danzantes tradicionales aquí. A veces también perforan los lóbulos de sus orejas con espinas de maguey hasta que sangran.
Hago “bautismos de fuego” para terminar un ciclo y comenzar otro, con lo que se conoce como el “fuego nuevo”, hago un fuego de fricción con un taladro hecho con dos palos de eucalipto (el taladro) y uno de quiote (un tallo grande de la flor de la planta de maguey azul) como base. Cuando los palos se ponen rojos, digo algunas palabras y me quemo la piel. Bueno, eso es un poco extremo, pero creo que el dolor es inevitable, el sufrimiento es solo una opción. Creo que el dolor nos hace más fuertes, espiritual y físicamente, por lo que quemarse no es gran cosa, ni recibir un corte o rasguño que duele durante algunos días. Sé que mis creencias están marcadas en mi cuerpo.
Como dije, puedes hacer tus propias disciplinas y ser tu propia guía, sabiendo que el maestro te está mirando y está enseñando cosas valiosas todos los días.

“Permiso wacho”
Como tú, fue un esfuerzo comenzar a creer de nuevo (pero no creer en ese algo, más para sacar de mi cabeza ese hábito anarquista tonto de ateísmo). Voy a una colina, que es tan lejos y salvaje como tiendo a ir. No llevo a cabo rituales más significativos en este momento. Siempre busco la luna de noche; La saludo y le pido que proteja mis pasos. Le pido que me dé fuerzas, y realmente solo converso con ella, siempre descalzo con los pies en la tierra. Me gusta sentir el frío, creo que es realmente necesario. Es cierto que el frío puede ser insoportable, pero los humanos modernos no pueden soportar muchas cosas. Así que trato de soportarlo y lo siento en mis huesos; así como siento el calor en verano, no se puede perder el frío en invierno.
Yo también hago lo otro. Cuando saco una planta, una rama o una flor para beber o para otro uso, siempre pido permiso. Cuando tomo hojas para hacer té de limón, siempre digo de manera coloquial: “perdón, amigo” o “perdón, hermano” y luego arranco las hojas. Realmente, siendo la persona civilizada que soy, trato de renunciar a los vicios y costumbres civilizados tanto como sea posible. Voy solo a la naturaleza y contemplo las estrellas. Converso con los insectos.
Recuerdo que cuando era adolescente oraba todos los días antes de irme a la cama, “Nuestro Padre que eres … bendice a mi familia, dame salud … etc.” La cuestión es que solo estaba haciendo los movimientos, y en ningún momento fui sincero y real. Llegué al punto de que incluso el solo pensar en rezar me desanimó, pero lo hice porque dijeron que así era como amabas a Cristo. Siempre me pareció muy restrictivo tener que hacerlo por obligación.
Siempre antes de salir a la calle y especialmente antes de una acción, me encomiendo a los espíritus de los fueguinos, les agradezco y les pido protección. Mi intención es sumergirme en todo esto, aprender cosas que hicieron los antiguos, traerlos de vuelta a nuestra era actual.

Las luces del viernes por la noche
Mis epifanías llegan en momentos extraños e inoportunos. El último fue en un partido de fútbol de secundaria. Mis dos hijos querían ir a un partido de fútbol, ​​donde consumían bocadillos y bebían refrescos, y observaban a sus compañeros mayores participar en este ritual de la vida suburbana. A menudo pienso, “cómo era este lugar antes de la civilización”. No es difícil, ya que las aguas y la vegetación siempre parecen derramarse donde no los queremos, los hipercivilizados. Leí sobre la vida de las personas que vivieron aquí antes que los europeos, qué comieron y de qué hicieron sus casas; sobre sus dioses y tabúes. Es difícil de imaginar y, sin embargo, tan simple. Sobre las luces del estadio, vi el dosel de pinos, y más allá de ellos, tal vez un pantano de cipreses, y luego los ríos, el lago, los mares… Y todas las zarigüeyas, armadillos, ciervos, zorros y mapaches que se arrastran en ellos. Si el ojo de mi mente fuera más agudo, tal vez vería los fantasmas de los pumas, osos, lobos y bisontes que también alguna vez vagaron por estos bosques. Traté de mirar por encima de la civilización para ver qué hay antes y más allá, pero mi visión no llegó tan lejos. Mis ojos volvieron al juego y esas luces encendidas un viernes por la noche…
Esa es la verdadera epifanía: nuestro fracaso para ver, nuestra comprensión de que no somos dignos de ver lo que está más allá de nuestra oscura realidad. Aquí “digno” no denota juicio moral, sino metafísico. No vemos porque no podemos, y la razón por la que no podemos ser inherentes a nuestro ser más íntimo. Ya no vemos el mundo como deberíamos, las estrellas ya no pueden dirigirnos a casa, los bosques no nos nutren, los animales ahora son solo plagas. Incluso si trabajáramos toda la vida, no nos redimiríamos. Somos el producto de esta orden y somos derrotados mientras continúe.
Algunos dirían que nosotros, los monstruos y psicópatas de la sociedad, deberíamos simplemente suicidarnos, que deberíamos dejar a todos los demás en paz para continuar con sus sueños de una sociedad mejor o de la continuidad de la sociedad tal como es. No, gracias, mientras estés aquí no podré dormir profundamente en la tumba. Incluso si mi única vocación es, en voz baja, burlarse de su entusiasmo afectado y sonrisas falsas, valdrá la pena. La realización de mi pequeñez e impotencia ante lo Incognoscible (lo Desconocido, deus ignotus) es una oración suficiente para mí, y mi odio hacia aquellos que se creen más que esta pequeñez es el único sacrificio que puedo dar.
Pero, ¿qué es lo incognoscible?, ¿quién es él o ella o eso?, desde mi juventud lo he buscado, he deseado refugiarme debajo de él, quedarme en ese momento cuando me envuelve, me trae a mí mismo y se une conmigo. Pero cuando me convertí en hombre, finalmente aprendí que solo captas momentos de ello. No puede reproducirlo, no puede comprarlo. No hay forma de convocarlo desde el cielo o desde donde habita y se derrumbará. Dejé de ser materialista porque me di cuenta de que lo Uno, lo Bueno, lo Verdadero, lo Hermoso y el Amor existen, pero de ninguna manera podemos captarlo de forma completa, permanente y segura. Tan pronto como los agarramos, ya se nos están escapando de las manos…
Pero he visto el esplendor de lo Incognoscible: en los dedos de fuego que es el cielo sobre las pampas, o en una montaña en las afueras de Córdoba en Argentina, en la cúpula negra del firmamento sobre el desierto de Mojave, en las rocas golpeadas junto al mar frente a Point Lobos, en el coro de pájaros muy por encima del pantano… Lo vi con mayor lucidez cuando sostuve a mi hijo mayor por primera vez. Entonces me di cuenta de que nunca lo entendería, que lo que sea que lo haga lo que es no es algo que yo pueda comprender o dominar. No lo tengo, nadie lo sabe. Es en el acto mismo de ser un animal mortal que nos sorprende como el mysterium tremendum et fascinans del que hablan los teólogos. Sabemos que somos más pequeños que eso, lloramos por él como un niño lactante llora por su madre. Puede venir, o puede que no, pero siempre se irá de nuevo, porque su plenitud probablemente nos rompería.
Toda filosofía, toda moralidad, toda ley, todo arte, toda literatura, toda cultura, no son nada ante ella. Son casi una blasfemia contra ella. Necesitamos estas blasfemias porque no podemos hacer otra cosa, pero cuando el Humano piensa que es supremo, que crea el fruto del trabajo y el genio de lo Incognoscible, es en ese punto que el Humano se vuelve repugnante, vil y digno de ataque. No me considero nihilista porque rechazo como en un berrinche todo lo que es bueno y bello en este mundo (incluso lo que se podría discernir como “productos de la civilización”). Soy un nihilista reacio porque creo que esas hazañas de genio, esas cosas que hacen que la vida sea hermosa o que valga la pena vivir, no son el producto (o al menos no el único producto) del ser humano. Su orden y esplendor se encuentran en otra parte; el pensamiento, la cultura, la ley, la moral, etc., solo pueden servir como los recipientes de lo Incognoscible que flota por encima de ellos como una fuente de luz evasiva.
De todos modos, en esta noche, o en los momentos en que puedo mirar por la ventana en el trabajo temprano en la mañana, las veces que me llevo el agua a la cara en un lago o río, los pocos minutos tranquilos cuando los mosquitos zumban en mi oído al atardecer, entonces sé que lo Incognoscible también me llevará algún día. Un día, volveré a la gran corriente que late en el corazón de todo, y ese día estaré agradecido de que ya no tendré que luchar o ser un cobarde. Finalmente escucharé (sin escuchar) al Humano silenciado incluso si yo también soy silenciado, y la Voz Silenciosa de la Naturaleza Salvaje susurrando eternamente en las ramas.

Chicomoztoc—Karukinká —Nanih Waiya

Diciembre 2017

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(en) Eco-extremist Spiritual Exercises

“Et introibo ad altare Dei”

I came from an evangelical family, but I have long ago disposed of the values that it taught me. I became a humanist, and coming to believe again and rejecting atheism was a tremendous blow to the gut. I had to start again with another vision, a very personal and particular one for sure. It took some work, but afterwards I understood that my belief in something more had never left, and really I don’t pray, since I understand praying to be repeating things, and I don’t like doing that since in my upbringing we didn’t say prayers but talked to God. I do this still (in specific moments of course), to welcome solstices, to express gratitude for the coming of a new lunar phase, and especially for a red moon; to be thankful for the cold, the heat, the rain, the air, and fire.
There are rituals that I like to perform. I have skulls of wild and domesticated animals on my altar, where I burn copal. In the Mesoamerican traditions copal represents spiritual cleansing. Four times a year (the Mexica year, not the Gregorian one) I go to sacred places with an offering. These are places sacred to me and not my ancestors–their sacred places are covered with commercial buildings and highways. I come to the four holy places with offerings like river stones, mesquite branches, tallow candles, and coals from the last fire (four things). On my knees I speak to the environment, almost always before a tree, a rock, a river, or a ravine (four things). There I smoke a birch pipe, mixed with salvia, eucalyptus, domesticated mint, and Lacandon tobacco (four things). These are the only times I smoke and it’s not to get high or anything like that. Those herbs don’t make one hallucinate and only serve to assist meditation, as they did for my ancestors.
I have indicated that four is an important number for me, as it is for many cultures. There are four phases of the moon, four seasons of the year, four cardinal directions, and four things over the earth (stars, the sky, the moon, and the sun.) Four things breathe, those that swim, that fly, and those of four legs and two legs. Four are the most important forces in Mexica culture: quetzalcoatl, huitzilopochtli, xipe totec, and tezcatlipoca.

You can make your own prayers, your own disciplines; knowing what you know it will probably not be difficult, as there are probably always herbs, animals, figures, hours, and certain prayers involved. You should pick what is right for you, seek what element of the earth you most identify with; something can grow out of that base….
There are other “crazier” rituals, like blood offerings of my own blood spilled out on those skulls for protection, or cutting one’s knees so that the blood flows down to the earth as a sign of connection to it as the traditional dancers do over here. They also sometimes puncture their earlobes with maguey thorns until they bleed.
I do “baptisms of fire” to end one cycle and begin another, with what is known as the “new fire,” I make a friction fire with a drill made of two eucalyptus sticks (the drill) and and one of quiote (a large stalk of the flower of the blue maguey plant) as the base. When the sticks get red hot, I say some words and burn my skin. Well, that’s a little extreme, but I believe that pain is inevitable, suffering is only one option. I believe that pain makes us stronger, spiritually and physically, so getting burnt is no big deal, nor is getting a cut or scrape that hurts for some days. I know that my beliefs are marked on my body.
As I said, you can make your own disciplines and be your own guide, knowing that the master is watching and teaching you valuable things every day.

“Permiso wacho”
Like you it was an effort to start believing again (but not to believe in that something, more to get out of my head that dumb anarchist habit of atheism). I go to a hill, that’s as far and wild as I tend to go. I don’t carry out more significant rituals right now. I always look for the moon at night; I greet her and ask her to protect my steps. I ask her to give me strength, and really just converse with her, always barefoot with my feet on the earth. I like to feel the cold, I think it’s really necessary. It’s true that the cold can be unbearable, but modern humans can’t stand many things. So I try to bear it and I feel it in my bones; just as I feel the heat in summer, the cold in winter can’t be missed.
I also do the other thing. When I take out a plant or a branch or flower to drink or for another use, I always ask permission. When I take leaves to make lemon verbena tea, I always say in a colloquial manner, “excuse me, buddy” or “excuse me, brother” and then I pull the leaves off. Really, being the civilized person that I am, I try to renounce civilized vices and customs as much as possible. I go into the wild by myself and contemplate the stars. I converse with the insects.
I remember when I was a teenager I prayed every day before going to bed, “Our Father who art… bless my family, give me health… etc.” The thing is, it was just going through the motions, and at no point was I sincere and real. It got to the point that even thinking about praying put me off, but I did it because they said that that was how you loved Christ. I always found that very constricting, having to do it out of obligation.
Always before going out into the street and especially before an action, I commend myself to the spirits of the Fuegians, I thank them and I ask them for protection. My intention is to immerse myself in all of this, learn things that the ancients did, to bring them back in our current age.

Friday night lights
My epiphanies come at odd and inopportune times. The last one was at a high school football game. My two children wanted to go to a football game, where they consumed snacks and drank soda, and observed their older peers participating in this ritual of suburban life. I often think, “what this place was like before civilization.” It is not hard, as the waters and greenery always seem to be spilling in where they are not wanted by us, the hyper-civilized. I read about the lives of the people who lived here before the Europeans, what they ate and what they made their houses of; about their gods and taboos. It’s hard to imagine and yet so simple. Over the stadium lights, I saw the canopy of pines, and beyond them, perhaps a cypress swamp, and then the rivers, the lake, the seas… And all of the possums, armadillos, deer, foxes, and raccoons crawling in them. If my mind’s eye were sharper, perhaps I would see the ghosts of the cougars, bears, wolves, and bison who also once roamed these woods. I tried to look over civilization to see what is before and beyond it, but my vision did not reach that far. My eyes returned to the game and those blaring lights on a Friday night…
That is the real epiphany: our failure to see, our realization that we are not worthy of seeing what is beyond and above our dark reality. “Worthy” here does not denote moral judgment, but a metaphysical one. We will not see because we can’t, and the reason we can’t inheres to our innermost being. We no longer see the world as we should, the stars can no longer direct us home, the forests do not nurture us, the animals now are only pests. Even if we worked a lifetime, we would not redeem ourselves. We are the product of this order, and we are defeated as long as it continues.
Some would say that we, the freaks and psychopaths of society, should just commit suicide, that we should just leave everyone else in peace to continue with their dreams of a better society or of the continuance of society just as it is. No thank you, as long as you’re here I will not be able to sleep soundly in the grave. Even if my only vocation is to, under my breath, mock your affected enthusiasm and fake smiles, it will be worth it. The realization of my smallness and helplessness before the Unknowable (lo Desconocido, deus ignotus) is enough of a prayer for me, and my hatred of those who think themselves more than this smallness is the only sacrifice I can give.
But what is the Unknowable? Who is he, or she, or it? From my youth, I have sought it, I have longed to take shelter under it, to stay in that moment when it engulfs me, brings me into itself, and unites with me. But when I became a man, finally I learned that you only catch moments of it. You can’t reproduce it, you can’t buy it off. There’s no way to summon it from Heaven or from wherever it dwells and it will come down. I stopped being a materialist because I realized that the One, the Good, the True, the Beautiful, and Love exist, but not in any way we can grasp completely, permanently, surely. As soon as we grab for them, they are already slipping through our fingers…

But I have seen the splendor of the Unknowable: in the fingers of flame that is the sky over the pampas, or on a mountain outside of Cordoba in Argentina, in the pitch black dome of the firmament over the Mojave Desert, in the rocks battered by the sea off of Point Lobos, in the chorus of birds high above the swamp… I saw it most lucidly when I held my eldest child for the first time. I realized then that I would never understand it, that whatever makes it what it is is not something for me to comprehend or dominate. I don’t own it, no one does. It is in the very act of being a mortal animal that it strikes us as the mysterium tremendum et fascinans spoken of by theologians. We know we are smaller than it, we cry for it like a nursing child cries for its mother. It may come, or it may not, but it will always leave again, because its fullness would probably break us.
All philosophy, all morality, all law, all art, all literature, all culture, are nothing before it. They are almost a blasphemy against it. We need these blasphemies because we can do no other, but when the Human thinks that it is supreme–that it creates the fruit of the Unknowable’s labor and genius–it is at that point that the Human becomes repugnant, vile, and worthy of attack. I don’t consider myself a nihilist because I reject as in a tantrum all that is good and beautiful in this world (even that which could be discerned to be the “products of civilization”). I am a reluctant nihilist because I believe that those feats of genius, those things that make life beautiful or worth living, are not the product (or at least not the sole product) of the Human. Their order and splendor lie elsewhere; thought, culture, law, morality, etc. can only serve as the vessels of the Unknowable that floats high above them like an elusive source of light.
All the same, on this night, or in the moments when I can look out the window at work early in the morning, the times I bring the water to my face in a lake or river, the quiet few minutes when the mosquitoes buzz in my ear at sunset, then I know that the Unknowable will one day take me too. One day, I will return to the great current that pulses at the heart of everything, and on that day I will be grateful that I will no longer have to fight or be a coward. I will finally hear (without hearing) the Human silenced even if I am silenced as well, and the Still Small Voice of Wild Nature whispering eternally in the branches.

Chicomoztoc—Karukinká —Nanih Waiya

December 2017

Atassa: Lecciones de la Guerra Creek (1813-1814)

Tomado de la Revista Regresión n° 7.


Abe Cabrera

“Tres hombres buscaban a sus amigos y parientes entre los muertos, algunos aún sangraban, todos escalpados y mutilados, y fumaban con fuego, los gritos de los asesinos se podían oír claramente, y sus hogueras vistas desde el este. Cientos de palos de guerra pintados cubrieron el campo de batalla, cada uno significaba un enemigo muerto de los Redstick”
-Gregory Waselkov, “A conquering spirit: Fort Mims and the Redstick War of 1813-1814”, pg 145

“(…) todo eso y más también es resalvajizar, volver a lo primitivo en un conflicto heredado por nuestros ancestros, poniendo en práctica las tácticas que usaron los antiguos pero dentro de otras condiciones, de hecho, el homicidio que llevo a cabo ITS se representa como una “resalvajización individualista”, asesinando al empleado de la UNAM ITS no SOLO pretendía eliminarlo y crear reacciones, sino que con el mismo acto, los miembros de ITS asesinan a su civilizado interno, matan de una puñalada, poco a poco, los valores occidentales que se les viene inculcando desde pequeños.”
Xale | Palabras Duras: Una conversación Eco-extremista

Han pasado más de 150 años desde que Karl Marx en “El Dieciocho Brumario de Luis Napoleón”, reflexionó sobre cómo ocurren los acontecimientos en la historia, por así decirlo, de dos formas: la primera vez como tragedia, la segunda como farsa. Sin embargo, es discutible que para diferenciar entre los dos (tragedia y farsa), uno tiene que asumir que la historia tiende hacia una dirección particular. Un acontecimiento que es similar a un acontecimiento pasado, así que la lógica va, de alguna manera, en que no pudo aprender “las lecciones” de su desagradable predecesor. Esta idea hace que las suposiciones relativas a los seres humanos en un contexto determinado actúen en grupos: que tengan agencias, que tengan plena transparencia en la realización de lo que están haciendo, que ciertas lecciones puedan aprenderse después del hecho, etc. Si, por otro lado, apreciamos la ceguera y la resolución necesarias para el heroísmo en un esfuerzo, cualquier acto puede parecer una tontería para el observador mirando con retrospectiva. Todo lo que los actores ven en medio de las cosas es necesario. Nuestra lucha puede no ser una de “aprender las lecciones” y romper el ciclo de la tragedia y la farsa. Puede tratarse simplemente de volver al “heroísmo” de la tragedia. Es decir, tal vez debemos volver a lo trágico como un escape del progreso: darse cuenta de que las cosas deben ser así, y es nuestra propia reacción la que es más importante cuando nos enfrentamos a un resultado inevitable. Es una cuestión de si luchamos o deponemos las armas porque estamos ciegos ante un “futuro” difícil de alcanzar.

Este ensayo describe una tragedia, en la que, para preservar una sociedad, el mismo pueblo tuvo que destruirla. Hablamos aquí de la Guerra Creek o Red Stick, la que se situó en el sudeste de los EEUU y que ocurrió a partir de 1813 a 1814. Los combatientes nativos en esta guerra muy probablemente no sospecharon que su guerra terminaría mal para ellos. Sostendré, sin embargo, que la guerra en sí era inevitable, como quizás fue su resultado. En esta afirmación, no estoy siendo determinista, sino que estoy argumentando que para que los Creeks hubiesen evitado el conflicto mortal con la civilización euro-americana, habrían tenido que dejar de ser Creeks. En cambio, los Creeks Red Stick lucharon valiente y violentamente contra el colonizador blanco, ya que consideraban que la pérdida de sus vidas era algo pequeño en comparación con la pérdida de su tierra y su honor. Los Red Sticks intentaron purificar su tierra de la civilización o morir intentándolo. La ferocidad y la crueldad en la batalla contra un enemigo superior, eran el medio principal de su “resalvajización”, una “resalvajización” que provocó una guerra civilizadora de aniquilación contra los Red Sticks. La “inevitabilidad” de este trágico final es la lección central de la Guerra Creek.

El surgimiento y la forma de la sociedad Creek
Los Creek o la Confederación Muskogee en el siglo XIX, fue una comunidad que había evolucionado a lo largo de siglos desde el cambio político y hasta el colapso de la sociedad. Los Creeks eran un grupo de clanes que una vez habitaron un paisaje de grandes cacicazgos conocidos como las culturas Mississippianas. En el momento de la llegada de Hernando de Soto a principios del siglo XVI, estos cacicazgos habían disminuido ligeramente, pero todavía eran lo suficientemente vibrantes como para representar una barrera significativa a las incursiones españolas. El colapso de la población debido a la enfermedad y a los cambios de los factores políticos internos, condujeron a que estos jefes se dispersaran y luego, lentamente se convirtieran en confederaciones cuyos nombres se conocen hoy como: los Creeks, los Choctaw, los Chickasaws, los Cherokees y los Seminoles. La unidad de los Creeks en particular hasta la época de su guerra con los Estados Unidos, era a menudo precaria y llena de tensiones que emergieron a lo largo de las líneas geográficas y de clase.

Todas estas confederaciones o “tribus” compartieron una cosmovisión común que era sin duda un remanente de las grandiosas culturas Mississippianas. Dentro de las propias tribus, siempre había disputas entre el centro tribal y la periferia del pueblo. Los Creeks se dividieron en varios pueblos que a su vez se dividieron entre los “Creeks Inferiores” (que habitan el área a lo largo de los ríos Chattahoochee y Flint en lo que ahora es Georgia), y los “Creeks Superiores” (que habitan el área a lo largo de Coosa, Tallapoosa y los Ríos Alabama, y sus afluentes en lo que ahora es el estado de Alabama). Los Creeks Superiores eran de lejos el grupo más grande, superando en número a los Creeks Inferiores dos a uno (Green, 22).

Con el fin de describir lo que se conocería como la “Guerra Red Stick”, nos limitaremos a comentar tres aspectos esenciales de la cultura Creek: el parentesco matrilineal, la naturaleza de la agricultura Creek y la ceremonia Green Corn o Busk. En mi opinión, estos tres aspectos contribuyeron en gran medida al tradicionalismo Creek interpretado a través de la ideología militante del pan-indigenismo. La incapacidad de integrarse en la sociedad agrícola patriarcal campesina yeoman, es lo que llevó a los Creeks a defender su forma de vida, con recursos y actos de violencia sin precedentes.

El parentesco matrilineal y la naturaleza de la agricultura Creek, estaban estrechamente relacionados y definían la división esencial del trabajo entre hombres y mujeres. En el siguiente descenso matrilineal, todos los hijos nacidos de una mujer eran automáticamente miembros de su clan, sin ninguna relación formal con el clan del padre. El varón más importante en la vida de un niño Creek no era el padre, sino un miembro masculino del clan de la esposa, generalmente el tío materno más viejo. El descenso matrilineal permitió crear historias familiares comparativamente interesantes, en las que un miembro prominente de la tribu Creek, podría tener una gran cantidad de ascendencia europea, pero aun así, ser considerado completamente Creek por lo menos culturalmente. Por ejemplo, William Weatherford, o Hopinika Fulsahi (El que Hace Verdad), fue un líder clave de los Redsticks en su ataque contra Fort Mims, pero su bisabuelo, abuelo y padre eran europeos que se habían casado con mujeres Creeks. Los hijos nacidos de esas relaciones fueron criados por el clan de la madre, incluyendo William Weatherford (Shuck-Hall, 4). Sin embargo, el aumento de los matrimonios influyó en el parentesco matrilineal, ya que una nueva clase de métis o de “sangre mezclada”, empezó a asociarse cada vez más con las formas europeas (incluyendo el parentesco patrilineal), manteniendo el lenguaje Creek y ciertos aspectos de su cultura. Este fue un factor determinante en la decisión de llevar a cabo la masacre en Fort Mims, de la que hablaremos más adelante.

Estas relaciones de parentesco matrilineal también formaron el espacio doméstico y público dentro de las ciudades Creek. Los hombres dominaban la plaza del pueblo y la toma de decisiones, pero las mujeres eran consideradas las amantes del hogar y del corazón. Esta supremacía en el hogar, era demostrada en la ceremonia que tenía lugar en la primera mañana después del matrimonio de la mujer Creek, llamada el “asaamachi”. En esta ceremonia, la nueva esposa quemaría intencionadamente la primera comida de su esposo para demostrar que el hombre era el subordinado dentro de la relación, y que su descendencia sería miembro del clan de su esposa y no suya (ibid). De este modo, las mujeres podrían tener una gran influencia indirecta en la vida política Creek, como se creía que era el caso de William Weatherford, cuya tercera esposa se cree que influyó en su tradicionalismo militante. En general, el lugar del hombre era la ciudad (talwa), el bosque durante la caza, y el campo de batalla.

La agricultura desempeñó un papel importante en la sociedad y en la cosmología Creek, pero era casi de dominio exclusivo de las mujeres. Esta exclusividad se basaba en un tropo común de las tribus del sudeste, en donde el hombre era el “tomador de la vida”, y la mujer era la “dadora de la vida”. El parentesco matrilineal se cree fundado en gran parte, en la premisa de que las mujeres y los niños que habían pasado por tantos problemas para limpiar manchas en el bosque para cultivar con hachas de piedra y fuego, no debían llevarlos por un intruso masculino que estaba casado con el clan (Waselkov, 6). Así, la gente que hizo toda la labor agrícola fue la recompensada, con el hombre proporcionando carne de su caza y recibiendo a cambio el sustento del maíz y otros cultivos que el clan de su esposa cultivaba. Esto también significaba, que los hombres que manejaban los asuntos agrícolas eran culturalmente impensables, a excepción de un claro obligatorio del bosque donde la fuerza y las manos eran necesarias.

La fiesta principal del año Creek, como en muchas otras partes del sudeste, era el festival del Maíz Verde o del Busk, un festival en donde la cosecha era simultáneamente una purga de la orden expirada y una celebración de la nueva abundancia. En algunas aldeas, viejas macetas, utensilios y ropa fueron destruidas simbólicamente para representar la ruptura con un pasado caducado. En épocas posteriores, el uso de mercancías y de ropas europeas también fue prohibido en algunas ciudades durante el Busk. El fuego sagrado, de la aldea se extinguió y reavivó de cuatro a ocho días de ayuno de purificación y de atención moral. La deidad central en las culturas de los Mississippianos había sido el sol, y el fuego se consideraba su emisario. A lo largo del año, el incendio central de la ciudad de la que todos los incendios individuales se encendieron, podría contaminarse con actos de violencia, violación de tabúes sexuales y transgresiones similares (Martin, 39). Una vez extinguido el fuego antiguo y encendido el nuevo, los primeros frutos de la cosecha de maíz fueron “sacrificados” al nuevo fuego. El color simbólico del Busk era el blanco en contraste con el rojo, que era el color de la guerra. El Busk sólo podía tener lugar durante un tiempo de paz, ya que las ceremonias de guerra suplantaban al Busk, hasta que cesaran las hostilidades. Muchos de estos tropos culturales informarían al simbolismo de la renovación cultural Creek, que conduce a la Guerra Redstick de principios del siglo XIX.

En resumen, la sociedad Creek era una sociedad agrícola de subsistencia/caza y recolección basada en el parentesco matrilineal, informada por las presiones e influencia por el contacto europeo. Esta sociedad guardó muchas de las características de las culturas de los Mississippianos, como la mayoría de las culturas principales en el sureste. Los Creeks emergieron como una confederación perdida de pueblos que compartían ciertas características lingüísticas y ceremoniales. El aumento de la invasión europea traería acceso a los bienes comerciales que comprometieron el modo de vida Creek, provocando tensiones que irrumpirían en una guerra civil que se convertiría, en una guerra total contra los nacientes Estados Unidos de América.

La trampa comercial
La influencia europea no fue sentida fuertemente en el territorio Creek sino hasta finales del siglo XVII. Mientras que algunas mercancías comerciales llegaron para los españoles de Florida antes de ese tiempo, poca interacción directa ocurrió entre los pueblos que habitaron lo que ahora es Georgia, Alabama y el “mundo exterior”. Esto comenzó a cambiar con la fundación de la ciudad de Charleston en 1670. Mercancías tales como el vidrio, metales, perlas, y otros materiales hicieron lentamente su carrera en territorio Creek. Con la derrota de las tribus del norte y el aumento de la colonización europea, los Creeks se integraron en la economía regional y global. Con el fin de adquirir bienes europeos, podrían proporcionar dos cosas a cambio: esclavos y piel de venado.

La introducción de armas de fuego facilitó este comercio. La caza de ciervos, su captura y subyugación de esclavos en la guerra, ocurrieron antes de la conquista europea, pero no al nivel requerido por los mercados internacionales emergentes. Los europeos buscaban piel de venado para ropa, encuadernación y otros usos manufactureros, y era una de las principales exportaciones de las colonias. Los esclavos nativos capturados fueron utilizados como mano de obra para las plantaciones de tabaco en la costa, antes de la importación masiva de esclavos africanos. La caza y la guerra eran obligaciones del hombre en estas sociedades, y las armas de fuego aumentaron sus habilidades para hacer lo que habían hecho desde tiempo inmemorial. Por ejemplo, tribus como los Apalaches que no tenían acceso a las armas de fuego inglesas, se volvieron vulnerables a las redadas de esclavos de las tribus circundantes (Martin, 59). El aumento del comercio con los europeos dio lugar a una carrera armamentista entre tribus, donde las potencias europeas (Inglaterra, Francia y España), jugaron con las tribus, unas contra otras, para adquirir mejores términos de intercambio.

Gradualmente, los africanos reemplazaron a los pueblos nativos como en la primaria fuerza de trabajo en las plantaciones, y las poblaciones de ciervos disminuyeron como resultado de la caza excesiva. La sociedad Creek también experimentó cambios sustanciales. El arma de fuego se convirtió en el principal instrumento de guerra y la caza, y sólo podía obtenerse por el comercio. Los utensilios de cocina, la ropa y el alcohol también se convirtieron en necesidades que sólo el comercio con los europeos podría proporcionar. El alcohol era un vicio particularmente problemático que a menudo resultaba en que los nativos eran estafados por sus pieles de venado (Martin, 66). Puesto que los Creeks tenían que estar fuera en caza, por la mayor parte del año para adquirir bastantes pieles para el comercio, las mujeres fueron dejadas con los viejos y los niños para hacer funcionar la vida de sus propias aldeas. Caminando distancias más largas para adquirir pieles de ciervo significaba que, a menudo invadían los territorios de sus vecinos, llevando la guerra con los Choctaws y Cherokees, en particular. Esta “mala sangre” entre los Creeks y sus vecinos jugaría un papel sustancial en una estrategia de división y conquista que, subyugaría a las tribus del Sureste y las expulsaría de sus territorios.

En el siglo XVIII, los poderes europeos luchaban por influir en la región y, por lo tanto, a menudo “apagaron” a las tribus en su relación de patrocinio. Los Choctaws, por ejemplo, eran aliados de los franceses contra los ingleses, y los Creeks y Cherokees estaban en una relación de patrocinio con los ingleses contra los franceses y los españoles. El comercio de la piel de venado también trajo comerciantes europeos en la región que se casaron en la sociedad matrilineal Creek. Los descendientes de comerciantes ricos, a menudo se hicieron influyentes (a pesar del papel silenciado que los padres jugaban en el parentesco de los Creek). Los europeos también trajeron caballos y ganado a estas tierras, que se convirtieron en fuentes de riqueza y de molestias para las ciudades del arroyo. La presencia de los europeos y de su ganado, condujo a un conflicto en la sociedad Creek del siglo XIX: los llamados métis (mezcla de sangre), se asimilaron dentro de la sociedad de los Estados Unidos, basada en la familia nuclear europea y no en el sistema matrilineal del sistema del clan. Estas nuevas comunidades subsistían, e incluso prosperaban, practicando la agricultura comercial dependiente de esclavos y del ganado. La presencia de estos elementos extranjeros y mezclados en la sociedad Creek, sería una fuente importante de división que alimentaría los sentimientos nativistas de los Creeks.

El llamado de Tecumseh a la guerra spiritual
Después de la guerra francesa y de la India y la guerra revolucionaria de finales del siglo XVIII, la Confederación Creek se fue centralizando cada vez más en un Consejo Nacional Creek, con el poder de ciudades individuales que disminuían como resultado. La invasión se sentía especialmente con la creación de los Estados Unidos y en el estado de Georgia justo al lado de las tierras Creek. Los colonos blancos hambrientos de esa tierra comenzaron a anexarse al territorio que ellos consideraban subdesarrollado o descuidado desde que la agricultura de subsistencia Creek, dejó grandes extensiones de tierra “intactas” como el coto de caza para ciervos y otros juegos. Para la sociedad europea blanca, el desarrollo de la tierra para la agricultura y otros propósitos era la única manera legal de reclamar dominio sobre ella (Inskeep, 112). La creciente presencia de colonos blancos significaba para algunos que la asimilación a la nueva sociedad de los Estados Unidos era inevitable.

El nuevo presidente de los Estados Unidos, George Washington, designó a Benjamin Hawkins como el agente indio de los Estados Unidos para los Creeks en 1785. El rol que jugó Hawkins en la Confederación Creek, fue rápidamente convertido en el civilizador y consejero jefe de facto. Hawkins alentó la adopción de la cría de ganado, la agricultura comercial yeoman, y el cristianismo sobre la sociedad Creek, el objetivo era convertir a los transitorios cazadores guerreros en agricultores pacíficos que se dedicaran a sus parcelas y que pasaran sus tierras de padre a hijo. Lo que Hawkins trató de fomentar es lo que Joel Martin en su libro, Sacred Revolt, llamado la “Gaze of development” (92). Es decir, quería transformar el paisaje semi-salvaje Creek en algo más “productivo”, y por eso, la meta era frustrar las ambiciones de los colonos blancos para anexar la tierra y expulsar a los pueblos nativos. Por este proceso, serían asimilados en la civilización euro-americana y los no excluidos de ella.

Los esfuerzos de Hawkins tuvieron éxito en muchas ciudades, pero en estos experimentos hubo ganadores y perdedores. Los Creeks de sangre-mezclada que eran la progenie de las familias prominentes del plantador prosperaron a menudo, pues los clanes prestigiosos maniobraron para unirse con una clase superior rural de la sociedad de colonos. Otros Creeks tuvieron dificultades para entender las normas como la esclavitud, ya que adquirieron esclavos pero los utilizaron poco en el área de la agricultura comercial (Martin, 105). En ciertos casos, las ciudades Creek sirvieron como refugio para los esclavos fugitivos que fueron recibidos a menudo para la manufactura y habilidades agrícolas. Esto era una amenaza para la sociedad de los colonos blancos, donde la agricultura comercial se basaba en el trabajo de los esclavos. En general, la acumulación era ajena a la sociedad Creek fuera de la estructura de parentesco del clan, y Hawkins y otros “civilizadores” debían inculcar en las ideas de los arraigados ideas de ahorro y acumulación de riquezas, en lugar de la redistribución de la abundancia a través de las relaciones de clanes. (Martin, 108).

Dentro de esta tensa situación llegó Tecumseh y su hermano, el profeta Shawnee, Tenskwatawa. Es probable que ambos fueran parte Creek, y que habrían llegado del sur en 1811 para difundir su mensaje pan-indio de unidad con el fin de expulsar a los blancos y poner fin a la invasión de los Estados Unidos en tierras nativas tradicionales. En su recorrido por el Sur, se reunió al principio con una recepción fría, con el jefe Choctaw, Pushmataha, siguiéndolos a lo largo de su territorio tribal y exhortando a los pueblos que pasaran por alto sus discursos (Pushmataha es un gran amigo de los blancos) (Weir, 63). Tecumseh encontró una audiencia más receptiva a su mensaje profético tradicionalista entre los Creeks. Al mismo tiempo, Hawkins estaba tratando de convencer a los Creeks que permitieran una carretera a través de la tierra Creek que uniría los asentamientos en Tennessee al Golfo de México.
Los asentamientos blancos continuaron extendiéndose en los campos de caza Creek, haciendo la vida difícil para aquellos que se negaron a establecerse en el estilo de vida de granjero yeoman. Tecumseh agregó combustible al fuego avergonzando a los Creeks cuando él contrastó sus ocupaciones sedentarias del hilado y de la agricultura con la “independencia salvaje y temerosa de sus antepasados” (Martin, 122).
El avistamiento del Gran Cometa de 1811 coincidió exactamente con la visita de Tecumseh, que indicó a los descontentos Creeks que los mismos cielos estaban haciendo eco del mensaje de renovación de Tecumseh (Weir, 59).

Otro gran augurio, fue el Gran Terremoto de 1811, el cual se registró al mismo tiempo de la visita de Tecumseh por la colonizadora, Margaret Eades Austill, que había sido una niña en el momento de la Guerra Creek:
“Una noche después de un día temeroso, los nativos nos siguieron por millas [y] acampamos en un antiguo campo. En el momento en que se anunciaba la cena, se produjo un tremendo terremoto, los caballos se soltaron, las cadenas de los vagones resonaron y todo los palidecieron de temor y terror. Los nativos llegaron en gran número a nuestro alrededor, asustados y gruñendo sus oraciones, y la noche pasó aterrorizada por todos, pero al día siguiente, algunos de los nativos vinieron a nosotros y dijeron que Tecumseh estaba dando los pies para la guerra.” (Inskeep, 33-34)

Los líderes del movimiento anti-civilización Creek, pronto comenzaron a aparecer entre los “médicos” tradicionales, “fabricantes de medicina” y “conocedores”. Estos fueron conocidos como los “profetas” entre los Creeks combatientes. En 1812, estos profetas eran la principal oposición a los jefes, especialmente en las ciudades de Upper Creek, que estaban vigilando acciones militantes contra los colonos, a menudo azotando y matando a aquellos que tomaran acciones contra los invasores blancos. Esto estaban de acuerdo con uno de los esfuerzos primarios de los modernizadores de reemplazar la ley tradicional de venganza basada en el parentesco, con el estado de derecho basado en un gobierno tribal central. Los Cherokees, por ejemplo, abrazaron plenamente el nuevo sistema legal que prohibía la venganza del clan (Inskeep, 26). Los profetas Creek, por otra parte, encontraron una audiencia receptiva entre los que vieron que la invasión blanca violaba tanto la Tierra como a sus antepasados.
La venganza y la purificación. Así como la ceremonia del Nuevo Busk fue el tiempo sagrado cuando el fuego nuevo y el mundo mismo fueron purificados, así un Nuevo Busk estaba siendo preparado por el Hacedor de Aliento para purificar la tierra de la peste blanca. El símbolo de este nuevo movimiento se convirtió en el “Atassa”, el palo de guerra pintado de rojo; un arma que había caído en desuso a favor de los Tomahawks y las armas. Aquellos que buscan purificar la tierra de los europeos y toda su influencia serían conocidos por la historia como los “Red Sticks”.

La Guerra Primitiva Creek
La Guerra Creek o Red Stick de 1813-1814, fue una guerra civil que escaló a un conflicto que atrajo a los Estados Unidos. La guerra comenzó como una cruzada para exterminar a los traidores y enemigos internos dentro de la nación Creek. La primera gran batalla fue provocada por un ataque preventivo planeado por Thlucco, jefe de la ciudad de Tuckabatchee, quien a instancias de Hawkins decidió intentar cortar la rebelión Red Stick en pleno brote. El líder de la facción Red Stick, Hopoithle Miko, tomó Tuckabatchee después de ocho días de sitio, el 22 de julio de 1813, condujo a los tranquilos asimilacionistas Creeks a la ciudad. Joel Martin resume la importancia del número ocho en la cosmología Creek:
“El significado simbólico de este momento no se habría perdido en los Muskogees. Como un múltiplo del número cuatro, el número representaba las direcciones cardinales y toda la creación, el número ocho era sagrado. Además, ocho días era la duración normal del tiempo para realizar la poskita o la ceremonia de Busk en importantes terrenos, incluyendo Tuckabatchee. Finalmente, el número ocho se asoció con la “estrella” del chamán, Venus. Durante el tiempo de la conjunción inferior de Venus, el planeta deja su posición en el cielo de la mañana o de la tarde, desaparece durante nueve noches y ocho días, y luego reaparece en el cielo opuesto. Los chamanes consideran que este ciclo es emblemático a su propio paso hacia y desde los secretos reinos espirituales”. (131-132)

El conflicto no era pues, meramente político, sino también cosmológico y espiritual. Se consideró que era una restauración del cosmos de los Creek, el restablecimiento del orden ceremonial y social después de la interferencia de la civilización europea. Con este fin, los profetas exhortaron a la gente a renunciar a objetos materiales como la plata, el latón, el vidrio y las perlas, así como a las azadas, hachas y otros bienes que habían sido adquiridos en la “trampa comercial” mencionada anteriormente. Los guerreros recibieron instrucciones de depender menos de esas armas, y depender más del arco y flechas, menos instrumentos blancos de guerra y más de palos de guerra. Entre el símbolo más odiado de la civilización estaba el ganado, tanto que, hacia el final de la Guerra Creek, un observador informó que todos habían sido sacrificados y que “no había una pista de vaca o cerdo en tierras Creek.” (Holland Braun, 15) Incluso la agricultura fue descuidada, como Benjamin Hawkins observó cuando escribió en una carta: “Una cosa me sorprende, han descuidado totalmente sus cosechas y están destruyendo todas las comidas vivas… Están perseverando este modo de destrucción” (Martin, 142-143).

Estas prácticas también llevaron al abandono de las ciudades en conjunto a las comunidades restablecidas en los bosques. Muchas ceremonias de Busk incluyeron una “resalvajización” temporal de los hombres que pasaron cuatro días en el desierto purificándose a sí mismos. Los Red Sticks y sus familias optaron por regresar a los bosques y vivir en campamentos pequeños. Nuevos asentamientos fueron bautizados como Eccanachaca (“Tierra Santa”), en el río Alabama que fue elegido por sus atributos físicos y fue protegido por la poderosa magia de los profetas Red Stick. Los hombres cazaban y las mujeres volvían a la reunión intensiva sin acceso a sus cultivos regulares. Esta “peregrinación a los bosques” fue una preparación para la guerra, un retorno al mismo espacio que estaba siendo atacado por la civilización (ibid., 144).

El otro atributo de la restauración fue, como se podría suponer, el exterminio de aquellos que rechazaron el mensaje de los profetas del Red Stick. Joel Martin describe un ejemplo de la matanza de jefes pacíficos como un sacrificio ritual:
“En Coosa, los jefes amistosos, al parecer inconscientes de su peligro inminente, fueron dirigidos a sentarse por un grupo de profetas. Los profetas entonces rodearon y bailaron alrededor de los jefes. De repente, el principal profeta “dio un grito de guerra” y atacó, matando a tantos jefes como fuera posible con palos de guerra, arcos y flechas”. (129)

Este episodio es indicativo del primitivismo de los Red Sticks incluso en la guerra. A medida que se consideraba que el mundo natural y el Creador de Aliento, estaba en el proceso de purificación de la Tierra, los Red Stick creían que la magia de los profetas junto con sus palos, cuchillos, arcos y flechas, serían invencibles contra las armas blancas de guerra. Esto estaba en línea con las palabras de Tecumseh:
“Mata a los viejos jefes, amigos de la paz; Matar al ganado, a los cerdos y a las aves; No trabajen, destruyan las ruedas y los telares, tiren sus arados y todo lo que usan los americanos… Sacudan sus palos de guerra, sacúdanse a sí mismos: asustarán a los americanos, sus armas [de fuego] caerán de sus manos, la tierra se convertirá en un pantano, y los atorará, y ustedes pueden golpearlos en la cabeza con sus palos de la guerra…” (Waselkov, 78)

Como era de esperar, hubo aquellos entre los Red Sticks que fueron más pragmáticos y no excluyeron las armas de fuego modernas de su guerra para derrotar a los modernizadores traidores. Cabe señalar que estos acontecimientos fueron provocados en parte por la guerra de 1812, con el destino que los Estados Unidos colgaron en el balance. Fue esta situación geopolítica la que llevó la atención de los Red Sticks hacia el sur, para pedir armas de fuego desde la Florida española. Esto sería el catalizador para el sangriento episodio que traería a los Estados Unidos a la guerra, y más tarde a la extinción de la Confederación Creek a la extinción al este del río Mississippi.

La Masacre de Fort Mims como “resalvajización”
A pesar de las creencias de los profetas, una delegación Red Sticks se fue a Pensacola en la Florida española, para recibir pólvora, una cantidad de plomo y otros suministros (pero no armas como ellos esperaban). Los españoles suministraron a medias a los Red Sticks para frenar las invasiones estadounidenses en su territorio. Los colonos anglo-americanos se enteraron de esta caravana de suministros, y el 27 de julio de 1813, una milicia formada por colonos y mezclas de sangre de la zona de Tensaw (al norte de la actual Mobile), atacó a la delegación en la Batalla de Burnt Corn. Al principio, derrotados por el ataque provocado los Red Sticks se reunieron en los pantanos y expulsaron a la milicia. Lo que siguió fue dejar de lado el cálculo geopolítico a favor de la venganza clan tradicional. Los que habían sido agredidos por la emboscada tendrían que responder con sangre para vengar a sus parientes muertos. A eso se suma la percepción de los asentamientos de Tensaw y Bigbe como áreas de asentamiento anglo-americano, con presencia significativa de Creek de sangre mezclada. La decisión fue tomada rápidamente para destruir estos asentamientos con sus palos de guerra, y para purificar la tierra con fuego. El pensamiento ciertamente cruzó las mentes de los Red Sticks, de que un ataque a los asentamientos angloamericanos atraería a Estados Unidos a la guerra, trayendo consigo una potencial catástrofe. La lógica de la venganza de sangre Creek superó estos cálculos.

El objetivo específico era la plantación de Samuel Mims en el área de Tensaw, en qué ahora es Alabama del sur. Fort Mims (o el Fuete Mims), era una plantación fortificada en donde los blancos y Creeks de sangre mezclada se refugiaban para protegerse de las incursiones Red Stick. Cientos de Red Sticks comenzaron a llegar a los bosques alrededor del fuerte. El 29 de agosto de 1813, los esclavos comenzaron a reportar avistamientos de guerreros nativos en la zona. Sus informantes fueron despedidos y un esclavo fue incluso azotado por difundir falsos rumores. El 30 de agosto por la mañana temprano, cientos de Red Stick se desplazaron hacia el fuerte. Los profetas habían instruido a cuatro guerreros Red Sticks para que fueran a la fortaleza y mataran a los blancos usando solamente sus palos de guerra. Los profetas juraron que su magia protegería a estos guerreros y haría inofensivas las armas de fuego de los blancos. A las diez u once de la mañana, encabezados por los Red Sticks de sangre mezclada, William Weatherford y Peter McQueen, y alrededor de 750 Red Sticks corrían en silencio hacia el fuerte. Cuando finalmente los descubrieron, soltaron un grito de guerra y los cuatro guerreros se precipitaron en la puerta armados sólo con sus palos de guerra. Tres fueron asesinados casi instantáneamente por los rifles de los blancos, pero uno sobrevivió milagrosamente mientras se retiraba.

El resto de la mañana y temprano por la tarde, fue el tiempo de duración de la batalla entre los Red Sticks y los colonos blancos, con mucha burla atacaban por adelante y por detrás en la lengua Muskogee. Estaba lejos de la fácil victoria prometida por los profetas. En un momento, los profetas exhortaron a los Red Sticks a dejar sus armas de fuego y atacar sólo con sus palos de guerra, lo que los defensores les animaron con entusiasmo a hacer también. Como Howard Weir escribe en su libro “Paradise of Blood: The Creek War de 1813-1814”, el profeta Paddy Walsh, indicó que el fuerte caería en sus manos si él corriera alrededor de él tres veces, lo que fue capaz de hacer, a pesar de haber sido herido por los defensores (174). Nuevamente, algunos profetas se apresuraron a la fortaleza y comenzaron una danza de guerra, sólo para ser derribados por los defensores (ibid, 176). El liderazgo del ataque regresó rápidamente a los jefes de guerra una vez que la magia de los profetas fue considerada inútil en el campo de batalla.

Alrededor del mediodía, los Red Sticks se retiraron parcialmente y discutieron si debían cesar el ataque. Muchas fuentes indican aquí, que el propio Weatherford afirmó que lo que habían hecho era suficiente y que debían retirarse. Algunos dicen que fueron los esclavos liberados quienes exhortaron a los Red Sticks a acabar con el fuerte. Muchos historiadores rechazan esa explicación y afirman que fueron los mismos Red Sticks los que acordaron que deberían derrotar a los blancos y traidores Creeks, y quemar el asentamiento. En ese momento, Weatherford se retiró para rescatar a los esclavos en la plantación de relación. Alrededor de las 3 pm, el asalto final tuvo lugar. Los Red Sticks se apoderaron de los puertos de armas de los defensores, y comenzaron a incendiar los edificios con flechas en llamas. Tanto los defensores como los civiles salieron corriendo de los edificios para después ser sacrificados por los Red Sticks o siendo quemados vivos.

Lo que siguió fue una masacre de brutalidad excepcional, pero bien, de acuerdo con el ethos de la venganza Creek en la guerra.
Fue “un ejercicio de venganza y brutalidad” (Holland Braun, 21), una furia que se desencadenó contra aquellos que trataron de robar su tierra sagrada y destruir las creencias que fueron la base del cosmos Creek. O como Gregory Waselkov dijo: “Ahora, el resplandor purificador de la poskita (Busk), libraría a la nación de los apóstatas Creeks del Tensaw”. Los cueros cabelludos fueron tomados liberalmente, mientras que los Creeks puros fueron incitados a que salieron del fuerte. Los esclavos negros fueron de tomados y hechos prisioneros. Un esclavo comenzó a huir con un niño pequeño de un plantador, sólo para pensarlo mejor y volver con el niño a rendirse a los Red Sticks. El muchacho fue golpeado rápidamente y escalpado hasta la muerte mientras clamaba por su padre, y el esclavo fue llevado cautivo (Weir, 181).

Los Red Sticks eran meticulosos y excepcionalmente crueles en la masacre de los últimos habitantes de la fortaleza. Los niños fueron aplastados contra el suelo o sobre objetos duros, una vez escalpados, los supervivientes aún vivos fueron arrojados a los edificios en llamas. Algunos también informaron que “bajo la influencia de los Shawnees, entre ellos, y contrariamente a sus tradiciones, algunos de los Creeks cortaron las extremidades de los muertos, después se glorificaron corriendo alrededor de la fortaleza quemada, y agitaron esos trofeos espeluznantes sobre sus cabezas.” (Weir, 182)

Weir también escribió lo siguiente acerca de las desgracias de las mujeres de Fort Mims:
“Un destino especial estaba reservado para las mujeres. Los nativos las dejaron desnudas, escaldaban tanto la cabeza como las partes inferiores, luego violaron a algunas con barandas de cerco y mataron a todas como si fueran un juego de niños. Las desafortunadas que estaban embarazadas tenían sus vientres abiertos. El feto reluciente fue arrancado, el cordón todavía atado, y colocado, y la cría todavía viva, colocada cuidadosamente por el lado de la madre en horribles tablas – en el caso de los gemelos de la señora Summerlin, colocados en ambos lados de ella. La indomable Nancy Bailey tuvo un final similar. Cuando se le acercó un nativo que le preguntó quién era su familia, según se informó, señaló a un cadáver esparcido cerca y exclamó atrevidamente: “Soy la hermana del gran hombre que usted ha asesinado allí”. Con lo cual los nativos enfurecidos la golpearon en el suelo, abrieron su vientre, arrancaron sus intestinos y los arrojaron al suelo alrededor de ella.” (Ibid)

Lejos de ser actos de violencia brutal o extraordinaria, lo que ocurrió en Fort Mims estaba permitido dentro de la lógica cultural y espiritual de la cultura tradicional Creek. Como Sheri Shuck-Hall escribe en su artículo, “Understanding the Creek War y Redstick Nativism, 1812-1815”:
“Los Redsticks creyeron que los Creeks Métis habían matado a sus parientes en la Batalla del Maíz Quemado. Por lo tanto, la retribución del clan (a veces llamada ley de sangre), era la acción inmediata la cual debía tomarse. La represalia del clan o la venganza por la muerte de un miembro – ya sea accidental o no – era una institución social de larga data heredada de los antepasados de los Mississippianos de los Creeks. Los miembros del clan en estas circunstancias buscarían a los ofensores. Sobre la base de costumbres antiguas que existían antes del contacto con los europeos a su captura, los miembros del clan ataban a los prisioneros a un poste y los animaban a entonar una canción de guerra mientras eran torturados. Después de que los presos morían, los miembros del clan quitarían el cuero cabelludo y los cortarían en trozos. Luego ataron pedazos a ramitas de pino y las colocaron encima del techo de la casa del asesinado, cuya sangre habían vengado. Ellos creían que este acto aplacaba el alma del miembro del clan muerto. Los parientes entonces celebrarían durante tres días y noches. Otra tradición Creek en el siglo XVIII contra los enemigos no-Creek o traidores de los talwas, fue la muerte quemados.” (14-15)

Como un movimiento para regresar a los modos de vida tradicionales, los Creeks tuvieron que seguir sus tradiciones que exigían la muerte violenta de sus enemigos. Mientras que sucumbieron rápidamente al pragmatismo en el armamento, los miembros de clanes maltratados tuvieron que seguir la ley tradicional Creek en vengarse sobre los que habían matado a sus parientes, incluso si esas personas eran colonos anglo-americanos que habían sido previamente excluidos de hostilidades. Estas acciones no sólo continuaron con la purificación física de la tierra del ganado y de materiales europeos, sino que también constituyeron un ataque sangriento contra las actitudes civilizadas europeas en su interior. Esta excepcional ceremonia de Busk, purificó tanto el fuego sagrado de la aldea como la llama viva de la vida tradicional dentro de ella.

Tohopeka
Waselkov escribe sobre las consecuencias inmediatas de la masacre de Fort Mims:
“Durante dos meses, la nación Redstick estaría libre de la contaminante presencia de los estadounidenses y sus cómplices apóstatas Creeks. Todo el país de Upper Creek, de los Alabamas, Tallapoosas y Abekas, estaban en manos de los Redstick, unos 30 talwas con al menos 8.000 habitantes, de los cuales un cuarto moriría en el próximo conflicto”.

Las noticias de la masacre de Fort Mims se extendieron rápidamente en los Estados Unidos. Una gran indignación se extendió sobre la brutal masacre de más de 400 blancos a manos de nativos salvajes. Para algunos de varias regiones, era el pretexto que necesitaban para romper la Confederación Creek y finalmente tener acceso a los terrenos de caza que se consideraban tierras privilegiadas para los colonos. Los esfuerzos para organizar una milicia para ir por los Red Sticks fueron dirigidos por el Coronel (más tarde General) Andrew Jackson, y sus voluntarios de Tennessee. A esto se sumaron contingentes significativos de Cherokees y Choctaws, enemigos históricos de los Creeks, así como “Creeks amistosos” que se opusieron a los Red Sticks.

La guerra desde entonces fue generalmente unilateral a favor de las fuerzas estadounidenses. El ejército invasor en el territorio Creek siguió una política de tierra quemada que hizo que los Creeks huyeran de sus pueblos, antes de que fueran tomadas por las tropas invasoras. El principal obstáculo que Jackson enfrentó en su invasión, fue criar y alimentar a una milicia, y mantenerlos juntos el tiempo suficiente como para acabar con los Red Sticks en sus fortalezas. Los Creeks que huían, por otro lado, también se enfrentaban a la inanición y a ser buscados. A finales de 1813, había una búsqueda general entre las fuerzas aliadas para extinguir la amenaza de los Red Sticks, que estaban en la carrera y luchando por municiones que ya no podían reponer. Donde quiera que las fuerzas estadounidenses y sus aliados prevalecían, dejaban destrucción a su paso, haciendo eco de las atrocidades en Fort Mims, y de escaramuzas anteriores entre los Creeks y los colonos.

Una gran batalla fue la toma de Eccanachaca o “Tierra Santa” a finales de diciembre de 1813. Se creía que el profeta Josiah Francis había usado hechizos y encantamientos para colocar una línea mágica alrededor del perímetro, y cualquier enemigo que intentara cruzarlo caería muerto instantáneamente (Weir, 285). William Weatherford organizó la defensa, pero la ciudad fue rodeada rápidamente por la milicia y las fuerzas aliadas. Weatherford y sus Red Stick lucharon en una acción de retaguardia, permitiendo a la mayoría de los habitantes escapar por un agujero en la línea de los Estados Unidos, y Weatherford mismo escapó con su caballo saltando sobre un risco en el río Alabama, para luego nadar a salvo.

Al tomar el pueblo, los soldados fueron recibidos con una visión horrible. Se había dejado un largo palo en el suelo de donde colgaban centenares de cuero cabelludo, desde lo cabellos de niños hasta los cabellos grises de los ancianos. Estos fueron los trofeos que los Red Sticks tomaron de Fort Mims. La ciudad fue entonces saqueada y luego incendiada, al igual que gran parte del campo circundante en los días subsiguientes (ibid., 294).

Las escaramuzas y otras batallas ocurrieron hasta febrero de 1814, cuando la 39 infantería del ejército de Estados Unidos finalmente se unió con las fuerzas de Jackson, haciéndolas una fuerza de 5.000 hombres determinados y disciplinados. A partir de ahí, el objetivo era marchar sobre el asentamiento de Tohopeka en el río Tallapoosa. La Batalla de Tohopeka también se conoce como la Batalla de Horseshoe Bend, debido a la forma de herradura del asentamiento bordeado por el río. Había sido elegido por los Red Sticks porque no había sido habitada antes, (de acuerdo con su deseo de renovación social), así como su fortificación natural como una península. A esto, se suma un estrujamiento construido por los Red Sticks que agregó protección adicional al lugar. En el momento de la batalla, se cree que mil guerreros y 400 mujeres y niños habitaron la ciudad (Martin, 161).

Steve Inskeep en su libro, “Jacksonland: President Andrew Jackson, Cherokee Chief John Ross and the Great American Land Grab”, comenta la ironía de la creación de una fortificación de este tipo en el contexto de la Guerra Creek. Inskeep lo señala cómo uno de los mayores éxitos contra los blancos, llegando militarmente a la guerra de guerrillas y concentrando sus fuerzas en un asentamiento fortificado, como lo habían hecho los blancos en Fort Mims, fue en última instancia suicida. Inskeep escribe:
“Estos determinados tradicionalistas rompieron con la tradición. Posiblemente con la esperanza de proteger a las mujeres y a los niños de los jinetes blancos, realizaron una imitación fatal del arte de la guerra del hombre blanco. Si se enfrentan a una fuerza superior, estarían atrapados para una masacre casi idéntica como los colonos blancos en Fort Mims.”

El 27 de marzo de 1814, mil quinientas tropas anglo-americanas con quinientos aliados Cherokee y cientos de Creeks “amistosos” atacaron Tohopeka, en lo que sería la derrota decisiva de los Red Sticks en la Guerra Creek. A pesar del fuerte, los desesperados Red Sticks ya no disponían de municiones y luchaban en su mayoría con arcos y flechas, así como con hachas de guerra y palos de guerra. Sin embargo, al principio defendieron su ciudad, luchando por la posibilidad de defenderse del enemigo hasta el anochecer, y escapar en canoa bajo la sombra de la oscuridad, viviendo así para luchar otro día.

Podría decirse que el golpe decisivo en la batalla fue dado por los aliados Cherokee de Jackson. Jackson bombardeó a los que defendían Tohopeka hasta que los guerreros Cherokee, ansiosos de golpear a sus enemigos ancestrales, se sumergieron en el río y nadaron a través de él, robando las canoas de los Red Sticks y usándolas ellos mismos para cruzar el río, creando así un ataque desde la parte trasera (Holland Braun, 133). Esto también hizo un escape imposible de la península para los Red Sticks así como para sus mujeres y sus niños. La apertura de una nueva línea de ataque, hizo que las fuerzas Red Stick se dividieran, lo que permitió una apertura para las tropas de Jackson entre el rio y la ciudad, donde la matanza contra los Red Sticks rápidamente comenzó.

Weir describe el “trabajo de destrucción” contra Tohopeka:
“Incluso Jackson estaba impresionado: ‘La carnicería fue terrible’, escribió… No sólo fue la destrucción rápida de manera apocalíptica, sino que duró cinco horas o más hasta el anochecer, y, en algunas partes de Horseshoe, hasta las 10:00 PM. La fiebre de la sangre infectó a las tropas como un virus. Como en Tallushatchee, pero en una escala más vasta, desagradable, los americanos y sus aliados nativos no dieron cuartel y los Creeks, supuestamente no tuvieron compasión con ninguno.” (418)

Los Red Sticks tratando de huir fueron sorprendidos mientras trataban de nadar lejos, o fueron cazados en los bosques circundantes. Esta sería la última gran batalla en la Guerra Creek. De la batalla de Burnt Corn en Tohopeka, unos 1.800 a 1.900 guerreros Creek murieron, según estimaciones, el cuarenta por ciento de la población masculina, junto con cientos de mujeres y niños (Martin, 163). Aquellas mujeres y niños no muertos en Tohopeka fueron hechos esclavos de los Cherokees. Y así se realizó la predicción de Benjamin Hawkins antes de la guerra sobre el destino de los Red Sticks:
“Os amedrentaréis unos a otros con el poder de vuestros profetas para hacer truenos, terremotos y hundir la tierra. Estas cosas no pueden asustar a los soldados estadounidenses… El trueno de sus cañones, sus rifles y sus espadas será más terribles que las obras de tus profetas” (Martin, 131).

Había solamente un puñado de supervivientes de Tohopeka, pero muchos centenares huyeron al sur para juntarse con los Seminoles en su lucha contra la invasión europea. Otros continuaron la guerra de guerrillas aislados en tierra tradicional Creek. Algunos pudieron hacer las paces con Jackson y sus fuerzas. El caso más famoso entre éstos, fue William Weatherford, uno de los autores del ataque contra el Fuerte Mims, que famosamente entró en el campamento de Jackson para entregarse, seguro de su propia ejecución. Jackson le reconoció por la valentía de este acto, y Weatherford se dedicó a convencer a los restantes Red Stick para que dejaran sus armas. El 9 de agosto de 1814, los Creeks fueron forzados a firmar el Tratado de Fort Jackson que cedió 23 millones de acres de tierra Creek a los Estados Unidos, que dio lugar a la pérdida de todas sus tenencias en Georgia y muchas en la Alabama central. Los leales Creeks se opusieron a esta tremenda pérdida de tierra, aunque Jackson explicó que la tierra era un pago a los Estados Unidos por procesar su guerra interna contra los Red Sticks.

Esto fue sólo el comienzo de la verdadera intención de Jackson de expulsar a todas las tribus del sureste de los Estados Unidos, conduciéndolas al oeste del río Mississippi. Cuando Andrew Jackson se hizo presidente en 1829, él pasó sus años en la oficina que abogaba por una política nativa del retiro, que hizo una realidad en 1838 con el principio del Sendero de las Lágrimas: la expulsión de las “tribus civilizadas” de sus patrias ancestrales en el Sudeste. Un prominente líder Cherokee, Junaluska, había salvado la vida de Jackson durante la Batalla de Tohopeka cuando tropezó con un Red Stick cautivo que se liberó de sus guardias e intentó apuñalar al general. Junaluska vivió para ver el día en que el hombre que había salvado, expulsó a su propio pueblo de sus tierras. Se rumorea que dijo: “Si hubiera sabido que Jackson nos expulsaría de nuestras casas, yo lo habría matado ese día en Horseshoe”. Al no escuchar el llamado de Tecumseh de unirse bajo la bandera del pan-indigenismo, las tribus del Sudeste cayeron juntas.

Sin embargo, no todo estaba perdido. Incluso cuando el sangre mezclada ex-Red Stick, William Weatherford, fue rebautizado en la sabiduría blanca como “Águila Roja”, el salvaje renuente que fue a la guerra y se oponían a los excesos Red Stick, no podía sacudir de sí la formación espiritual recibida del clan de su madre. En un viaje de caza en 1824, Weatherford vio un ciervo de cola blanca que había sido asesinado. La escena movió profundamente a Weatherford, que regresó a su casa y le dijo a su familia que un miembro de su grupo de caza pronto iría a cazar en la tierra espiritual de sus antepasados. Al día siguiente, William Weatherford murió. Incluso en la derrota, las creencias Creek seguían siendo fuertes en aquellos que habían luchado tan valientemente para defenderlas. (Shuck-Hall, 11)

Cuando llegó el momento de que los propios Creeks caminaran por el Sendero de las Lágrimas en el exilio, aun así el fuego de los Busk no se extinguió. Como escribe Martin, la gente de Tuckabatchee y otras ciudades llevaban un arca con carbones del fuego sagrado de los Busk para encenderse cada día de su viaje, así como las placas de latón antiguas también usadas en la ceremonia. Cuando finalmente llegaron a Oklahoma, enterraron los platos en el centro de su asentamiento y encendieron el fuego usando los carbones sagrados para que pudiera continuar quemándose en su nuevo hogar. (168)

Lecciones de la Guerra Creek
Un autor describe la Guerra Creek y la masacre de la fortaleza Mims en particular, como momentos de la cuenca que condujeron al desastre para todas las tribus del sudeste:
“Este evento [Fort Mims] destruyó toda posibilidad de buenas relaciones con los blancos en el territorio del Mississippi. Inmediatamente, hubo una demanda universal para la remoción de todos los nativos del sur. De no haber sido por la desastrosa masacre, es posible que los Creeks y otros nativos del sur hubiesen permanecido en el Sudeste, donde más fácilmente habrían sido asimilados por la sociedad blanca. Ciertamente, nunca podrían haber tenido la totalidad o incluso la mayor parte de sus tierras. Debe recordarse que estos nativos del sur han sido asimilados en gran medida en Oklahoma, una continuación del proceso iniciado antes de la remoción… Fort Mims debe ser visto más como una catástrofe para los nativos, cuando se considera que una gran parte de la lucha fue entre facciones pro-blancas y anti-blancas de la propia Nación Creek” (Holland Braund, 16-17)

Aquí no es el lugar para tomar tales contra-declaraciones en serio. Por otro lado, no podemos descartar la importancia que tuvo la Guerra Creek en el proceso que resultó en la eliminación de todas las tribus nativas de lo que ahora es el Sudeste de los Estados Unidos. La insurgencia Red Stick fue uno de los intentos más grandes e importantes para resistir a la invasión de la civilización estadounidense en tierras nativas. También fue una de las más sangrientas, matando a cientos de colonos y pueblos nativos en dramáticos actos de barbarie. Sin embargo, en su raíz estaba la imposibilidad de un compromiso entre dos culturas con respecto a la tierra, el parentesco y la creencia religiosa. El compromiso del Creek con la tierra previó a las parcelas agrícolas de subsistencias tendidas por las mujeres y los niños con el desierto extenso en que los hombres cazaron ciervos, y el proveer carne. Esta fue la base de su sistema de parentesco matrilineal, así como sus creencias religiosas vinculadas a la cosecha y la limpieza periódica de “salvajismo” en sus campamentos sedentarios. La agricultura comercial Yeoman basada en el arado y el ganado, simplemente no podía coexistir con ese modo de vida. La modernización requirió la transformación de la tierra misma, invadió sus campos y destruyó el desierto. La Guerra Red Stick fue así, una defensa de la tierra y sus antepasados, así como un repudio de la cultura material que socavó sus creencias y prácticas tradicionales.

Junto con esta ”resalvajización” como los Creeks la entendieron, era la “resalvajización” de la cultura, una resistencia a la introducción de la civilización occidental y el gobierno, así como la imposición de una ley extranjera. La insurgencia Red Stick fue provocada por el intento del Consejo Nacional Creek de reprimir las acciones de guerreros “rebeldes” que atacaban a colonos blancos, ejecutándolos a menudo de maneras que no estaban de acuerdo con la costumbre Creek. Los Creeks “amistosos” intentaron dirigir a su nación entre sus propias tradiciones y el uso de la tierra; y la codicia de los colonos que vieron la tierra Creek como subutilizada y, por tanto, el objeto de la conquista. Muchos están de acuerdo con el autor al principio de esta sección que dice que los “Creeks” civilizados habrían tenido éxito si no hubiera sido por los “guerreros” Creek. Ese sentimiento, sin embargo, parece indicar la ignorancia de la cultura Creek en sí mismo, así como la disposición de los colonos blancos a usurpar la tierra por cualquier medio necesario.

El único camino que dejó a los Creeks tradicionales fue un camino destructivo, un camino que trataron de evitar al principio excluyendo a los blancos de su guerra. Su guerra era contra los “traidores”, los que vigilaban a sus compañeros guerreros a instancias de Benjamin Hawkins, su manejador blanco. Era ingenuo tratar de compartimentar su guerra, ya que la emboscada en Burnt Corn exigía venganza por los muertos de acuerdo con su recién descubierta ley tradicionalista. El Fuerte Mims tuvo entonces que caer en un anatema de estilo bíblico, donde la fuerza maligna de la civilización europea fue purgada de la tierra por el fuego. Sólo así, se apaciguarían los espíritus de sus muertos. Esta misma suerte caería sobre ellos en Tohopeka, un asentamiento “resalvajizado” que fue el último gran lugar de los Red Sticks contra las armas de la civilización moderna. Aquí vemos un ejemplo de un tropo que consistentemente acompañó al “salvaje” en las muchas guerras contra la civilización dentro de lo que ahora es Estados Unidos: a menudo no se inician por razones de “liberación”, o para defender “derechos” abstractos, son más bien el producto de la venganza, una venganza exigida por su propia ley y modo de vida. Sin una restauración violenta después de la perturbación de su orden social, no hubieran podido ser las personas que siempre habían sido.

Una contra-declaración de, “y si”, se debe tratar aquí pues, se centra alrededor de Tecumseh y sus profetas. ¿Y si hubiera persuadido a otras tribus a unirse a los Red Sticks en una rebelión pan-india contra usurpaciones de tierras de Estados Unidos? ¿Y si los Cherokees y Choctaws hubieran dejado de lado su propia necesidad de venganza y se hubieran unido a los Red Sticks, en lugar de ver la guerra de los Estados Unidos contra ellos como una oportunidad para exigir su propia venganza contra un antiguo enemigo? ¿Qué pasaría si los Red Sticks hubieran construido un ejército tan bien armado y organizado como las fuerzas estadounidenses y hubieran derrotado a los blancos en Tohopeka o en una batalla similar? Aquí recuerdo un pasaje que el escritor eco-extremista Chahta-Ima escribió en su ensayo “Salvar al mundo como la más alta forma de domesticación”, con respecto a otra guerra nativa contra la civilización:
“Pero quizás, incluso entonces, los fines no justifican los medios. O más bien, los “fines” son realmente los “medios” proyectados y amplificados en una conclusión monstruosa y lógica. Incluso si los jefes Apaches hubieran reclutado a todos los guerreros y los hubieran obligado a luchar, incluso si algunos de los guerreros no se hubieran escapado y se hubieran convertido en buscadores de su propio pueblo para el ejército blanco, pocos años más, no lo hubieran hecho como Apaches, o como la gente que siempre fueron. Aquí sería algo semejante a “para salvar la ciudad, tuvimos que destruirla”. O mejor, para evitar que la ciudad fuera plantada en la tierra de los Apaches, tenían que convertirse en la ciudad reforzada de los civilizados. Y sabían lo que eso significaba: la esclavitud de una forma u otra. Aceptaron las consecuencias de su negativa, aunque tuvieran dudas al respecto”.

En el caso de los Red Sticks, “enterrar el hacha” y comprometerse con tribus enemigas y los “Creeks amigables” en su propio medio simplemente no era posible. La idea misma de hacer esto habría significado ponerse en la mente del “civilizador” y habría socavado sus tradiciones por completo. Lo mismo habría ocurrido con los Choctaws y los Cherokees que los mataron: iban en guerra por sus propias razones y la ejecutaban según su propia lógica. Es discutible en la guerra que, para derrotar al enemigo, uno debe llegar a ser como el enemigo, pero ese razonamiento va lejos. Los Red Sticks querían mantener su vida de pueblos autónomos con vastos desiertos entre ellos, así como las costumbres localizadas y los lazos de parentesco dictaban. Para derrotar a los Creeks civilizadores y a sus patrones euro-americanos, habrían tenido que destruir ese orden y convertirse en algo suficientemente grande y organizado para derrotar a la civilización.

Aquí llegamos al aspecto trágico de este episodio en la historia. Así como el verdadero agente de una tragedia clásica no es el héroe ni ninguno de los actores, sino el propio Destino, por lo que el agente real en la Guerra Creek fue la propia tierra Creek. Esa tierra estaba siendo atacada por los blancos y su ganado (que fueron erradicados por los Red Sticks), y cualquier compromiso con los traidores dentro y los blancos sin él habría sido un rechazo del Hacedor de Aliento, y sus antepasados. Allí estaban, parafraseando a Martín Lutero, y no podían hacer otra cosa. Su tierra y los antepasados que habían vivido en ella exigieron sangre, y en el Fuerte Mims, los Red Stick se la dieron. Aunque tenían una vaga esperanza de que la magia de los profetas los salvarían, no tardaron mucho en darse cuenta de que esto no ocurriría. Lo único que les quedaba por hacer era aceptar las consecuencias: la muerte de sus guerreros, la esclavitud de los cautivos y vivir para luchar otro día por los que pudieran huir.

El ojo eco-extremista puede contemplar esta antigua tierra Creek, ahora pavimentada con caminos y cubierta de edificios, arada de campos y contaminada con residuos industriales, y ver cuánto hemos perdido. Nuestra civilización tecno-industrial moderna se construye en los cementerios de los Red Sticks y otros miles sin nombre que murieron resistiendo a la civilización. Ya no hablamos el idioma de la tierra, y no podemos valorarla como lo hicieron, pero sabemos su historia, y eso significa algo para aquellos de nosotros que amamos esta tierra tal como lo hicieron los antiguos. El ímpetu de la guerra eco-extremista en un lugar como este, no sería de recuerdos y de tradiciones de un pueblo resonante, silenciado por la pólvora y la bayoneta. El ímpetu nuestro sería haber perdido a esa gente y mucho más. Y el agente no serían las leyes y creencias nativas cuyo origen nadie recuerda, sino un desagrado visceral en una cultura fría e insensible donde la relación entre las personas ha sido reemplazada por una relación entre cosas artificiales.

Aquellos que comparten este disgusto han surgido como guerreros solitarios y trágicos en una lucha a muerte contra la civilización. Al igual que los Red Sticks, estos guerreros en las sombras no pueden reunirse en masa para que no se conviertan en otro objetivo u otro engranaje en el sistema de domesticación y artificialidad. Se comunican de forma desordenada, observan sus espaldas, se dan cuenta de que no hay “lugar seguro” para esconderse. Ellos serán atrapados, serán encarcelados, y los matarán tarde o temprano. Pero la única alternativa sería renunciar a ese resplandor de la humanidad que los Red Sticks, los Chichimecas, los Selk’nam y la Gente de las Flechas del Amazonas tenían ante el Leviathan. La mayoría de nosotros aceptará el compromiso, pero pocos, unos preciosos pocos, se están dando cuenta de que no pueden hacer eso, y están luchando en consecuencia. Pueden morir y ser olvidados, pero nuevos guerreros astutos tomarán su lugar, ya que al final, ésta no es nuestra guerra, sino la guerra de la naturaleza salvaje, de la tierra y los mares, de los vientos y las estrellas, de todas las cosas que la civilización busca borrar y controlar. Esas son las cosas que darán valor a la generación de la generación de guerreros, así como dio valor a los Red Sticks, hasta que la civilización misma sea borrada por el polvo cósmico del tiempo.

Trabajos citados:

Green, Michael D.; Porter III, Frank W. general editor. The Creeks. New York : Chelsea House, 1990.

Holland Braun, Kathryn E. (ed.) Tohopeka: Rethinking the Creek War and the War of 1812. Tuscaloosa: University of Alabama Press, 2012.

Inskeep, Steve. Jacksonland: President Andrew Jackson, Cherokee Chief John Ross and the Great American Land Grab. New York: Penguin Press, 2015.

Martin, Joel. Sacred Revolt: The Muskogees’ Struggle for a New World. Boston: Beacon Press, 1991.

Shuck-Hall, Sheri M. “Understanding the Creek War and Redstick Nativism, 1812-1815”. Retrieved online: http://www.univ-brest.fr/digitalAssetsUBO/9/9118_UNDERSTANDING_THE_CREEK_WAR.pdf

Waselkov, Gregory A. A conquering spirit: Fort Mims and the Redstick War of 1813-1814. Tuscaloosa: University of Alabama Press, 2006.

Weir, Howard T. III. A Paradise of Blood: The Creek War of 1813-1814. Yardley: Westholme Publishing, 2016.

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