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A Semente da Confrontação: a Guerra de Mixtón

Traducción al portugués del texto “La semilla de la confrontación: La Guerra del Mixton”, publicado en español en la Revista Regresión N° 2.

Traducción a cargo de Anhangá.

¡Por la memória guerrera de nuestros ancestros!


Durante o período de 1520-1531 foram edificadas várias cidades sobre os restos da civilização asteca, duas das mais importantes foram Nova Espanha e Nova Galícia, esta última ocupava os atuais estados de Jalisco, Colima, parte de Zacatecas e Nayarit.

O conquistador Nuño de Guzmán se encarregou de usar a força em vários povos sedentários e nômades do norte da Nova Galícia. Guzmán ficou caracterizado pelo seu excessivo uso da força contra os nativos, assim como por seus letais castigos contra aqueles que resistiam a ser escravizados.

Durante anos o conquistador trabalhou fielmente para a coroa e a religião católica, e embora suas ações contra os índios tenham lhe custado a prisão, a memória dos acontecimentos persistiu na mente dos aborígenes até o dia em que começou a rebelião.

Já em 1541 com os nativos cansados dos abusos e decididos a defender seu modo de vida, suas crenças e suas terras ancestrais, começaram a se rebelar, inicialmente evitando assistir as missas. Seu descontentamento foi maior quando soldados enviados por frades autorizaram levar os rebelados à força até a igreja, foi aí que muitos nativos sedentários abandonaram os povoados dos espanhóis e se refugiaram nas montanhas, adaptando-se novamente à vida de caçadores-coletores seminômades. Nas montanhas se encontraram com mais e mais indígenas que tinham decidido fazer o mesmo. Assim, após várias reuniões entre tribos e liderados por vários “tlatoanis”, a rebelião generalizada começou. Ao grito de “¡Axcan kema, tehuatl, nehuatl!” (Até tua morte ou a minha), os grupos de originários armados atacaram soldados espanhóis, queimaram conventos, igrejas e pequenos povoados, armaram emboscadas, mataram frades, cidadãos espanhóis, negros, mulheres, mulatos, indígenas aliados dos brancos, gados e cavalos.

Na rebelão participaram coras, huachichiles, caxcanes, zacatecos, guamares, guainamotas, tepehuanes, irritilas, huicholes, entre outros.

Depois de vários ataques os guerreiros se unificaram no Monte de Mixtón, de onde atacavam as cavalarias espanholas que eram enviadas pelo governador de Nova Galícia, Critóbal de Oñate. Por sua vez, frades missionários subiam o monte para tentar se envolver em negociações e assim alcançar a paz por meio de pregações religiosas. Segundo as crônicas, o franciscano Juan de Calero tentou dialogar com os rebeldes com sua bíblia na mão quando um deles respondeu furiosamente “Já não nos pregará mais coisas do céu nem do inferno, não queremos tua doutrina!”, depois destas palavras mencionadas no idioma dos selvagens eles o atacaram e mataram-no com flechas e lanças.

Fernán Gonzales de Eslava descrevia os bárbaros da seguinte forma: “dentro de seu furor indescritível são aprisionados todos os males, e com flechas infernais não deixam vivos nenhum dos missionários viventes”.

Devido a grande maioria dos ataques que lançaram os europeus contra os rebelados de Mixtón terem fracassado, e advertido porque estes haviam tomado várias cidades (inclusive a própria cidade de Guadalajara), Oñate mandou chamar o capitão Diego de Ibarra, experto em estratégias militares. Este tratou de sitiar os rebeldes em raras ocasiões, mas nenhuma delas deu resultado mais do que já era esperado: cavalos flechados, soldados mortos e os vivos muito desmoralizados, tanto pelas perdas como pelas piadas que os rebelados faziam com eles lá do topo da colina após as batalhas.

Mas os nativos tinham algo guardado para Ibarra e seus homens, um golpe tão forte que iria abalar até mesmo o vice-rei de Nova Espanha, Antonio de Mendoza e a todo o Conselho das Índias.

Em 9 de abril de 1541, conhecendo os ciclos naturais e tendo o selvagem a seu favor, os nativos aproveitaram a aparição de um eclipse solar para surpreender aos brancos e matar a grande maioria.

Este golpe foi tão forte que o próprio vice-rei solicitou a presença de um conhecido conquistador, aquele que na época havia sido capitão de Hernán Cortes, quem havia ajudado fortemente a derrotar totalmente os guerreiros águia e jaguar que protegiam Tenochtitlán, só que por sua própria arrogância e megalomania ele cairia ante os pés descalços dos selvagens de Mixtón. Estamos falando de Pedro de Alvarado.

Alvarado confiante de que poderia controlar a situação decidiu ir diretamente junto com seus homens, unindo-se com os de Ibarra, ao Peñol de Nochistlán, outra colina onde os rebeldes haviam se fortalecido bastante. Alvarado não esperou reforços e lançou-se em sangrentas batalhas, as quais dia a dia foram ganhando e resistindo aos guerreiros nativos.

Em 24 de junho, durante uma grande batalha nas florestas do Peñol de Nochistlán, as flechas, lanças e as pedras fariam correr os espanhóis liderados por Alvarado. Aos gritos dos selvagens, sua atitude hostil e aparência agressiva seus homens ficaram fora de controle gerando um bolo humano durante a retirada, uns esmagando os outros costa abaixo. Em meio a isso Alvarado também foi afetado, recebeu várias feridas resultado das fortes flechas que os selvagens haviam projetado exclusivamente para perfurar as armaduras espanholas. Seu cavalo caiu sobre ele e fraturou-lhe várias costelas, deixando-o estendido no chão gravemente ferido.

Em 4 de julho Alvarado morreria devido aos ferimentos causados na batalha de Nochistlán. Ele havia perdido uma batalha contra aqueles quem catalogavam como primitivos inexperientes em batalhas. Alvarado pôde naquela época matar os melhores guerreiros da elite militar asteca, mas não teve chances contra os indomáveis caçadores-coletores.

Este foi mais um duro golpe para os brancos que realmente viam seu reino em perigo latente. O vice-rei Mendoza, inquieto e extremamente preocupado com as perdas, e porque a rebelião havia se espalhado até Michoacán, onde vários purépechas tinham pegado em armas junto com os (teo) chichimecas, mandou que fosse agrupado o maior número de indígenas aliados para combater a seus parentes étnicos. Com isso centenas de mexicas, tlaxcaltecas, xilotepecas, huejotzincas, etc., foram misturados ao exército espanhol para exterminar os rebeldes. As crônicas contam que mais de 50 mil homens foram os que atacaram ferozmente os rebeldes e os fizeram recuar das cidades que já haviam sido tomadas. Os selvagens tanto de Mixtón como de Nochistlán também caíram pelos numerosos ataques dos espanhóis e seus aliados indígenas, em 1542.

O extermínio foi inevitável. Assim terminaria mais um episódio da resistência nativa contra a civilização e o progresso. Muitos dos selvagens guerreiros morreram em batalha porque não estavam dispostos a negociar sua liberdade nem em aceitar os mandatos dos novos governantes, preferiam morrer negando os costumes e as crenças dos estranhos. Aqueles que sobreviveram deram seguimento a suas ações hostis, mas com menos impacto do que o levantamento generalizado. A chama do conflito seguia ardendo neles, a Guerra de Mixtón apenas seria o começo de algo maior; a Guerra Chichimeca, o maior e mais sangrento conflito nativo e de maior duração em toda a América do Norte, no qual oficialmente duraria mais de 50 anos.

Eco-terrorists who detonated pressure cooker bomb last week ‘declare war’ on the Olympics in revenge for bulldozing wildlife

Cobertura do Jornal inglês The Sun ao ataque do grupo eco-extremista Sociedade Secreta Silvestre no dia primeiro deste mês num shopping há poucos metros de uma das intalações olímpicas e faltando apenas 4 dias para o início dos jogos.

Peter Martin, um especialista em segurança global, disse ao The Sun: “Apesar de todo o foco no ISIS esses caras foram os únicos a ter detonado com sucesso uma bomba com a intenção real de causar algum dano.”

“Eles são uma ameaça muito séria”.

“Isso parece ter sido suprimido pelo governo e os meios de comunicação do Brasil.”

“Eles também são um tipo de militantes que são muito difíceis de controlar”

Adiante com o terrorismo eco-extremistas!

Adiante com o terror contra os Jogos Olímpicos!

Morte aos hiper-civilizados e a seu mundo-morto!


The “Sociedade Secreta Silvestre” organisation – who claimed responsibility for detonating a pressure cooker packed with metal in Brasilia – say they will bomb the Olympics

A GROUP of eco-terrorists who detonated a nail bomb in Brazil last week have issued a chilling threat to the Rio Olympics – in revenge for ripping up the city to make way for the games.

Extremists at the “Sociedade Secreta Silvestre” organisation – who claimed responsibility for detonating a pressure cooker packed with metal in Brasilia – say they will bomb the Olympics.

 A group of eco-terrorists in Brazil have threatened the Rio Olympics in revenge for ripping up the city for the Games
A group of eco-terrorists in Brazil have threatened the Rio Olympics in revenge for ripping up the city for the Games

They have “declared war” after Rio games chiefs failed to fulfil promises to plant 24 million trees in the city and clean up the polluted Guanabara Bay.

The terrorists were also angered after an Olympic golf course was built on 58,000 square metres of natural park for the games – which had environmentalism as the opening ceremony theme.

A manifesto on the group’s website read: “We will use the Rio 2016 Olympic Games to attack and declare war on hyper-civilisation and its dead world of concrete and steel.

“Our similar units in Rio de Janeiro and Sao Paulo are as well prepared as the tens of thousands of cowards mobilised to strengthen public security for the Games.

“And guarantee that in the states where events occur they will not pass unharmed but will be severely attacked.

“If you don’t want to be within a blast zone, lock yourselves in your basements and stay there.

“Tourists, if you don’t want to share the same end, go back to your rotting cities. You are not welcome nor will you ever be welcome here, except by our explosives.

The group, who blew up a pressure cooker device in Brasilia last week, chilling said they know there are gaps in security

 The group, who blew up a pressure cooker device in Brasilia last week, chilling said they ‘know there are gaps in security’
The group, who blew up a pressure cooker device in Brasilia last week, chilling said they ‘know there are gaps in security’

 

 Bomb disposal teams in Rio like this one will be on high alert throughout the games
Bomb disposal teams in Rio like this one will be on high alert throughout the games

 

 The Rio Olympics is a key target for terrorists owing to the huge crowds from around the world who will be gathering in the city
The Rio Olympics is a key target for terrorists owing to the huge crowds from around the world who will be gathering in the city

“We know there are gaps in security and they will be properly used.”

They claimed to be behind the blast of a pressure cooker device in a car park outside a shopping centre in Brasilia, a few hundred metres from the hotel of the host’s Olympic men’s football team.

The explosion, last week, did not cause any injuries.

Brazilian authorities have played down the threat – but security experts were worried.

 The venues include new stands in iconic areas of the city such as the Copacabana Beach as well as the world famous Maracana stadium
The venues include new stands in iconic areas of the city such as the Copacabana Beach as well as the world famous Maracana stadium

 

 A manifesto on the group’s website read: ‘We will use the Rio 2016 Olympic Games to attack and declare war on hyper-civilisation and its dead world of concrete and steel’
A manifesto on the group’s website read: ‘We will use the Rio 2016 Olympic Games to attack and declare war on hyper-civilisation and its dead world of concrete and steel’

Peter Martin, a global security consultant, told The Sun: “Despite all the focus on IS these guys are the only ones to have successfully detonated a bomb with actual intent to do some real damage.

“They’re a pretty serious threat.

“This seems to have been suppressed by the government and media in Brazil. Environmental groups wanted a lot of things out of the Olympics they have not got.

“They are also the kind of militants who are very difficult to track.”

(Brasil) Décimo Primeiro Comunicado de Individualistas Tendendo ao Selvagem (Sociedade Secreta Silvestre/ITS-Brasil)

Comunicado original en portugués publicado el 03 de agosto 2016.

Fotos acá: https://mega.nz/#!pk8UlTpB!tVANbcThPxekw_ElOsBRVMv0HNKILwINsYOzjiQK2Ig


“Sólo quiero ver las ciudades arrazadas, la selva creciendo mientras gozamos con las fabricas quemadas, salvajes somos y salvajes seremos, entre la vida y la muerte danzaremos […] si la muerte llega seguiremos destruyendo el infierno, asqueroso mundo te veré caer riendo, en este enfrentamiento eterno […]” – N.D, El Acecho de La Muerte

Pindorama – Os seres silvestres e indômitos desde o fundo das florestas cantam e nos convidam a travar uma amoral guerra selvagem lado à lado. Dos mais escuros becos da podre urbe escutamos o incivilizado eco daqueles que não falam humano e não tardamos a aceitar o chamado reforçado pelas vozes de nossos antepassados que lá no fundo amaldiçoam e clamam pela destruição total do mundo civilizado. Em bando e como bárbaros nos ajuntamos e afiamos nossos punhais, trocamos os pentes de nossas pistolas e preparamos a nossa gama de explosivos para defender com garras e presas a conspiração eco-extremista contra a civilização e o progresso humano que se estende a estas terras e que por aqui ferozmente começa.

Sociedade Secreta Silvestre é uma das materializações ocultas do eco-extremismo aderente ao Individualistas Tendendo ao Selvagem nestas terras amazônicas.

As autoridades brasileiras se prepararam o quanto puderam contra os extremistas do ISIS e até mesmo prenderam uma de suas células aqui no Brasil, mas não esperavam por nós eco-extremistas. Estrategicamente esperamos as vésperas dos Jogos Olímpicos Rio 2016 para atacar e declarar GUERRA aos hiper-civilizados e a seu mundo morto de concreto e aço bem como a todos os seus pilares e aparatos tecnológicos.

Nós não somos apenas lobos solidários como berrará as autoridades e a mídia brasileira, somos uma matilha que rosna contra tudo o que é civilizado!

Orgulhosamente atendemos ao chamado dos furacões, dos terremotos, das tempestades de raios, das erupções vulcânicas, dos maremotos, avalanches, ondas de calor, inundações e de todas as outras catástrofes naturais PELA DEFESA EXTREMISTA DA NATUREZA SELVAGEM!

Como uma incurável peste surgimos e como ondas violentas de vento que indiscriminadamente varrem tudo pela frente nos alastraremos causando terror e devastação por onde quer que passemos. Nosso alvo? A civilização em sua totalidade e o progresso humano! E isso SEM GARANTIA ALGUMA de que não caiam “inocentes” civis em meio a nossos atos terroristas.

Somos feras selvagens, delinquentes incivilizados, terroristas amorais e uma máfia de inimigos eternos de tudo o que é civilizado e a partir de agora publicamente DECLARAMOS GUERRA àqueles que sustentam a civilização e à seus cúmplices, e também apontamos as nossas armas contra toda e qualquer estrutura que garanta o sustento e a expansão do mundo cívico.

Jogos Olímpicos em nossa mira

Não por acaso SSS/ITS-Brasil deu as caras nesta data. É época de véspera dos Jogos Olímpicos Rio 2016, evento de grande movimentação cidadã nacional e internacional, um show com muito glamour em medida apropriada para manter repletas de lixo as mentes dos civis desta sociedade morta. Dia 5 o mundo se voltará mais uma vez a uma celebração à nível mundial que tem como falido slogan a frase “Um novo mundo”.

Caros cidadãos, temos o imenso prazer de dizer-lhes que se existe algum inferno ele se assemelha à atual realidade mundana e dizemos também que dias melhores não virão, não importa quantas doses de esperança tomem. É momento para a desgraça!

O lema dos jogos olímpicos menciona uma “busca” por algo diferente do inferno que as próprias mãos humanas forjaram. De modo hilário movimentos “revolucionários” também buscam “um novo mundo”. Esta frase é até mesmo o slogan da absurda alterglobalização que pregam diversos movimentos esquerdistas. Todos estão à procura do “mundo novo”, da “terra prometida”, da “Nova Canaã”, e isso até mesmo grande parte dos anarquistas. Seguem distintos caminhos, mas em rumo semelhante em busca de alguma “solução” ou “melhora”, entretanto todas as rotas levam ao mesmo precipício.

Afirmamos que NÃO há mudança possível que supere o abismo cívico que cheira à morte e nós eco-extremistas sabemos muito bem disso. Não há caminhos a se avançar, há passos a regressar. Não há nada que mudar neste mundo, há TUDO a se destruir. SSS/ITS-Brasil junto a ITS-México, Chile e Argentina também se coloca à cargo disso e implacavelmente põem em sua amoral e indiscriminada mira os Jogos Olímpicos Rio 2016. Somos e seremos inimigos eternos de toda a cidadania e de todo o civismo e este evento não passará despercebido por nossa frente. O espírito selvagem do Jaguar morto após ser USADO e DESCARTADO no evento de passagem da tocha olímpica no estado do Amazonas encarna em nós e clama por violentos ataques. Propagaremos o máximo terror sobre este evento cidadão hipócrita que simula uma ridícula paz e união no mundo como se tudo ao redor estivesse bem. Enquanto a Natureza Selvagem morre a civilização segue mais uma vez festejando dentro do mundo artificial que consome tudo o que é natural, e por isso para este festejo mundial deixaremos as nossas bombas!

Nossos bandos afins no Rio de Janeiro e São Paulo estão tão bem preparados quanto as dezenas de milhares de covardes mobilizados para fazerem a segurança pública dos Jogos e garantimos que nos estados na qual temos presença o evento não passará ileso sem que seja severamente atentado. Nós sabemos que brechas existem e elas serão devidamente utilizadas. Não somente as imperiais instalações olímpicas poderão ser alvos, mas objetivos imóveis/móveis aos arredores também poderão ser atacados. Não nos importamos com possíveis civis “inocentes” sendo mutilados ou mortos, afinal os cúmplices da civilização devem tombar junto a ela. Portanto, civis, se não quiserem ser alcançados por nossas explosões, permaneçam trancafiados à sete chaves no porão de suas casas. Turistas, se não quiserem ter o mesmo fim retornem às suas pútridas cidades. Vocês não são nem nunca serão bem recebidos, a não ser por nossos explosivos…

Vemos as estruturas olímpicas como uma profunda manifestação do urbanismo e da modernidade bem como da própria expansão da civilização. A Natureza Selvagem novamente foi apunhalada e desta vez para dar lugar às instalações dos jogos. A exemplo disso vemos o golpe civilizado ao pouco que resta de Mata Atlântica para a construção de um campo de golfe na Barra da Tijuca que servirá às Olimpíadas Rio 2016. Sem piedade alguma o fizeram e sem piedade alguma atacaremos os jogos. Este evento não é neutro e será multiplamente golpeado de modo selvagem. Aqueles que colaboraram/colaboram com ele, incluindo até mesmo civis, cairão! A enojada tocha olímpica carrega um simbolismo cínico que nos faz cuspir em sua representação. Ela traz a simbolização do Céu, das Montanhas e do Mar, aqueles mesmos que ironicamente o próprio avanço da civilização indiscriminadamente empurra ao abismo e a sociedade respalda! Os/as hipócritas envolvidos neste evento fazem jorrar cinismo perante ao mundo ao dizerem “defender” algo da Natureza com essa ridícula menção. A partir de agora mostraremos a eles o que é uma verdadeira defesa da Natureza Selvagem!

Com isso declaramos guerra a este destrutivo evento mundial desta sociedade morta que consome a Natureza Selvagem. A paz social será orgulhosamente rompida e mutilada.

E para dar início ao ataque selvagem, SSS/ITS-Brasil assume a responsabilidade pelo atentado em frente ao shopping Conjunto Nacional, realizado no centro da capital do Brasil, num movimentado setor e há poucos metros de uma das instalações que serão utilizadas nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Ontem pela noite plantamos no local um explosivo de fragmentos com 3 quilos de pólvora negra num recipiente de panela de pressão e desaparecemos nas sombras. O artefato provocou uma forte explosão que logo espalhou terror entre os civis, seguranças e funcionários que ali se acercavam. De longe sob a escuridão tranquilamente observávamos enquanto o vento soprava levemente confrontando a cacofonia urbana… as luzes da cidade não conseguiam vencer o céu estrelado preenchido por um expressivo luar… e foi em meio a isso que um forte estrondo e uma bola de fogo nos fez sorrir. Atentamos numa zona militarizada e embaixo do nariz das “forças de segurança”. Embora a explosão não tenha ocorrido como esperávamos seguiremos aperfeiçoando nossas técnicas para causar a máxima destruição possível a cada nova ação.

Ah, Conjunto Nacional, edifício emblemático do setor comercial e um dos símbolos da destruição da Natureza Selvagem… Os shoppings são os estandes da civilização que vendem artificialidades para essa hipócrita sociedade morta, são um um aglomerado de distribuidores que oferecem lixos a essa apodrecida sociedade civilizada e a seus civis e tudo isso ao custo da destruição frenética da Natureza Selvagem. Ontem o CN seguia firme em seus assassinos negócios e hoje se vê abalado como a estrutura de um prédio atingida por um sismo de magnitude máxima. Desta vez o ataque ocorreu fora do prédio, amanhã poderá ser em seu interior…

Declaramos que é apenas o começo da guerra eco-extremista contra a civilização e o progresso humano no “Brasil”. Todas as estruturas e indivíduos que garantem o sustento e a expansão da sociedade tecno-industrial e consequentemente a destruição da Natureza Selvagem agora convertem-se em alvos nossos.

As estruturas civilizadas voarão pelos ares como pássaros selvagens e arderão em chamas até alcançarem as cinzas e aqueles que promovem a destruição do Natural pagarão com sangue por suas ações, sangue este oferecido ritualisticamente à própria indômita Natureza assim como de forma grandiosa fez ITS-México ao assassinar a um trabalhador da UNAM, instituição incubadora de progressistas.

As únicas leis que reconhecemos são as leis da Natureza Selvagem. Esta é uma guerra de vida ou morte e a travaremos até as mais extremas consequências. Causaremos atos de terror e destruição enquanto estivermos de pé e isso será até a nossa morte ou a de todos os nossos inimigos.

Nós somos os produtos mais repugnantes que esta civilização podre já há criado. Habitamos as sombras, enojamos a cidadania, cuspimos no civismo e vandalizamos a onde quer que passemos. Desprezamos o trabalho, odiamos as escolas e incendiamos as universidades. Somos iconoclastas hereges inimigos supremos de Cristo e adoradores do paganismo, os que incendeiam igrejas com padres, pastores e até mesmo fiéis dentro, niilistas amorais apologistas da violência e do crime, os que escolheram a química ao invés das leis para dar seguimento à confecção de explosivos que dilaceram corpos e destroem estruturas, asquerosos delinquentes sem compromissos com a vida civilizada e que estão contra o futuro e contra tudo o que é o progresso humano, nós somos aqueles que não temem pelo amanhã e que escolheram o hoje e o agora para desferir os seus golpes… assim elegemos e sem nenhum passo atrás assim será…

Finalizamos o primeiro comunicado da Sociedade Secreta Silvestre (décimo primeiro de Individualistas Tendendo ao Selvagem) com o seguinte recorte que faz parte da publicação eco-extremista “Ishi e a Guerra Contra a Civilização“, e que possui sua versão em português:

“O eco-extremismo não terá fim, porque é o ataque selvagem, o “desastre natural”, o desejo de deixar que o incêndio arda, dançando em torno dele. O anarquista recua e o esquerdista se espanta, porque sabem que não podem derrotá-lo. Continuará, e consumirá tudo. Serão queimadas as utopias e os sonhos do futuro civilizado, restando apenas a Natureza em seu lugar.”

Sejamos perigosos…

Com ITS-México, Chile, Argentina e outros cantos do mundo, adiante máfia de eco-extremistas!

Cumplicidade com grupos Terroristas Niilistas na Itália que esfacelam a paz social! Adiante Clã Terrorista Niilista Cenaze, Seita Niilista Momento Mori e afins!

Saudações à convicta CCF que incendiou a Grécia!

Avante grupos eco-anarquistas e niilistas que espalham o terror pelo Chile!

Saudações ao Grupo de Hostilidades Contra a Dominação que também está em guerra nestas terras!

ADIANTE COM FOGO, BALAS E BOMBAS PELO SELVAGEM E CONTRA A CIVILIZAÇÃO E CONTRA TUDO O QUE É CIVILIZADO!

PELA DEFESA EXTREMISTA DA NATUREZA SELVAGEM!

ATÉ A TUA MORTE OU A MINHA!

Ishi e a Guerra Contra a Civilização

Nos han enviado el trabajo editorial de “Ishi y la Guerra Contra la Civilización”, y orgullosamente lo presentamos, editado por Revista Regresión y traducido meticulosamente al portugués por “Tocaia Eco-extremista”, este trabajo escrito originalmente por Chahta-Ima, cuenta la historia del ultimo salvaje de la tribu de los Yahi, tribu que violentamente desapareció tras cruentos enfrentamientos contra los europeos que llegaron a invadir sus tierras, ahora conocidas como California. A Ishi lo han catalogado con la etiqueta del mito del “buen salvaje”, principalmente los antropólogos humanistas, pero dentro de su historia se esconde la verdadera esencia de su pasado guerrero y su aparente pero mañosa adaptabilidad a la civilización.

¡Que Öme resurja de Norte a Sur!

¡Complicidad con Tocaia Eco-extremista!

*Dejamos también la segunda edición de este mismo trabajo en versión PDF en inglés aquí:

https://mega.nz/#!F88URLYK!-XM3ZDo6Oc9cE_sKavrzhdg_K6J4E1z5FE9WGbg7y88

La versión en PDF en español:

https://mega.nz/#!Yh8Q3IbQ!KcNbtyc18qCKkfw2s4qCFPzNA66rtIH5vFR5rlzzhOs

Y la versión portuguesa en PDF para descargar:

https://mega.nz/#!xtVjBb6C!wa7iHV_tYWIWXvAKkT6Oyt0ZBWnNdg41L4uFVInjMco


A aparição do eco-extremismo e as táticas que utiliza, tem causado muitas controvérsias nos círculos radicais à nível internacional. As críticas de Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS) e outros grupos alinhados, tem recebido uma ampla gama de acusações de loucura ultra-radical. Um aspecto destacado desta polêmica gira em torno da ideia do ataque indiscriminado. A amarga retórica por parte dos eco-extremistas pode exacerbar a hostilidade para com estas táticas entre os incrédulos. Como muitos se referem, no entanto, parecia que ITS e outros grupos eco-extremistas estão envolvidos em detonações de explosivos em centros pré-escolares e lares de idosos, ou seja, objetivos aleatórios ao invés de objetivos de importância específica para o sistema tecno-industrial (laboratórios, ministérios governamentais, etc.). Deve-se admitir que muitos dos envolvidos em polêmicas contra o eco-extremismo tem a priori uma inclinação negativa contra qualquer argumento, não importando o quão bem esteja elaborado, afinal, como eles mesmos admitem, a manutenção da civilização e a domesticação é de seu próprio interesse. Não é o ponto discutir com eles. Por outro lado, o eco-extremismo ainda tem muito o que dizer, então aqueles que tem ouvidos para ouvir, que ouçam.

O mais amistoso seria perguntar por que ITS e seus aliados devem “retirar-se” da ideia do ataque indiscriminado. Por que fazer dano às pessoas que estão tratando de ajudar? Em outras palavras, a civilização e a destruição que se desata sobre o mundo são culpa de um pequeno setor da sociedade moderna, e há que se concentrar em convencer a grande maioria que não tem a culpa, com a finalidade de ter o equilíbrio das forças necessárias para superar os males que atualmente nos afligem. Fora isso, é apenas a má forma. É compreensível que “coisas ruins” ocorram até mesmo em ações bem planificadas. O mínimo que podem fazer aqueles que se submetem a elas é que peçam desculpas. Isso é apenas boas maneiras. Alguns anarquistas chilenos fizeram algo recentemente, explodiram bombas de ruído às quatro da manhã, quando ninguém estava por perto com a intenção e expressar sua “solidariedade” com quem solicitou o anarquismo internacional para orar por… quero dizer, expressar sua solidariedade nesta semana. Mas se você tem que fazer algo, o mínimo que pode fazer é minimizar os danos e expressar seu pesar se algo der errado (mas acima de tudo, então você deve fazer nada…).

Claro, o eco-extremismo rechaça esta objeções infantis e hipócritas. Estas pessoas estão expressando sua superioridade moral enquanto brincavam com fogos de artifício no meio da noite e logo se dedicam a outras coisas pelo mundo, sem nenhuma razão aparente? Querem um biscoito ou uma estrelinha por serem bons meninos? O eco-extremismo admitirá facilmente que esse anarquismo devoto é piedoso e santo. Os eco-extremistas não querem ajuda destes anarquistas piedosos. Se os anarquistas que se inclinam para a esquerda buscam ganhar popularidade no manicômio da civilização, é claro, o eco-extremismo se rende.… Parabéns de antecedência.

Houve críticas contra os eco-extremistas dizendo que não é assim que se trava uma guerra contra a civilização. Ok, vamos em frente e dar uma olhada mais de perto a uma guerra real contra a civilização. Os editores da Revista Regresión já escreveram uma extensa série de artigos sobre a Rebelião do Mixtón e a Guerra Chichimeca, que se estendeu por grande parte do território do México durante o século XVI, aqui recomendamos encarecidamente seu trabalho. Neste ensaio, vamos aumentar seus argumentos recorrendo a um exemplo muito amado de um “tenro” e trágico índio, Ishi, o último da tribo Yahi no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Neste exercício não pretendemos saber de tudo dos membros de uma tribo da Idade da Pedra que foram caçados até sua extinção pelos brancos. Na medida em que qualquer analogia histórica é falha, ipso facto, aqui vamos pelo menos tentar tirar lições de como o Yahi lutou, suas atitudes em relação à civilização sendo o último homem, e como a forma de sua cultura problematiza os valores anarquistas e os de esquerda advindos do iluminismo. Este ensaio pretende mostrar que a guerra do Yahi contra a civilização também foi indiscriminada, carente de valores ocidentais como a solidariedade e o humanismo, e foi um duelo de morte contra a vida europeia domesticada. Em outras palavras, é um modelo de como muitos eco-extremistas veem sua própria guerra travada a partir de sua individualidade. Ishi, longe de ser o modelo do “bom selvagem”, foi o último homem de pé em uma guerra travada contra os brancos, com a maior quantidade de brutalidade e “criminalidade” que o agora extinto Yahi pode suportar.

O Yahi

Em 29 de agosto de 1911, um homem de cor marrom, nu e com fome, com cerca de cinquenta anos de idade foi encontrado do lado de fora de um matadouro perto de Oroville, Califórnia. O homem foi rapidamente detido e encarcerado na prisão da cidade. No início, ninguém podia se comunicar com ele em qualquer idioma conhecido. Logo, os antropólogos chegaram de San Franciso e descobriram que o homem era Yahi, um bando situado mais ao sul da tribo Yana, conhecido localmente como “índios escavadores” ou “índios Mill Creek/Deer Creek”. Durante muito tempo se suspeitava que um pequeno grupo de “índios selvagens” ainda viviam na região montanhosa do norte inóspito da Califórnia. Os antropólogos fizeram os arranjos para que o último “índio selvagem” vivesse com eles em seu museu, e que os ensinasse sobre sua cultura em San Francisco. Depois de haver encontrado um (imperfeito) tradutor Yana, não puderam obter outro nome do índio que não fosse apenas “Ishi”, a palavra Yana para “homem”. Esse é o nome pela qual ficou conhecido no momento de sua captura até sua morte, quatro anos e meio mais tarde.

Os Yahi eram um ramo meridional de uma tribo maior chamada Yana, encontrada no norte da Califórnia, ao norte da cidade de Chico e do rio Sacramento. Antes da chegada dos europeus, havia talvez não mais de 3.000 Yana em suas terras tradicionais fazendo fronteira com os Maidu ao sul, os Wintu ao oeste, e a tribo Shastan ao norte. Falavam a língua Hokan, as raízes das quais compartilharam com tribos em toda a América do Norte. Como tribo, os Yana, em particular, eram muito menores que seus vizinhos, mas ainda sim havia uma reputação de brutalidade contra eles. Também se especula que o Yana pode primeiro ter vivido nas terras baixas mais produtivas antes de ser levado para a região montanhosa menos produtiva por seus vizinhos muito maiores e mais ricos ao sul, particularmente. Como Theodora Kroeber comenta em seu livro, “Ishi in Two Worlds”:

“Os Yana foram menores em número e mais pobres em confortos materiais se comparados aos seus vizinhos do vale, a quem eles consideravam combatentes suaves, relaxados e indiferentes. Assim como as tribos de montanhas em outras partes do mundo, os Yana, também, eram orgulhosos, valentes, engenhosos e rápidos, e foram temidos por povos maidu e wintu que viviam nas terras baixas.” (25)

Steven Shackley, em seu ensaio, “The Stone Tool Technology of Ishi and the Yana”, escreve sobre a relação dos Yahi com seus vizinhos imediatos:

“Pelo motivo de ter de viver em um ambiente tão marginal, os Yahi nunca tiveram boas relações com os grupos dos arredores em qualquer período de tempo. Evidência arqueológica regional sugere que, os falantes de línguas hokanas, provavelmente os que poderiam ser chamados de proto-Yana, viviam em um território muito maior que incluía a parte superior do vale do rio Sacramento, assim como as colinas da Cascata do Sul até a “Intrusão Penutia” em algum momento há mais de 1000 anos. Estes grupos que falavam idiomas Penutian foram os antepassados dos Maidu e Wintu/Nomlaki, que viviam no vale do rio no momento do contato espanhol e Anglo. A violência considerável sugere neste momento, no registro arqueológico e do proto-Yana, evidentemente, que não se moveram a um habitat menor ou mais marginal de bom grado. A violência nas mãos de estrangeiros não era nova, com a chegada dos anglo-saxões a partir de 1850, os Yahi tinham mantido relações de inimizade em um longo período de tempo com grupos que falavam idiomas Penutian, que haviam tomado à força a terra inferior e seus arredores por algum tempo.” (Kroeber y Kroeber, 190)

Em geral, no entanto, os Yana viveram como a maioria das tribos, se agarraram ao ciclo das estações e tinham pouca estratificação social. A única diferença importante entre os Yana é que tinham dualidade sexual na linguagem, ou seja, uma forma diferente na língua Yana era utilizada por cada sexo. Como explica Theodora Kroeber:

“Os bebês de ambos sexos estavam sob cuidado da mãe, com uma irmã mais velha ou a avó ajudando. Sua primeira fala, foi a do dialeto da mulher, sempre se fala das mulheres e dos homens, e os meninos na presença de meninas e mulheres. Quando o menino crescia e era independente da atenção da mãe, era levado por seu pai ou irmão mais velho a onde quer que fossem, durante maiores períodos de tempo a cada dia. Na idade de nove ou dez anos, muito antes da puberdade, passava a maior parte de suas horas na companhia masculina e dormia em vigília na casa dos homens. Portanto, o menino aprendeu seu segundo idioma, o dialeto dos homens.” (29-30)

Kroeber explica que a fala feminina era muitas vezes um discurso “cortado” com as palavras masculinas que tem mais sílabas. Embora as mulheres usassem apenas um dialeto da língua, conheciam a variante masculina também. Theodora Kroeber especula que na língua Yana, longe de ser uma curiosidade linguística, a divisão estrita das palavras pode ter feito dos Yahi mais intransigentes à interferência do mundo exterior. Ela escreve:

“É um aspecto psicológico desta peculiaridade no idioma, que não está sujeito à prova, mas que não deve ser descartado. O Yahi sobrevivente parece que nunca perdeu sua moral em sua longa e desesperada luta pela sobrevivência. Poderia a linguagem haver desempenhado um papel nesta tensão contínua da força moral? Ela havia sido dotada a suas conversações com o hábito da cortesia, formalidade, e o uso carregado de um forte sentido na importância de falar e de se comportar desta ou daquela maneira e não de outra, de modo que não permitia o desleixo seja ele de palavra ou de comportamento.” (Ibid, 31)

Theodora Kroeber examina este aspecto da vida Yana mais tarde em seu livro, quando descreve a relação de Ishi com seu primeiro intérprete mestiço Yana, Sam Batwi:

“Ishi era um conservador cujos antepassados haviam sido homens e mulheres de retidão; cujo pai e avô e tios haviam levado com dignidade a restrição das responsabilidades de serem os principais de seu povo. As maneiras de Ishi eram boas; as de Batwi cheiravam a crueza da cidade fronteiriça, que era o que melhor conhecia e que, por costume da época, sabia de seus cidadãos menos esclarecidos… É muito possível que no primeiro encontro, Ishi e Batwi reconheceram que eram de diferentes estratos da sociedade Yana, Batwi era o menos considerado…” (153)

A maior parte da cultura Yahi era muito similar às culturas indígenas da Califórnia em geral. Os esforços dos homens centravam-se na caça e a pesca nos rios, em especial com o salmão como alimento disponível. Os esforços das mulheres eram centrados na coleta, armazenamento e preparação de bolotas e outras plantas como parte de sua dieta básica. O antropólogo Orin Starn, em seu livro “Ishi’s Brain: In Search of America’s Last “Wild” Indian”, afirma o seguinte em relação ao conservadorismo dos Yahi, em particular, (71):

“No entanto, os Yahi eram também uma comunidade encarnada a seus costumes. É possível que tenham casado com tribos vizinhas (ocasionalmente sequestravam mulheres em meados do século XIX), mas os estrangeiros eram absorvidos pelo caminho Yahi. Em outras partes da América nativa, antes de Colombo, houve instabilidade na mudança – doenças, guerra, migração, invenção cultural, e adaptação. No sudeste, por exemplo, os lendários Anasazi de repente desapareceram no século XII, por razões ainda não discutidas. Ao longo do tempo, no entanto, o Yahi mostrou mais continuidade e instabilidade que outros grupos. Relativamente poucas modificações ocorreram em suas pontas de lança, nos primeiros acampamentos, no fato de amassar bolotas, ou outras rotinas da existência yahi. Ao que parece, os antepassados de Ishi seguiram mais ou menos o mesmo modo de vida durante muitos séculos.”

Como eram muito do norte, a neve e a falta de alimentos foram fatores que surgiam frequentemente nos tempos de escassez no inverno. No entanto, os Yana sabiam como prosperar na terra que lhes foi dada, como Kroeber resume em seu retrato da vida Yana e sua relação com as estações do ano:

“O inverno era também o tempo de voltar a recontar a velha história da criação do mundo e como foram feitos os animais e os homens, o tempo para escutar outra vez as aventuras do Coiote e da Raposa e da Marta do Pinho, e a história do Urso e dos Cervos. Assim, sentado ou deitado perto do fogo na casa coberta de terra, e envolvido em mantos de pele de coelho, com a chuva que cai lá fora ou com o espetáculo da lua brilhante que caía com sua luz para baixo em Waganupa ou distante em Deer Creek, o ciclo Yana das mudanças de estações estava completado ao dar outra volta. A medida que as cestas de alimentos estavam vazias, uma por uma, o jogo se manteve oculto e escasso, os sonhos dos Yana se dirigiram a um tempo, não muito distante, quando a terra foi coberta novamente com o novo trevo. Sentiram o impulso de serem levantados e despertaram em um mundo, às vezes muito distante, em um grande oceano que nunca haviam visto, o salmão brilhante foi nadando em direção à boca do rio Sacramento, seu próprio fluxo de origem dos Yana.” (39)

Starn também cita um canto entonado por Ishi aos antropólogos que resume o fatalismo Yahi (42):

Serpente de chocalho morde.
Urso cinzento morde.
E vão a matar as pessoas.
Deixe que assim seja.
O homem sairá ferido ao cair da rocha.
O homem cairá quando estiver colhendo pinhões.
Ele nadará na água, à deriva, morre.
Eles caem por um penhasco.
Serão atingidos por pontas de flecha.
Eles irão se perder.
Terão que remover as lascas de madeira de seu olho.
Serão envenenados pelos homens maus.
Vão ser cegos.

Os Yahi em Guerra

Como era de se esperar, a invasão dos europeus poderia ter até mudado algumas tribos pacíficas a hostis e selvagens. Como Sherburne F. Cook declarou em seu livro, “The Conflict Between the California Indian and White Civilization”:

“O efeito geral destes eventos provoca uma mudança em todo o horizonte social dos indígenas, particularmente nos Yokuts, Miwok, e Wappo. As forças disruptivas, previamente discutidas com a referência a sua influência na diminuição da população, tiveram também o efeito de gerar um tipo totalmente novo de sociedade. Para colocá-lo em essência: um grupo sedentário, tranquilo e muito localizado, se converteu em um grupo belicoso e seminômade. Obviamente, este processo não foi completado em 1848, nem afetava a todas as partes componentes das massas de nativos igualmente. Mas seus inícios haviam se tornado muito aparentes.” (228)

No entanto, nem todos os índios reagiram ferozmente à invasão do Anglo branco. Os Maidu, vizinhos do vale dos Yahi mais para o sul, parecia que não haviam posto muita resistência ao ataque dos brancos próximos a suas terras, como o escritor maidu, Marie Potts, indicou:

“A medida em que chegaram mais homens brancos, drenaram a terra. Os ranchos se desenvolveram tão rápido que, depois de havermos tido um país de montanhas e prados para nós mesmos, nos convertemos em obreiros ou desabrigados. Sendo pessoas pacíficas e inteligentes, nos adaptamos como melhor pudemos. Sessenta anos mais tarde, quando demos conta de nossa situação e apresentamos nosso caso ao United States Land Commission, nosso pedido se resolveu por setenta e cinco centavos o acre.

Não ouve levantamentos na zona maidu. Os colonos brancos que chegaram a nossa zona estavam contentes de ter mão de obra indígena, e os registros mostram, por vezes, um negócio justo”. (Potts, 10)

Como observado anteriormente, os Yahi eram hostis, até mesmo com tribos indígenas próximas a eles, e de maneira brutal. Ms. Potts se refere às relações dos Yahi com os maidu:

“Os Mill Creeks (Yahi) eram o que para nós “significa” gente perigosa. Haviam matado muitos de nós, até mesmo pequenos bebês. Eles vigiaram, e quando nossos homens estavam ausentes na caça ou em alguma atividade, atacaram as mulheres, as crianças e os mais velhos. Quando o homem voltou da caça encontrou sua esposa morta e seu bebê caído no solo, comido pelas formigas.

Depois os Mill Creeks haviam matado a numerosos brancos, se inteiraram de que os brancos estavam reunindo voluntários para invadi-los e puni-los. Com isso, estabeleceram um sistema de alarme para serem alertados, vivendo na mira de canhões, em uma zona improdutiva”. (Ibid, 41)

Quando os colonos brancos chegaram a encontrar ouro na Califórnia na década de 1840 e início da década de 1850, trouxeram com eles o modus operandi de “o único índio bom, é o índio morto”. Não havia amor entre eles e os Yahi, então os Yahi foram persuadidos a aprimorar suas formas rígidas e intransigentes em uma guerra de guerrilhas de terror contra os brancos. Stephen Powers que escreveu sobre em 1884, descreve o Yahi na seguinte passagem:

“Se os Nozi são um povo peculiar, eles [os Yahi] são extraordinários; se o Nozi parece estrangeiro da Califórnia, estes são duplamente estrangeiros. Parece provável que esteja presenciando agora um espetáculo sem paralelo na história humana – o de uma raça bárbara em resistência à civilização com armas em suas mãos, até o último homem e a última mulher, e o último pappoose… [Eles] infligiram crueldade e torturas terríveis em seus cativos, como as raças Algonkin. Seja como for, as abominações das raças indígenas podem ter perpetrado a morte, a tortura em vida era essencialmente estranha na Califórnia.” (Heizer y Kroeber, 74)

O antropólogo californiano Alfred Kroeber, especula sobre as tendências bélicas dos Yahi:

“Sua reputação bélica pode ser, em parte, devida a resistência oferecida contra os brancos por um ou dois de seus bandos. Mas se a causa disso era, em realidade, uma energia superior e a coragem ou um desespero incomum ajudado pelo entorno, ainda pouco povoado, e o habitat facilmente defensável, é mais duvidoso. Eram temidos por seus vizinhos, como os maidu, eles preferiram estar famintos na montanha ao invés de se enfrentar. O habitante da colina tem menos a perder lutando que o habitante rico. Também está menos exposto e, em caso de necessidade, tem melhor e mais numerosos refúgios disponíveis. Em toda a Califórnia, os povos das planícies se inclinaram mais para a paz, embora fossem fortes em quantidade numerosa: a diferença é a situação que se reflete na cultura, não em qualidade inata.” (ibid, 161)

Jeremías Curtin, um linguista que estudou as tribos indígenas da Califórnia no final do século XIX, descreve a natureza “renegada” da tribo de Ishi:

“Certos índios viviam, ou melhor, estavam de tocaia, os Miil Creek rondavam em lugares selvagens ao leste da Tehama e ao norte de Chico. Estes índios Mill Creek eram fugitivos; estavam fora da lei de outras tribos, entre outros, dos Yanas. Para ferir a estes últimos, foram a um povoado Yana aproximadamente em meados de agosto de 1864, e mataram a duas mulheres brancas, a senhora Allen e a senhora Jones. Quatro crianças também foram dadas como mortas, mas depois se recuperaram. Depois dos assassinatos perpetrados pelos Mill Creek, eles voltaram a casa inadvertidamente, e com eles, levando vários artigos saqueados.” (Ibid, 72)

Um cronista detalhou outra atrocidade yahi na seguinte passagem:

“A matança das jovens Hickok foi em junho de 1862. Filhos do povo Hickok, duas meninas e um menino foram colher amoras em Rock Creek, cerca de três quartos de uma milha de sua casa, quando foram rodeados por vários índios. Primeiro dispararam contra a menina mais velha, ela tinha dezessete anos, atiraram e deixaram-na completamente nua. Em seguida, dispararam contra a outra jovem, mas ela correu a Rock Creek e caiu de cara na água. Não levaram sua roupa, pois ela ainda tinha seu vestido. Neste momento, Tom Allen entrou em cena. Ele transportava madeira de construção para um homem chamado Keefer. De imediato atacaram a Allen. Foi encontrado com o coro cabeludo arrancado e com a garganta cortada. Dezessete flechas haviam sido disparadas contra ele, e sete o atravessaram.” (Ibid, 60)

Mrs. A. Thankful Carson, esteve cativa pelos Mill Creeks ou índios Yahi, também descreveu outros exemplos de brutalidade Yahi:

“Um menino de uns doze anos de idade morreu da forma mais bárbara: cortaram-lhe os dedos, a língua, e se supõe que pensavam em enterrá-lo com vida, mas quando foram vê-lo já estava morto. Em outra ocasião, um homem chamado Hayes estava cuidando de suas ovelhas. Em algum momento durante o dia, ele foi a sua cabana e se viu rodeado por quinze índios. Eles o viram chegar: ele virou-se e correu, os índios começaram a disparar flechas sobre ele, foi de árvore em árvore. Por último, atiraram com uma arma de fogo que atravessou seu braço. Ele conseguiu escapar da captura por um estreito buraco”. (Ibid, 26)

Outro cronista local, H.H Sauber, descreve o raciocínio de caça dos Yahi ao extermínio:

“Uma vez assassinaram a três crianças em idade escolar a menos de dez milhas de Oroville, e a mais de quarenta milhas de Mill Creek. Pouco depois, mataram a um carreteiro e dois vaqueiros durante a tarde, e foram vistos à distância em carroças carregadas com carne bovina roubada através das colinas, antes que ninguém soubesse que eram eles por trás do ato. Outras vítimas, demasiadamente numerosas para mencioná-las, haviam caído em suas implacáveis mãos. Em suma, eles nunca roubaram sem assassinar, embora o delito pudesse ajudá-los no início, o fato só poderia exacerbar mais os brancos a se voltarem contra eles”. (Ibid, 20)

Alfred Kroeber fez eco sobre esse sentimento em 1911 com um ensaio sobre os Yahi, onde afirmou:

“O Yana do sul, os Mill Creeks, se reuniram com um destino muito mais romântico que seus parentes. Quando o americano veio à cena, tomaram possessão de suas terras para a agricultura ou pecuária, e à base da ponta do rifle propuseram a eles que se retirassem e não interferissem, como ocorreu antes de que houvesse passado dez anos após a primeira corrida do ouro, os Mill Creeks, como muitos de seus irmãos, resistiram. Não se retiraram, no entanto, após o primeiro desastroso conflito aprenderam a esmagadora superioridade das armas de fogo do homem branco e sua organização e humildemente desistiram e aceitaram o inevitável. Em troca, apenas endureceram seu espírito imortal na tenacidade e o amor à independência, e começaram uma série de represálias energéticas. Durante quase dez anos mantiveram uma guerra incessante, destrutiva e principalmente contra si próprios, mas, no entanto, sem precedentes em sua teimosia com os colonos dos municípios de Tehama e Butte. Apenas recuperados de um só golpe, os sobreviventes atacavam em outra direção, e em tais casos não poupavam nem idade nem sexo. As atrocidades cometidas contra as mulheres brancas e contra as crianças despertaram o ressentimento dos colonos em maior grau, e cada um dos excessos dos índios foi mais que correspondido, e, no entanto, embora o bando tivesse diminuído, mantiveram a luta desigual.” (Ibid, 82)

Theodora Kroeber tenta moderar estas contas com as suas próprias reflexões sobre a brutalidade e “criminalidade” dos Yahi:

“Os índios tomavam sua parte, os cavalos, mulas, bois, vacas, ovelhas, quando e onde pudessem, sem esquecer de que estes animais eram alimento e roupa para eles. Fizeram cobertores e capas destas peles, secaram os coros, e fizeram “charqui” ou “jerki” da carne que não era comida fresca. Em outras palavras, trataram os animais introduzidos pelos europeus da mesma forma que faziam com os cervos, ursos, alces, ou coelhos. Eles parecem não ter percebido que os animais foram domesticados, e o cachorro era o único animal que eles sabiam que estava domesticado. Roubaram e mataram para viver, não para acumular rebanhos ou riquezas, os índios realmente não entendiam que o que eles levavam era a propriedade privada de uma pessoa. Muitos anos mais tarde, quando Ishi havia passado da meia idade, se enrubescia de uma dolorosa vergonha cada vez que recordava tudo isso aos padrões morais dos brancos. Ele e seus irmãos Yahi haviam sido culpados de roubo.” (61)

Theodora Kroeber em seu trabalho não parece abordar profundamente o estilo brutal dos Yahi na guerra, sublinhando que o que ocorreu era apenas para enfrentar a invasão massiva dos brancos sobre suas terras.

Ishi

Apesar de ter “a vantagem do campo” e um foco excepcionalmente energético para atacar a seus inimigos, os Yahi foram caçados gradualmente e destruídos até que restassem apenas alguns. Em 1867 e 1868, no massacre da caverna Kingsley foram mortos 33 Yahi homens, mulheres e crianças, sendo este o último grande golpe dos brancos aos últimos Yana selvagens.

Como Theodora Kroeber afirma:

“Ishi era uma criança de três ou quatro anos de idade na época do massacre de Tres Lomas, idade suficiente para recordar as experiências carregadas de terror. Ele tinha oito ou nove anos quando houve o massacre da caverna Kingsley e, possivelmente, fez parte da limpeza da caverna e da eliminação ritualística dos corpo das vítimas. Entrou na clandestinidade, na qual cresceria sem ter mais de dez anos de idade”. (Ibid, 91)

Com a derrota militar aberta dos Yahi, os selvagens começaram um tempo de clandestinidade, que A.L. Kroeber classificaria como; “a menor e mais livre nação do mundo, que por uma força sem precedentes e a teimosia do caráter, conseguiram resistir à maré da civilização, vinte e cinco anos mais até mesmo do que o famoso bando Geronimo, o Apache, e durante quase trinta e cinco anos depois de que os Sioux e seus aliados derrotaram Custer”. (Heizer y Kroeber, 87)

Os restantes Yahi ocultos e perseguidos, se reuniram e roubaram tudo o que puderam em circunstâncias difíceis. Acendiam suas fogueiras de modo que não era possível ver desde longas distâncias, tinham seus assentamentos não longe dos lugares que os brancos normalmente viajavam e frequentavam. Logo, sua presença se converteu em um rumor e, em seguida, uma mera lenda. Ou seja, apenas alguns anos antes de Ishi adentrar à civilização, seu acampamento foi encontrado próximo a Deer Creek em 1908. Ishi e alguns índios restantes escaparam, mas ao longo de três anos, Ishi estava sozinho, havia tomado a decisão de caminhar em direção ao inimigo, onde estava seguro de que, sem dúvida, iriam matá-lo, assim como fizeram com o resto do seu povo.

Em 1911, no entanto, através da benevolência problemática dos vencedores, Ishi passou de um inimigo declarado a uma celebridade menor, se mudando então para San Francisco e tendo um fluxo constante de visitantes que iam ao museu onde viveu. As pessoas estavam fascinadas por este homem que era a última pessoa real da Idade da Pedra na América do Norte, alguém que podia fabricar e esculpir suas próprias ferramentas ou armas de pedras e paus. Ishi “fez as pazes” com a civilização, e até mesmo amigos. Desenvolveu suas próprias preferências de alimentos e outros bens, e manteve meticulosamente sua propriedade assim como tinha feito quando viveu quarenta anos na clandestinidade. Porém, em menos de cinco anos de ter chegado à civilização, Ishi, o último Yahi, sucumbiu a talvez uma das doenças mais civilizadas de todas: a tuberculose.

No entanto, houve alguns detalhes bastante interessantes que são fonte indicativa da atitude de Ishi frente a vida na civilização. Ishi se negou a viver em uma reserva, e escolheu viver entre os brancos, na cidade, distante dos índios corruptos que há muito tempo haviam se entregado aos vícios da civilização.

Como T. T. Waterman declarou em uma referência indireta a Ishi em um artigo de uma revista, ele escreveu:

“Sempre acreditamos nos relatos de várias tribos formadas por estes renegados Mill Creek. A partir do que aprendemos recentemente, parece pouco provável que houvesse mais de uma tribo em questão. Em primeiro lugar, o único membro deste grupo hostil que nunca foi questionado, [diga-se, Ishi], expressa o desgosto mais animado com todas as demais tribos. Parece, e sempre pareceu, mais disposto a fazer amizades com os próprios brancos que com os grupos vizinhos de índios. Em segundo lugar, todas as outras tribos indígenas da região professam o horror mais apaixonado para os Yahi. Este temor se estende até mesmo ao país hoje em dia. Mesmo os Yahi e os Nozi, embora falassem vários dialetos de uma mesma língua (o chamado Yana), expressavam a mais implacável hostilidade entre si. Em outras palavras, os índios que se escondiam ao redor das colinas de Mill Creek durante várias décadas depois da colonização do vale, eram provavelmente a remanescência de um grupo relativamente puro, já que havia poucas possibilidades de mescla.” (Heizer y Kroeber, 125)

[Cabe apontar aqui que Orin Starn rechaça a ideia da pureza étnica dos Yahi no período histórico, mas não mostra nenhuma razão por trás disso (106). Esta questão será tratada mais adiante.]

Em seu cativeiro voluntário na civilização, Ishi se destacou por sua sobriedade e equanimidade para com aqueles ao seu redor, dedicado às tarefas que lhe foram atribuídas no museu em que vivia, e também para mostrar a fabricação de artefatos que utilizava para a sobrevivência. Theodora Kroeber descreve a atitude geral de Ishi em relação ao seu entorno civilizado:

“Ishi não foi dado ao voluntariado, ele criticava as formas do homem branco, porém era observador e analítico e, quando pressionado, podia fazer um julgamento ou ao menos algo assim. Estava de acordo com as “comodidades” e a variedade do mundo do homem branco. Ishi e muito menos qualquer outra pessoa que tenha vivido uma vida de penúrias e privações subestimam uma melhora dos níveis de prioridade, ou o alcance de algumas comodidades e até mesmo alguns luxos. Em sua opinião, o homem branco é sortudo, inventivo, e muito, muito inteligente; porém infantil e carente de uma reserva desejável, e de uma verdadeira compreensão da natureza e sua face mística; de seu terrível e benigno poder.”

Perguntado como hoje em dia caracterizaria a Ishi, [Alfred] Kroeber disse:

“Era o homem mais paciente que conheci. Me refiro a que dominou a filosofia da paciência, sem deixar traço algum de autopiedade ou de amargura para adormecer a pureza de sua alegria. Seus amigos, todos testemunham a alegria como uma característica básica no temperamento de Ishi. Uma alegria que passou, dada a oportunidade, a uma suave hilaridade. O seu era o caminho da alegria, o Caminho do Meio, que deve perseguir em silêncio, trabalhando um pouco, brincando e rodeado de amigos.” (239)

Desde o ponto de vista eco-extremista ou anti-civilização, estes últimos anos de Ishi pareceram problemáticos, mesmo contra a narrativa desejada. Até mesmo Theodora Kroeber utiliza a magnanimidade aparente de Ishi como foi, “aceitar gentilmente a derrota” e, “os caminhos do homem branco”, “até ser um apoio das ideias do humanismo e do progresso” (140). No entanto, esta é uma simples questão de interpretação. Não se pode julgar uma pessoa que viveu quarenta anos na clandestinidade, e viu a todos seus seres queridos morrerem violentamente, pela idade, ou por doenças, e fazer um julgamento sobre tudo quando ele estava à beira da inanição e da morte. Apesar de tudo, Ishi agarrou-se à dignidade e a sobriedade que é, ironicamente, a essência do selvagismo como Ishi o via. Acima de tudo, no entanto, Ishi deu testemunho deste selvagismo, se comunicava, e rechaçava aqueles que o haviam dado as costas e abraçado os piores vícios de seus conquistadores. Como os editores da Revista Regresión declararam em sua resposta em relação com os chichimecas que haviam se “rendido” aos brancos no século XVI. O artigo, da revista “Ritual Magazine”:

“San Luis de la Paz no estado de Guanajuato é a última localização chichimeca registrada, especificamente na zona de Misión de Chichimecas, onde é possível encontrar os últimos descendentes: os Chichimecas Jonáz, que guardam a história contada de geração em geração sobre o conflito que pôs em xeque o vice-reinado naqueles anos.”

Um membro do RS (Reacción Salvaje) conseguiu estabelecer conversações com algumas pessoas deste povoado, dos quais evitaram seus nomes para prevenir possíveis ligações com o grupo extremista.

Nas conversações os nativos engrandecem a selvageria dos chichimecas-guachichiles, enaltecem orgulhosamente seu passado em guerra, eles mencionaram que, após o extermínio dos últimos selvagens, caçadores-coletores e nômades, os demais povos chichimecas que haviam se salvado da morte e da prisão decidiram ceder terreno e ver os espanhóis que seguiam sua religião, que compartilhavam seus novos mandatos e que se adaptariam à vida sedentária, tudo isso a fim de manter viva sua língua, suas tradições e suas crenças. Inteligentemente os anciões daquelas tribos juntamente com os curandeiros (madai coho), que haviam descido os montes para viver em paz depois de anos de guerra, decidiram adaptar-se, desde que suas histórias e seus costumes não fossem também exterminados, de modo que fossem deixados como herança às gerações futuras.”

Se não fosse por Ishi ter adentrado à civilização no lugar de escolher morrer no deserto, nunca conheceríamos sua história, ou a história do último bando livre de índios selvagens na América do Norte. Portanto, mesmo na derrota, a “rendição” de Ishi é realmente uma vitória para a Natureza Selvagem, uma vitória que pode inspirar aqueles que vem atrás dele para participar em lutas semelhantes de acordo com a nossa própria individualidade e habilidades.

Cabe apontar por meio de um posfacio que muitos historiadores “revisionistas” veem a história de Ishi de uma maneira muito mais complicada que a história inicial contada pelos antropólogos que o encontraram. Alguns estudiosos pensam que devido a sua aparência e a forma com que polia suas ferramentas de pedra, Ishi pode ter sido racialmente maidu ou ter metade do sangue maidu-yahi. Isso não seria surpreendente, pois os Yahi muitas vezes invadiam tribos vizinhas para levarem mulheres (Kroeber y Kroeber, 192). Os linguistas descobriram que os Yahi tinham muitas palavras adotadas do espanhol, postulando que alguns do bando de Ishi haviam deixado as colinas em um passado não muito distante e trabalharam para os pecuaristas espanhóis no vale, regressando às colinas somente quando chegaram os anglo-saxões hostis. Embora os estudiosos pensem que estejam descobrindo as matizes da história Yahi, na verdade muitas de suas ideias estavam nos informes originais, sem destacar.

Além disso, o próprio Starn, aliás, bastante revisionista, admite a possibilidade de que Ishi e seu bando permaneceram escondidos nas colinas devido a um conservadorismo notável em sua forma de vida e visão de mundo:

“Esse Ishi estava aqui tão detalhado e entusiasta [em recontar os contos Yana], Luthin e Hinton insistem, evidenciaram “seu claro respeito e amor” para as formas tradicionais Yahi, no entanto, a vida foi difícil para os últimos sobreviventes nos confins das inacessíveis colinas. Além do temor de ser enforcado ou fuzilado, a decisão tomada por Ishi e seu pequeno bando de não se render também pode ter mensurado apego a sua própria forma de vida: uma fumegante tigela de bolota cozida em uma manhã fria, as preciosas noites estreadas, e o ritmo tranquilizador das estações.” (116)

Lições da guerra Yahi

Serpenteei desde o início deste ensaio, mas o fiz de propósito. A intenção foi deixar que Ishi e os Yahi, a última tribo selvagem da América do Norte, falassem por si mesmos, ao invés de envolver-me em polêmicas simples onde slogans desleixados desviam a atenção real e profunda do tema. O que está claro é que os Yahi não fizeram a guerra como cristãos ou humanistas liberais. Eles assassinaram a homens, mulheres e crianças. Roubaram, atacaram secretamente, e fugiram para as sombras depois de seus ataques. Não eram muito queridos até mesmo por seus companheiros índios, aqueles que deveriam ter sido tão hostis à civilização como eram antes. Mesmo a perspectiva de uma derrota certa não os impediu que dessem início a uma escalada de ataques até que restassem apenas alguns deles. Uma vez alcançado esse ponto, literalmente resistiram até o último homem. Com isso, o eco-extremismo compartilha ou ao menos aspira a muitas destas mesmas qualidades.

Os Yahi foram um exemplo perfeito do que o eco-extremista procura, como observado no editorial da Revista Regresión número 4:

“Austeridade: as necessidades materiais são um problema para os membros desta decadente sociedade, embora alguns não as vislumbrem e se sintam felizes cobrindo-as com a vida de escravos que levam. A maioria das pessoas está sempre tentando pertencer a certos círculos sociais acomodados, sonham com luxos, com comodidades, etc., e para nós isso é uma aberração. A simplicidade, manejá-la com o que tenha em mãos, e afastar-se dos vícios civilizados recusando o desnecessário são características muito notórias dentro do individualista do tipo eco-extremista.”

Os Yahi, assim como muitas das tribos chichimecas que estavam no que hoje é o México, viveram em uma “inóspita” região montanhosa ao contrário de seus vizinhos mais acomodados e numerosos nas terras baixas; isso foi o que ocorreu, mesmo antes da chegada dos europeus. Estes vizinhos, em particular os Maidu, não se defenderam contra a civilização, já que sua vida relativamente acomodada fez com que resultasse mais favorável a aceitar a forma de vida civilizada. Ao contrário dos reinos mesoamericanos, os Maidu não conheciam a agricultura, mas estavam, no entanto, já “domesticados” a certo nível.

Foi a cultura dura e espartana dos Yahi que fortaleceu sua oposição aos europeus, até mesmo quando mostraram um poder superior, inclusive quando estava claro que se tratava de uma guerra de extermínio que provavelmente perderiam. Redobraram seus esforços e lutaram sua própria guerra de extermínio na medida do possível, sem diferenciar nem mulheres nem crianças. Através da astúcia, o engano, e tendo um conhecimento superior da paisagem, empreenderam uma campanha de terror contra os brancos, uma campanha que confundiu a todos os que estudaram as tribos indígenas da região. Até mesmo outros índios os temiam (também outras pessoas que dizem se opor à civilização excomungando os eco-extremistas), já que não dividiam o mundo em dicotomias ordenadas de índios contra brancos. Para eles, aqueles que não estavam do seu lado eram inimigos e foram tratados como tal.

A guerra dos Yahi foi indiscriminada e “suicida”, assim como a luta eco-extremista pretende ser. “Indiscriminada” no sentido de que não é regida por considerações humanistas ou cristãs. Não tinham considerações por quem poderia ter sido “inocente” ou “culpado”: foram atacados a todos os não-Yahi, a todos os que haviam se rendido às formas genocidas do homem branco. Os Yahi não pretendiam fazer amizade com outras tribos, mesmo quando Ishi chegou à civilização, se negava a se associar com os índios de sua região que se renderam tão facilmente à civilização branca. Para preservar sua dignidade, preferiu permanecer com o vencedor em vez de estar com os vencidos. A guerra Yahi era “suicida”, uma vez que não teve considerações com seu futuro: seu objetivo era viver livre no aqui e agora, e atacar aqueles que estavam os atacando, sem medir as consequências. Isto se deve a sua forma de vida que foi forjada às margens dos terrenos hostis, e grande parte de sua dignidade focou-se no ataque aos que eles consideravam flexíveis e não autênticos. Não havia futuro para os Yahi na civilização porque não havia espaço para um compromisso com a civilização.

Aqui vou especular (puramente baseado em minha opinião) a respeito de porque que alguém poderia adotar pontos de vista eco-extremistas em nosso contexto. Claro, há muito furor, talvez até mesmo raiva envolvida. Penso que ali seria necessário realizar tais ações. No entanto, o que faz o amor eco-extremista? Os seres humanos modernos estão tão distantes da Natureza Selvagem, tão insensíveis, adotando um modo de vida a qual dependem da civilização para todas suas necessidades, se queixam caso alguém resulte ferido devido a explosão de um envelope, no entanto, minimizam a importância ou até mesmo apoiam a destruição de uma floresta, um lago ou um rio para o benefício da humanidade civilizada. São tão insensíveis à sua natureza que pensam que a própria natureza é um produto de sua própria inteligência, que as árvores apenas caem nas florestas para que possam ouvi-las, e que a condição sine qua non da vida na Terra é a contínua existência de oito bilhões de famintos e gananciosos. Se alguém está cego pelo ódio, é o humanista, os esquerdistas e sua apologia da “lei e a ordem”, que faz de sua própria existência uma condição não negociável para a continuidade da vida na Terra. Se lhes for dada a escolha de optar entre a destruição do planeta e de sua própria abstração amada chamada “humanidade”, prefeririam destruir o mundo ao ver a humanidade falhar.

O que é ainda mais triste é que a maioria dos seres humanos civilizados nem sequer estão agradecidos pelos nobres sentimentos dos anarquistas e esquerdistas. Para eles são apenas punks que lançam umas bombas e que deveriam dar uma relaxada, ir a uma partida de futebol, e deixar de incomodar aos demais com sua política ou solidariedade. A esquerda/anarquista tem Síndrome de Estocolmo com as massas que nunca vão escutá-los, e muito menos ganhar sua simpatia. Eles querem ser vistos com bons olhos pela sociedade, embora a sociedade nunca dará qualquer atenção, e muito menos a eles. Se negam a ver a sociedade como inimiga, e é por isso que estão juntos a ela, sem entender o porque do sonho iluminista ter falhado, por isso todos os homens nunca serão irmãos, por isso a única coisa a qual os seres humanos civilizados são iguais é em sua cumplicidade na destruição da Natureza Selvagem. O objetivo deles é ser os melhores alunos da civilização, mas serão sempre os criminosos, os forasteiros, os anarquistas sujos que precisam conseguir um trabalho.

O eco-extremismo crescerá porque as pessoas sabem que este é o fim do jogo. Na verdade, desde os muçulmanos aos cristãos a todo tipo de outras ideologias, o apocalipse está no ar, e nada pode detê-lo. Isso é porque a civilização é a morte, e sempre foi. Sabe que o homem não pode ser dominado, que a única maneira de fazer isso é submetê-lo para transformá-lo em uma máquina, para mecanizar seus desejos e necessidades, para eliminar a partir do profundo de seu caos, que é a natureza selvagem. Neste sentido, o espírito de Ishi e os Yahi permanecerão e sempre estarão reaparecendo quando você menos esperar, como uma tendência e não como uma doutrina, como um grito que combate hoje sem medo do amanhã. O eco-extremismo não terá fim, porque é o ataque selvagem, o “desastre natural”, o desejo de deixar que o incêndio arda, dançando em torno dele. O anarquista recua e o esquerdista se espanta, porque sabem que não podem derrotá-lo. Continuará, e consumirá tudo. Serão queimadas as utopias e os sonhos do futuro civilizado, restando apenas a natureza em seu lugar. Para o eco-extremista, este é um momento de alegria e não de terror.

– Chahta-Ima
Nanih Waiya, primavera de 2016
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Bibliografia

“The Physical and Demographic Reaction of the NonmissionIndians in Colonial and Provincial California” in Cook, Sherburne F. The Conflict Between the California Indian and White Civilization. Berkeley: University of California Press, 1976.
Heizer, Robert and Kroeber, Theodora (Editors). Ishithe Last Yahi: A Documentary History. Berkeley: University of California Press, 1979.
Kroeber, Karl and Kroeber, Clifton (Editors). Ishiin Three Centuries. Lincoln: University of Nebraska Press, 2003.
Kroeber, Theodora. Ishiin Two Worlds. Berkeley: University of California Press, 1976.
Potts, Marie. The Northern Maidu. Happy Camp, CA: NaturegraphPublishers Inc. 1977.
Starn, Orin. Ishi’sBrain: In Search of America’s Last “Wild” Indian. New York: W.W. Norton & Company, 2004

All who fashion idols

Poema sobre la Naturaleza Salvaje escrito por “Chiaroscuro” perteneciente al “The Wildist Institute”.


And I will destroy your high places, and cut down your images, and cast your carcasses upon the carcasses of your idols, and my soul shall abhor you. — Leviticus 26:30

All man’s work will disappear
from the soft trickle of the light rain
and the raging heat of the forest fire
from the wild winds and the rivers with indomitable spirits
raging against the dams that impede their freedom

I am the soft trickle of the light rain
and the raging river

I am the blowing winds
and the fiery forest

I am the indomitable spirit who with nature
destroys the idols of man’s hubris

All man’s work will disappear
The concrete slabs will lose to the grass
and the burrowing animals who fight as the savage man does
The buildings will crumble from the rivers,
blood of the earth
And man himself will one day find death,
death which he has tried so hard to flee
but which unrelentingly returns like the force of nature it is

I am wild nature, which resists domination
and which will prevail in the end
But in the present I am prepared to
live wild or die

EDITORIALE REVISTA REGRESIÓN N° 5

Traducción al italiano de la quinta filosa editorial de la Revista Regresión.

Traducción a cargo de “Via Negationis”.


“Che cosa è la vita? È lo scintillio di una lucciola nella notte. È l’alito di un bufalo in inverno. È l’ombra che corre sull’erba e si perde alla fine del giorno. “
Pie de Cuervo, prima di morire. Aprile del 1890

La Natura Selvaggia chiama, un richiamo speciale solo per pochi che la ascoltano, ci chiama nel difenderla, per resistere all’artificialità, alla modernità ed il progresso antropocentrico, il richiamo è disperato e agonizzante, scricchiola lentamente. Per gli iper-civilizzati è inaudibile e insignificante, ma per noi, gli Eco-Estremisti in specifico -è di vitale importanza accorrere a quella chiamata.
Sono un Eco-Estremista, e riconosco il valore che ha ora, in questa era moderna la società idiota e ubriaca di tecnologia ti indica come lunatico quando metti al di sopra dell’artificiale, la Natura, quando scegli di intavolare una conversazione faccia a faccia, invece di mandare un messaggio attraverso facebook, quando scegli di prendere rimedi naturali invece di drogare il tuo corpo con i farmaci, quando esalti la vita dei gruppi cacciatori-raccoglitori- nomadi invece di esaltare le deprecabili pratiche dei trans umanisti, etc.
Nella società industrializzata se ti opponi ai suoi valori morali, umanisti e progressisti, sei un reazionario o un intollerante, la massa ti segnala con le sue putride dita gridando contemporaneamente: Terrorista! Sono un Eco-Estremista, e riconosco il valore che ha ora, sono disposto a essere catalogato come il “peggiore”, pur di rivendicarmi sempre come un Individualista in Guerra contro il sistema tecnologico e la civiltà.


Sono un Eco-Estremista e sono in Guerra, ho confezionato esplosivi con schegge che ho diretto contro tecnologi che lavorano per rendere artificiale la Natura Selvaggia. I cavi positivi e negativi si incontrano, l’energia della pila scalda il bulbo dentro il tubo galvanizzato ripieno di dinamite, si genera la scintilla, l’esplosivo ha funzionato, li ho feriti, le schegge sono arrivate a penetrare i corpi, i gas della dinamite riarsa sono arrivati ai polmoni bruciandoli contemporaneamente. Il sangue versato è servito per ricordare loro che NON sono dei, benché giochino ad esserlo; non mi pento per niente delle ferite inferte, dello spavento, delle conseguenze, di quello che hanno passato, è solo una risposta della Natura Indomabile che ha parlato attraverso Me.

*

Sono stato nascosto in varie città per preparare Attentati, Cospirando con gli Affini, e ampliando le mie pratiche nel piano dell’attività delinquenziale. Ho incendiato indiscriminatamente automobili, di lusso e no, piccole o grandi, dato che sono disgustose macchine che producono la cappa di smog che si solidifica sulla mia testa, le ho viste ardere come un falò tra gli spessi boschi, ho visto la reazione dei padroni, non mi importa, la Natura mi ha dato la forza per uscire intatto da quelle situazioni.

*

Ho detonato armi contro grandi opere di infrastruttura e contro quelli che ci lavorano, nascosto nell’oscurità della notte insieme al mio branco di fieri guerrieri. La forza dell’arma sulla mia mano che ha rimbombato con il caratteristico suono del tuono, i bossoli saltare come rane, i miei piedi ben fermi come il tronco di un grande albero afferrato alla Terra, mentre i miei nemici si nascondono, e corrono a rifugiarsi, come se il fuoco cadesse dal cielo, come se stessero nell’occhio di un devastante uragano. Siamo usciti vittoriosi di nuovo, la Natura ci ha protetti.

*

Ho detonato bombe in istituzioni governative, università pubbliche o private, imprese, etc., l’esplosivo artigianale “rafforzato” pesa nel mio zaino, polvere da sparo nera dentro un recipiente metallico ben chiuso, gas butano per creare un’onda d’urto, benzina per generare-alcuni secondi dopo l’esplosione -un incendio, e napalm affinché il fuoco sia più duraturo. Di notte o di giorno, mi dirigo al mio obiettivo, con calma lo colloco in maniera dissimulata e mi ritiro, ascolto i miei passi prudenti e rapidi attraverso il maledetto e provocante concreto, il mio respiro, il cuore si ode come i tamburi della Danza della Guerra, qualche minuto dopo, si sente un forte boato, ha funzionato, i danni sono generati, se un passante l’ha impedito, non mi interessa, il mio obiettivo è stato colpito, se un curioso è stato ferito non mi importa,quello che è fatto è fatto.

*

Respingo la scolarizzazione imposta nelle istituzioni educative complici del sistema, preferisco studiare le cose che mi interessano e non le cose che a loro gradisce “insegnarmi”, le quali in molte occasioni sono inutili per la vita che vivo. Le aule educative sono una gabbia dentro la Grande Gabbia chiamata Civiltà, e per questo motivo non sono disposto a entrare in questa prigione di mia volontà. La conoscenza che voglio non si trova nelle facoltà, è nelle montagne o nei boschi, nei deserti o nella selva, a lato del coyote e del cervo, sotto il sole e la luna, tra radici e la pioggia, su sentieri non percorsi, sul fianco dei fiumi e delle lagune, insieme a miei Affini o Solo, accompagnato dagli spiriti dei miei antenati.

Rifiuto il lavoro salariato che mi sottomette a essere schiavo moderno nelle città o nei campi, e benché sia necessario il denaro in queste urbi che puzzano di spazzatura e profumo, mi sforzo per ottenerlo in un’altra forma, sempre nell’illegalità.

*

La mia “9 millimetri” mi accompagna quando voglio ottenere denaro per arrivare a qualunque fine o qualunque mezzo. Ho rapinato negozi, banche, etc., non sono un uomo “onesto e lavoratore”, sono tutto il contrario, sono un Delinquente e un Terrorista, uno sfruttatore e un opportunista, e non mi vergogno di dirlo perché è quello che sono, io sono l’antitesi di questo sistema, cosciente di quello che faccio, cosciente che quello che realizzo è catalogato come “cattivo” per la società, e quando lo faccio Godo, e Godo, non ho rimorso di coscienza perché so a cosa sto giocando, conosco le conseguenze e mi addentro tra le tenebre senza lamenti,né mi lamento.
Vvisualizzo, osservo molto bene il mio obiettivo da assaltare, studio la zona e le vie di fuga, mi preparo per il peggio. Prima di uscire, sereno ma nervoso elevo una preghiera all’Ignoto, chiedendo che curi le mie azioni e che a dispetto di quello che succeda possa uscire vittorioso, converso con la Natura, affermandolo ogni volta a Lei, perché sa che le mie intenzioni sono reali e sincere, che quelli che hanno osato recargli danno devono pagare. Termino e ripeto un versetto rubato da brandelli delle vecchie scritture apocalittiche, in maniera pagana:

“E si adirarono le nazioni, la tua ira è venuta, e tempo di distruggere quelli che distruggono la Terra”.

Impugno la mia pistola, carico e metto la sicura, esco dirigendomi verso la mia preda, una piccola istituzione bancaria, vista e studiata, il mio gruppo sa molto bene che sono disposto a sparare a qualunque persona cerchi di far fallire il furto (polizia, eroe civile, etc.), allo stesso modo sono sicuro che se qualcuno tenta di fermarmi, loro risponderanno allo stesso modo.
Ci si schiera strategicamente. Mi dirigo alla banca con la pistola nella tasca, col dito indice nel grilletto e il mio pollice nella sicura, pronto a tutto. Mi metto in fila nella banca, fingendo di essere un cliente comune, il mio complice mi guarda la schiena ad alcuni metri.
Mentre passano ordinatamente gli agnellini alle casse, osservo il cartello, dove si evidenziano i profili dei rapinatori di banche più ricercati, il cartello ha una legenda che dice: “Se li riconosci, denunciali”, sorrido divertito, il tempo passa lento e le ansie mi percorrono il corpo, senza che siano evidenti davanti agli altri, per non destare sospetti. Mi tocca passare, la cassiera mi dice gentilmente, “passi”, percorro alcuni passi e mi trovo di fronte a lei, gli sorrido cinicamente e gli dico: “Faccio un ritiro”,allo stesso tempo metto i gomiti sulla cassa, in una delle mie mani sta la mia pistola che punto al petto della cassiera e con l’altra mano gli segnalo che mi consegni tutto il denaro, la cassiera rimane scioccata, lentamente abbasso la sicura della mia arma, senza nessun contrattempo, osservo intensamente gli occhi della cassiera, avvertendola di non far nulla per cui dopo pentirsi.
Fuori, l’andirivieni è uguale, la gente cammina fuori dalla banca, entra o esce, una donna è alla fermata del bus dopo aver preso a scuola i suoi figli, un uomo cammina sul marciapiede e discute al cellulare, un anziana attende un negozio ambulante di dolci all’angolo della strada, tutto con normalità e in apparente calma, nessuno sa che in quello momento è in corso una rapina.
Il mio gruppo è all’erta completamente e vigila, le pistole e una mitra sono pronte per sputare piombo nel caso arrivino poliziotti. Mi vedono uscire dalla banca e dietro di me, il mio complice mi copre le spalle. Andiamo via, e mentre passiamo per una delle nostre vie di fuga, allontanandoci dal luogo, vediamo un camion pieno di poliziotti che a tutta velocità sta andando verso la direzione dove si trova la banca, ci vedono di striscio, e noi ci perdiamo nella periferia urbana.

*

Questa volta la rapina non ha avuto scontri a fuoco, ma in altre occasioni il “lavoro” non è uscito tanto “pulito”, mi è toccato essere in una situazione in cui puntai la pistola a un cassiere che si rifiutò di darmi il denaro -rimanendo scioccato-e per questo gli sparai senza ripensamento. Il colpo dell’arma si sentì in tutta la banca, un ronzio del mio udito, il bossolo rimbalzò per il piano, il vetro blindato non riuscì a contenere il calibro e la pallottola lo penetrò, ficcando, la pallottola che sparai, nel petto dell’uomo, che cadde ferito. Dentro di me dicevo:”cassiere di merda, se sei disposto a proteggere il denaro dei fottuti banchieri con la tua vita, allora non avrai problema a morire per essi!”.In quel momento capii che tutto era andato “male”, ma poteva andare peggio e rapidamente mi diressi all’uscita della banca, di sbieco osservai che il direttore era al telefono, senza dubbio stava cercando di chiamare la polizia, per questo rapidamente mirai e sparai di nuovo, ferendo anche il bastardo. Uscii dalla banca correndo, senza denaro, dietro di me avevo lasciato due feriti gravi, quel giorno, il sangue degli iper-civilizzati era un’offerta alla Natura Selvaggia. L’allarme era partito dopo il primo sparo, corsi per perdermi tra le strade,in lontananza si udivano le sirene, mi cercavano,la mia bocca secca,la mia arma calda,la mia mano con odore di polvere da sparo, il mio camminare nervoso, ma la mia smorfia sorridente e gioiosa era quella di aver colpito quei due imbecilli che avevano rischiato la loro vita per proteggere i loro impieghi di merda. Rivendicandomi come un Individualista Estremista, senza nessun dispiacere e imparando dei miei errori. Ci sarebbe stata un’altra opportunità di commettere un’altra rapina, senza fretta.

*

Quello che ho esposto non è sfoggio, è realtà -e per la verità, è solo una parte importante del comportamento di un Eco-Estremista come me, il comportamento è quello di essere sempre un guerriero nelle varie situazioni, sia quando confezioni un esplosivo, come quando ti dirigi a lasciarlo, quando lo detoni, quando causi ferite, quando rapini una banca o quando consegni la vita del tuo obiettivo alla morte. L’altra parte importante dell’eco-estremismo è quella che ha a che vedere con lo sviluppo Individuale o Collettivo nella Natura, quello che si apprende, le conoscenze che acquisisci mediante la pratica in un ambiente naturale, tutte le situazioni speciali che nutrono il paganesimo e l’attaccamento al Naturale e all’Ignoto.

Sono un Eco-Estremista, e riconosco il valore che ha oggi, amo la Natura Selvaggia, la rispetto e la valorizzo, da Lei ho appreso molte cose.

Ricordo grandi pianure che mi piaceva visitare quando era piccolo, c’erano molte varietà di alberi, c’erano talpe, conigli, molti insetti, vari uccelli, etc., mio padre mi portava a giocare perché era l’unico posto Naturale che rimaneva in quel paese consumato dall’urbanità, correndo liberamente arrivavamo fino a un fiume che osservavamo per ore, il vento sui nostri visi, i sorrisi, l’erba pungeva la pelle, la calma inondava il nostro essere, realmente Godevamo.
Gli anni passarono e le grandi imprese di infrastruttura arrivarono al paese con macchinari pesanti per la costruzione di una grande autostrada,spianarono la Terra, coprirono le tane delle talpe e dei conigli,i quali morirono soffocati, alcuni vollero fuggire ma morirono nel tentativo, i nidi degli uccelli furono coperti, insieme agli alberi che furono strappati dalla radice, il bel fiume fu convertito in un gran canale di acque nere che scaricava la spazzatura e i rifiuti tossici, seppellirono la Terra ,fecero di quel bel luogo, una merda, un’opera per proteggere gli interessi dalla maledetta civiltà, affinché questa fosse meglio interconnessa,con tutto il fottuto progresso umano!
Il mio cuore si ruppe e piansi di dolore guardando la devastazione quando arrivai al luogo che tanto stimavo da piccolo e vedendolo trasformato ora in una triste autostrada. Le mie mani tremavano, sudavo, infuriato, decisi di vendicare quello che avevano distrutto, varie macchine subirono danni per incendio che io causai settimane dopo settimane, tentando disperatamente di fermare quello che stavano facendo, ma non riuscii a fermare nulla, ero giovane, e avevo una certa speranza perché un giorno una “rivoluzione” trionfasse su questo sporco sistema, ma mi resi conto che tutto questo era molto idealistico, respinsi allora il sonno della “rivoluzione”, e decisi di non avere nessuna speranza, non mantenere fede nel futuro “collasso”, e affrontare il presente decadente e pessimista nei quali mi trovo vivendo, accettando che quello che il progresso non impedisce Ora e Qui.

*

Questa è una delle tante ragioni per le quali odio la civiltà, il progresso e il sistema tecnologico, e per il quale lo voglio vedere ardere completamente. È una delle ragioni per le quali sto dalla parte della Natura; non solo modifica gli ambienti naturali per il suo capriccio, non solo stermina specie, ma li vuole addomesticare, non solo soggioga il carattere dell’essere umano, ma lo vuole controllare completamente, vuole seppellire gli istinti come le tane di quelle talpe, vuole che Io dimentichi che vengo dalla Natura, vuole che sia un ubriaco che cade per le nuove innovazioni tecnologiche come tutti gli altri. Io non permetterò questo.

È necessario per l’eco-estremista mantenere la parte guerriera che ci caratterizza, ma anche, allo stesso modo, mantenere un vincolo simbiotico con la Natura, rispettandola e venerandola.

Ho camminato lentamente per sentieri sconosciuti seguendo solo il fiume fino a arrivare al luogo dove nasce, imparando che molte volte la strada è difficile ma quando arrivi alla fine del percorso la ricompensa è enorme. Ho ascoltato gli ululati dei coyote che mi circondavano di sera nelle montagne, mentre guardavo il cielo stellato avendo al mio lato un falò, ansioso che la Natura mi desse visione. Mi “sono perso” nei monti, e per opera della causalità in quel percorso mi sono trovato con grandi pietre somiglianti a dei visi umani, avendo un incontro intimamente spirituale con loro.
Ho dormito in grotte che sembravano cadermi addosso, con un tecolote bianco che sorvegliava il mio sonno e l’aroma delle piante silvestri dandomi la tranquillità del momento. Mi sono alimentato di germogli di salvia e di crescione, di mezquite e di pomodoro silvestre, mi sono curato alcune ferite con sangue di grado e sábila, ho fatto rifugi con palma e tronchi di pino, ho praticato il fuoco per frizione con base di sotol e trapano di gordolobo, ho mangiato carne di serpente e pelli di roditori conciate. Mi sono sentito osservato da “qualcosa” nei boschi per le notti, ma non ho avuto paura.
Ho sentito di essere parte di qualcosa di più grande. Mi sono avventurato nel percorrere grotte anguste dove la mia mano non vedeva l’oscurità, mi preoccupai per i pipistrelli che sembravano volessero volare verso me, e nel fondo trovai alcune piume di rapace, le quali considerai un regalo della Natura per avere osato penetrare quella grotta. Ho sentito la pioggia bagnare la mia schiena nel dorso, udendo ed essendo trasportato insieme al volo agli uccelli. Mi sono immerso in occhi di acqua, con pesci tra i miei piedi. Ho visto in lontananza un cervo che mi guardava intensamente, proiettandomi sicurezza e tranquillità. Ho osservato la civiltà tra i monti, preferendo addentrarmi ancora di più, invece di arrivare a calpestare di nuovo il concreto. Ho sentito sollievo finendo di fare un rifugio, e stanco, godendo della raccolta vespertina. Sono stato circondato da lucciole senza aver il dubbio di essere un animale in più su questa Terra. Ho camminato sui sentieri, dove camminava l’antico teochichimecas. Ho trovato punte di ossidiana nelle strade percorse. Una punta di ossidiana che forse era stata dentro il corpo di un invasore ferendolo o uccidendolo, e che senza dubbio fu lanciata da uno dei miei antenati, e che per pura opera della causalità arrivò fino a me. Il fatto mi fece sentire come un “eletto” onorandone la memoria, e continuare con quell’istinto guerriero, come ho fatto.
Questo sono le mie esperienze personali le quali hanno fatto di me un Eco-Estremista, ogni Individualista che voglia rivendicarsi come tale avrà proprie esperienze e ragioni, queste sono le mie.
Questo editoriale è niente di più che una esperienza personale, i lettori intelligenti sapranno comprenderlo, quelli che no- è perché no.
Se Tu, lettore di Revista Regresión, indipendentemente che ti consideri un Eco-Estremista o no, senti realmente questo richiamo, Percorrilo…

“Le colline sono molto più belle degli edifici di pietra. Vivere in una città è condurre un’esistenza artificiale. Molte persone non sentono mai i loro piedi in basso sulla Terra, vedono solo le piante crescere in vasi da fiori, e non si muovono mai quanto basta per vedere, oltre le luci della città, l’incantesimo della notte stellata. Quando la gente vive tanto lontano dalle creazioni del Gran Spirito, dimenticano facilmente le loro leggi”
Tatanga Maní.

Per la dedizione alle attività delinquenziali che sazino gli istinti degli individualisti!


Ascoltiamo il richiamo del Selvaggio per ricordare da dove proveniamo!


Fuoco, pallottole ed esplosivi contro il sistema tecnologico e contro la civiltà!


La Natura Selvaggia (anche) siamo ognuno di noi, defendiamola da tutto quello che è Alieno!

Axkan kema, tehuatl nehuatl!

Chimallitzli

Abril 2016

Ishi y la Guerra contra la Civilización

Presentamos orgullosamente la traducción del trabajo de Chahta-Ima titulado, “Ishi y la Guerra contra la Civilización”, traducido por “Espíritu Tanu de la Tierra Maldita” y “Xale”, editado por la Revista Regresión.

Ishi el último nativo americano sobreviviente del exterminio blanco, se presenta muchas veces con el mito del “buen salvaje”, pero la historia de su tribu está plagada de violencia indiscriminada defensiva.

Aquí dejamos el trabajo en pdf y en su versión de texto, sin duda un aporte importante para la continuidad del eco-extremismo tanto en teoría como en práctica.

¡Mill Creek, Selknam, Teochichimecas, ancestros irrefutables de la lucha extremista contra la civilización!


ISHI Y LA GUERRA CONTRA LA CIVILIZACIÓN

La aparición del eco-extremismo y las tácticas que utiliza, han causado mucha controversia en los círculos radicales a nivel internacional. Las críticas de individualistas tendiendo a lo Salvaje (ITS), y otros grupos alineados, han recibido una gran gama de acusaciones de locura ultra-radical. Un aspecto importante de esta polémica gira en torno a la idea del ataque indiscriminado. La enconada retórica por parte de los eco-extremistas puede exacerbar la hostilidad hacia estas tácticas entre los incrédulos. De cómo hablan algunos, sin embargo, parecería que ITS y otros grupos eco-extremistas están involucrados en detonar explosivos en centros preescolares y hogares para ancianos, es decir, objetivos aleatorios en lugar de objetivos de importancia específica para el sistema tecno-industrial, (laboratorios, ministerios gubernamentales, etc.). Se debe admitir que muchos de los que participan en polémicas contra el eco-extremismo tienen a priori un sesgo negativo en contra de cualquier argumento, no importa qué tan bien elaborado este, como ellos mismos admiten que el mantenimiento de la civilización y la domesticación es de su propio interés. No es el punto discutir con ellos. Por otro lado, el eco-extremismo todavía tiene mucho que decir, por lo que aquellos que tengan oídos para oír, que oigan.

Lo más simpático sería preguntar por qué ITS y sus aliados deben “retirarse” de la idea del ataque indiscriminado. ¿Por qué hacer daño a la gente que está tratando de ayudar? En otras palabras, la civilización y la destrucción que se desata sobre el mundo son culpa de un pequeño sector de la sociedad moderna, y hay que centrarse en convencer a la gran mayoría que no tiene la culpa, con el fin de tener el equilibrio de las fuerzas necesarias para superar los males que actualmente nos acosan. Aparte de eso, es sólo la mala forma. Es comprensible que las “cosas malas” ocurran incluso con acciones bien planificadas. Lo menos que pueden hacer aquellos que se someten a ella es que se disculpen. Eso sólo son buenos modales. Algunos anarquistas chilenos hicieron algo recientemente, explotaron bombas de ruido a las cuatro de la mañana, cuando no hay nadie alrededor con el fin de expresar su “solidaridad” con quien ha solicitado el anarquismo internacional para orar por… quiero decir, expresar su solidaridad en esa semana . Pero si usted tiene que hacer algo, lo menos que puede hacer es reducir al mínimo los daños y expresar su pesar si algo va mal (pero sobre todo, entonces debe hacer nada…)

Por supuesto, el eco-extremismo rechaza estas objeciones infantiles e hipócritas. ¿Estas personas están expresando su superioridad moral, mientras jugaban con fuegos artificiales en medio de la noche y luego se dedica a otras cosas por el mundo, sin ninguna razón aparente? ¿Quieren una galleta o una estrellita por ser unos niños buenos? El Eco-extremismo admitirá fácilmente que ese anarquismo devoto es piadoso y santo. No quiere su ayuda de todos modos. Si los anarquistas que se inclinan a la izquierda buscan ganar popularidad en el manicomio de la civilización, por supuesto el eco-extremismo se rinde…. Felicidades de antemano.

Ha habido críticas contra los eco-extremistas diciendo que no es así como se libra una guerra contra la civilización. Muy bien, vamos a seguir adelante y echar un vistazo más de cerca, a una guerra real contra la civilización. Los editores de la Revista Regresión ya han escrito una extensa serie de artículos sobre la Rebelión del Mixtón y la Guerra Chichimeca, que se extendió por gran parte del territorio de México en el siglo XVI, aquí recomendamos encarecidamente su trabajo. En este ensayo, vamos a aumentar sus argumentos recurriendo a un ejemplo muy querido de un “tierno” y trágico indio, Ishi, el último de la tribu Yahi en el estado de California en los Estados Unidos. En este ejercicio, no pretendemos saberlo todo de aquellos miembros de una tribu de la Edad de Piedra que fueron cazados hasta su extinción por los blancos. En la medida en que cualquier analogía histórica es defectuosa, ipso facto, aquí vamos por lo menos a tratar de tomar las lecciones de cómo el Yahi luchó, sus actitudes hacia la civilización siendo el último hombre, y cómo la forma de su cultura problematiza los valores anarquistas y los de izquierda venidos de la Ilustración. Este ensayo pretende mostrar que la guerra del Yahi contra la civilización también fue indiscriminada, carente de valores occidentales como la solidaridad y el humanismo, y fue un duelo a muerte contra la vida europea domesticada. En otras palabras, es un modelo de cómo muchos eco-extremistas ven su propia guerra llevada a cabo desde su individualidad. Ishi, lejos de ser el modelo del “buen salvaje”, fue el último hombre de pie en una guerra librada contra los blancos, con la mayor cantidad de brutalidad y “criminalidad” que el ahora extinto Yahi pudo soportar.

El Yahi

El 29 de agosto de 1911, un hombre de color marrón, desnudo y hambriento, de alrededor de cincuenta años de edad fue encontrado fuera de un matadero cerca de Oroville, California. El hombre fue rápidamente detenido y metido en la cárcel de la ciudad. Al principio, nadie podía comunicarse con él en cualquier idioma conocido. Pronto, los antropólogos llegaron de San Francisco y encontraron que el hombre era Yahi, una banda situada más al sur de la tribu Yana, conocido localmente como “indios Digger” o ” Indios Mill Creek / Deer Creek”. Durante mucho tiempo se ha sospechado que un pequeño grupo de “indios salvajes”, aún vivían en la región montañosa del norte inhóspito de California. Los antropólogos hicieron los arreglos para que el último “indio salvaje” viviera con ellos en su museo, y que les enseñara acerca de su cultura en San Francisco. Después de haber encontrado un (imperfecto) traductor Yana, no pudieron conseguir el nombre del indio que no sea solo “Ishi”, la palabra Yana para “hombre”. Ese es el nombre por el que se le conoció en el momento de su captura hasta su muerte, cuatro años y medio más tarde.

Los Yahi eran una rama meridional de una tribu más grande llamada Yana, encontrada en el norte de California, al norte de la ciudad de Chico y del río Sacramento. Antes de la llegada de los europeos, había quizá no más de 3.000 Yana en sus tierras tradicionales bordeado por los Maidu al sur, los Wintu al oeste, y la tribu Shastan al norte. Hablaban el lenguaje Hokan, las raíces de las cuales compartieron con tribus en toda América del Norte. Como tribu, los Yana, en particular, eran mucho más pequeños que sus vecinos, pero aun así tenía una reputación de brutalidad hacia ellos. También se especula que el Yana pudo primero haber vivido en las tierras bajas más productivas antes de ser llevado a la región montañosa menos productiva por sus vecinos mucho más grandes y ricos hacia el sur, en particular. Como Theodora Kroeber comenta en su libro, “Ishi in Two Worlds”:

“Los Yana fueron menores en número y más pobres en comodidades materiales a lo que eran sus vecinos del valle, a los que consideraban como combatientes suaves, laxos, e indiferentes. Al igual que las tribus de montaña en otras partes del mundo, los Yana, también, eran orgullosos, valientes, ingeniosos y rápidos, y fueron temidos por los pueblos maidu y wintu que vivían en las tierras bajas.” (25)

M. Steven Shackley, en su ensayo, “The Stone Tool Technology of Ishi and the Yana”, escribe sobre la relación de los Yahi con sus vecinos inmediatos:

“A causa de tener que vivir en un ambiente tan marginal, los Yahi nunca tuvieron buenas relaciones con los grupos de los alrededores en cualquier periodo de tiempo. Evidencia arqueológica regional sugiere, que los hablantes de lenguas hokanas, probablemente los que podrían ser llamados proto-Yana, vivían en un territorio mucho más amplio que incluía la parte superior del valle del río Sacramento, así como las colinas de la Cascada del sur hasta la “Intrusión Penutia” en algún momento hace 1000 años. Estos grupos que hablan idiomas Penutian fueron los antepasados de los Maidu y Wintu / Nomlaki, que vivían en el valle del río en el momento del contacto español y Anglo.  La violencia considerable sugiere en este momento, en el registro arqueológico y del proto-Yana, evidentemente, que no se movieron a un hábitat más pequeño, o más marginal de buena gana. La violencia a manos de los extranjeros no era nuevo, con la llegada de los anglosajones a partir de 1850, los Yahi había mantenido relaciones de enemistad en un largo plazo con los grupos que hablan idiomas Penutian, que les habían quitado por la fuerza la tierra inferior y sus alrededores por algún tiempo”. (Kroeber y Kroeber, 190)

En general, sin embargo, los Yana vivieron como la mayoría de las tribus, se aferran al ciclo de las estaciones y tenían poca estratificación social. La única diferencia importante entre los Yana es que tenían dualidad-sexual en el lenguaje, es decir, una forma diferente en la lengua Yana que era utilizada por cada sexo. Como explica Theodora Kroeber:

“Los bebés de ambos sexos estaban al cuidado de la madre, con una hermana mayor o la abuela ayudando. Su primera habla, fue la del dialecto de la mujer, siempre se habla de las mujeres y de los hombres, y los niños en la presencia de niñas y mujeres. Cuando el niño crecía y era independiente de la atención de la madre, era llevado por su padre o hermano mayor o tío dondequiera que fueran, durante tiempos más largos cada día. A la edad de nueve o diez años, mucho antes de la pubertad, pasaba la mayor parte de sus horas en compañía masculina y dormía en vigilia en casa de los hombres. Por lo tanto, el niño aprendió su segundo idioma, el dialecto de los hombres.” (29-30)

Kroeber explica que el habla femenina, era a menudo un discurso “cortado” con las palabras masculinas que tienen más sílabas. Aunque las mujeres sólo usaban un dialecto de la lengua, conocían la variante masculina también. Theodora Kroeber especula que en la lengua Yana, lejos de ser una curiosidad lingüística, la división estricta de las palabras pudo haber hecho de los Yahi más intransigentes a la interferencia del mundo exterior. Ella escribe:

“Queda un aspecto psicológico de esta peculiaridad en el idioma, que no está sujeto a prueba, pero que no debe descartarse. El yahi sobreviviente parece que nunca ha perdido su moral en su larga y desesperada lucha por la supervivencia. ¿Podría el lenguaje haber jugado un papel en esta tensión continua de la fuerza moral? Se le había dotado a sus conversaciones con el hábito de la cortesía, formalidad, y el uso cargado de un fuerte sentido en la importancia de hablar y de comportarse de tal o cual manera y no de otra, de manera que no permitía la dejadez ya sea de palabra o de comportamiento.” (Ibid, 31)

Theodora Kroeber examina este aspecto de la vida Yana más tarde en su libro, cuando  describe la relación de Ishi con su primer intérprete mestizo Yana, Sam Batwi:

“Ishi era un conservador cuyos antepasados habían sido hombres y mujeres de rectitud; cuyo padre y abuelo y tíos habían llevado con dignidad la restricción de las responsabilidades de ser los principales de su pueblo. Las maneras de Ishi eran buenas; las de Batwi olían a la crudeza de la ciudad de la frontera, que era lo que mejor conocía y que, por la costumbre de la época, conocía de sus ciudadanos menos iluminados… Es muy posible que en el primer encuentro, Ishi y Batwi reconocieron que eran de diferentes estratos de la sociedad Yana, Batwi era el menos considerado…” (153)

La mayor parte de la cultura Yahi era muy similar a las culturas indígenas de California en general. Los esfuerzos de los hombres se centraban en la caza y la pesca en los ríos, en especial con el salmón como alimento disponible. Los esfuerzos de las mujeres se centraban en la recolección, almacenamiento y preparación de bellotas y otras plantas como parte de su dieta básica. El antropólogo Orin Starn, en su libro “Ishi’s Brain: In Search of America’s Last “Wild” Indian”, afirma lo siguiente en relación con el conservadurismo de los Yahi, en particular, (71):

“Sin embargo, los Yahi eran también una comunidad encarnada a sus costumbres. Es posible que se hayan casado con tribus vecinas (y, en veces secuestrando en las mujeres a mediados del siglo XIX), pero los extranjeros eran absorbidos por el camino Yahi. En otras partes de la América nativa, antes de Colón, hubo inestabilidad en el cambio – enfermedad, guerra, migración, invención cultural, y adaptación. En el suroeste, por ejemplo, los legendarios Anasazi de repente desaparecieron en el siglo XII, por causas que aún se debaten. Con el tiempo, sin embargo, el Yahi mostró más continuidad y estabilidad que otros grupos. Relativamente pocas modificaciones se produjeron en sus puntas de lanza, en los campamento, en el hecho de golpear bellotas, u otras rutinas de existencia yahi. Por lo que parece, los antepasados de Ishi siguieron más o menos el mismo modo de vida durante muchos siglos”.

Como eran muy del norte, la nieve y la falta de alimentos fueron factores que se presentaban  a menudo en los tiempos de escasez en invierno. Sin embargo, los Yana sabían cómo prosperar en la tierra que se les dio, como Kroeber resume en su retrato de la vida Yana y su relación con las estaciones del año:

“El invierno también era el momento de volver a contar la vieja historia de la creación del mundo y cómo se hicieron los animales y los hombres, el tiempo para escuchar otra vez las aventuras de Coyote y del Zorro y de la Marta de pino, y la historia del Oso y de los Ciervos. Así, sentado o acostado cerca del fuego en la casa cubierta de tierra, y envuelto en mantas de piel de conejo, con la lluvia que cae afuera o con el espectáculo de la luna brillante que caía con su luz hacia abajo en Waganupa o lejos en Deer Creek, el ciclo Yana de los cambios de estaciones estaba completado dando otra vuelta completa. A medida que las canastas de alimentos estaban vacías, una por una, el juego se mantuvo oculto y escaso, los sueños de los Yana se dirigieron a un tiempo, no muy lejano, cuando la tierra se cubrió con el nuevo trébol. Sintieron el impulso de ser levantados y despertaron en un mundo, por momentos muy lejos, en un gran océano que nunca habían visto, el salmón brillante fue nadando hacia la desembocadura del río Sacramento, su propio flujo del origen de los Yana.” (39)

Starn también cita un canto entonado por Ishi a los antropólogos que resumen el fatalismo Yahi (42):

Serpiente de cascabel muerde.

Oso Grizzly muerde

y van a matar a la gente.

Deja que sea de esta manera.

El hombre va a salir herido al caerse de la roca.

El hombre se va a caer al recoger piñones.

Él va a nadar en el agua, a la deriva, mueren.

Ellos caen por un precipicio.

Van a ser golpeados por puntas de flecha.

Ellos se perderán.

Tendrán que quitar astillas de madera de su ojo.

Van a ser envenenados por los hombres malos,

Van a ser ciegos.

Los yahi en Guerra

Como era de esperar, la invasión de los europeos podría haber incluso cambiado a algunas tribus pacíficas, a hostiles y salvajes. Como Sherburne F. Cook, declaró en su libro, “The Conflict Between the California Indian and White Civilization”:

“El efecto general de estos eventos provoca un cambio en todo el horizonte social de los indígenas, en particular la de la Yokuts, Miwok, y Wappo. Las fuerzas disruptivas, previamente discutidas con referencia a su influencia en la disminución de la población, tuvieron también el efecto de generar un tipo totalmente nuevo de civilización. Para ponerlo en esencia: un grupo sedentario, tranquilo y muy localizado, se convirtió en un grupo belicoso y semi-nómada. Obviamente, este proceso no fue completado en 1848, ni afectaba a todas las partes componentes de las masas de nativos por igual. Pero sus inicios habían llegado a ser muy aparentes”. (228)

Sin embargo, no todos los indios reaccionaron enérgicamente a la invasión del Anglo blanco. Los Maidu, vecinos del valle de los Yahi hacia el sur, parecía que no habían puesto mucha resistencia al ataque de los blancos próximos a sus tierras, como el escritor maidu, Marie Potts, indicó:

“A medida que llegaron más hombres blancos, drenaron la tierra. Los ranchos se desarrollaron tan rápido que, después de haber tenido un país de montañas y prados para nosotros mismos, nos convertimos en obreros o vagabundos sin hogar. Al ser gente pacífica e inteligente, nos adaptamos como mejor pudimos. Sesenta años más tarde, cuando nos dimos cuenta de nuestra situación y presentamos nuestro caso a la United States Land Commission, nuestro reclamo se resolvió por setenta y cinco centavos por acre.

No hubo levantamientos en la zona maidu. Los colonos blancos que llegaron a nuestra zona estaban contentos de tener mano de obra indígena, y los registros muestran algunas veces un trato justo”. (Potts, 10)

Como se indicó anteriormente, los Yahi eran hostiles, incluso hacia las tribus indias cercanas a ellos, y de manera brutal. Ms. Potts se refiere a las relaciones de los Yahi con los maidu:

“Los Mill Creeks  (Yahi) eran lo que para nosotros “significa” gente. Habían matado a mucha de nuestra gente, incluso a los pequeños bebés. Ellos vigilaron, y cuando nuestros hombres estaban ausentes en la caza o de trabajo, atacaron a las mujeres, a los niños y a los ancianos. Cuando el hombre regresó de la caza encontró a su esposa muerta y a su bebé tumbado en el suelo, comidos por las hormigas.

Después los Mill Creeks había matado a numerosos  blancos, se enteraron de que los blancos estaban reuniendo voluntarios para hacer una incursión y castigarlos. Por lo tanto, establecieron un sistema de alarma para advertirse a sí mismos, viviendo al filo de los cañones, en una zona improductiva”. (Ibid, 41)

Cuando los colonos blancos llegaron a encontrar oro en California en la década de 1840 y principios de 1850, trajeron con ellos el modus operandi de “el único indio bueno, es el indio muerto”. No había amor entre ellos y los Yahi, entonces los Yahi fueron persuadidos para perfeccionar sus formas austeras e intransigentes en una guerra de guerrillas de terror contra los blancos. Stephen Powers, lo escribió en 1884, describe al yahi en el siguiente pasaje:

“Si los Nozi son un pueblo peculiar, éstos [los Yahi] son extraordinarios; si el Nozi parece extranjero de California, estos son doblemente extranjeros. Parece probable que este presenciando ahora, un espectáculo sin paralelo en la historia humana – el de una raza bárbara en resistencia a la civilización con armas en sus manos, hasta el último hombre y la última mujer, y el último pappoose… [Ellos] infligieron crueldad y torturas terribles a sus cautivos, como las razas Algonkin. Sea cual sea, las abominaciones de las razas indígenas,  pueden haber perpetrado la muerte, la tortura en vida era esencialmente extraña en California.” (Heizer y Kroeber, 74)

El californiano antropólogo Alfred Kroeber, especula acerca de las tendencias bélicas de los Yahi:

“Su reputación bélica puede ser debida en parte, a la resistencia ofrecida contra los blancos por una o dos de sus bandas. Pero si la causa de esto era en realidad una energía superior y el coraje o una exasperación inusual ayudada por el entorno, todavía poco poblado, y el hábitat fácilmente defendible es más dudoso. Eran temidos por sus vecinos, como el maidu, ellos prefirieron estar hambrientos en la montaña en lugar de enfrentarse. El habitante de la colina tiene menos que perder luchando que el habitante rico. También está menos expuesto, y en caso de necesidad tiene mejor y más numerosos refugios disponibles. A lo largo de California, los pueblos llanos se inclinaron más a la paz, aunque el más fuerte en número: La diferencia es la situación que se refleja en la cultura, no en cualidad innata” (ibid, 161)

Jeremías Curtin, un lingüista que estudió las tribus indias de California a finales del siglo XIX, describe la naturaleza “renegada” de la tribu de Ishi:

“Ciertos indios vivían, o más bien, estaban al acecho, los Mill Creek merodeaban  en lugares salvajes al este de la Tehama y al norte de Chico. Estos indios Mill Creek eran fugitivos; estaban fuera de la ley de otras tribus, entre otros, de la Yanas. Para herir a estos últimos, fueron a un poblado Yana aproximadamente a mediados de agosto de 1864, y mataron a dos mujeres blancas, la señora Allen y la señora Jones. Cuatro niños también fueron dados por muertos, pero después se recuperaron. Después de los asesinatos de los Mill Creek, ellos volvieron a casa inadvertidamente, y con ellos, llevando varios artículos saqueados.” (Ibid, 72)

Un cronista detalló otra atrocidad yahi en el siguiente pasaje:

“La matanza de los niños Hickok fue en junio de 1862. Hijos del pueblo Hickok, dos niñas y un niño fueron a recoger moras en Rock Creek, cerca de tres cuartas partes de una milla de su casa, cuando fueron rodeados por varios indios. Primero dispararon a la niña mayor, ella tenía diecisiete años, le dispararon y la dejaron completamente desnuda. A continuación, dispararon a la joven, pero ella corrió a Rock Creek y cayó de cara en el agua. No se llevaron su ropa pues ésta aún tenía su vestido. En ese momento, Tom Allen entró en escena. Él transportaba madera de construcción para un hombre con el nombre de Keefer. De inmediato atacaron a Allen. Fue encontrado con el cuero cabelludo arrancado y con la garganta cortada. Diecisiete flechas habían disparado sobre él, y siete lo habían atravesado”. (Ibid, 60)

Mrs. A. Thankful Carson, estuvo cautiva por los Mill Creeks o indios Yahi, también describe otros ejemplos de la brutalidad Yahi:

“Un niño de unos doce años de edad murió de la manera más bárbara: le cortaron los dedos, le cortaron la lengua, y se suponía que debían de haberlo enterrado con vida, pero cuando se le vio ya estaba muerto. En otra ocasión, un hombre con el nombre de Hayes estaba cuidando de sus ovejas. En algún momento durante el día, se fue a su cabaña y se encontró rodeado de quince indios. Ellos lo vieron llegar: él se dio la vuelta y corrió, los indios comenzaron a disparar flechas sobre él, pasó de un árbol a otro. Por último le dispararon con un arma de fuego que le travesó del brazo. Se las arregló para escapar de la captura por un estrecho agujero”. (Ibid, 26)

Otro cronista local, H. H. Sauber, describe el razonamiento detrás de la caza de los Yahi al exterminio:

“Una vez asesinaron a tres niños en edad escolar a menos de diez millas de Oroville, y más de cuarenta millas de Mill Creek. Poco después, mataron a un carretero y dos vaqueros durante la tarde, y fueron vistos a distancia en las carretas cargadas de carne de res robada a través de las colinas, antes de que nadie supusiera que habían estado detrás del acto. Otras víctimas, demasiado numerosas para mencionarlas, habían caído en sus implacables manos. En resumen, ellos nunca robaron sin asesinar, aunque el delito podría ayudarles tempranamente, el hecho, sólo podría exacerbar más a los blancos a estar en contra de ellos”. (Ibid, 20)

Alfred Kroeber hizo eco sobre ese sentimiento en  1911 con un ensayo sobre los Yahi, donde afirmó:

“El Yana del sur, o los Mill Creeks, se reunieron con un destino mucho más romántico que sus parientes. Cuando el americano vino a la escena, tomaron posesión de sus tierras para la agricultura o la ganadería, y a punto del rifle les propusieron que se retiraran y que no interfirieran, como ocurrió antes de que hubieran transcurrido diez años después de la primera fiebre del oro, los Mill Creeks, como muchos de sus hermanos, resistieron. No se retiraron, sin embargo, después del primer desastroso conflicto aprendieron la abrumadora superioridad de las armas de fuego del hombre blanco y su organización, mansamente desistieron y aceptaron lo inevitable. En cambio, sólo endurecieron su espíritu inmortal en la tenacidad y el amor a la independencia, y comenzaron una serie de represalias enérgicas. Durante casi diez años mantuvieron una guerra incesante, destructiva principalmente contra sí mismos, pero sin embargo sin precedentes en su terquedad con los colonos de los condados de Tehama y Butte. Apenas recuperado de un solo golpe, los sobrevivientes atacaban en otra dirección, y en tales casos no escatimaban ni la edad ni el sexo. Las atrocidades cometidas contra las mujeres blancas y contra los niños despertaron el resentimiento de los colonos en mayor grado, y cada uno de los excesos de los Indios fue más que correspondido, pero aunque la banda disminuyó mantuvieron una la lucha desigual.” (Ibid, 82)

Theodora Kroeber intenta templar estas cuentas con sus propias reflexiones sobre la brutalidad y “criminalidad” de los Yahi:

“Los indios tomaban su parte, los caballos, mulas, bueyes, vacas, ovejas, cuándo y dónde se pudiera, sin perder parte de que estos animales eran alimento y ropa para ellos. Hicieron mantas y capas de esas pieles, curtieron los cueros, e hicieron ‘charqui’ o ‘ jerky’ de la carne que no se comía fresca. En otras palabras, trataron a los animales introducidos por los europeos como lo hicieron con los  ciervos, osos, alces, o conejos. Ellos no parecen haberse dado cuenta de que esos animales fueron domesticados, el perro es el único animal que ellos sabían que estaba domesticado. Robaron y mataron para vivir, no para acumular rebaños o riqueza, los indios realmente no entienden que lo que se llevaron fue la propiedad privada de una persona. Muchos años más tarde, cuando Ishi había pasado a la edad media, se sonrojó de vergüenza dolorosa cada vez que recordaba que para los estándares morales de los blancos, él y sus hermanos Yahi habían sido culpables de robo.” (61)

Theodora Kroeber en su trabajo no parece abordar profundamente el estilo brutal de los Yahi en la guerra, haciendo hincapié en que lo que sucedió era solo dar la cara a la invasión masiva del blanco sobre sus tierras.

Ishi

A pesar de tener “la ventaja de campo” y un enfoque excepcionalmente enérgico para atacar a sus enemigos, los Yahi fueron cazados gradualmente y destruidos hasta que quedaron sólo unos cuantos. En 1867 o 1868, en la masacre de la cueva Kingsley se asesinaron a 33 Yahi hombres, mujeres y niños, siendo este  el último gran golpe de los blancos a la última Yana salvaje.

Como Theodora Kroeber afirma:

“Ishi era un niño de tres o cuatro años de edad en el momento de la matanza de Tres Lomas, edad suficiente para recordar las experiencias cargadas de terror. Él tenía ocho o nueve años cuando la matanza de la cueva Kingsley, posiblemente, fue parte de la limpieza de la cueva y de la disposición ritual de los cuerpos de las víctimas. Entró en la clandestinidad, en la que crecería sin tener más de diez años de edad”. (Ibid, 91)

Con la derrota militar abierta de los Yahi, los salvajes comenzaron un tiempo de clandestinidad, que A.L. Kroeber clasificaría como; “la nación libre más pequeña del mundo, que por una fortaleza sin precedentes y la terquedad del carácter, lograron resistirse a la marea de la civilización, veinticinco años más incluso que la famosa banda de Geronimo el Apache, y durante casi treinta y cinco años después de que los Sioux y sus aliados derrotaran a Custer”. (Heizer y Kroeber, 87)

Los restantes Yahi ocultos y perseguidos, se reunieron, y robaron todo lo que pudieron en circunstancias difíciles. Encendían sus fogatas de manera que no se pudieran ver desde distancias lejanas, tenían sus asentamientos no lejos de los lugares que los blancos normalmente viajaban y frecuentaban. Pronto su presencia se convirtió en un rumor y luego en una mera leyenda. Es decir, solo hasta unos años antes de que Ishi se adentrara en la civilización, su campamento fue encontrado cerca de Deer Creek en 1908. Ishi y algunos indios restantes escaparon, pero en el transcurso de tres años, Ishi estaba solo, tomando la decisión de caminar hacia el enemigo, donde estaba seguro de que indudablemente lo matarían, al igual que hicieron con el resto de su pueblo.

En 1911, sin embargo, a través de la benevolencia problemática de los vencedores, Ishi pasó de ser un enemigo declarado a una celebridad menor, mudándose así a San Francisco y teniendo un flujo constante de visitantes que iban al museo donde vivió. Las personas estaban fascinadas por este hombre que era la última persona real de la Edad de Piedra en América del Norte, alguien que podía fabricar y tallar sus propias herramientas o armas de piedras y palos. Ishi hizo la “paz” con la civilización, e incluso hizo amigos. Desarrolló sus propias preferencias de alimentos y otros bienes, y mantuvo meticulosamente su propiedad como lo había hecho como cuando vivió cuarenta años en la clandestinidad. Sin embargo, en menos de cinco años de haber llegado a la civilización, Ishi, el último Yahi sucumbió a quizás una de las enfermedades más civilizadas de todas: la tuberculosis.

Sin embargo, hubo algunos detalles bastante interesantes que son fuente indicativa, de la actitud de Ishi frente a la vida en la civilización. Ishi se negó a vivir en una reserva, y eligió vivir entre los blancos, en la ciudad, lejos de los indios corruptos que hace tiempo se habían entregado a los vicios de la civilización.

Como T. T. Waterman declaró en una referencia indirecta a Ishi en un artículo de una revista, él escribió:

“Siempre se ha creído los relatos de varias tribus formadas por estos renegados Mill Creek. A partir de lo que hemos aprendido recientemente, parece poco probable que hubiera más de una tribu en cuestión. En primer lugar, el único miembro de este grupo hostil que nunca ha sido cuestionado [es decir, Ishi], expresa el disgusto más animado para todas las demás tribus. Parece, y siempre ha parecido, más dispuesto a hacer amigos con los propios blancos, que con los grupos vecinos de indios. En segundo lugar, todas las otras tribus indias de la región profesan el horror más apasionado hacia los Yahi. Este temor se extiende incluso al país hoy en día. Incluso los Yahi y los Nozi, aunque hablaban dialectos de una misma lengua (el llamado Yana), expresaban la más implacable hostilidad entre sí. En otras palabras, los indios que acechaba alrededor de las colinas de Mill Creek durante varias décadas después de la liquidación del valle, eran probablemente el remanente de un grupo relativamente puro, ya que había pocas posibilidades de mezcla.” (Heizer y Kroeber, 125)

[Cabe señalar aquí que Orin Starn rechaza la idea de la pureza étnica de los Yahi en el período histórico, pero no da ninguna razón real detrás de él (106). Este tema será tratado más adelante.]

En su cautiverio voluntario en la civilización, Ishi se destacó por su sobriedad y ecuanimidad hacia los que le rodeaban, dedicado a las tareas que se le asignaron en el museo en el que vivía, y también para mostrar la fabricación de artefactos que utilizaba para la supervivencia. Theodora Kroeber describe la actitud general de Ishi hacia su entorno civilizado:

“Ishi no fue dado al voluntariado, criticaba las formas del hombre blanco. Pero era observador y analítico, y, cuando se presionaba, podía emitir un juicio o al menos algo así. Estaba de acuerdo con las “comodidades” y la variedad del mundo del hombre blanco. Ishi y ni tampoco ninguna persona que ha vivido una vida de penurias y privaciones subestiman una mejora de los niveles de prioridad, o el alcance de algunas comodidades e incluso algunos lujos. A su juicio, el hombre blanco es afortunado, inventivo, y muy, muy inteligente; pero infantil y carente de una reserva deseable, y de una verdadera comprensión de la naturaleza y su rostro místico; de su terrible y benigno poder.”

Se le preguntó cómo, hoy en día caracterizaría a Ishi, [Alfred] Kroeber dice:

“Era el hombre más paciente que he conocido. Me refiero a que ha dominado la filosofía de la paciencia, sin dejar rastro alguno de autocompasión o de amargura para adormecer la pureza de su alegría. Sus amigos, todos dan testimonio de la alegría como un rasgo básico en el temperamento de Ishi. Una alegría que pasó, dado la oportunidad, a una suave hilaridad. El suyo era el camino de la alegría, el Camino Medio, que debe perseguir en silencio, trabajando un poco, jugando y rodeado de amigos.” (239)

Desde el punto de vista eco-extremista o anti-civilización, estos últimos años de Ishi parecen problemáticos, incluso en contra de la narrativa deseada. Incluso Theodora Kroeber utiliza la magnanimidad aparente de Ishi como fue, “aceptar gentilmente la derrota” y, “los caminos del hombre blanco”, “hasta ser un apoyo de las ideas del humanismo y del progreso” (140). Sin embargo, esta es una simple cuestión de interpretación. Uno no puede juzgar a una persona que vivió cuarenta años en la clandestinidad, y vio a todos sus seres queridos morir violentamente, por la edad, o por enfermedad, y emitir un juicio sobre todo cuando él estaba al borde de la inanición y de la muerte. A pesar de todo, Ishi se aferró a la dignidad y sobriedad que es, irónicamente, la esencia del salvajismo como Ishi lo veía. Por encima de todo, sin embargo, Ishi dio testimonio de ese salvajismo, se comunicaba, y rechazaba a aquellos que le habían dado la espalda, abrazado los peores vicios de sus conquistadores. Como los editores de la Revista Regresión declararon en su respuesta en relación con los chichimecas que se habían “rendido” a los blancos en el siglo XVI. En el artículo, de la revista “Ritual Magazine”:

“San Luis de la Paz en el estado de Guanajuato es la última locación chichimeca registrada, específicamente en la zona de Misión de Chichimecas, en donde se pueden encontrar a los últimos descendientes: los chichimecas-jonaces, y quienes guardan la historia contada de generación en generación sobre el conflicto que puso en jaque al virreinato en aquellos años.

Un integrante de RS, ha conseguido entablar conversaciones con alguna gente de este poblado, de los cuales se evitarán sus nombres para evitar posibles nexos con el grupo extremista.

En las conversaciones los nativos engrandecen la fiereza de los chichimecas-guachichiles, enaltecen orgullosamente su pasado en guerra, ellos han mencionado que a raíz del exterminio de los últimos salvajes, cazadores-recolectores y nómadas, los demás pueblos chichimecas que se habían salvado de la muerte y del presidio decidieron ceder terreno y hacer ver a los españoles que seguían su religión, que compartían sus nuevos mandatos y que se adaptarían a la vida sedentaria, todo esto con el fin de mantener viva su lengua, sus tradiciones y sus creencias. Inteligentemente los ancianos de aquellas tribus junto con los curanderos (madai coho), que habían bajado de los montes para vivir en paz después de años de guerra, decidieron adaptarse, con tal de que sus historias y sus costumbres no fueran también exterminadas, para que fueran dejadas como herencia a las generaciones venideras.”

Si no fuera porque Ishi se adentró en la civilización en lugar de elegir morir en el desierto, no conoceríamos su historia, o la historia de la última banda libre de indios salvajes en América del Norte. Por lo tanto, incluso en la derrota, la “rendición” de Ishi es realmente una victoria para la Naturaleza Salvaje, una victoria que puede inspirar a aquellos que vienen detrás de él para participar en luchas similares de acuerdo a nuestra propia individualidad y habilidades.

Cabe señalar por medio de una posdata, que muchos historiadores “revisionistas” ven la historia de Ishi de una manera mucho más complicada que la historia inicial contada por los antropólogos que lo encontraron. Algunos estudiosos piensan que debido a su apariencia y la forma en que pulía sus herramientas de piedra, Ishi pudo haber sido racialmente maidu o mitad de sangre maidu-yahi. Esto no sería sorprendente pues los Yahi a menudo allanaban tribus vecinas para llevarse mujeres (Kroeber y Kroeber, 192). Los lingüistas han descubierto que los Yahi tenían muchas palabras adoptadas del español, postulando que algunos en la banda de Ishi habían dejado las colinas en un pasado no muy lejano y trabajaron para los ganaderos españoles en el valle, sólo para volver a las colinas una vez que llegaron los anglosajones hostiles. Aunque los estudiosos piensan que están descubriendo los matices de la historia Yahi, en realidad muchas de sus ideas estaban en los informes originales, sin destacar.

Además, el propio Starn, por lo demás bastante revisionista, admite la posibilidad de que Ishi y su banda se mantuvo escondida en las colinas debido a un conservadurismo notable en su forma de vida y, visión del mundo:

“Ese Ishi estaba aquí tan detallado y entusiasta [en volver a contar cuentos Yana], Luthin y Hinton insisten, evidenciado “su claro respeto y amor” para las formas tradicionales Yahi, sin embargo la vida fue difícil para los últimos supervivientes en los confines de las inaccesibles colinas. Además de su temor a ser ahorcados o fusilados, la decisión tomada por Ishi y su pequeña banda de no rendirse también pueden haber medido apego a su propia forma de vida: un humeante plato de estofado de bellota en una mañana fría, las preciosas noches estrelladas, y el ritmo tranquilizador de las estaciones.” (116)

Lecciones de la Guerra Yahi

He serpenteado desde el principio de este ensayo, pero lo he hecho a propósito. La intención ha sido dejar que Ishi y los Yahi, la última tribu salvaje de América del Norte, hablaran por sí mismos, en lugar de participar en polémicas simples donde las consignas descuidadas desvían la atención real y profunda  del tema. Lo que está claro es que los Yahi no hicieron la guerra como cristianos o humanistas liberales. Ellos asesinaron a hombres, mujeres y niños. Robaron, atacaron en secreto, y huyeron hacia las sombras después de sus ataques. No eran muy queridos incluso por sus compañeros indios, aquellos que deberían haber sido tan hostiles a la civilización como lo eran antes. Incluso la perspectiva de una derrota segura no les impidió una escalada en sus ataques hasta que quedaron unos cuantos de ellos. Una vez alcanzado ese punto, literalmente resistieron hasta el último hombre. En eso, el eco-extremismo comparte o al menos aspira a muchas de estas mismas cualidades.

Los Yahi fueron un ejemplo perfecto de lo que el eco-extremista buscan, como se señala en la editorial de la Revista Regresión numero 4:

“Austeridad: Las necesidades artificiales son un problema para los miembros de esta decadente sociedad, aunque algunos no las vislumbren y se sientan felices cubriéndolas con su vida de esclavos que llevan. La mayoría de la gente está siempre intentando pertenecer a ciertos círculos sociales acomodados, sueñan con lujos, con comodidades, etc., y para nosotros eso es una aberración. La sencillez, arreglártelas con lo que tengas a la mano, y apartarse de los vicios civilizados rehusando de lo innecesario son características muy notorias dentro del individualista del tipo eco-extremista.”

Los Yahi, al igual que muchas de las tribus chichimecas que estaban en lo que hoy es México, vivieron en una “inhóspita” región montañosa a diferencia de sus vecinos más acomodados y numerosos en las tierras bajas; ese fue el caso, incluso antes de la llegada de los europeos. Estos vecinos, en particular los Maidu, no se defendieron contra la civilización, ya que su vida relativamente acomodada hizo que resultase más favorable aceptar la forma de vida civilizada. A diferencia de los reinos mesoamericanos, los Maidu no conocían la agricultura, pero estaban, no obstante ya  “domesticados” a cierto nivel.

Fue la cultura dura y espartana de los Yahi que fortaleció su oposición a los europeos, aun cuando éste mostró un poder superior, incluso cuando estaba claro que se trataba de una guerra de exterminio que probablemente perderían. Redoblaron sus esfuerzos y lucharon su propia guerra de exterminio a la medida de sus posibilidades, sin diferenciar ni a las mujeres ni a los niños. A través de la astucia, el engaño, y teniendo un conocimiento superior del paisaje,  emprendieron una campaña de terror contra los blancos, una campaña que confundió a todos los que han estudiado las tribus indígenas de la región. Incluso otros indios les temían (también otras personas que dicen oponerse a la civilización excomulgando a los eco-extremistas), ya que no dividían el mundo en dicotomías ordenadas de indios contra blancos. Para ellos, los que no estaban de su lado eran sus enemigos y fueron tratados como tales.

La guerra de los Yahi  fue indiscriminada y “suicida”, al igual que la lucha eco-extremista pretende serlo. “Indiscriminada” en el sentido de que no se rige por consideraciones humanistas o cristianas. No tenían consideraciones por quien pudo haber sido “inocente” o “culpable”: se atacó a todos los no-Yahi, a todos los que se habían entregado a las formas genocidas del hombre blanco. Los Yahi no pretendían hacerse amigos de otras tribus, incluso cuando Ishi llegó a la civilización, se negaba a asociarse con los indios de su región quienes se rindieron tan fácilmente a la civilización blanca. Para preservar su dignidad, prefirió quedarse con el vencedor en lugar de con los vencidos. La guerra Yahi era “suicida”, en cuanto no tuvo consideración con su futuro: su objetivo era vivir libre en el aquí y ahora, y atacar a aquellos que los estaban atacando, sin sopesar el costo. Esto se debe a su forma de vida que se forjó en los márgenes de los terrenos hostiles, y gran parte de su dignidad se centró en el ataque a los que ellos consideraban flexibles y no auténticos. No había futuro para los Yahi en la civilización porque no había lugar para el compromiso con la civilización.

Aquí voy a especular (puramente basado en mi opinión), en cuanto a por qué alguien podría adoptar puntos de vista eco-extremista en nuestro contexto. Por supuesto, hay mucho enojo, tal vez incluso rabia involucrada. Me imagino que allí sería necesario llevar estas acciones. Sin embargo, ¿qué hace el amor eco-extremista? Los seres humanos modernos están tan alejados de la naturaleza salvaje, tan insensibles, adoptando una forma de vida en la que dependen de la civilización para todas sus necesidades,  se lamentan de que alguien resulte herido por la explosión de un sobre, sin embargo, restan importancia, o incluso apoyan, la destrucción de un bosque, un lago o un río para beneficio de la humanidad civilizada. Son tan insensibles de su propia naturaleza, que piensan que la naturaleza misma es un producto de su propio ingenio, que los árboles solo caen en el bosque para que puedan oírlos, y que la condición sine qua non de la vida en la Tierra es la continua existencia de ocho mil millones de hambrientos y personas codiciosas. Si alguien está cegado por el odio, es el humanista, los izquierdistas y su apología de la “ley y el orden”, quien hace de su propia existencia una condición no negociable para la continuidad de la vida en la Tierra. Si se les da la posibilidad de elegir entre la destrucción del planeta y de su propia abstracción amada llamada: “humanidad”, preferirían destruir el mundo antes que ver a la humanidad fallar.

Lo que es aún más triste es que la mayoría de los seres humanos civilizados ni siquiera están agradecidos por los nobles sentimientos de los anarquistas e izquierdistas. Para ellos sólo son punkys que lanza una bomba y que deberían relajarse, ir al partido de fútbol, y dejar de molestar a los demás con su política o  solidaridad. La izquierda/anarquista tiene el Síndrome de Estocolmo con las masas que nunca los van a escuchar, y mucho menos ganarse su simpatía. Ellos quieren ser vistos con buenos ojos por la sociedad, a pesar de que la sociedad nunca les va a prestar ninguna atención, y mucho menos a ellos. Se niegan a ver la sociedad como enemiga, y es por eso que van a pararse junto con ella, sin entender por qué el sueño de la Ilustración falló, por eso todos los hombres nunca serán hermanos, por eso la única cosa en la que los seres humanos civilizados son iguales es, en su complicidad en la destrucción de la naturaleza salvaje. Su objetivo es ser los mejores alumnos de la civilización, pero serán siempre los malhechores, los forasteros, los anarquistas sucios que necesitan conseguir un trabajo.

El Eco-extremismo crecerá porque la gente sabe que este es el fin del juego. De hecho, desde los musulmanes a los cristianos a todo tipo de otras ideologías, el apocalipsis está en el aire, y nada puede detenerlo. Esto se debe a que la civilización es muerte, y siempre lo ha sido. Sabe que el hombre no puede ser dominado, que la única manera de hacerlo es someterlo para convertirlo en una máquina, para mecanizar sus deseos y necesidades, para eliminar desde lo más profundo de él su caos, que es naturaleza salvaje. En este sentido, el espíritu de Ishi y los  Yahi permanecerá, siempre estará reapareciendo  cuando menos te lo esperas, como una tendencia y no como una doctrina, como un grito que combate hoy sin temor por el mañana. El Eco-extremismo no tendrá fin, porque es el ataque salvaje, el “desastre natural”, el deseo de dejar que el incendio arda, bailando alrededor de él. El anarquista retrocede y el izquierdista se espanta, porque saben que no pueden derrotarlo. Continuará, y consumirá todo. Se quemaran las utopías y los sueños del futuro civilizado, quedando sólo la naturaleza en su lugar. Para el eco-extremista, esto es un momento de regocijo y no de terror.

-Chahta-Ima

Nanih Waiya, Spring 2016

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Bibiolografía

“The Physical and Demographic Reaction of the NonmissionIndians in Colonial and Provincial California” in Cook, Sherburne F. The Conflict Between the California Indian and White Civilization. Berkeley: University of California Press, 1976.

Heizer, Robert and Kroeber, Theodora (Editors). Ishithe Last Yahi: A Documentary History. Berkeley: University of California Press, 1979.

Kroeber, Karl and Kroeber, Clifton (Editors). Ishiin Three Centuries. Lincoln: University of Nebraska Press, 2003.

Kroeber, Theodora. Ishiin Two Worlds. Berkeley: University of California Press, 1976.

Potts, Marie. The Northern Maidu. Happy Camp, CA: NaturegraphPublishers Inc. 1977.

Starn, Orin. Ishi’sBrain: In Search of America’s Last “Wild” Indian. New York: W.W. Norton & Company, 2004.

Ishi and the War Against Civilization

Presentamos el importante escrito de “Chahta-ima” sobre la relación de Ishi (el último nativo americano de la tribu de los Yahi), y la guerra indiscriminada en contra de la Civilización, lectura extensamente recomendada por el blog Maldición Eco-extremista.


The emergence of eco-extremism and the tactics that it uses have caused much controversy in radical circles internationally. The criticisms that the Individualists Tending Toward the Wild (ITS in Spanish) and other aligned groups have received range from accusations of ultraradicalism to insanity. One major aspect of this polemic centers around the idea of indiscriminate attack. Inflamed rhetoric on the part of eco-extremists may exacerbate hostility towards these tactics among the already skeptical. From how some talk, however, it would seem that ITS or other eco-extremists are engaged in the bombing of pre-schools and nursing homes, that is, random targets, rather than targets of specific importance to the techno-industrial system (laboratories, government ministries, etc.) It must be admitted right off the bat that many who engage in polemics against eco-extremism have an a priori negative bias against any argument no matter how well crafted, as they themselves admit that the maintenance of civilization and domestication is in their own self-interest. There is no point in arguing with them. On the other hand, eco-extremism still has much to say, so those who have ears to hear, let them hear.

The more sympathetic would ask why ITS and its allies feel that they must “double down” on the idea of indiscriminate attack. Why harm the people you are trying to help? In other words, civilization and the destruction that it unleashes upon the world are the fault of a small section of modern society, and we must focus on convincing the vast majority that is not at fault in order to have the balance of forces needed to overcome the evils that presently beset us. Aside from that, it’s just bad form. It’s understandable that “bad things” happen even in well-planned actions. The least that those who carry them out can do is say that they’re sorry. That’s just good manners. It’s better, as some Chilean anarchists did recently, to explode noise bombs at four in the morning when no one is around in order to express “solidarity” with whoever international anarchism has been asked to pray for… I mean, express solidarity with this week. But if you have to do something, the least that you can do is minimize harm and express regret if something goes amiss (but mostly you should do nothing…)

Of course eco-extremism rejects these objections as childish and hypocritical. Are these people expressing their moral superiority while playing with fire crackers in the middle of the night and then dedicating it to someone halfway around the world for no apparent reason? Do they want a cookie or a sticker for being such well-behaved children? Eco-extremism will readily admit that devout anarchism is more pious and holier than it is. It doesn’t want its help anyway. If left-leaning anarchists want to win the popularity contest in the insane asylum of civilization, by all means eco-extremism forfeits. Congratulations in advance.

There have been lectures to eco-extremists that this is not how a war against civilization is waged. Very well, let’s go ahead and take a closer look at an actual war against civilization. The editors of Revista Regresión have already written an extensive series of articles on the Mixton Rebellion and the Chichimeca War that swept much of Mexico in the 16th century, and we heartily recommend their work here. In this essay, we are going to augment their arguments by having recourse to a well-loved example of a “cuddly” and tragic Indian, Ishi, the last of the Yahi tribe in the state of California in the United States. In this exercise, we don’t pretend to know everything about those members of a Stone Age tribe that was hunted to extinction by the whites. Insofar as any historical analogy is flawed ipso facto, here we will at least try to take the lessons from how the Yahi fought, their attitudes toward civilization down to the last man, and how the shape of their culture problematizes anarchist and leftist values held over from the Enlightenment. This essay hopes to show that the Yahi’s war against civilization was also indiscriminate, devoid of Western values of solidarity and humanism, and was a duel to the death with domesticated European life. In other words, it is a model for how many eco-extremists see their own war carried out from their individuality. Ishi, far from being a model “noble savage”, was the last man standing in a war against the whites waged with the utmost amount of brutality and “criminality” that the now extinct Yahi could muster.

The Yahi

On August 29th, 1911, a naked and starving brown man of around fifty years of age was found outside of a slaughterhouse near Oroville, California. The man was soon taken into custody and locked in the town jail. At first, no one could communicate with him in any known language. Soon, anthropologists arrived from San Francisco and found that the man was Yahi, the southernmost band of the Yana tribe, known locally as “Digger Indians” or “Mill Creek / Deer Creek Indians”. It had long been suspected that a small group of “wild Indians” still lived up in the inhospitable hill country of northern California. The anthropologists made arrangements to take the last “wild Indian” with them to San Francisco to live with them in their museum and teach them about his culture. Having found an (imperfect) Yana translator, they could not get a name from the Indian other than “Ishi”, the Yana word for man. And that is the name he was known by from the time of his capture until his death four and a half years later.

The Yahi were the southernmost branch of the larger tribe called the Yana found in northern California north of the town of Chico and the Sacramento River. Before the Europeans came, there were perhaps no more than 3,000 Yana on their traditional lands bordered by the Maidu to the south, the Wintu to the west, and the Shastan tribe to the north. They spoke a Hokan language the roots of which they shared with tribes throughout North America. As a tribe, the Yana in particular were much smaller than their neighbors, but still had a reputation for savagery towards their neighbors. There is also speculation that the Yana may have lived in the more productive lowlands first before being driven into the less hospitable hill country by their much larger and wealthier neighbors to the south in particular. As Theodora Kroeber comments in her book, Ishi in Two Worlds:

“The Yana were fewer in numbers and poorer in material comforts than were their valley neighbors, whom they regarded as soft, lax, and indifferent fighters. Like hill tribes in other parts of the world the Yana, too, were proud, courageous, resourceful, and swift, and were feared by the Maidu and Wintu peoples who lived in the lowlands.” (25)

M. Steven Shackley, in his essay, “The Stone Tool Technology of Ishi and the Yana,” elaborates concerning the Yahi relationship with their immediate neighbors:

“Because of having to live in such a marginal environment, the Yahi were never on good terms with any surrounding groups for any length of time. Regional archeological evidence suggests that speakers of Hokan languages, probably what could be called proto-Yana, lived in a much larger territory that included the upper Sacramento River Valley as well as the southern Cascade foothills until the ‘Penutian intrusion’ at some point 1000 years ago. These groups speaking Penutian languages were the ancestors of the Maidu and Wintu / Nomlaki who lived in the river valley at the time of Spanish and Anglo contact. Considerable violence is suggested at this time in the archeological record and the proto-Yana evidently did not move into a smaller, more marginal habitat willingly. Violence at the hands of outsiders was not new with the coming of the Anglos after 1850; the Yahi had maintained long-term enmity relationships with the groups speaking Penutian languages who had forcibly removed them from bottom land and surrounded them for some time.” (Kroeber and Kroeber, 190)

In general, however, the Yana lived as did most tribes, clinging to the cycle of the seasons and with little societal stratification. The one major difference among the Yana is that they had sex-duality in language, that is, a different form of the Yana language was used by each sex. As Theodora Kroeber explains,

“Infants of both sexes were cared for by the mother with an older sister or grandmother helping. Their first speech was that of the woman’s dialect, always spoken by women, and by men and boys in the presence of girls and women. As a boy grew older and was independent of nursing care, he was taken by his father or older brother or uncle wherever they were going, for longer and longer times each day. By the age of nine or ten, well before puberty, he was spending most of his waking hours in male company and was already sleeping in the men’s house. Thus, he learned his second language, the men’s dialect.” (29-30)

Kroeber explains that female speech was often a “clipped” speech, with male words having more syllables. Though women only used one dialect of the language, they knew the male variant as well. Theodora Kroeber speculates that far from being a linguistic curiosity, the strict division of speech may have made Yana culture far more intransigent to interference from the outside world. She writes, “There remains a psychological aspect of this language peculiarity which is not subject to proof, but which should not be dismissed. The surviving Yahi seem never to have lost their morale in their long and hopeless struggle to survive. Could the language have played a role in this continuing tension of moral strength? It had equipped its speakers with the habit of politeness, formality, and exact usage freighted with strong feeling for the importance of speaking and behaving in such and such a way and no other, a way which did not permit slovenliness either of speech or of behavior.” (ibid, 31)

Theodora Kroeber examines this aspect of Yana life later in her book when describing Ishi’s relationship with his first half-breed Yana interpreter, Sam Batwi:

“Ishi was a conservative whose forebearers had been men and women of rectitude; whose father and grandfather and uncles had carried with dignity and restraint the responsibilities of being principal men of their villages. Ishi’s own manners were good; Batwi’s smacked of the crudity of the frontier town, which was what he knew best and which, by the custom of the time, he knew from its least enlightened citizens… It may well be that upon first meeting, Ishi and Batwi recognized that they were from different strata of Yana society, Batwi’s the less well regarded..:” (153)

Most of Yahi culture was very similar to the indigenous cultures of California in general. The efforts of the men were centered on hunting game and fishing in the streams, particularly for salmon as seasonally available. The efforts of the women focused on gathering, storing, and preparation of acorns and other plants as a part of their staple diet. Anthropologist Orin Starn, in his book, Ishi’s Brain: In Search of America’s Last “Wild” Indian, states the following concerning the Yahi’s conservatism in particular (71):

“Yet the Yahi were also an ingrown community set in their ways. They may have intermarried with neighboring tribes (and sometimes kidnapped women in the mid-nineteenth century), but outsiders were absorbed into the Yahi way. Elsewhere in Native America before Columbus, there was volatility and change – disease, war, migration, cultural invention, and adaptation. In the Southwest, for example, the legendary Anasazi cliff dwellers suddenly vanished in the twelfth century, for reasons still debated. Over time, however, the Yahi showed more continuity and stability than these other groups. Relatively little modification occurred in fashioning spear points, laying out a camp, pounding acorns, or other routines of Yahi existence. By all appearances, Ishi’s ancestors followed more or less the same way of life of many centuries.”

As they were far north, snow and lack of food were often factors in the lean times of winter. Nevertheless, the Yana knew how to thrive on the land which they were given, as Kroeber summarizes in her picture of Yana life and its relationship with the seasons:

“Winter was also the time for retelling the old history of the beginning of the world and how the animals and men were made, the time to hear over again the adventures of Coyote and Fox and Pine Marten, and the tale of Bear and Deer. So, sitting or lying close to the fire in the earth-covered house, and wrapped in warm rabbitskin blankets, with the rain falling outside and the show moon bringing a light fall down Waganupa as far even as Deer Creek, the Yana cycle of changing seasons completed another full turn. As the food baskets emptied, one by one, and game remained hidden and scarce, the Yana dreams turned to a time, not far off, when the earth would be covered with new clover. They felt an urge to be up and about in an awakening world, while far away in the great ocean which they had never seen, the shining salmon were racing toward the mouth of the Sacramento River, their goal the Yana’s own home streams.” (39)

Starn also cites a chant sung by Ishi to the anthropologists summarizing Yahi fatalism. (42):

Rattlesnake will bite.

Grizzly bear will bite

and they will kill people.

Let it be this way.

Man will get hurt falling off rock.

Man will fall down when gathering pine nuts.

He’ll swim in the water, drift away, die.

They’ll fall down a precipice.

They’ll be struck by arrow points.

They’ll be lost.

He’ll have wood splinters get in his eye.

They’ll be poisoned by bad men,

They’ll be blind.

The Yahi at War

As could be expected, the invasion by Europeans could make even once peaceful tribes openly hostile to outright savage. As Sherburne F. Cook stated in his book, The Conflict Between the California Indian and White Civilization:

“The general effect of these events was to bring about a shift in the entire social horizon of the natives, particularly that of the Yokuts, Miwok, and Wappo. The disruptive forces, previously discussed with reference to their influence on population decline, had also the effect of generating an entirely new kind of civilization. To put it in essence: a peaceful, sedentary, highly localized group underwent conversion into a semiwarlike, seminomadic group. Obviously this process was by no means complete by 1848, nor did it affect all component parts of native masses equally. But its beginnings had become very apparent.” (228)

Nevertheless, not all Indians reacted energetically to the white Anglo invasion. The Maidu, the valley neighbors of the Yahi immediately to the south, seemed to have not put up much of a fight to the onslaught of whites coming onto their land, as one Maidu writer, Marie Potts, indicated:

“As more white men came, they drained the land. Ranches developed so fast that we, having had this country of mountains and meadows to ourselves, were left to become either laborers or homeless wanderers. Being peaceable and intelligent people, we adapted the best we could. Sixty years later, when we awoke to our situation and presented our case to the United States Land Commission, our claim was settled for seventy-five cents an acre.

There were no uprisings in Maidu country. The white settlers who came to our area were glad to have Indian labor, and the records show some fair dealing.” (Potts, 10)

As indicated above, the Yahi were hostile even to the Indian tribes around them, and brutally so. As Ms. Potts states concerning the Yahi’s relations with the Maidu:

“The Mill Creeks (Yahi) were what we called ‘mean’ people. They had killed a lot of our people, even little babies. They watched, and when our men were away hunting or working they attacked the helpless women and children and old people. One man returned once from hunting to find his wife dead and their baby lying on the ground, eaten by ants.

After the Mill Creeks had killed a number of whites, they found out that the whites were gathering volunteers for a raid to punish them. Therefore, they set up an alarm system to warn themselves, living as they were in the canyons of their rough, unproductive country.” (ibid, 41)

When the white settlers arrived in connection with the finding of gold in California in the late 1840’s and early 1850’s, they brought with them the modus operandi of “the only good Indian is a dead Indian”. There was no love lost between them and the Yahi, and the Yahi were persuaded to hone their austere and intransigent ways in a guerilla war of terror against the whites. Stephen Powers, writing in 1884, describes the Yahi in the following passage:

“If the Nozi are a peculiar people, these [the Yahi] are extraordinary; if the Nozi appear foreign to California, these are doubly foreign. They seem likely to present a spectacle which is without a parallel in human history – that of a barbaric race resisting civilization with arms in their hands, to the last man, and the last squaw, and the last pappoose… [They] inflicted cruel and awful tortures on their captives, like the Algonkin races. Whatever abominations the indigenous races may have perpetrated on the dead, torture of the living was essentially foreign to California.” (Heizer and Kroeber, 74)

The California anthropologist Alfred Kroeber further speculated concerning the warlike tendencies of the Yahi:

“Their warlike reputation may be due partly to the resistance offered to the whites by one or two of their bands. But whether the cause of this was actually a superior energy and courage or an unusual exasperation aided by a rough, still thinly populated, and easily defensible habitat is more doubtful. That they were feared by their neighbors, such as the Maidu, argues them a hungering body of mountaineers rather than a superior stock. The hill dweller has less to lose by fighting than the wealthy lowlander. He is also less exposed, and in time of need has better and more numerous refuges available. All through California, the plains peoples were the more peaceably inclined, although the stronger in numbers: the difference is one of situation reflected in culture, not in inborn quality.” (ibid, 161)

Jeremiah Curtin, a linguist studying California Indian tribes in the late 19th century, describes the “renegade” nature of Ishi’s tribe:

“Certain Indians lived, or rather lurked, around Mill Creek, in wild places somewhat east of the Tehama and north of Chico. These Mill Creek Indians were fugitives; outlaws from other tribes, among others from the Yanas. To injure the latter, they went to the Yana country about the middle of August, 1864, and killed two white women, Mrs. Allen and Mrs. Jones. Four children were also left for dead by them, but the children recovered. After the murders the Mills Creeks returned home unnoticed, carrying various plundered articles with them.” (ibid, 72)

One chronicler detailed a Yahi atrocity in the following passage:

“The killing of the Hickok children was in June, 1862. The Hickok children, two girls and a boy were gathering blackberries on Rock Creek about three-quarters of a mile from their home when they were surrounded by a number of Indians. They first shot the oldest girl, she was seventeen years old. When found she was entirely nude. They then shot the younger girl, but she ran to Rock Creek and fell with her face in the water. They did not take her clothing as she was in full dress when found. Just then Tom Allen came upon the scene. He was hauling lumber for a man by the name of Keefer. They immediately attacked Allen. He was found scalped with his throat cut. Seventeen arrows had been shot in him and seven had gone partly through so that they had to be pulled out the opposite side.”(ibid, 60)

Mrs. A. Thankful Carson, once a captive of the Mill Creeks or Yahi Indians, also described other instances of Yahi brutality:

“A boy about twelve years old was killed in a most barbarous way: they cut off his fingers, cut out his tongue, and were supposed to have buried him alive, but when he was found he was dead. On another occasion a man by the name of Hayes was out herding sheep. Some time during the day he went to his cabin and found it surrounded by fifteen Indians. They saw him coming: he turned and ran, but the Indians followed shooting arrows at him as he went from tree to tree. Finally they shot him with a gun through the arm. He managed to escape capture by a narrow margin.” (ibid, 26)

Another local chronicler, H.H. Sauber, described  the reasoning behind hunting the Yahi to extermination:

“Once they murdered three school children within ten miles of Oroville, and more than forty miles from Mill creek. Soon after, they killed a teamster and two cowboys in one afternoon, and were clear away and scudding through the hills loaded down with stolen beef, before anyone guessed that they had been out. Other victims, too numerous to mention, had fallen by their ruthless hands. In short they never robbed without murdering, even when the crime could aid them in no earthly way, in fact could only more inflame the whites against them.” (ibid, 20)

Alfred Kroeber echoed this sentiment in a 1911 essay on the Yahi, where he stated,

“The Southern Yana, or Mill Creeks, met with a much more romantic fate than their kinsmen. When the American came on the scene, took up their lands for farming or cattle raising, and at the point of the rifle drove them off if they interfered, as happened before ten years had elapsed after the first gold rush, the Mill Creeks, like so many of their brethren, resisted. They did not, however, after the first disastrous conflict taught them the overwhelming superiority of the white man’s firearms and his organization, tamely desist and accept the inevitable. Instead, they only hardened their undying spirit of tenacity and love of independence and began a series of vigorous reprisals. For nearly ten years they maintained unflagging warfare, destructive mainly to themselves, but nevertheless unparalleled in stubbornness, with the settlers of Tehama and Butte counties. Hardly recovered from one blow, the survivors would raid in another direction, and in such cases they spared neither age nor sex. Atrocities committed on white women and children roused the settlers’ resentment to the highest pitch, and every Indian outrage was more than requited, but still the diminishing band kept up the unequal struggle.” (ibid, 82)

Theodora Kroeber tries to temper these accounts with her own reflections on Yahi brutality and “criminality”:

“The Indians meanwhile took horses, mules, oxen, cows, and sheep when and where they could, wasting no part of these animals which were food and clothing to them. They made blankets and capes of the pelts, tanned the hides, and made ‘charqui’ or ‘jerky’ of such of the meat as was not eaten fresh. In other words, they treated the introduced animals as they did deer, bear, elk, or rabbit. They seem not to have realized that the animals were domesticated, the dog being the only domesticated animal they knew. They stole and killed to live, not to accumulate herds or wealth, nor did the Indians really understand that what they took was the private property of a single person. Many years later when Ishi was past middle age, he blushed in painful embarrassment whenever he recalled that by white standards he and his brother Yahi had been guilty of stealing.” (61)

Theodora Kroeber in her work does not seem to address the Yahi’s brutal style of warfare in depth, emphasizing the exigencies that they confronted during the massive white invasion into their lands.

Ishi

In spite of having “home field advantage” and an exceptionally energetic approach to attack on their enemies, the Yahi were gradually hunted down and destroyed until there were only a handful left. In 1867 or 1868, a massacre at Kingsley Cave killed 33 Yahi men, women, and children, which was the last major blow by the whites to the last wild Yana. As Theodora Kroeber states,

“Ishi was a little child of three or four years old at the time of the Three Knolls massacre, old enough to remember terror-fraught experiences. He was eight or nine when the Kingsley Cave massacre took place, old enough, possibly, to have taken some part in the cleaning up of the cave and in the ritual disposition of its victims. He entered the concealment in which he would grow up at not more than ten years of age.”  (ibid, 91)

With the open military defeat of the Yahi, the savage began a time of concealment, which A.L. Kroeber would classify as, “the smallest free nation in the world, which by an unexampled fortitude and stubbornness of character succeeded in holding out against the tide of civilization twenty five years longer even than Geronimo’s famous band of Apaches, and for almost thirty five years after the Sioux and their allies defeated Custer.” (Heizer and Kroeber, 87)

The remaining Yahi hid, hunted, gathered, and stole all that they could under their difficult circumstances. They lit their fires in ways that could not be seen from far distances, they had their settlements not distant from where whites would normally travel and frequent. Soon their presence became a rumor and then a mere legend. That is, until a few years before Ishi walked to civilization, their camp was found near Deer Creek in 1908. Ishi and some remaining Indians escaped, but within three years, Ishi was all alone, which made up his mind for him to walk to the enemy where he was sure that he would certainly be killed, as had the rest of his people.

By 1911, however, through the victors’ problematic benevolence, Ishi went from a sworn enemy to a minor celebrity, moving to San Francisco and having a constant stream of visitors coming to the museum where he stayed. People were fascinated by this man who was the last true Stone Age person in North America, someone who could knap and carve his own tools and weapons from stones and sticks. Ishi made “peace” with civilization, and even made friends. He developed his own preferences for foods and other goods, and meticulously kept his property as he had when he lived nearly forty years in hiding. Nevertheless, within less than five years of arriving in civilization, Ishi the last Yahi succumbed to perhaps one of the most civilized diseases of all: tuberculosis.

Nevertheless, there were some rather interesting details that are rather indicative of Ishi’s attitude towards life in civilization. Ishi refused to live on a reservation, and chose to live among the whites, in the city, far from the corrupt Indians who had long ago given into the vices of civilization. As T.T. Waterman stated in one indirect reference to Ishi in a journal article that he wrote,

“It has always been supposed that remnants of several tribes made up these Mill Creek renegades. From what we have recently learned, it seems unlikely that there was more than one tribe involved. In the first place, the only member of this hostile group who has ever been questioned [i.e. Ishi], expresses the liveliest dislike for all other tribes. He seems, and always has seemed, more ready to make friends with the whites themselves, than with the neighboring groups of Indians. In the second place, all the other Indian tribes of the region profess the liveliest horror for the Yahi. This awe extends to even to the country to-day which the Yahi frequented. Even the Yahi and the Nozi, though they spoke dialects of one language (the so-called Yana) express the most unrelenting hostility to each other. In other words, the Indians who lurked about in the Mill Creek hills for several decades after the settlement of the valley, were probably the remnant of a comparatively pure group, since there was little likelihood of intermixture.” (Heizer and Kroeber, 125)

[It should be noted here that Orin Starn rejects the idea of the ethnic purity of the Yahi in the historic period, but gives no real reasoning behind it (106). This theme will be discussed below.]

In his voluntary captivity in civilization, Ishi was noted for his sobriety and equanimity toward those around him, devoted to the duties assigned to him at the museum at which he lived, and also to showing the manufacture of artifacts he used for survival. Theodora Kroeber describes Ishi’s general attitude toward his civilized surroundings,

“Ishi was not given to volunteering criticism of the white man’s ways. But he was observant and analytic, and, when pressed, would pass a judgment somewhat as follows. He approved of the ‘conveniences’ and variety of the white man’s world – neither Ishi nor any people who have lived a life of hardship and deprivation underrate an amelioration of those severities, or scope for some comforts and even some luxuries. He considered the white man to be fortunate, inventive, and very, very clever; but childlike and lacking in a desirable reserve, and in a true understanding of Nature – her mystic face; her terrible and her benign power.

Asked how he would, today, characterize Ishi, [Alfred] Kroeber says, ‘He was the most patient man I ever knew. I mean he has mastered the philosophy of patience, without trace either of self-pity or of bitterness to dull the purity of his cheerful enduringness.’ His friends all testify to cheerfulness as a trait basic to Ishi’s temperament – a cheerfulness which passed, given half a chance, into a gentle hilarity. His was the way of contentment, the Middle Way, to be pursued quietly, working a little, playing a little, and surrounded by friends.” (239)

For the eco-extremist or anti-civilization perspective, Ishi’s latter years appear problematic, even contrary to the desired narrative. Even Theodora Kroeber uses Ishi’s seeming magnanimity as graciously accepting defeat and accepting the ways of the white man to be a supporting of the ideas of humanism and progress (140). However, this is a mere matter of interpretation. One cannot judge a person who lived forty years in hiding, seeing all of his loved ones die either violently, of age, or of illness, and pass judgment especially when he was at the point of starvation and death. Through it all, Ishi clung to the dignity and sobriety that is, ironically enough, the essence of Wildness as Ishi saw it. Most of all, however, Ishi bore witness to that Wildness, he communicated it, and shunned those who had turned their back on it and embraced the worst vices of their conquerors. As the editors of Revista Regresión stated in their own reply concerning the Chichimecas who “surrendered” to the whites in the 16th century in the article, “On Ritual Magazine”, “San Luiz de la Paz in the state of Guanajuato is the last registered Chichimeca settlement, specifically in the Chichimeca Missionary Zone. Here can be found the last Chichimeca descendants, the Chichimeca Jocanes, who preserved from generation to generation the memory of the conflict that threatened the Viceroyalty during those years. A member of RS was able to engage in conversations with some of the people of this town. We will keep these sources anonymous so as not to have them associated with our ecoextremist group. Those involved in these conversations confirm the fierceness of the ChichimecaGuachiles and proudly emphasize their warlike past. They mentioned that, with the defeat of the last hunter-gatherer nomadic savage tribes, the surviving Chichimeca bands decided to concede and show the Spanish that they now followed the foreign religion; that they adhered to the new commandments and would adapt themselves to sedentary life. They only did this in order to preserve their language, their traditions, and beliefs. The elders as well as the shamans (madai coho), who came down from the mountains after many years of war with peaceful intentions, nevertheless decided to live apart so that their stories and customs would not be erased from memory. Thus they would be preserved as a legacy for coming generations.”

If it were not for Ishi’s walking into civilization instead of choosing to die in the wilderness, we would not know his story, or the story of the last free band of wild Indians in North America. Thus, even in defeat, Ishi’s “surrender” is truly a victory for Wild Nature, one that can inspire those who come after him to partake in similar struggles according to our own individuality and abilities.

It should be noted by way of a postscript that many “revisionist” historians see Ishi’s history as much more complicated than the initial story told by the anthropologists who found him. Some scholars think that because of his appearance and how he knapped his stone tools, Ishi may have been racially Maidu or half-blooded Maidu – Yahi. This would not be surprising as the Yahi often raided surrounding tribes for their women (Kroeber and Kroeber, 192). Linguists have found that Yahi had many Spanish loanwords, postulating that some in Ishi’s band had left the hills in the not-too-distant past and worked for Spanish ranchers in the valley, only to return to the hills once the hostile Anglos came. Though self-preening scholars think they are finding nuance in the Yahi story, in reality many of their insights were in the original reports, even if not emphasized.

Further, Starn himself, otherwise quite the revisionist, admits the possibility that Ishi and his band remained hiding in the hills due to a notable conservatism in their way of life and worldview:

“That Ishi was here so detailed and enthusiastic [in re-telling Yana tales], Luthin and Hinton insist, evinced his ‘clear reverence and love’ for traditional Yahi ways, however difficult life was for the last survivors in the confines of the inaccessible parts of the foothills. Besides their fear of being hanged or shot, the decision made by Ishi and his little band not to surrender may also have measured attachment to their own way of life – a steaming bowl of acorn stew on a chilly morning, the gorgeous starry nights, and the reassuring rhythm of the seasons.” (116)

Lessons from the Yahi War

I have meandered from the original point of this essay but I have done so purposefully. The intention has been to let Ishiand the Yahi, the last wild tribe in North America, speak for themselves, instead of engaging in simple polemics where sloppy sloganeering replaces real in-depth attention to a subject. What is clear is that the Yahidid not wage war as Christians or liberal humanists. They slaughtered men, women, and children. They stole, they attacked in secret, and they fled into the shadows after their attacks. They were not well-liked even by their fellow Indians, those who should have been just as hostile to civilization as they were. And the prospect of certain defeat did not stop them from escalating their attacks until there were few of them left. Once that point was reached, they literally held out to the last man. In that, eco-extremism shares or at least aspires to many of these same qualities.

The Yahiwere a perfect example of what the eco-extremist seeks as outlined in the editorial of Regresión4:

“Austerity: This decadent society makes us want stuff that we don’t need, though some refuse to see this and are enslaved by the endless pursuit of more trinkets. The majority of people are trying to keep up with the Joneses, they dream of making it big, of having the latest gadgets and comforts, etc. For us, all of that is an abomination. Simplicity: making do with what you have and rejecting civilized vices regarding coveting unnecessary things. These are well-known traits of the ecoextremist individualist.”

The Yahi, like many of the Chichimeca tribes of what is now Mexico, lived in “inhospitable” hill country at odds with their more affluent and numerous neighbors in the lowlands; this was the case even prior to the arrival of the Europeans. These neighbors, notably the Maidu, did not fight back against civilization because their relatively affluent life made them more conducive to accepting the civilized way of life. Unlike the Mesoamerican kingdoms, the Maidu did not know agriculture, but they were nonetheless already “domesticated” on one level.

It was the harsh and Spartan culture of the Yahithat strengthened their opposition to the Europeans, even when the latter showed superior power, even when it was clear that it was a war of extermination that they would likely lose. They redoubled their efforts and fought their own war of extermination to the best of their ability, sparing neither women nor children. Through cunning, guile, and a superior knowledge of the landscape, they waged a campaign of terror on the whites, a campaign that confounded all who studied the indigenous tribes of the region. Even other Indians feared them (just as other people who say they oppose civilization excommunicate the eco-extremists) as they did not divide the world into neat dichotomies of Indians vs. whites. To them, those who were not with them were their enemies and were treated as such.

The Yahi’swar was thus indiscriminate and “suicidal”, just as the eco-extremist struggle aims to be. “Indiscriminate” in the sense that it is not driven by humanistic or Christian considerations. It didn’t take into consideration who may have been “innocent” or “guilty”: it attacked all non-Yahi, all who had surrendered to the genocidal ways of the white man. The Yahiweren’t aiming to make friends with other tribes: even when Ishienters civilization, he refuses to associate with the Indians of his region who surrendered so easily to white civilization. To preserve his dignity, he preferedto stay with his conqueror rather than with the conquered. The Yahiwar was “suicidal” in that it took no consideration of the future: it aimed to live free in the here and now, and to attack those who were attacking them, without weighing the cost. That is because their way of life was forged on the margins on hostile lands,

and much of their dignity centered on attack on those who they considered soft and inauthentic. There was no future for the Yahiin civilization because there was no room for compromise with civilization.

Here I will speculate (purely based on my own opinion) as to why someone would adopt eco-extremist views in our context. Of course, there is much anger, perhaps even rage, involved. I imagine that there would need to be to carry out these actions. However, what does the eco-extremist love? Modern humans are so alienated from Wild Nature, so callous to a way of life where they don’t depend on civilization for their every need, that they lament someone being wounded by an exploding envelope, yet shrug off, or even endorse, the destruction of a forest or a lake or a river for the benefit of civilized mankind. They’re so numb to their own nature that they think that Nature itself is a product of their own ingenuity, that trees only fall in the forest so that they can hear them, and that the sine qua non of life on Earth is the continued existence of eight billion hungrier and ever greedier people. If anyone is blinded by hate, it is the humanist, the leftist, and the apologist for “law and order” who makes their own existence the non-negotiable condition for the continuity of life on Earth. If given the choice between the destruction of the planet and their own beloved abstraction called, “humanity”, they would rather destroy the world than see humanity fail.

What is even sorrier is that most civilized humans won’t even be thankful for the noble sentiments of the anarchist and the leftist. To them they will just be snot-nosed bomb throwing punks who should chill out, go to the football game, and stop bothering others with their politics or solidarity. The leftist / anarchist has Stockholm syndrome for masses who will never listen to them, let alone allow them to win them over. They want to be seen in a good light by society, even though society will never pay them any heed, let alone like them. They refuse to see society as the enemy, and that’s why they’ll perish along with it, not knowing why the dream of the Enlightenment failed, why all men will never be brothers, why the only thing in which civilized humans are equal is in their complicity in the destruction of Wild Nature. They aim to be the star pupils of civilization but will always remain the miscreants, the outsiders, the dirty anarchists who need to get a job.

Eco-extremism will grow because people know that this is the endgame. Indeed, from Muslims to Christians to all sorts of other ideologies, apocalypse is in the air, and nothing can stop it. That’s because civilization is a death wish, and always has been. It knows that man cannot be dominated, that the only way to make him submissive is to turn him into a machine, to mechanize his wants and needs, and to remove him further and further from the chaos within himself that is Wild Nature. In this sense, the spirit of Ishiand the Yahiremains, it will always resurface when you least expect it, as a tendency and not as a doctrine, as a cry that fights today without fear for tomorrow. Eco-extremism will have no end because it is the savage attack, the “natural disaster”, the desire to let the fire burn and to dance around it. The anarchist recoils and the leftist fears, because they know that they can’t defeat it. It will continue, and consume everything. It will burn up utopias and the dreams of civilized futures and leave only Nature in its place. For the eco-extremist, that is a cause of rejoicing and not of horror.

-Chahta-Ima

NanihWaiya, Spring 2016

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Works Cited

“The Physical and Demographic Reaction of the NonmissionIndians in Colonial and Provincial California” in Cook, Sherburne F. The Conflict Between the California Indian and White Civilization. Berkeley: University of California Press, 1976.

Heizer, Robert and Kroeber, Theodora (Editors). Ishithe Last Yahi: A Documentary History. Berkeley: University of California Press, 1979.

Kroeber, Karl and Kroeber, Clifton (Editors). Ishiin Three Centuries. Lincoln: University of Nebraska Press, 2003.

Kroeber, Theodora. Ishiin Two Worlds. Berkeley: University of California Press, 1976.

Potts, Marie. The Northern Maidu. Happy Camp, CA: NaturegraphPublishers Inc. 1977.

Starn, Orin. Ishi’sBrain: In Search of America’s Last “Wild” Indian. New York: W.W. Norton & Company, 2004.

(en-es) Oka

Texto en inglés y en español de “Chahta-Ima” sobre el reciente acontecimiento del 14 de Marzo en el Museo del Nativo Americano en Louisiana, la fuertes lluvias lo han inundado, haciendo que el agua destruya las vidrieras que protegían utensilios primitivos de hace mas de 100 años y se los llevara desapareciéndolos entre las aguas, es como si la Naturaleza Salvaje los hubiera reclamado.

Como escribe el autor: “El Agua es paciente, pero el Agua siempre gana”.


The Native American Museum of Cassidy Park in Bogalusa, Louisiana was a small museum housed in one large room but with an impressive display of artifacts from various indigenous cultures from around what is the present day United States.  An assortment of baskets, arrowheads, beads, and even a traditional Choctaw dwelling made of palmetto leaves were available to the public to examine and read about. The museum website states the following:

“Presently on exhibit at the Native American Culture Museum is an impressive collection of bannerstones and birdstones dating as far back as 8000 BC. You’d be hard-pressed to find a better display of these amazing artifacts anywhere else in the state! We continue our exhibit of trade beads and peace medals along with a palmetto hut and everyday items used by the Native Americans.”

Driving to the park with my family, I entered an impoverished but still vibrant landscape. Here, the green of trees and bayous struggles with the decay of civilization that grinds the inebriated masses into a stupor. They live on top of the land, they walk through it, yet they destroy it. Right across the street from the museum is a refinery or mill of some sort, billowing plumes of smoke into the air. The people live here and they don’t, they live nowhere, on television, on the Internet, in fantasies of getting rich or getting laid or getting high. Yet they celebrate the cultures that they have succeeded, or better said, that they buried, in that one room museum; displaying trinkets left by ghosts who disappeared long ago.

Or at least they did. “It became a rushing rapid,” read one local headline.

Leaving the museum, I went to examine the Boga Lusa (“Dark Water”) Creek. It was modest by Louisiana standards, though it held ruins of what appeared to be a dam. The water flowed around the remnants of this structure, making a small rapid. It appeared ominous, and it was. For only some weeks later, Nature sent great waters from the north, filling the creek and overflowing its banks, covering the whole park and the surrounding streets in a gushing river.

“When the glass broke out of the windows, the whole exhibit went out the door.” All of the belongings of the dead, that which they used to hunt, to carry food, and to worship, were washed away by the water, down towards the other rivers, the Bogue Chitto (“Wide River”), the “Bogue Falaya” (Long River), and into Okwa’ta (The Great Water). Was that room a tomb or a prison? Was this destruction or liberation? Does it matter?

I have to admit that looking at the footage of the waters sweeping over the park where I and my family once played, a sinking feeling came over me. It was the confrontation between my own individuality and that of my loved ones with the force and power of Nature. Where I grew up, it was fire and earth that were dominant, with the waters of the Pacific Ocean present at some distance. There the Earth shook and fire would take homes and buildings into its destructive embrace. Here, in the Great Circle of the Choctaw, it is water that dominates: it carves out, levels, and gives life. In it dwell snakes and alligators, mosquitoes and diseases that decimated
the whites who first settled here. By it civilized men erect their homes and buildings, they drill for oil and throw in their garbage. But one thing is certain: you can’t stop the water. It will keep coming, it will roll over and reclaim what belongs to it.

It is just a matter of time. The waters will rise and all that civilized people will do here is reach for more money, strike out against their neighbor and drown in the endless pursuit of more. It’s just a matter of time, for water brings all things down low. The water is patient, but the water always wins.

-Chahta-Ima

Nanih Waiya
Spring 2016


Oka

El Museo de Los Nativos Americanos de Cassidy Park en Bogalusa, en el estado de Luisiana, fue un museo pequeño en una sala grande que sin embargo, tenía piezas de varias culturas de pueblos originarios de todo el EE.UU. Había varios canastos de paja, puntas de flechas, cuentas, y aun una choza tradicional de los indios “choctaw” hecha de hojas de palma, que el público podía admirar. Según el sitio de Internet del museo:

“Actualmente se presenta en el Museo de Los Nativos Americano una colección impresionante de ganchos y piedras en forma de pájaro que se fabricaron alrededor de 8000 años A.C. Sería bastante difícil encontrar piezas tan extraordinarias en ese estado. Continuamos con las exhibiciones de abolorios de trueque y medallas de paz, y también una choza de palma u otros artefactos cotidianos de los indígenas.”

En un viaje hacia el parque con la familia, entré en un paisaje empobrecido pero animado. Lo verde de los árboles y los pantanos chocan con la degradación de la civilización que oprime a las masas embriagadas hacia el aturdimiento. Viven encima de la tierra, caminan sobre ella, pero la
destruyen. Casi al otro lado de la calle se encuentra una fábrica de refinería de petróleo que escupe humo al aire. Las personas aquí no viven en ningún lugar, sino viven en el Internet, en las fantasías de enriquecerse o tener sexo o intoxicarse. Celebran las culturas de los antepasados, sí, las culturas que enterraron en el olvido, en ese museo de una sola sala, que exhibe dijes de fantasmas que desaparecieron hace mucho tiempo.

Bueno, eso se hacía antes, por lo menos. “Se devolvió de golpe en rápidos,” se leía un titular.

Saliendo del museo, fui a observar el arroyo que se llama “Boga Lusa” (Agua Oscura). Es bastante modesto para ser un rio pequeño en Luisiana, pero tenía las ruinas de lo que parecía había sido una presa. El agua fluyó alrededor de la estructura, haciendo unos pequeños rápidos. Me inquietó un poco, y con razón. Puesto que algunas semanas después, la Naturaleza mandó muchas aguas desde el Norte, llenando el arroyo hasta inundar los alrededores, cubriendo todo el parque y las calles cercanas, creando un rio impresionante.

“Cuando se quebraron los vidrios, toda la exhibición se escapó por la ventana.” Todas las pertenencias de los muertos, las que usaban para cazar, transportar comida, y dar culto, fueron llevadas por el agua hacia los otros ríos, “Bogue Chitto” (El Rio Ancho), “Bogue Falaya” (El Rio Largo), hacia Okwa’ta (El Agua Grande). ¿La sala era sepulcro o prisión? ¿Fue esto destrucción o liberación? ¿Importa la diferencia?

Tengo que confesar que la escena de las aguas destruyendo el parque donde jugué con la familia alguna vez me perturbó un poco. Aquí me encuentro con mi propia individualidad y la de mis familiares chocando con la Fuerza y Poder de la Naturaleza. En mi tierra natal, el Fuego y la Tierra dominaban, con las aguas del Océano Pacífico a cierta distancia. Allá, la Tierra temblaba y el Fuego consumió casas y edificios con su abrazo destructivo.
Aquí, en el Gran Circulo de los Choctaws, el Agua domina: esculpe la tierra, aplana todo, y da la vida. En ella viven las serpientes y los caimanes, mosquitos y las enfermedades que mataban a los primeros europeos que vinieron aquí. Aquí los hombres civilizados erigen sus casas y sus edificios, hacen perforaciones petrolíferas, y tiran basura. Una cosa se sabe de todos modos: nadie puede detener al Agua, nunca la detendrán, vendrá y lo destruirá todo, y reclamará todo lo que le pertenece.

Solamente es una cuestión de tiempo. El Agua se levantará y los civilizados no podrán hacer más que ganar más dinero, pelearse con el vecino, y ahogarse en el proceso de obtener más cosas. Solamente es una cuestión de tiempo, porque el Agua arrasa todo. El Agua es paciente, pero el Agua siempre gana.

-Chahta-Ima

Nanih Waiya
Primavera 2016

Dialogo Primitivo (Selknam)

Transcripción del capítulo II del libro de Anne Chapman, dividido en dos partes y bajo otro título. Nos presenta una “conversación” entre la antropóloga y algunos de últimos descendientes Selknam de Tierra Del Fuego. Entre ellos las ancestrales Kiepja y Angela Loij. Articulo Tomado del muerto “Tierra Maldita”:

Primera parte: Vida

Anne Chapman: Kiepja, más conocida como Lola, murió a fines del invierno de 1966 en Tierra del Fuego. Con ella desapareció todo testimonio directo de una cultura milenaria, la de un pueblo paleolítico de cazadores-recolectores.
Aunque es más conocido como ona, el nombre de su grupo es selk’nam. Kiepja nació bajo una tienda de cuero de guanaco.Tenía más de noventa años cuando murió. De los pocos sobrevivientes de su grupo, ella era la de mayor edad. En su juventud se vestía con pieles de guanaco. Acampaba con su familia en playas, lagunas y bosques. Participaba en las ceremonias tradicionales. Anciana y sola, Kiepja se identificaba aún con su pueblo. Le gustaba hablar su propio idioma aunque sabía expresarse en español. Era una persona de excepcional riqueza, apasionada, sensible, inteligente. Poseía un profundo conocimiento del misticismo y de la mitología de su pueblo. Era chamán, la última chamán selk’nam. Heredó su poder sobrenatural de un tío materno, quien le transmitió su espíritu en un sueño. Kiepja se ejercitó durante años para adquirir suficiente fuerza de concentración y lograr acceder al “más allá”, como tradicionalmente se hacía. Al final de su vida, cuando la conocí, parecía realmente feliz al evocar con sus relatos y cantos su antiguo modo de vida. Pero sabía que éste había desaparecido para siempre.

Kiepja (canta):

Estoy aquí cantando, el viento me lleva,
estoy siguiendo las pisadas de aquellos que se fueron.
Se me ha permitido venir a la montaña del poder.
He llegado a la gran cordillera del cielo, camino hacia la casa del cielo.
El poder de aquellos que se fueron vuelve a mí.
Yo entro en la casa de la gran cordillera del cielo.
Los del infinito me han hablado.

Chapman: El modo de vida de los selk’nam es el más antiguo de la humanidad, la edad de los útiles de piedra, del arco y la flecha, el Paleolítico. Durante miles de años la humanidad estuvo esparcida por el mundo en pequeños grupos de cazadores, hasta que algunos comenzaron a cultivar la tierra. Sin embargo, no todos se convirtieron en agricultores. Ciertos grupos continuaron siendo cazadores, aún hasta el siglo pasado.Tal fue el caso de los selk’nam, cuyo recuerdo guardan los contados descendientes que viven en la Isla Grande, Tierra del Fuego, Argentina.

Luis Garibaldi Honte es el único que disfrutó de cierto desahogo económico.Tuvo un cargo de mucha importancia en la construcción del primer camino que atravesó la cordillera fueguina. Fue policía; ahora se dedica a la crianza de ovejas.

Luis Garibaldi: Yo hasta la edad de ocho o nueve años estuve en el clan.Y me sentía más feliz en aquel tiempo con un quillango de cuero y no con vestido de lana como estoy hoy. Entonces yo vivía con mi abuela y mi abuela hacía sus giras con sus familiares por la parte norte de la isla, y después volvíamos a Harberton otra vez, la estancia del misionero Bridges, que mayormente yo me crecí después ahí, en esa estancia. Y ahí me tomé el sistema de los europeos, civilizándome, creyendo que iba a ser civilizado [ríe] y hasta hacerme ya un hombre, un muchacho de doce o trece años, empecé a trabajar. Después más adelante, después cuando fui hombre grande, ya vine, me tomaron acá la policía, para gendarme, y estuve de gendarme. Ya conocía bastante las letras, entonces, me ponía a leer y escribir, tenía necesidad de saber.

Chapman: Angela Loij fue de madre y padre selk’nam. Fue sobre todo gracias a ella que pude continuar mi estudio de la cultura selk’nam, después de la muerte de Kiepja.

Angela Loij: No, no sé mi edad, ninguna cosa. El año no está escrito. Tiene que pedir mi bautismo, pero año no hay, no está. No pusieron.

Garibaldi: Linda mujer, ¿no?, úliche quiere decir bonita. Lindo cuerpo, lindas facciones. Y muy andariega, caminaba mucho. Después cuando se casó con un primo mío, anduvo por el lago [Fagnano], por Buen Suceso. Por todo recorrió por ahí.

Angela: Nosotros estuvimos viviendo como casi doce años, cuando éramos jóvenes. Anduvimos por todos lados, pero ahora no; ahora estamos, ya no. El [marido] me da casa: usted vive acá hasta que muere y después yo recojo mi casa dice. Por eso yo digo, estoy tranquila.

Chapman: Cuando Angela nació, a comienzos del siglo, los blancos ya habían destruido el modo de vida indígena. Pero Angela creció entre su gente, y convivió muchos años con las ancianas indígenas en la misión salesiana de Río Grande. Creo que Angela se sentía selk’nam aunque era demasiado tarde para ser selk’nam. Angela murió repentinamente en mayo de 1974, en Río Grande.
Francisco Minkiol fue domador de caballos. A los veintiocho años quedó paralizado de las piernas, por un accidente de trabajo.

Angela: El estaba amansando por no sé qué estancia fue, acá por Río Gallegos, por ahí. Ahí se quedó válido [inválido] este hombre, si esos caballos ariscos, lo voltearía y una mala caída, ya quedó así, quedó válido, para siempre. ¡Cuánto tiempo ya! No le podían hacer nada; volvió p’acá; él dice que pidió Tierra del Fuego pa’que muera acá. El dijo que voy a morir en mi tierra, yak haruwen chesken.Voy a morir en mi tierra. No quería morir allá; él quiere morir en su tierra nomás, porque no tiene familia él, nada. Igual que yo, no tengo nadie.

Chapman: Pancho Minkiol murió a fines de 1970 en el Hospital Regional de Río Grande.

Federico Echeuline: Nosotros con Pancho, en la estancia Ruby, domamos tres temporadas juntos. Treinta potros ariscos pa’ domar arriba y corcovean…

Chapman: Federico Echeuline ha trabajado toda su vida en las estancias de la isla. Se parece más a su padre, un noruego, que a su madre selk’nam. Otro descendiente selk’nam, Alfredo Rupatini, vivía en Río Grande.

Alfredo Rupatini: Y obligado tengo que estar en Río Grande. Por razones de salud tengo que estar acá. Estoy en un tratamiento largo [sufría de tuberculosis] y no, esto no, no anda acá. Es muy cansador. El invierno por su intenso frío y es la costumbre de uno de vivir en el monte, vivir sin ruido sin nada. Uno no está acostumbrado como por ejemplo yo nací en zona de bosque [por el Lago Fagnano] y nací y crecí en zona de bosque. Ah [pero], el mar es divino el mar sí. El mar, los ríos son preciosos acá. Sí.

Chapman: Alfredo murió en Ushuaia en mayo de 1973. Enriqueta Varela de Santín, de padre español y madre indígena, vive en la cabecera del Lago Fagnano y en Ushuaia,Tierra del Fuego. Es una artista y madre de muchos hijos.

Enriqueta Varela: Los animales me gustan. Toda la naturaleza me gusta. Me pongo un buen rato fijándome y el que me gusta lo hago. Hago el guanaco, el pingüino, el cormorán, el biguá. La verdad es que me gustan todos.

Chapman: Otras mujeres de ascendencia selk’nam: Rafaela Ishtón y Rosario Imperial. Otros hombres: Segundo Arteaga y Alejandro Cortés, son trabajadores de estancias. Esta es la última generación de este pueblo, pueblo que desapareció a causa de su encuentro con la civilización occidental.
Excavaciones hechas por los arqueólogos demuestran que la Isla Grande fue habitada por pueblos cazadores hace unos nueve mil años. Pero no se sabe cuándo los selk’nam llegaron allí. Eran parientes de los tehuelches, de los famosos “gigantes patagónicos”, habitantes de la Patagonia, en el sur de Argentina. Según sus tradiciones llegaron a la Isla Grande tras la caza de guanacos, cuando aún estaba unida al continente [Primera Angostura]. Según esas tradiciones habían llegado a pie. Y, en efecto, los selk’man no eran navegantes.

Angela: Karukinka esa tierra que está por allá lejos. Sí, ésa es karuk Estaría junta la tierra, sí [la Isla Grande con el continente], porque estaban cazando guanaco esa gente [los antiguos selk’nam], venían unas cuantas familias y llegarían donde estaba la tierra, creo [en] aquellos tiempos, años, siglos ya. Quedaron aislados ahí [en la Isla Grande]. Por un terremoto habrá sido que quedaron aislados en esta tierra. Pero éste [hace] siglos de años. Quedaron, hasta que aumentaron mucho. Sí, mucha gente. Ahí quedó karuk, sola sí. Karuk.

Chapman: Los selk’nam cazaban guanacos, la base de su alimentación. Utilizaban las pieles para vestirse y los cueros para sus carpas. Además cazaban roedores, zorros y pájaros, focas y lobos marinos. Comían también ballenas varadas. Las mujeres recogían hongos, bayas, huevos, moluscos. Todos pescaban por las playas en los ríos y las lagunas. Su comida, por lo tanto, era variada y rara vez padecieron hambre. Su única bebida era el agua.
Cuando cambiaban de campamento, las mujeres cargaban los pesados cueros con todos los enseres del hogar y, encima de la carga, las criaturas. Los hombres guiaban la marcha, de un campamento a otro, llevando solamente el arco y las flechas, alertas para rastrear a los guanacos. Los selk’nam vivían en grandes familias patrilineales. Cada familia tenía su propio territorio. La suya era una sociedad sin jefes.

Garibaldi: Porque no había ninguna autoridad máxima entre los onas. Había un hombre que más o menos dirigía así nomás, sin autoridad. Por ejemplo, en la caza de guanacos, era un cazador famoso, un hombre guapo. Entonces él dirigía [decía a los compañeros]: bueno, hoy vamos a cazar acá, usted va allá, usted allí, yo voy acá con fulano. Entonces así cazaban [entre varios] en distintos lugares.

Chapman: En cada generación se destacaban hombres sabios, los “padres de la palabra”, guardianes de la tradición. Las reglas morales eran transmitidas de generación en generación, mediante una ceremonia durante la cual los jóvenes varones eran iniciados a la vida de adultos. El nombre de la ceremonia era Hain. Después, en tiempos recientes lo llamaron “colegio”. Este y otros muchos aspectos de su modo de vida fueron documentados por Martin Gusinde en una obra monumental [1919-1925].

Garibaldi: En el Hain, donde se hacían las ceremonias éstas que salen acá en las fotografías del Klóketen [en el libro de Gusinde], que le decían Klóketen.

Federico Echeuline: Klóketen era como un alumno que está en el colegio, estudiando. Pero [para] ellos no era estudio, sino [era] para que sea alentado, que tenga energía para trabajar, para levantarse [en la mañana].

Chapman: La ceremonia tenía lugar cuando había bastantes jóvenes adolescentes y abundancia de caza. Muchas familias se reunían para celebrar este rito que duraba muchos meses.

Federico: Bueno, ahí tomaban al colegial, lo extendían bien y bien pintadito, colgado de un árbol, y allí le empezaban correr la tiza que hacían ellos, bien rojo, lo pintaban al klóketen, y ya lo llevaban al colegio.

Garibaldi: Y bueno, allí lo que nos decían en primer lugar, que había que respetar a los hombres mayores que uno. Y a las mujeres, no hacerles chistes ni bromas a las mujeres, especialmente.

Federico: Y esperar cuando lo inviten a comer, esperar, no agarrar lo ajeno ni atreverse comer pronto, antes que los viejos. Primero los viejos, después él. Ser trabajador y obediente, a cualquier persona y saber respetar, desde el más chico hasta el más grande, saber respetar.

Garibaldi: Respetar. A nosotros nos enseñaban todo eso; cómo hay que comportarse con la gente, con los ancianos, con las mujeres, con los chicos, con los hambrientos, con los inválidos.Todo eso lo sabemos porque ahí en el Hain nos lo enseñaban todo eso.Y siempre dar lo mejor que uno tiene; no dar lo peor que uno tiene, sino lo mejor, dejarse lo peor para sí mismo. Eso nos enseñaban ahí.

Chapman: En la gran choza ceremonial lejos del oído de las mujeres, los mayores revelaban el secreto del Hain a los jóvenes. El secreto tenía que ver con el primer tiempo del mundo, con el matriarcado, cuando las mujeres dominaban a los hombres. Esto lo lograron mediante un engaño que era el secreto de ellas, el secreto del Hain. Se disfrazaban de espíritus con máscaras y el cuerpo pintado o tapado. Así mantenían a los hombres humillados, según el mito. Hasta que un día un hombre descubrió que los espíritus eran mujeres. Ultrajados, los hombres mataron a todas, salvo a las niñas inocentes.Y así los hombres se apropiaron del secreto del Hain, disfrazándose ellos de espíritus. Desde aquel entonces los hombres dominan a las mujeres. Así se originó la sociedad patriarcal.

Federico: Era un secreto guardado para contra las mujeres.

Garibaldi: Por eso existen estas figuras, esas imágenes [los espíritus del Hain en el libro de Martin Gusinde].

Federico: Y hacían máscaras, máscaras para taparse la cabeza y todo, los ojos, para hacer que eran como duendes.Tienen que ir cubierto todo, todo, bien tapado, para que las mujeres no los reconozcan.

Garibaldi: Que dice que uno era el espíritu de la tierra, que otro bajaba del cielo.

Federico: Y las mujeres creían que ése era, que un monstruo salía de la tierra.

Chapman: Los chamanes, llamados xo’on, eran muy estimados por sus dones curativos y su poder sobrenatural, pero también eran temidos. La gente creía que los chamanes causaban las enfermedades, que las podían enviar a gran distancia, o con la sola mirada aniquilar a un enemigo. Para sacar las enfermedades del cuerpo, los chamanes se ponían en trance y cantaban cantos sagrados. Además predecían el tiempo, el resultado de los combates futuros.También se suponía que los chamanes atraían ballenas hacia la costa y que las remataban con flechas invisibles.

Garibaldi: No puedo explicarle bien cómo hacía para atraerlas. Lo que puedo manifestar es que el tipo cantaba mientras mantenía la ballena en el mar y se pasaba dos o tres días cantando, porque él sujetaba la ballena con el poder del xo’on.

Kiepja (canta):

La ballena está montada sobre mí, está sentada sobre mí.
La estoy esperando, la ballena macho.
La ballena, mi padre, está por ahogarme.
La estoy esperando.

Chapman: En el primer tiempo del mundo el Sol, su esposa la Luna y las demás divinidades tenían forma humana y habitaban la tierra. La muerte aún no existía. Pero un día apareció. Entonces las divinidades mayores huyeron al cielo convirtiéndose en astros. Los que quedaron se transformaron en árboles, pájaros, montañas, lagunas. El primero que murió fue el roble blanco. Desde entonces, la corteza de estos árboles tiene incisiones que expresan su duelo por el primer muerto del mundo. Los selk’nam también se hacían incisiones en duelo por sus muertos. Kiepja me contó que su anciana madre estaba siempre de duelo por algún pariente, que laceraba tanto su cuerpo que sus heridas nunca sanaban.
Cuando moría un cazador renombrado, un chamán, un sabio, o “padre de la palabra”, parte de su tierra natal era quemada en señal de duelo.
La Luna había sido la más poderosa de las divinidades. Cuando los hombres mataron a las mujeres, ella se escapó al cielo perseguida por su marido, el Sol. Ella recuerda su humillante derrota mostrándose en eclipse, enrojecida con la sangre de los hombres que iban a morir heridos de guerra. Para apaciguarla, las mujeres le cantaban alabanzas, mientras los espíritus de los chamanes se elevaban al cielo para rendirle homenaje y enterarse de sobre quién caería su furia en las próximas guerras.
Los selk’nam peleaban entre ellos mismos en pequeños grupos por razones de territorio, para vengar la muerte de algún pariente, supuesta víctima de un chamán de otra familia.

Garibaldi: Y de ahí vinieron sucediéndose las peleas, las guerrillas éstas. Eran como venganzas, una atrás de otra. Ya al último, ni se sepultaban. Entonces ya era el destino de la destrucción de ellos [los selk’nam], terminar la raza de una vez, que vengan otras, que venga Popper, que venga Mac Lennan [ríe], que vengan los escoceses a poblar Tierra del Fuego.

SEGUNDA PARTE: MUERTE

Chapman: Año 1520, en el primer viaje alrededor del mundo, Hernando de Magallanes descubrió el estrecho que llevaría su nombre. Costeando la Isla Grande, él y sus navegantes vieron fuegos que no se apagaban ni de día ni de noche. Descubrieron la Tierra del Fuego.
¿Habrá sido fuego de duelo por la muerte de algún selk’nam renombrado? ¿O habrán sido señales de alarma, avisando que algo insólito ocurría al ver pasar embarcaciones tan extrañas?
A partir del siglo XVI y hasta las últimas décadas del siglo XIX, los selk’nam sólo tuvieron contactos esporádicos con los blancos, por lo general náufragos cuyos barcos se habían hundido en la costa.

Garibaldi: Naufragaban en el Cabo San Diego [frente al Estrecho Le Maire], que es donde vivía la familia nuestra, todos mis abuelos. Los indígenas en aquel tiempo no eran malos, porque ellos protegían a los náufragos. Encontraban a un náufrago que estaba accidentado, otro que se había quedado cansado, los agarraban y los llevaban a su campamento. Si no podía caminar, se lo cargaban al hombro. En eso demuestra que no era gente que recibía mal a otras generaciones, sino que el blanco fue el malo, el europeo.
Chapman: Hacia 1880 comenzó la colonización de la Isla Grande por los blancos.

Garibaldi: Ya llegaron esos aventureros, buscadores de oro.

Chapman: En 1886, Julius Popper, rumano de origen, encabezó una expedición financiada por autoridades y personas eminentes de Buenos Aires para buscar oro en las playas de la Isla Grande.

Garibaldi: Popper, un hombre educado, un ingeniero, matando indios y todavía tiene la desfachatez de hacerse sacar la fotografía.Y mataba por matar, porque en ese tiempo cuando Popper cazaba él no tenía ovejas, sí él era buscador de oro. Mataba por matar, de gusto. El cosechaba el oro y lo mandaba a los ministros en Buenos Aires. Ahí tuvo un lío con un gobernador y se le apropió de la mina de ahí y en ese pleito estaba cuando murió en Buenos Aires.
Después, con rebaños de carneros [ovejas], de ahí los empezaron a correr los dueños de los rebaños, con el pretexto que les robaban los lanares. Algunos tendrían que haber agarrado para comer, porque ellos no conocían propiedades, de un principio no sabían que ésos tenían dueño, porque como para ellos el guanaco no tenía dueño. Entonces creía que los demás animales no tenían dueño. Entonces agarraban para comer, no para lucrarse con negocios. En aquella época, hablando de las propiedades, el indio cuando [los blancos] pusieron los alambrados también extrañó mucho, porque tenía que cruzarlos.

Federico: Llevaban animales para comer, no para producir, sino que para comer, llevaban las ovejas ellos, que ladrones eran por necesidad porque ellos tenían hambre. Con las flechas a ellos les costaba, muy difícil para matar guanacos. No como la carabina hoy en día, es fácil matar. Después se ausentaban los guanacos del movimiento de la gente, lejos se iban.Y así, pa’ no morir de hambre, buscaban los animales de los Menéndez. Por eso los mataba Menéndez, y Menéndez sacó permiso seguro del gobierno, quién sabe qué gobierno estaría en esos tiempos, que los maten nomás.

Chapman: José Menéndez, un español, desarrolló muchos negocios en la zona de Magallanes, entre los cuales estaba la crianza de ovejas en la Isla Grande. Es el más conocido de los colonizadores extranjeros, pero no fue el único.

Federico: Entonces los indios eran mansos, la flecha no tenía tanto alcance que la carabina. Podían agarrarlos muy fácilmente y amansarlos, no matarlos así como matar animales. ¡Para poner ovejas, mataban los indios! Se hicieron una limpieza y más por la pampa mataron más, para limpiar que no haiga ningún indio, entonces metieron ovejas ellos. Entonces estaban tranquilos con sus ovejas, para que puedan poblar, producir con las ovejas ésas, para su ganancia, para su producto, con eso tenían sus ganancias. Por eso mataban los indios. Esos los hizo matar “Chancho Colorado”, Mac Lennan el verdadero nombre, administrador de los Menéndez. Así que él le pagaban una libra por cada cabeza de indio, a los cazadores, por eso ponían empeño: cuantos más indios mataban, mejor para ellos, entonces más libras recibían ellos.

Garibaldi: Claro, primeramente los que él tenía a su vez para la ayuda de caza de indios los tipos le traían la oreja al Mac Lennan éste, que le decían el “Chancho Colorado”, porque era un tipo rojo, colorado de cara y rubio de cabello.

Federico: Ellos mataban porque les convenía, porque les pagaban libra esterlina por cada cabeza y la mujer le cortaban los senos, le cortaban los senos, entonces pagaban un poco más por la mujer; me parece: una libra y media o algo así producían [las mujeres] los chicos, ya los chicos cuando sean grandes iban a ser ladrones o que decían que eran ladrones, que ladrones eran por necesidad, porque ellos tenían hambre.

Garibaldi: Lucas Bridges dice que él invitó al “Chancho Colorado” pa’ ver si podía civilizar a los indios, que era mejor civilizarlos, que podían ser útiles para el trabajo del establecimiento ganadero y el “Chancho Colorado” le dijo que no, que era mucha molestia, porque para civilizar, primero hay que mantenerlos y después hay que vestirlos y hay que educarlos; mejor es meterle una bala, se termina enseguida la historia.
El Cabo Peñas es el que está frente donde está el faro. Es un cabo que desplaya mucho y hay un descanso de lobos, porque es muy desplayada y hay mucha alimentación en la marea baja. Hay peces y mariscos, de muchas clases. Hasta del lago [Fagnano] bajaban la gente a marisquear y cazar lobos. Porque ahí estaba el descanso de lobos. Entonces, el “Chancho Colorado” éste, puso una vez unos centinelas armados con Winchester, unos tres, cuatro hombres, tres por un lado, tres por otro lado del cabo.
Cuando vino la marea alta a crecerse, en una parte del acantilado del cabo los iban apretando a medida que venían subiendo la marea, los iban apretando y el que quería pasar para el lado de la gente, le metían bala así que la gente, las mujeres y los chicos, se aglomeraron donde estaba el acantilado y ahí los ahogaron a todos. Ahí en el cabo famoso éste.

Federico: Allá murieron unos parientes míos, como dos o tres mataron, en las barrancas ésas [Cabo Peñas]. Y no tuvieron salvación, ningún lado podían escaparse, tan sólo uno se escondió entre las rocas y bueno, ellos ya esperaban para ver si salía de ahí [pero de tanto esperar] se aburrieron ellos, y lo dejaron. Ese fue el único que se escapó de ahí.
Yo conocí varios matadores que eran matadores de indios; ya murieron todos ya están muertos. Los matadores, los voy a nombrar: uno era José Díaz, algo de portugués por ahí. Otro se llamaba Kovacich, yugoslavo. Niword, Alberto Niword era otro. Son tres. Sam Islop era otro y Stewart, algo de marinero, por ahí, qué yo sé, que más o menos que los conozco por mi mamá que los nombró a todos, que son éstos y hay varios más que yo no me acuerdo.

Chapman: En las últimas décadas del siglo pasado los selk’nam tuvieron que optar: correr el riesgo de ser muertos por los buscadores de oro y los agentes de los estancieros, o refugiarse en las misiones religiosas.
La primera misión en Tierra del Fuego fue protestante. Thomas Bridges y otros misioneros ingleses, desde 1869, vivieron por muchos años con vecinos de los selk’nam, los yámana que habitaban la zona del Canal Beagle.
A principios de este siglo los hijos del pastor Bridges, ya estancieros, abrieron, con el trabajo de los selk’nam, el primer camino que atravesó la isla para fundar una estancia en la costa atlántica que llamaron Viamonte.

Federico: Y entonces trajo ovejas y se formó una estancia y en esta estancia se reunió puro indios nomás. ¡Meta cercos! ¡Meta hacer cercos, cerrándole los campos al señor éste! Y éstos se hicieron millonarios.Y de enseñanza de escuela no dieron nada.

Garibaldi: Ellos educaron algunos indios, educar en el sentido del trabajo, darles amor al trabajo, al dinero, en fin. Ahí el indio, en principio, el que quería trabajar trabajaba, el que no, no trabajaba. Pero el que no trabajaba no tenía comida, así que era fácil educarlos.

Federico: Puro trabajo nomás, puro trabajo nomás. Así se hicieron ricos ellos, a costillas de los paisanos; se hicieron millonarios.

Alfredo Rupatini: Yo creo que Thomas Bridges es un hombre de muchos méritos para nosotros. La familia Bridges es de muchos méritos para nosotros, a más puedo decirle una cosa: que todos los indígenas que sobrevivieron, que hoy viven, se debe a la familia Bridges, porque todos los indígenas que se salvaron de la muerte y de la peste fueron las familias que convivieron con los Bridges. Encuentro que es mérito que nosotros también tenemos que agradecer, que gracias a ellos quedamos algunos descendientes todavía de estos indios.

Chapman: Pero fue la Iglesia Católica la que se dedicó a catequizar a los selk’nam.

Garibaldi: Me bautizó el padre Zenone [misionero salesiano] en el año 1914.Y para bautizar se fue ahí, reunió unos cuantos que habíamos y entre ellos caí yo también y me dijeron: vamos a bautizarlo. Y bueno, bautice nomás.
No sabía nada yo que era para purificar el alma, para sacar el pecado. No sabía lo que era pecado, porque si uno hace las cosas reales como son, uno vive como debe vivir un ser humano.

Chapman: Monseñor Fagnano, misionero salesiano italiano de origen, fundó una misión en la Isla Dawson en Chile.

Angela: La finada Paula me contó que cuando le llevaron a Dawson, le mataron el marido válido [inválido], [en] presencia de ella misma.

Garibaldi: Lo que se refiere la Angela es el individuo que mataron allí en el camino, era inválido de una pierna, entonces en vista que no podía caminar ligero con la tropa de indios que llevaban, tuvieron que matarlo a éste para no dejarlo vivo en el territorio. Como la idea de esta gente era despoblar el territorio de los indios, terminar con los indios.

Chapman: A fines del siglo, los estancieros y el gobernador de Magallanes en Chile sacaron de la Isla Grande a los indígenas, por la fuerza si era necesario, trasladándolos a Punta Arenas y a la misión salesiana de la Isla Dawson.

Garibaldi: Entonces los custodiaban con la policía y el ejército, en unos corralones hechos de madera y alambre. Después de ahí se lo entregaban a Monseñor Fagnano para que éste los remitiera a la Isla Dawson donde tenía la misión, que ellos explotaban la isla, con aserradero y ovejas. [Fue] Una concesión que tenía Fagnano del gobierno chileno.
Han llevado cantidades de indios allí, más de tres mil indios. ¿Qué hicieron con los indios? ¿Hicieron salchichas o qué? En veinte años no puede haber terminado una cantidad de indios de enfermedad o una cosa así. Algunos tienen que salvarse. Cuando entregaron la Isla Dawson, después de veintiún años de explotarla, trajeron unos pocos indios acá [a la misión cerca de Río Grande]. Pero onas no vinieron más que tres mujeres: la Paula, la Raquel y la Petronila. Fueron las únicas que vinieron acá, hombres no vino ninguno.

Chapman: En 1896, Monseñor Fagnano funda la segunda misión salesiana en la costa atlántica de la Isla Grande, cerca de lo que sería el pueblo de Río Grande, en medio de una región de incipiente actividad de los primeros estancieros.

Garibaldi: Acá mismo en la misión Candelaria venían algunos indios de afuera, a refugiarse ahí, pero vivían poco tiempo, morían enseguida. Esto es lo que yo no sé, lo que no me puedo explicar. Muchas veces he meditado sobre este punto y no he llegado a ninguna conclusión.

Chapman: Durante estos años, las estancias de los Bridges y las misiones salesianas [la de La Candelaria cerca de Río Grande y la de San Rafael en Isla Dawson] fueron los únicos refugios de los indios, lugares donde podían vivir sin riesgos salvo el de morir de enfermedades traídas por los blancos.

Angela: Mi finado papá vino ahí [a] la misión con otro paisano más. Vinimos de Chile, del lado de Chile [de la Isla Grande]. Yo no conocía nada, [el] mar, ¡yo creía que era [una] laguna! Pero ¡Cuándo termina esa laguna!, decía yo. Cuando llegamos [a la misión cerca de Río Grande] había caserío, puro caserío. Casas que hacían los curas, con chapas pa’ la gente, toda esa gente que murieron. Muchas chicas había, mestizas y “puras” [de madre y padre indígena] igual. Pero éstos, ninguno está vivo. Las hermanas me dieron vestiditos. Como diez años estuve yo, más años estuve yo en la misión con las hermanas. Siempre contenta, siempre trabajamos, lavamos para las hermanas, día lunes, parchamos ropa pa’ los chicos. La hermana Manuela, tengo foto con ella ahí, tan lindo. Una foto de antes, cuando éramos chicos. Hilábamos con huso, con la máquina igual. Sabían tejer todas, tejer medias, tejer echarpes. Todo ese trabajo hacíamos. Había muchas viejitas, la finada Rosa, la finada Paula, Raquel, la finada Gabina, otra vieja Cayetana y la finada Magdalena.
La Cándida se fue a Buenos Aires; no se supo más, no se supo más de la Cándida. Para morir, [para] estar con Jesús ahí, tiene que ir al cielo y todo como dice la hermana. Yo pensaba yo voy a morir acá en la gracia de Dios, voy a salvar mi alma, decía [yo] entre mí.
Esa es hija mía, la finada Luisa. Tenía [yo] tres chicas, todas muertas. Están en este cementerio [de la misión]. Mi finada mamá en la misión falleció. Ahí morían muchos de peste. Todas esas viejitas morían enfermo. Yo me acuerdo todo eso, cuando todos murieron y no sé por qué será, estaban viejitas ya, sí. Pero aunque sean jóvenes, igual, no, no aguantan [aguantaban] nada, no duran [duraban] nada, enseguida mueren [morían]. Sí, vaya saber qué sería, enfermedad o vaya saber una cosa. De a uno, dos, así murieron. Sí, todos, ninguno quedó.Ya terminaron todo, todo. Por eso ya no hay misión, terminó todo.

Chapman: Angela fue la última mujer indígena que vivió en la misión salesiana cerca de Río Grande. Y cuando quedó sola, le pidieron que se fuera.

Angela: Sí, entonces el hermano director me dijo: mejor que trabaje ahí nomás en el pueblo [Río Grande], lleve sus frazadas. Sí, dice, trabaje ahí nomás, lave, [de] lavandera. Usted sabe trabajar, sabe, gane sus pesos trabajando. Pa’ fuera ya no, ya no doy ahora. Estoy parada buen rato y enseguida me embroma, me duele la cintura. ¡Porque yo trabajé como el diablo cuando era joven! Ahí me quedé vieja. ¡Dios mío! Todo lleno de callos mis brazos, mis manos. ¡Siempre lavando! Ya queda diferente uno. Ya no tengo muelas, antes tenía linda [lindos dientes]. Mis dientes eran blancos. Ahora ni pa’comer.
Este cueros, que se tapaban con ésas. No tenían frío, ninguna cosa, bastante pilchas, sí. Se buscaban guanacos chicos. Cosían capas, ¡pero lindas capas!, los quillangos. Los que acá venían [para hacer la] matanza de Punta Arenas, les quitaban esas capas, Menéndez los mandaban matar.Y así llevaban estas tremendas grandes capas que hoy día están caras, esas capas [de] guanaco chico.

Garibaldi: No, no morían de frío, no. Ahora último morían más de los que nacían, pero ahora último, en la vida civilizada. Los padres eran borrachos, fumadores, en fin, tenían todos los vicios europeos y después nacían enfermos. El cambio, el mismo sistema de vida, ya con otra clase de alimentación. No estaban acostumbrados a esos alimentos, entonces el cuerpo tenía que haber sufrido.

Chapman: Federico ha trabajado toda su vida en estancias y de joven trabajó en una de las más grandes de la isla.

Federico: Hacía años que no pisaba yo allá. Lo fue a encontrar muy diferente, muy lindo. Cuando yo trabajé ahí fue en 1936, entré como calidad de carretero, manejando la carreta y transportando leña. Ya cambió; hoy en día cambió mucho la estancia a lo que era antes.
Malamente vivían, es decir muy sucio. Cueros, daban cueros, no le daban colchón. ¡Ni siquiera colchoneta! Sabe que el cuero, ni carneado muchas veces, se pone fuerte, tiene que ser cuero limpio por lo menos. Esos que no están desgrasados, ya empieza a ponerse fuerte ése, claro da mal olor. Ahora no sé yo, como no he entrado en esas estancias grandes, no he entrado yo; pero puede se haya cambiado, que hay colchón ahora, colchón, sábanas. Antes no daban nada, tenía que dormir con cueros nomás. No había baño privado, no había nada. Hoy en día creo que hay. ¡Por lo menos eso hay! Antes no había nada, ¡Qué se va a bañar! ¿Adónde se iba a bañar? Bañarse en una tina nomás, se bañaba así algunos cuando lavaba la ropa, se bañaba un poco si quisiera, tiempo de calor, hay que bañarse, tiempo de esquila, y por lo menos hay que bañarse un poco por la semana, aunque sea cada semana.
Solamente los capataces tenían mujeres; administradores. Yo aquel tiempo trabajé ahí, solamente conocí el capataz de San Julio, Castillo se llamaba. El era casado con familia y después ninguno más. Tenía que ser un peón que trabajase ya muchos años, recién tenía esa preferencia de casarse.
Se hace amigos uno ahí, amigos puede haber mucho, pero no lo que se llama amigos verdaderos. Amigo yo considero que cuando uno necesita, ¡Ese es un amigo! Necesita algo, le falta una cosa, no tiene, ni amigos tiene. Bueno, acá en María Behety [estancia] tenía un amigo pero ése murió ése. Triviño se llamaba, muchacho Triviño, joven. Ese era un amigo, ése era buena persona. Pedía favor lo daba enseguida.
Nosotros nos pagaban en aquel tiempo, no me acuerdo si fueron como veinte o treinta pesos, pero, la plata valía mucho; ahora no, ahora un potro vale tres mil pesos para amansar, según el domador, puede ser tropillero a veces, entra en la tropilla y doma, ése hace buen sueldo.Yo trabajé tres temporadas como tropillero, a temporada, nada más.
Dos o tres meses de trabajo no hay más. No alcanza con eso, para dar la pensión, la pensión nomás. No sé dónde voy a ir a trabajar. Donde encuentre trabajo voy a ir, donde me den trabajo.

Alfredo: La rehabilitación de la raza indígena para nosotros es una vergüenza. Yo, para mí, lo encuentro una vergüenza, porque yo he tratado con personas que estudian ese proyecto y veo que eso es solamente vivir a nombre del indígena y ganarse unos pesos en comisiones y todas esas cosas y tratar de engrupir más a los indígenas, que es el único “beneficio” que tiene el indígena.Yo he visitado Neuquén, Río Negro, Chubut, y he conocido muchos indígenas viejos, algunos que están treinta años, otros cuarenta años esperando, con todas sus cartas. Porque en el Chaco esperaban a manos abiertas que venga el gobierno a hacerles colonias, a enseñar a los hijos a trabajar. Mientras tanto pasan cinco años, pasan diez, pasan veinte y así, y con todas sus cartas; carta va y carta viene, carta va y carta viene; comisión va, comisión viene y nunca nada. Al contrario, les van quitando los campos, les van quitando los campos.

Chapman: Estamos presenciando el fin de este grupo humano y sin embargo casi nunca fueron considerados seres humanos por los blancos. En 1889 un aventurero secuestró a once selk’nam en la costa del Estrecho de Magallanes.

Garibaldi: Los tomó un francés y los embarcó y los llevó a Francia. Los llevaron a una exposición internacional que había en Francia en aquella época, mil ochocientos ochenta y no sé cuántos los llevó a una exposición como antropófagos… que estaban enjaulados en una jaula de hierro como fieras [exposición internacional que tuvo lugar en París en 1889].

Chapman: En 1968, Angela Loij y Enriqueta Varela de Santín fueron invitadas a Buenos Aires para aparecer en una programa de televisión llamada “La Campana de Cristal”, de beneficiencia. El programa consistía en cumplir tareas espectaculares, en este caso la de hacer llegar a Buenos Aires indígenas de los rincones más remotos del país.

[ENTREVISTA]

Locutor: Están aquí representantes de diversas tribus indígenas de la República Argentina. Ellos representan: el sur, los onas; el centro, los araucanos; y el norte, los tobas.Vamos a empezar por el sur. La señora Angela, ¿que es de dónde?
Angela: Río Grande.
Locutor: ¿Y usted, señora?
Enriqueta: De Ushuaia.
Locutor: La señora Enriqueta de Santín de Ushuaia. Vale decir dos representantes de Tierra del Fuego. ¿Está nerviosa? [dirigiéndose a Angela].
Angela: No.

Locutor: ¿No? ¿Primera vez que viene a Buenos Aires?
Angela: Sí.
Locutor: ¿Y qué le parece?
Angela: Lindo.
Locutor: ¿A qué se dedica en su lugar de origen, en Río Grande?
Angela: Nada.
Locutor: ¿Cómo nada? ¿Vive sola?
Angela: Sí, vivo sola sí.
Locutor: ¿No tiene familia?
Angela: No, no tengo nadie.
Locutor: La última representante de la raza ona en Río Grande….
Angela: Sí.
Locutor: ¿Toma mate?
Angela: Sí.
Locutor: Toma mate… Pero veamos en el centro del país, el cacique Calluqueo, de apostura marcial, representante de un derivado de la raza araucana.
Cacique: De la raza araucana, de la Provincia de Buenos Aires.
Locutor: Cacique, ustedes los araucanos siempre han sido muy… muy vehementes. ¿Ya no?
Cacique: No, ahora no, porque estamos en la civilización [ríe]. Ya no…

[FIN DE LA ENTREVISTA]

Angela: Me gustó bastante, lindo, lindo [Buenos Aires].Yo allá parece que no estaba en [el frío de] Tierra del Fuego, tenía calor, andaba puro blusita nomás. Mis huesos, ya me quedé diferente, caminaba bien, los huesos resueltos.Yo el elefante nunca lo conocí, un bicho tan grande, yo me quedé admirada, una cosa rara, nunca conocí animal así. El pavo, tan lindo que era el pavito, floreado la colita, brilloso. Ese vimos ahí [en el jardín zoológico]. Este también, no lo conocí, cogote largo, sí cogote largo. Después sacamos fotos con el señor Cacique del Chaco, [con] el araucano y no sé, [con] otro hombre de allí.Yo no [me] asustaba nada, nada.

Garibaldi: Yo conocí a los tobas también, una vez que vinieron del Chaco, en la época de Perón, para que les diera el gobierno la posesión de las tierras adonde vivían. Entonces Perón después salían en los diarios que les daba una latita con tierra [ríe]. Les dieron paseos, les alquilaron unos cuantos taxis; los metieron adentro y los pasearon por toda la ciudad. Con eso los conformaron a los pobres indígenas y al fin en el Chaco no les daban nada de tierras.

Angela: No tengo nada de tierra, ni una cosa, no tengo.

Garibaldi: Tienes tierra en las patas nomás [ríe].

Angela: En el cementerio hay tierra, sí, ahí hay tierra de uno. [Pero] No tengo nada, ni eso tampoco. Así que, ningún lugar, no tengo [ríe].

Garibaldi: La civilización yo creo que es la cosa más ordinaria que pueda haber existido porque los onas o los haush, en su época, solitarios aquí en esta isla que no tenían otro contacto con otra gente, vivían mucho más felices que yo hoy en día con toda la civilización que hay. Decían “me voy para tal parte” y se iban. Si querían comer un guanaco, [lo] comían, y si querían un pájaro, comían un pájaro. No tenían que andar con tantos rodeos.Vivían directamente de la naturaleza y por cierto vivían mucho más. Eran sanos, robustos, fuertes y eran felices.Ya era cosa de Nuestro Señor, que hay que terminar esta raza, para que surjan otras razas. Por qué en la evolución de la tierra tendrá que ser así. Desde que está hecho el mundo se ha ido siempre cambiando la situación [de las] razas, volviendo otras generaciones. Entonces ésta también tenía que terminar, ya lleva muchos años sobre la tierra, hay que terminar con ella [ríe]. [Pero] es triste, bien triste. A mí muchas veces cuando estoy pensando, me acuerdo de esta gente, me da realmente pena, después de haber tanta gente y hoy día que no haiga ni uno. Uno piensa así y da una tristeza única. Me acuerdo de fulano, de fulana de tal, medios parientes, de mis padres y que yo también he vivido ahí con ellos y que al último tenía que quedar yo solo.

Chapman: ¿Entonces hacía falta asesinar, dejar matar o dejar morir de enfermedades a pueblos indefensos para apropiarse de sus tierras?
Sin embargo, así se colonizó Tierra del Fuego y América, de Norte a Sur, y así aún se sigue colonizando.

Kiepja (canta):

Estoy aquí cantando, el viento me lleva.
Sigo las pisadas de aquellos que se fueron.
Los del infinito me han hablado.
Las pisadas de los que se fueron están aquí.