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(Brasil) Décimo Primeiro Comunicado de Individualistas Tendendo ao Selvagem (Sociedade Secreta Silvestre/ITS-Brasil)

Comunicado original en portugués publicado el 03 de agosto 2016.

Fotos acá: https://mega.nz/#!pk8UlTpB!tVANbcThPxekw_ElOsBRVMv0HNKILwINsYOzjiQK2Ig


“Sólo quiero ver las ciudades arrazadas, la selva creciendo mientras gozamos con las fabricas quemadas, salvajes somos y salvajes seremos, entre la vida y la muerte danzaremos […] si la muerte llega seguiremos destruyendo el infierno, asqueroso mundo te veré caer riendo, en este enfrentamiento eterno […]” – N.D, El Acecho de La Muerte

Pindorama – Os seres silvestres e indômitos desde o fundo das florestas cantam e nos convidam a travar uma amoral guerra selvagem lado à lado. Dos mais escuros becos da podre urbe escutamos o incivilizado eco daqueles que não falam humano e não tardamos a aceitar o chamado reforçado pelas vozes de nossos antepassados que lá no fundo amaldiçoam e clamam pela destruição total do mundo civilizado. Em bando e como bárbaros nos ajuntamos e afiamos nossos punhais, trocamos os pentes de nossas pistolas e preparamos a nossa gama de explosivos para defender com garras e presas a conspiração eco-extremista contra a civilização e o progresso humano que se estende a estas terras e que por aqui ferozmente começa.

Sociedade Secreta Silvestre é uma das materializações ocultas do eco-extremismo aderente ao Individualistas Tendendo ao Selvagem nestas terras amazônicas.

As autoridades brasileiras se prepararam o quanto puderam contra os extremistas do ISIS e até mesmo prenderam uma de suas células aqui no Brasil, mas não esperavam por nós eco-extremistas. Estrategicamente esperamos as vésperas dos Jogos Olímpicos Rio 2016 para atacar e declarar GUERRA aos hiper-civilizados e a seu mundo morto de concreto e aço bem como a todos os seus pilares e aparatos tecnológicos.

Nós não somos apenas lobos solidários como berrará as autoridades e a mídia brasileira, somos uma matilha que rosna contra tudo o que é civilizado!

Orgulhosamente atendemos ao chamado dos furacões, dos terremotos, das tempestades de raios, das erupções vulcânicas, dos maremotos, avalanches, ondas de calor, inundações e de todas as outras catástrofes naturais PELA DEFESA EXTREMISTA DA NATUREZA SELVAGEM!

Como uma incurável peste surgimos e como ondas violentas de vento que indiscriminadamente varrem tudo pela frente nos alastraremos causando terror e devastação por onde quer que passemos. Nosso alvo? A civilização em sua totalidade e o progresso humano! E isso SEM GARANTIA ALGUMA de que não caiam “inocentes” civis em meio a nossos atos terroristas.

Somos feras selvagens, delinquentes incivilizados, terroristas amorais e uma máfia de inimigos eternos de tudo o que é civilizado e a partir de agora publicamente DECLARAMOS GUERRA àqueles que sustentam a civilização e à seus cúmplices, e também apontamos as nossas armas contra toda e qualquer estrutura que garanta o sustento e a expansão do mundo cívico.

Jogos Olímpicos em nossa mira

Não por acaso SSS/ITS-Brasil deu as caras nesta data. É época de véspera dos Jogos Olímpicos Rio 2016, evento de grande movimentação cidadã nacional e internacional, um show com muito glamour em medida apropriada para manter repletas de lixo as mentes dos civis desta sociedade morta. Dia 5 o mundo se voltará mais uma vez a uma celebração à nível mundial que tem como falido slogan a frase “Um novo mundo”.

Caros cidadãos, temos o imenso prazer de dizer-lhes que se existe algum inferno ele se assemelha à atual realidade mundana e dizemos também que dias melhores não virão, não importa quantas doses de esperança tomem. É momento para a desgraça!

O lema dos jogos olímpicos menciona uma “busca” por algo diferente do inferno que as próprias mãos humanas forjaram. De modo hilário movimentos “revolucionários” também buscam “um novo mundo”. Esta frase é até mesmo o slogan da absurda alterglobalização que pregam diversos movimentos esquerdistas. Todos estão à procura do “mundo novo”, da “terra prometida”, da “Nova Canaã”, e isso até mesmo grande parte dos anarquistas. Seguem distintos caminhos, mas em rumo semelhante em busca de alguma “solução” ou “melhora”, entretanto todas as rotas levam ao mesmo precipício.

Afirmamos que NÃO há mudança possível que supere o abismo cívico que cheira à morte e nós eco-extremistas sabemos muito bem disso. Não há caminhos a se avançar, há passos a regressar. Não há nada que mudar neste mundo, há TUDO a se destruir. SSS/ITS-Brasil junto a ITS-México, Chile e Argentina também se coloca à cargo disso e implacavelmente põem em sua amoral e indiscriminada mira os Jogos Olímpicos Rio 2016. Somos e seremos inimigos eternos de toda a cidadania e de todo o civismo e este evento não passará despercebido por nossa frente. O espírito selvagem do Jaguar morto após ser USADO e DESCARTADO no evento de passagem da tocha olímpica no estado do Amazonas encarna em nós e clama por violentos ataques. Propagaremos o máximo terror sobre este evento cidadão hipócrita que simula uma ridícula paz e união no mundo como se tudo ao redor estivesse bem. Enquanto a Natureza Selvagem morre a civilização segue mais uma vez festejando dentro do mundo artificial que consome tudo o que é natural, e por isso para este festejo mundial deixaremos as nossas bombas!

Nossos bandos afins no Rio de Janeiro e São Paulo estão tão bem preparados quanto as dezenas de milhares de covardes mobilizados para fazerem a segurança pública dos Jogos e garantimos que nos estados na qual temos presença o evento não passará ileso sem que seja severamente atentado. Nós sabemos que brechas existem e elas serão devidamente utilizadas. Não somente as imperiais instalações olímpicas poderão ser alvos, mas objetivos imóveis/móveis aos arredores também poderão ser atacados. Não nos importamos com possíveis civis “inocentes” sendo mutilados ou mortos, afinal os cúmplices da civilização devem tombar junto a ela. Portanto, civis, se não quiserem ser alcançados por nossas explosões, permaneçam trancafiados à sete chaves no porão de suas casas. Turistas, se não quiserem ter o mesmo fim retornem às suas pútridas cidades. Vocês não são nem nunca serão bem recebidos, a não ser por nossos explosivos…

Vemos as estruturas olímpicas como uma profunda manifestação do urbanismo e da modernidade bem como da própria expansão da civilização. A Natureza Selvagem novamente foi apunhalada e desta vez para dar lugar às instalações dos jogos. A exemplo disso vemos o golpe civilizado ao pouco que resta de Mata Atlântica para a construção de um campo de golfe na Barra da Tijuca que servirá às Olimpíadas Rio 2016. Sem piedade alguma o fizeram e sem piedade alguma atacaremos os jogos. Este evento não é neutro e será multiplamente golpeado de modo selvagem. Aqueles que colaboraram/colaboram com ele, incluindo até mesmo civis, cairão! A enojada tocha olímpica carrega um simbolismo cínico que nos faz cuspir em sua representação. Ela traz a simbolização do Céu, das Montanhas e do Mar, aqueles mesmos que ironicamente o próprio avanço da civilização indiscriminadamente empurra ao abismo e a sociedade respalda! Os/as hipócritas envolvidos neste evento fazem jorrar cinismo perante ao mundo ao dizerem “defender” algo da Natureza com essa ridícula menção. A partir de agora mostraremos a eles o que é uma verdadeira defesa da Natureza Selvagem!

Com isso declaramos guerra a este destrutivo evento mundial desta sociedade morta que consome a Natureza Selvagem. A paz social será orgulhosamente rompida e mutilada.

E para dar início ao ataque selvagem, SSS/ITS-Brasil assume a responsabilidade pelo atentado em frente ao shopping Conjunto Nacional, realizado no centro da capital do Brasil, num movimentado setor e há poucos metros de uma das instalações que serão utilizadas nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Ontem pela noite plantamos no local um explosivo de fragmentos com 3 quilos de pólvora negra num recipiente de panela de pressão e desaparecemos nas sombras. O artefato provocou uma forte explosão que logo espalhou terror entre os civis, seguranças e funcionários que ali se acercavam. De longe sob a escuridão tranquilamente observávamos enquanto o vento soprava levemente confrontando a cacofonia urbana… as luzes da cidade não conseguiam vencer o céu estrelado preenchido por um expressivo luar… e foi em meio a isso que um forte estrondo e uma bola de fogo nos fez sorrir. Atentamos numa zona militarizada e embaixo do nariz das “forças de segurança”. Embora a explosão não tenha ocorrido como esperávamos seguiremos aperfeiçoando nossas técnicas para causar a máxima destruição possível a cada nova ação.

Ah, Conjunto Nacional, edifício emblemático do setor comercial e um dos símbolos da destruição da Natureza Selvagem… Os shoppings são os estandes da civilização que vendem artificialidades para essa hipócrita sociedade morta, são um um aglomerado de distribuidores que oferecem lixos a essa apodrecida sociedade civilizada e a seus civis e tudo isso ao custo da destruição frenética da Natureza Selvagem. Ontem o CN seguia firme em seus assassinos negócios e hoje se vê abalado como a estrutura de um prédio atingida por um sismo de magnitude máxima. Desta vez o ataque ocorreu fora do prédio, amanhã poderá ser em seu interior…

Declaramos que é apenas o começo da guerra eco-extremista contra a civilização e o progresso humano no “Brasil”. Todas as estruturas e indivíduos que garantem o sustento e a expansão da sociedade tecno-industrial e consequentemente a destruição da Natureza Selvagem agora convertem-se em alvos nossos.

As estruturas civilizadas voarão pelos ares como pássaros selvagens e arderão em chamas até alcançarem as cinzas e aqueles que promovem a destruição do Natural pagarão com sangue por suas ações, sangue este oferecido ritualisticamente à própria indômita Natureza assim como de forma grandiosa fez ITS-México ao assassinar a um trabalhador da UNAM, instituição incubadora de progressistas.

As únicas leis que reconhecemos são as leis da Natureza Selvagem. Esta é uma guerra de vida ou morte e a travaremos até as mais extremas consequências. Causaremos atos de terror e destruição enquanto estivermos de pé e isso será até a nossa morte ou a de todos os nossos inimigos.

Nós somos os produtos mais repugnantes que esta civilização podre já há criado. Habitamos as sombras, enojamos a cidadania, cuspimos no civismo e vandalizamos a onde quer que passemos. Desprezamos o trabalho, odiamos as escolas e incendiamos as universidades. Somos iconoclastas hereges inimigos supremos de Cristo e adoradores do paganismo, os que incendeiam igrejas com padres, pastores e até mesmo fiéis dentro, niilistas amorais apologistas da violência e do crime, os que escolheram a química ao invés das leis para dar seguimento à confecção de explosivos que dilaceram corpos e destroem estruturas, asquerosos delinquentes sem compromissos com a vida civilizada e que estão contra o futuro e contra tudo o que é o progresso humano, nós somos aqueles que não temem pelo amanhã e que escolheram o hoje e o agora para desferir os seus golpes… assim elegemos e sem nenhum passo atrás assim será…

Finalizamos o primeiro comunicado da Sociedade Secreta Silvestre (décimo primeiro de Individualistas Tendendo ao Selvagem) com o seguinte recorte que faz parte da publicação eco-extremista “Ishi e a Guerra Contra a Civilização“, e que possui sua versão em português:

“O eco-extremismo não terá fim, porque é o ataque selvagem, o “desastre natural”, o desejo de deixar que o incêndio arda, dançando em torno dele. O anarquista recua e o esquerdista se espanta, porque sabem que não podem derrotá-lo. Continuará, e consumirá tudo. Serão queimadas as utopias e os sonhos do futuro civilizado, restando apenas a Natureza em seu lugar.”

Sejamos perigosos…

Com ITS-México, Chile, Argentina e outros cantos do mundo, adiante máfia de eco-extremistas!

Cumplicidade com grupos Terroristas Niilistas na Itália que esfacelam a paz social! Adiante Clã Terrorista Niilista Cenaze, Seita Niilista Momento Mori e afins!

Saudações à convicta CCF que incendiou a Grécia!

Avante grupos eco-anarquistas e niilistas que espalham o terror pelo Chile!

Saudações ao Grupo de Hostilidades Contra a Dominação que também está em guerra nestas terras!

ADIANTE COM FOGO, BALAS E BOMBAS PELO SELVAGEM E CONTRA A CIVILIZAÇÃO E CONTRA TUDO O QUE É CIVILIZADO!

PELA DEFESA EXTREMISTA DA NATUREZA SELVAGEM!

ATÉ A TUA MORTE OU A MINHA!

(it-es-en-pt-tü-ελ-ch) Terrorista Nichilista “Cenaze” reivindica artefacto explosivo

Reivindicación del abandono de un artefacto incendiario en el centro de Milán, atentado reivindicado por el Clan Terrorista Nichilista “Cenaze”.

¡Afinidad y complicidad con los nihilistas terroristas!


Abbiamo attaccato come nichilisti terroristi,un luogo della vita sociale e civile della società.

Lo scorso 19 luglio abbiamo “lasciato” in via napo torriani(zona centrale di Milano) accanto a un aiuola di cemento, un piccolo ordigno dentro una busta, e un foglio con i nostri propositi e il nostro nome, scritto con un normografo.

Attentato che è stato completamente censurato dalle autorità e dalla stampa, forse per non allarmare i numerosi “benpensanti” che vivono e prosperano in questa zona “borghese” della metropoli Milanese.

Specifichiamo che da in ora in avanti ci affiniamo con la Setta del Nichilistico Memento Mori,e i loro propositi,e chiariamo che non siamo un gruppo “politico”.

Perseguiamo e colpiamo per i nostri impulsi nichilisti,animali,e amorali!

Stiamo avanzando,approfondendo,e studiando tecniche per colpire in maniera più distruttiva.

Avanti per il terrorismo indiscriminato e gli obiettivi selettivi!

Affinità alla Setta del Nichilistico Memento Mori!

Un saluto affine ai gruppi ferali e estremisti contro la società tecno-industriale!

Clan Terrorista Nichilista “Cenaze”


Clan Terrorista Nihilista “Cenaze” atenta contra la vida civilizada

Atacamos como nihilistas terroristas un lugar de la vida social y civilizada de la sociedad.

El 19 de julio pasado “abandonamos” en la vía Nato Torriani (centro de Milán) junto a un lecho de flores de cemento, un pequeño artefacto explosivo dentro de un sobre y una hoja con nuestras intenciones y nuestro nombre, escrito con una normógrafo.
Atentado que fue completamente censurado por las autoridades y la prensa, tal vez para no alarmar a los muchos “bienpensantes” que viven y prosperan en esta área “burguesa” de la metrópolis de Milán.
Especificamos que de ahora en adelante somos afines con la Secta de Nihilistico Memento Mori, y su propósito, y aclaramos que no somos un grupo “político”.

¡Perseguimos y golpeamos por nuestros impulsos nihilistas, animales, y amorales!
Estamos avanzando, profundizando y estudiando técnicas para afectar de una manera más destructiva.

¡Adelante por  el terror indiscriminado y el objetivo selectivo!

¡Afinidad a la Secta del Nihilitico Memento Mori!

¡Un saludo afín a los grupos ferales y extremistas contra la sociedad tecno-industrial!

Clan Terrorista Nihilista “Cenaze”


The “Cenaze” Nihilist Terrorist Clan threatens civilized life

As nihilist terrorists we attacked the social and civilized life of society.

Last July 19thwe left a small explosive device inside an envelope along with a piece of paper listing our name and intentions written in stencil near a cement flower bed on the Via Nato Torriani in the center of Milan.

This attack was completely covered up by the press and authorities, probably in order to not alarm the many optimists who live and prosper in that bourgeois area of the metropolis of Milan.

We express that from now on we are aligned with the “Memento Mori” Nihilistic Sect and its intentions, and we clarify that we are not a “political” group.

We pursue and we strike out using our nihilist, animal, and amoral impulses!

We are advancing, deepening, and studying techniques to make a more destructive impact.

Forward indiscriminate terror and selected targeting!

Affinity with the “Memento Mori” Nihilistic Sect!

A salute to the feral and extremist groups against techno-industrial society!

-“Cenaze” Nihilist Terrorist Clan


CLÃ TERRORISTA NIILISTA “CENAZE”

Em 19 de julho passado “abandonamos” na via Nato Torriani (centro de Milão) ao lado de um canteiro de cimento onde há flores, um pequeno artefato explosivo dentro de um envelope e uma folha com nossas intenções e nosso nome, escrito com um normógrafo.

O ataque que foi completamente censurado pelas autoridades e pela imprensa, talvez para não alarmar aos muitos “bem pensantes” que vivem e prosperam nesta área “burguesa” da metrópole de Milão.

Especificamos que a partir de agora somos afins à Seita Niilista Momento Mori, e seu propósito, e esclarecemos que não somos um grupo “político”.

Perseguimos e golpeamos por nossos impulsos niilistas, animais e amorais!
Estamos avançado, aprofundando e estudando técnicas para afetar de uma forma mais destrutiva!

Adiante pelo terror indiscriminado e o alvo seletivo!

Afinidade com a Seita Niilista Momento Mori!

Saudações cúmplices aos grupos ferais e extremistas contra a sociedade
tecno-industrial!

Clã Terrorista Niilista “Cenaze”


NIHILIST TERÖRIST KLAN “CENAZE” UYGAR YAŞAMI TEHDIT EDER

Nihilist terörist olarak biz toplumun sosyal ve uygar yaşamına saldırdık.
Geçen 19 temmuzda Milan’ın merkezindeki Via Nato Torriani üzerinde bir kalıp çimento çiçeği yatağının yanına şablon içine yazılı ismimizi ve niyetimizi listeleyen bir kağıt parçası ile birlikte bir zarf içindeki küçük bir patlayıcıyı bıraktık.

Bu saldırı Milan metropolünün burjuva bölgesinde yaşayan ve başarılı birçok iyimsere muhtemelen uyarı vermemek için, tamamen basın ve yetkililer tarafından örtbas edildi.
Biz şu andan itibaren biz “Memento Mori” nihilist tarikatı ve niyetleri ile aynı doğrultuda olduğumuzu ifade ediyor, ve “politik” bir grup olmadığımızı açıklığa kavuşturmak istiyoruz.
Hayvani, ahlaksız dürtüleri, kendimizde kullanarak dışarı çıkar ve peşine düşeriz.
Biz ilerleyen, daha derin, ve daha yıkıcı etki yaratmak için teknikler üzerinde çalışıyoruz.

Gelişigüzel terör ve seçici hedeflere doğru ileri!

“Memento Mori” Nihilist Tarikatı ile benzeşme!

Tekno-endüstriyel topluma karşı vahşi ve aşırı gruplara bir selam!

– Nihilist Terörist Klan “Cenaze”


Η μηδενιστική τεροριστική ομάδα ” CENAZE” απειλεί την αστική ζωή

Ως τρομοκράτες μηδενιστές επιτεθήκαμε στη κοινωνική και πολιτισμένη ζωή της κοινωνίας. Στις 19 Ιουλίου αφήσαμε έναν μικρό εμπρηστικό μηχανισμό μέσα σε ένα φάκελο μαζί με ένα κομμάτι χαρτί στο οποίο αναγραφόταν το όνομα μας και οι προθέσεις μας γράφτηκαν σε στένσιλ δίπλα σε ένα τσιμεντένιο παρτέρι στην Via Nato Torriani στο κέντρο του Μιλάνου.

Αυτή η επίθεση κουκουλώθηκε πλήρως από τα ΜΜΕ και τις αρχές, πιθανώς για να μη τρομάξουν τους πολλούς αισιόδοξους που ζουν και ανθίζουν σε αυτή τη περιοχή της μπουρζουαζίας στη μητρόπολη του Μιλάνου. Εκφράζουμε ότι από δω και στο εξής συνεργαζόμαστε με νιχιλιστική σέκτα “Memento Mori” αλλά και με τις προθέσεις της και ξεκαθαρίζουμε ότι δεν είμαστε μια “πολιτική” ομάδα. Επιδιώκουμε και χτυπάμε χρησιμοποιώντας τις νιχιλιστικές, ζωώδεις και ανήθικες μας παρορμήσεις! Προχωράμε μπροστά, εμβαθύνοντας και μελετώντας τεχνικές ώστε να κάνουμε ένα ακόμα πιο καταστροφικό αντίκτυπο.

Εμπρός με αδιάκριτο τρόμο και επιλεκτική στόχευση!

Πολιτική συγγένεια με τη νιχιλιστική σέκτα “Memento Mori”!

Χαιρετίζουμε τις άγριες και εξτρεμιστικές ομάδες ενάντια στη τεχνο-βιομηχανική κοινωνία!

-“Cenaze” Nihilist Terrorist Clan


“CENAZE” NIHILISTICKÝ KLAN TERORISTŮ/HROZBA V CENTRU MILÁNA

Jako nihilističtí teroristé jsme zaútočili na sociální a civilizovaný život společnosti.

Dne 19.července jsme zanechali malé explozivní zařízení uvnitř obálky spolu s kusem papíru s naším jménem a záměry napsané šablonou blízko betonového záhonu na Via Nato Torriani v centru Milána.

Tento útok byl úplně skrytý tiskem a orgány, nepochybně proto, aby nevystrašil množství optimistů kteří žijí a prosperují v této buržoazní oblasti metropole Milána.

Prohlašujeme, že od této chvíle jsme ve shodě s Nihilistickou Sektou “Memento Mori” a jejími záměry, a objasňujeme že nejsme “politická” skupina.

Pokračujeme a vyrážíme jednající podle našich nihilistických,animální a amorálních instinktů.

Postupujeme v prohlubování a studování techniky za účelem většího destruktivního dopadu.

Vpřed bezohlednému teroru a selektivnímu cílení!

Afinita s “Memento Mori” Nihilistickou Sektou!

Pozdrav nezkroceným a extrémistickým skupinám proti techno-průmyslové společnosti!

Nihilistický Klan Teroristů “Cenaze”

Uma guerra sem baixas civis: uma defesa eco-extremista da violência indiscriminada

Traducción al portugués del texto de Chahat-Ima, en el que hace un defensa del ataque indiscriminado.

Traducido por “Anhangá”


Sendo um propagandista eco-extremista, percebo as reações dos leitores anarquistas e esquerdistas ao ler sobre as ações de ITS e outros grupos eco-extremistas. A primeira reação geralmente é de repulsão. Como pode ser que os eco-extremistas executem atentados contra as pessoas e a propriedade, como incendiar ônibus ou enviar pacotes-bombas que podem causar danos a “civis inocentes”? E se uma criança estiver perto do explosivo? Ou se a secretária do cientista, também uma mãe e uma esposa, abre o pacote e morre ao invés do cientista? De onde vem esta obsessão com a violência niilista onde inocentes são mortos? Isso não ajuda a “causa” pela destruição da civilização? Não é um sinal de que os eco-extremistas estão mentalmente perturbados, talvez irritados com seus pais, precisam tomar seus medicamentos, são uns excluídos, etc.?

Em realidade, a oposição dos esquerdistas, anarquistas, anarco-primitivistas, e vários outros tipos de pessoas que se opõem à violência eco-extremista, é hipócrita, é hipocrisia à nível de que Nietzsche e qualquer outro pensador adepto poderia refutar. Posto que a civilização, assim como qualquer ideologia, se baseia na violência indiscriminada, e no esforço de esconder esta violência à luz do dia.

Vamos fazer os cálculos: a oposição à violência eco-extremista pode ser considerada desde o ponto de vista da regra de ouro cristã: “trate os demais como você gostaria que fosse tratado”, “você não iria gostar que alguém explodisse uma bomba no ônibus em que estivesse viajando”, “você não quer perder os dedos em uma explosão, ou que alguém dê tiros em sua cabeça quando você apenas está trabalhando para triunfar”, “todos temos o direito de trabalharmos e ganhar a vida honestamente”, certo? Mas a probabilidade de estar próximo a uma explosão eco-extremista é mínima, você tem mais probabilidade de ganhar na loteria. Em comparação, a probabilidade de morrer em um acidente de carro é muito mais alta, e a probabilidade de morrer por uma doença causada por comer comida processada, como câncer ou cardiopatia, é ainda mais alta. Costumam dizer, em último caso, alguém morreu de “causas naturais”, mas, por outro lado, se alguém morre em um ataque — “baixa civil” — na guerra eco-extremista é uma tragédia. Isso é um absurdo.

Claro, uma condenação da violência eco-extremista neste caso, é uma aprovação tácita da violência do Estado ou da civilização. Para o liberal burguês, “a violência terrorista” é horrível, uma vez que somente o Estado pode determinar quem deve perder a vida (por exemplo: se alguém vive no Iêmen ou Afeganistão teria mais a temer do que apenas acidentes de carros, pois há “drones” que lançam morte diariamente, porém não há nenhum inconveniente porque tudo foi aprovado pela democracia yanqui). Por outro lado, parece que a esquerda e os anarquistas tem mais direto a criticar a violência, posto que se opõem ao Estado e ao capitalismo. De qualquer forma ainda inventam fantasias onde tomam o poder e executam aos parasitas ricos que foram julgados e sentenciados à morte em suas reuniões, e os matam de maneira cruel e sem piedade, não considerando que os burgueses também são pais, filhos, cônjuges, etc. E obviamente, a violência na dita Revolução será a menor possível, uma vez que, poucos inocentes morreram desnecessariamente em uma revolta popular.

Colidimos com a Grande Ilusão da Civilização, que nos obriga a nos preocupar com pessoas que nunca vamos conhecer, a ter empatia com o cidadão abstrato, o companheiro, e um filho de Deus. Devemos nos preocupar vendo um ônibus queimado, ou um escritório destruído, ou os vestígios de um artefato explosivo deixado do lado de fora de um ministério do governo. Nós somos obrigados a nos perguntar coisas como: o que aconteceria se minha filha estivesse em frente a este edifício? E se minha mulher estivesse neste escritório? Se eu fosse este cientista morto e coberto de sangue no estacionamento? Bom, se assim fosse, o que mudaria? Mas, na realidade, você não estava ali, então, porque está fazendo este filme?

Não é esta a grande narrativa da civilização, que todos nós estamos envolvidos nesta questão? É mentira, porque não estamos. Você é um elo a mais na cadeia, e se a Grande Máquina da civilização escolhe te rejeitar, você será jogado ao lixo. Você não tem nenhuma agenda pessoal, a moralidade é uma ilusão. Somente cobre a violência e morte necessária para produzir a comida que você come e a roupa que veste. É perfeitamente aceitável que numerosos animais morram, que queimem os bosques, que pavimentem os campos, que milhões sejam feitos escravos em fábricas, que sejam erguidos monumentos para as pessoas que destruíram o mundo dos selvagens, que sacrifiquem os sonhos e a sanidade mental dos que vivem hoje para obter um “amanhã melhor”, mas pela amor de Deus, não deixem uma bomba em frente a um ministério do governo, isso não aguentamos!

Aqui te apresento a chave para tua libertação: você não deve nada à sociedade, e não tem que fazer o que te pedem. Essas pessoas que são assassinadas no outro lado do mundo não se preocupam com você, e nunca se preocuparão. Você é uma pessoa a mais nos números de Dunbar: será uma notícia no jornal e será esquecido. Se identificar com a morte de um cidadão ou um “filho de Deus” a milhares de quilômetros de você, é a maneira em que a sociedade te manipula para que faça o que te é ordenado: é uma ferramenta para tua domesticação e nada mais.

O poeta estadunidense Robinson Jeffers escreveu que, a crueldade é algo muito natural, mas o homem civilizado acredita que é contrária à natureza. Os europeus observaram que alguns grupos indígenas do norte da Alta Califórnia, eram os mais pacíficos e ao mesmo tempo os mais violentos: pacíficos porque não tiveram guerras organizadas, violentos porque usaram a violência para solucionar problemas interpessoais. Os que se opõem com mais fervor à violência eco-extremista, estão defendendo o direito exclusivo do Estado e a civilização de determinar quais, entre os seres humanos, devem viver ou morrer. As pessoas com esta atitude são propriedade exclusiva do Estado, então como se atrevem os eco-extremistas, a desafiar este direito absoluto que existe há mais de dez mil anos, as leis que determinam a vida e a morte?

Termino este discurso com duas citações (apócrifos?) de Joseph Stalin, a primeira é: ” não se pode fazer omelete sem quebrar alguns ovos”. Os que se opõem ao eco-extremismo dirão que estamos sacrificando a vida de inocentes para estabelecer nosso Paraíso na terra. Qualquer pessoa com a mínima inteligência para ler um pouco, perceberá que isso é uma mentira. O eco-extremismo não busca quebrar alguns ovos para fazer um omelete, pelo contrário, ele quer destruir a caixa inteira, e se alguns ovos se quebrem neste acontecimento, de qualquer forma, quantos ovos são quebrados em uma propriedade industrial a cada dia?

A segunda citação é: “uma única morte é uma tragédia, um milhão de mortes é uma estatística”. Não é esta a lógica da civilização, do esquerdista e do anarquista? Pretendem ignorar que o mundo está sendo destruído pela civilização, se perturbam um pouco pelos selvagens que morreram defendendo a terra de seus ancestrais, fazem um videogame em sua imaginação onde estrangulam os capitalistas dormindo em suas camas, mas se veem um ônibus queimado ou um laboratório destruído, gritam, “Meu Deus, que barbaridade!”.

Talvez você acredite que estes atos são poucos efetivos, talvez acredite que são atos de sociopatas, ou o que quer que seja. Não queremos mudar o mundo, preferimos vê-lo consumido em chamas. E se você não vê a destruição da Terra, dos rios, montanhas, florestas e oceanos, esta é a verdadeira loucura, não podemos te ajudar, e não queremos te ajudar. Apenas se agache quando ver-nos chegar.

Ataques Indiscriminados? Mas que diabos passa com eles!!

Traducción al portugués del texto del jefe editor de la Revista Regresión. Texto de respuesta a algunos grupos anarquistas del sur, sobre el debate amoral y el ataque indiscriminado.

La traducción está a cargo de “Anhangá”

¡Adelante con los hechos  contra  la civilización!

¡Adelante con la traducción y la propagación de sus palabras!


“Assim, porque és morno, e não frio nem quente, te vomitarei de Minha boca.”

A.

Já faz algum tempo que tenho escrito sobre o posicionamento a respeito dos ataques indiscriminados de parte dos grupos eco-extremistas que já se espalharam do norte da América até o sul, e que tem causado muito incômodo em setores anarquistas radicais e não é preciso nem dizer nos círculos da esquerda moderna…

O discurso de desconforto destes grupos tem sua origem nos comunicados do projeto iniciado por ITS em 2011, onde se mostravam a favor da violência terrorista contra aqueles que tendem ao progresso tecno-industrial, sem se importar em causar danos a terceiros.

Isso ficou claro após o primeiro atentado do grupo, onde um trabalhador da UPVM não entregou ao alvo o pacote-bomba abandonado no campus, e decidiu o abrir. Suas feridas foram o começo de uma história de ataques que até hoje prevalece.

Desde o começo, ITS, sem dúvida alguma, foi um grupo sui generis, que chegou com força derrubando, com suas críticas, posicionamentos vitimistas, civilizados, progressistas, humanistas, etc., e se embrionando em vários círculos (eco) anarquistas daquela época.

Um pouco de história

No México houve incômodos e vários se escandalizaram pelas palavras e atos do grupo em questão, sendo alguns deles; coletivos, organizações e sujeitos que defendem ideologias tradicionais de esquerda (comunistas ou anarquistas), que são antagônicas ao Estado, às instituições, partidos políticos, etc., e que não compreendiam a emergente tendência do eco-extremismo (e, aparentemente, ainda não entendem).

O que foi toda aquela onda de comunicados e atentados contra cientistas em 2011? Alguns eunucos berravam que ITS era obra de um plano macabro para justificar a repressão contra os movimentos sociais e/ou anarquistas daqueles anos.

De onde veio um grupo tão incorreto na hora de atacar? O que significam essas reivindicações a favor da Natureza Selvagem? Mas o México não era “terra” de Zapatistas, vermelhos e anarquistas cagões que enxiam a boca com discursos autonomistas-populistas? Por acaso são uma nova cisão de algum grupo armado comunista? São realmente ecologistas radicais como dizem ser ou são uma estratégia militar para prender os gritalhões de sempre que clamam por justiça? Por acaso eles são punks fazendo uma piada de mal gosto?

NÃO, ITS é um grupo de individualistas provenientes do eco-anarquismo que se distanciaram de tantas ideias utópicas e irreais, que criticaram e se auto-criticaram, que avançaram entre as sombras e que planificaram o ataque aqui e agora.

ITS rosna ferozmente dizendo que: não há NADA a mudar na sociedade, MUITO MENOS há um “paraíso primitivista” pelo qual lutar, a revolução NÃO existe, NÃO somos anarquistas, comunistas, feministas, punks, nem nenhum outro esteriótipo “radical”, estamos em GUERRA contra a civilização, contra o sistema tecnológico, contra a ciência e contra tudo o que queira domesticar a Natureza Selvagem e queira nos artificializar como humanos agarrados à nossas raízes mais profundas. Não negamos NOSSAS contradições e pouco nos importa sermos vistos como “incoerentes” por aqueles que nos criticam estupidamente dizendo: “se se opõem à tecnologia por que usam internet!”. Frente a essas críticas vagas e sem base alguma nosso escarro cuspido em suas patéticas caras.

Após a primeira fase de ITS em 2011; chegou a segunda marcada após publicar o seu sexto comunicado em janeiro de 2012, no qual comentava várias auto-críticas que fizeram com que ITS se desprendesse quase por completo de sua herança anarquista e sua discursiva “kaczynskiana”.

Sua terceira fase em 2014 com “Reacción Salvaje” foi mais que clara em seu discurso, mantendo sua atitude indiscriminada nos ataques que levaram a cabo seus diferentes grupúsculos. Dos 25 comunicados que emitiram em um ano, 15 foram reivindicações.

ITS não mentia quando escrevia tranquilamente em seus comunicados que não lhe interessava os feridos que deixavam em seus ataques, que eram indiscriminados em seu atuar e isso era verdade.

Em abril de 2011, ITS deixou ferido gravemente um trabalhador da UPVM no Estado do México. Em agosto um pacote-bomba deixava feridos a dois importantes professores da Tec de Monterrey no mesmo estado. Em novembro assassinaram com um tiro na cabeça um renomado pesquisador de biotecnologia em Morelos. Em dezembro um envelope-bomba feriu mais um professor da UPP em Hidalgo. Em 2013, um funcionário dos correios resultava ferido após roubar um pacote-bomba de uma caixa de correios da Cidade do México. Ou seja, no período de 2011-2013, ITS deixou 5 feridos e um morto, sendo 4 em gravidade e 2 não tinham haver com as pessoas-alvos.

Os feridos também se repetiram com RS. Em julho de 2015 um funcionário público membro da Comissão de Direitos Humanos teve queimaduras após abrir um pacote encontrado na garagem de seu edifício-sede no Estado do México. Em 14 de agosto uma secretária do Grupo Cuevas (engenheiros ligados a ICA) foi ferida da mesma forma após abrir um pacote abandonado em seus escritórios no mesmo estado.

Após a morte de RS, os grupos eco-extremistas que o presidiram já contam com seu histórico de feridos após seus ataques. Em outubro de 2015 nove bombas-relógio em nove ônibus da Mexibús foram detonadas, e embora o ataque tenha sido contra o transporte público, não houve mais que um ferido apenas. Na ação havia o risco de mais de uma pessoa sair com severos danos físicos, mas para a “Seita Pagã das Montanhas e Grupos Afins” isso pouco importava.

Em novembro daquele mesmo ano um pacote-bomba aberto dentro do Conselho Nacional Agropecuário na Cidade do México feriu o vice-presidente da Aliança Pró-Transgênicos e também sua secretária e dois civis que se encontravam próximos. O “Círculo Eco-extremista de Terrorismo e Sabotagem” se responsabilizou pelo atendado.

Mais dois grupos provenientes da morte de RS, o “Grupúsculo Indiscriminado” e “Ouroboros Niilista” (agora Ouroboros Silvestre), tentaram detonar seus explosivos sem se importar com terceiros feridos, e, embora aparentemente seus ataques tenham sido frustrados, a intenção segue.

Em janeiro deste ano (2016) ITS voltou a aparecer publicamente com seu primeiro comunicado, e o que parecia mais uma etapa “das de sempre” dentro desta guerra se converteu em surpresa para muitos. Quinze dias depois da publicação de seu primeiro texto, ITS havia realizado seis ataques com explosivos em três diferentes estados do país. Sua capacidade operacional deu muito o que falar. Uma semana depois de seu segundo comunicado reivindicando esses ataques de janeiro e fevereiro, um ônibus Transantiago era reduzido a sucada queimada na capital chilena em plena luz do dia. O nome assinante que se responsabilizava pelo ataque era: “Individualistas Tendendo ao Selvagem-Chile”.

Com este terceiro comunicado do grupo a internacionalização do eco-extremismo indiscriminado era evidente. Uma semana após a queima do ônibus era publicado o quarto comunicado assinado por “Individualistas Tendendo ao Selvagem-Argentina”, onde se responsabilizavam por um artefato explosivo na Fundação de Nanotecnologia e também por várias mensagens de ameaças contra cientistas e contra a imprensa. Também haviam deixado um pacote com pólvora negra e uma mensagem em uma estação de ônibus em Buenos Aires.

Embora ITS em fevereiro tenha atuado em três países diferentes sob suas próprias pautas, totalizando 10 diferentes atos e alguns deles sendo em plena luz do dia, a onda de atentados feriu a apenas dois civis.

Em março o quinto comunicado de ITS-América (México, Chile e Argentina), defendeu e sublinhou o posicionamento que teve desde 2011: NÃO importa se civis sejam feridos, isso é uma GUERRA, o ataque é indiscriminado. ITS NÃO reconhece moralismo no ataque.

Após estas incômodas palavras, houve reações…

“Debates”, notas e indiretas

Após a difusão dos ataques de grupos eco-extremistas no México em diferentes blogs de “contrainformação” anarquista, muitos deles expressaram seu desacordo através de notas no rodapé da página ao publicar estes comunicados. Alguns se limitaram a apenas publicá-los sem qualquer aponte ou opinião e já outros simplesmente não publicam nada referente a nossas posturas, e é compreensível, NEM todos os blogs, revistas e demais projetos de tendência anárquica tem a obrigação de publicar o que os grupos eco-extremistas dizem ou fazem, sempre haverá diferenças, algumas positivas e outras mais negativas. O que quer enfatizar o Grupo Editorial da Revista Regresión (que é parte de ITS-México), é o seguinte:

– NÃO queremos que os demais aceitem nossos “términos e condições”, NÃO tentamos ser agradáveis ou amigáveis com estranhos, ou queremos que certos grupos ou indivíduos “tornem-se” como nós. NÃO nos interessa “converter” a ninguém do eco-anarquismo ao eco-extremismo. Os poucos que decidiram adotar esta postura estão convencidos de que um projeto como este deve ser defendido com unhas e dentes, pensado e planificado para dar golpes mais certeiros.

– Alguns anarcos tem dito que somos uma “Máfia”. Para estes criticões e bocas grandes que andam difamando nosso projeto tanto no México como em outros países onde o eco-extremismo já tem presença, nós vamos tomar isso como um elogio.

Nós somos um tipo especial de crime, delinquentes que se aglomeraram em um grupo para atacar em diferentes lugares tanto no México quanto no Chile, Argentina e outros países. Não pensem duas vezes ao tentar “nos insultar” dizendo que somos terroristas ou uma nova classe de máfia, porque isso não nos insulta e porque nós SOMOS!

– Todos podem expressar sua raiva ao ler nossas linhas, muitos gringos “anarco-zerzianos” às escondidas fizeram isso. Para citar um exemplo, no portal “Anarchist News” os comunicado de ITS foram censurados por sermos consideramos “reacionários”, e não dizemos isso com uma atitude vitimista, dizemos para que os blogs que não estejam de acordo com nosso discurso deixem de se comportar de forma tão pluralista e se realmente lhes causam incômodo nossas incorretas, terroristas e mafiosas palavras, deixe-as de publicar, afinal nos fariam um favor.

– Como decidimos, todos podem expressar sua incompatibilidade com o eco-extremismo indiscriminado que defendemos, isso também fizeram os auto-denominados “Célula Revolucionária Paulino Scarfó” (CRPS) em seu comunicado de fevereiro deste ano, no qual fazem alusões indiretas ao atentado de ITS no Chile. Repetimos, é saudável criticar e expressar desacordos, MAS lançar indiretas NÃO filhos da mãe! Melhor se tivessem assinado como “Célula Anarco-cristã León Tolstói”. Parece que estes anarquistas não tem memória histórica ou que sofrem de uma amnésia terrível ao mencionar aquele que foi companheiro do TERRORISTA Severino Di Giovanni, o anarquista que fez voar pelos ares o consulado italiano em Buenos Aires, matando a vários fascistas, mas também ferido a civis, aquele que matou a um anarquista que lhe marcava como “fascista”.

Scarfó acompanhou a Di Giovanni na fase mais violenta de sua Guerra Individualista contra alvos móveis e simbólicos, ele foi um INDISCRIMINADO, de fato foi condenado pelos mesmos anarquistas de sua época, pois seus métodos de luta foram considerados “inapropriados”.

É verdade CRPS, os grupos eco-extremistas, ITS e muito menos nós somos revolucionários, também não compartilhamos seu discurso tão repetitivo e chato, só que nós ao contrário de vocês, somos diretos e não andamos com putas insinuações e rodeios imbecis!

Alguns posicionamentos nossos para “Nigra Truo” (NT)

Há alguns dias um integrante do blog “Por la Anarquía” publicou um texto onde é possível ler a sua posição a favor e contra do eco-extremismo. Até agora é a única crítica mais sincera, pois ele não se concentra APENAS em criticar o que defendemos, mas também faz algumas críticas aos ambientes anarquistas.

Embora isso, NT não se salva de nossa resposta à suas críticas, por isso temos que esclarecer o seguinte:

– Aparentemente, NT confundiu a informação que tem de ITS e escreveu que é uma contradição empurrar o Debate Amoral que propuseram os niilistas da Casa Editorial “Nechayevshchina” (Nechayevshchina Ed.) e ao mesmo tempo ter a regra moral de: “A Natureza é o bem, a Civilização é o mal”. A NT recordamos que ITS tem diferentes fases, e embora o grupo defendesse muito esse lema Naturien desde 2011, os ITS de hoje são diferentes, faz anos que ITS não havia empregado essa frase, por isso, caro NT, lamento sarcasticamente dizer-lhe que, sua crítica referente a este ponto cai por seu próprio peso, posto que, ITS já não defende esse lema, pois a Natureza Selvagem está em um plano “extra-moral”.

Ao ler a crítica de NT parece ser que ele tem se confundido com o que nós, os que defendem a tendência do eco-extremismo, entendemos por Ataques Indiscriminados. Um ataque desses não é colocar uma bomba na casa de papelão de um mendigo, não é incendiar uma barraca de um vendedor ambulante, NÃO, quando nos referimos a Ataques Indiscriminados é que vamos colocar uma bomba em algum lugar específico, empresa, universidade, casa particular, automóvel, instituição, etc., onde esteja nosso alvo-humano a ser atacado, sem se importar que o explosivo alcance a civis. Ataque Indiscriminado é incendiar algum lugar simbólico sem se importar que haja “gente inocente”, sempre acertando o Progresso Humano. Ataque Indiscriminado é o que tem feito ITS desde 2011, e que foi abordado no início deste texto, é enviar pacotes-bombas sem se importar que terceiros sejam afetados, sempre tendo como objetivo desestabilizar, aterrorizar e implantar o caos em uma sociedade carente de pensamentos próprios.

– Seguimos festejando os “desastres naturais”, os quais podem ser vistos como atos de vingança ou como reações violentas da Natureza Selvagem (dependendo da auto-cosmovisão individualista que se distancia daquela que defende a cultura civilizada), derivadas da destruição ambiental que por sua vez é provocada por mãos humanas, tanto de gigantescas multinacionais como por seus peões “proletários”.

Conclusão

Uma maneira de finalizar este texto é somente dizendo que os ataques de grupos eco-extremistas irão continuar assim como seu incômodo discurso. Sempre haverá pontos em acordo-desacordo, convites para debates, indiretas, e merda derramada da boca de alguns, mas que se saiba bem o que haverá enquanto sigamos existindo, é uma resposta de nós, os terroristas, os incorretos, os que não se calam do que pensam ,os que aclaram antes de mais nada, os da Máfia Eco-extremista!!

Com a fúria desconhecida da Natureza Selvagem!

Com Chahta-Ima, Nechayevshchina e Maldición Eco-extremista!

Com ITS-México, Chile e Argentina!

Adiante com a Guerra!

 

Xale: Editor-chefe da Revista Regresión

México, inverno de 2016

(es-pt-it-en) Entrevista a Individualistas Tendiendo a lo Salvaje

Entrevista hecha a ITS-México el 01 de Julio 2016, por parte del medio periodístico “Radio Fórmula”. Quien cuestiona es el periodista Ciro Gómez Leyva. Todo esto a raíz del atentado homicidiario de la “Mafia Eco-extremista/Nihilista” de ITS, contra el jefe de la facultad de  química de la UNAM.

http://www.radioformula.com.mx/notas.asp?Idn=606512&idFC=2016&sURL=

Seguimiento de los actos de ITS aquí:

https://mega.nz/#!pk8UlTpB!tVANbcThPxekw_ElOsBRVMv0HNKILwINsYOzjiQK2Ig


-¿A qué se refieren con los ataques del 25 y el 8 de abril?
Aquí hay que aclarar una cosa, ITS NO fue responsable del ataque del 8 de Abril en C.U., fue otro grupo que comparte la misma tendencia del eco-extremismo, lo mencionamos en nuestro último comunicado para evidenciar que las autoridades universitarias acallaron dichos ataques.

Por otra parte, el ataque del 25 de Abril en C.U., fue parte de una coordinación entre grupos de ITS en México, Chile y Argentina.

Todo el mes de Abril lo dedicamos a esa coordinación de ataques, los cuales fueron:

– El 6 de Abril la “Horda Mística del Bosque”, abandonó un artefacto incendiario dentro de la Facultad de Ciencias Físicas y Matemáticas de la Universidad de Chile en Santiago, aunque el artefacto lo encontraron antes de activarse generó gran conmoción en la comunidad universitaria del país de los terremotos.

– El 12 de Abril el grupo “Ouroboros Silvestre”, detonó un explosivo frente a la Universidad de Ecatepec, en el Estado de México, este a escasos metros del palacio municipal ubicado en pleno centro San Cristóbal, en este caso el artefacto explotó exitosamente sin que se conocieran más detalles.

– Ese mismo día el mismo grupo abandonó un artefacto explosivo de activación electromecánica en la Comunidad Educativa Hispanoamericana en el mismo municipio. El artefacto le detonó a uno de los guardias de la institución al momento que lo levantó provocándole heridas, cosa que acallaron las autoridades educativas y los medios de comunicación locales, los cuales dijeron que el artefacto había detonado sin dejar heridos y solo daños materiales.

– EL 19 de Abril el “Grupo Oculto Furia de Lince” detonaron un artefacto explosivo casero en una de las entradas del Tec de Monterrey Campus Ciudad de México en Tlalpan, sin que se conocieran más detalles.

– El 21 de Abril el grupo “Constelaciones salvajes” abandonó un paquete-bomba dentro de la Universidad Tecnológica Nacional en Buenos Aires, Argentina, sin que supiera mayor detalle dado que las autoridades silenciaron el atentado.

– El 25 de Abril el “Grupo Oculto Furia de Lince”, abandonó un artefacto explosivo de activación electromecánica similar al que detonó en la Comunidad Educativa Hispanoamericana en Ecatepec, pero ahora en la Facultad de Arquitectura en C.U., sin que se conocieran más detalles.

– El mismo día, el mismo grupo abandonó otro artefacto explosivo con un mecanismo similar al otro pero en la Facultad de Ingeniería, específicamente en el edificio A, sin que se conocieran más detalles del mismo.

Todos estos actos los llevaron a cabo los grupos que se mencionaron y que están adheridos a ITS, y que los reivindicamos en nuestro séptimo comunicado el 9 de mayo pasado.

¿Contra quién atentaron?

Los ataques del 25 de Abril en C.U. en específico, fueron simbólica y materialmente contra la UNAM y contra cualquier universitario que se cruzara con los explosivos abandonados, es falsa la información que han desplegado algunos medios de comunicación en donde dicen que los ataques del 25 fueron específicamente en contra el jefe de servicios químicos, mentira.

-¿Cuantos objetivos más tienen?

Nuestro objetivo en concreto es la civilización en su totalidad, las universidades y empresas que generan esclavos para que este sistema siga creciendo, los centros comerciales e instituciones que llenan de basura las mentes de los borregos ciegos directo al matadero (con esto no estamos posicionándonos a favor de las sociedad, de la masa, la cual también contribuye a la destrucción de la Tierra con su simple existencia), atacamos los símbolos de la modernidad, de la religión, de la tecnología y del progreso, atentamos directamente contra los responsables de que esta mancha urbana siga creciendo y devorando los entornos silvestres que aún quedan.

En resumidas cuentas, nosotros, los eco-extremistas estamos en contra del progreso humano, el cual corrompe y degrada todo lo bello que hay en este mundo, el progreso todo lo vuelve artificial, mecánico, gris, triste, nosotros no soportamos eso, por eso es que le hemos declarado la guerra a esta civilización y a su asqueroso progreso desde hace unos años atrás.

-¿Nunca han detenido a un compañero suyo?
En 2011 después de “volar” a los dos catedráticos del Tec de Monterrey campus Atizapán, dijimos que la PGR y demás instituciones de seguridad eran una BURLA y lo seguimos diciendo, no hay, ni ha habido alguno de los nuestros detenido hasta ahora…

-¿Por qué matar?
¿Y porque no?, ¿es pecado?, ¿es un delito?, ¿está mal?, seguro que más de uno dijo que “Sí” en alguna de estas preguntas. Respondemos, para ser claros nosotros matamos porque esto es una GUERRA, por eso, porque no reconocemos más autoridad que la autoridad de nuestras deidades paganas relacionadas a la naturaleza y contrarias al catolicismo y al dios judaico, deidades personales que nos empujan a la confrontación. Matamos porque no reconocemos otra ley que no sean las leyes naturales que lo rigen TODO en este mundo muerto. Matamos porque rechazamos cualquier moral que nos quieran imponer, porque no lo consideramos ni “malo” ni “bueno”, sino como una respuesta desde nuestra individualidad a toda la destrucción que genera el progreso humano.

Dentro del espectro del terrorismo, matar puede ser una estrategia, un llamado, una advertencia para lo que quizás siga…

Pasando al tema central, asesinamos al jefe de servicios químicos de la UNAM para recordarles que podemos atacar en cualquier momento a quien sea dentro de la universidad, para demostrarles que nuestros objetivos se han ampliado, en 2011 nos dedicamos a atacar a los científicos e investigadores, ahora todos los que integran la comunidad universitaria pueden y son un objetivo en potencia, ¿porque?, por el simple hecho de formar parte de la comunidad estudiantil y progresista de la máxima casa de estudios.

Advertimos meses pasados a las autoridades de la UNAM, advertimos que si nuestros ataques seguían siendo silenciados que se atuvieran a las consecuencias, el resultado fue el escandaloso muerto dentro de Ciudad Universitaria como escarmiento.

Nos da igual que haya sido un trabajador, el mismo escandalo hubiera acontecido si el muerto hubiera sido un estudiante o un maestro, o en el mejor de los casos un investigador de renombre, el objetivo, la UNAM, fue golpeado de nueva cuenta, las autoridades desmoralizadas y nosotros con otra muerte en nuestra historia.

-¿Cómo comprueban que fueron ustedes?
Las pruebas están en los hechos, el cuerpo tenía sus pertenencias no fue un robo, el cuerpo fue localizado en un lugar en donde no hay cámaras, eso indica un ataque directo y no otra cosa, ya sabemos que las autoridades capitalinas están preparando sus “investigaciones” tan torpes y faltas de argumentación (como siempre), para indicar que nosotros no fuimos para no alarmar más a la comunidad universitaria.

Teníamos pensado arrancarle el cuero cabelludo como prueba pero no nos fue posible, como escribimos en el comunicado, será para el siguiente.

Usted y todos pueden pensar lo que quieran, que fue un robo, una venganza personal por personas de su barrio, que fue accidental, etc., pero nuestro historial no miente, no somos un grupo nuevo que sale de la nada, y ya ha sido evidenciado con esto y con otros actos que no nos andamos con bromas.

-Si no creen en un mejor mañana, ni son revolucionarios, ¿Qué piden? ¿Cuál es la finalidad de su lucha?
Nosotros no pedimos nada, no tenemos exigencias o “pliegos petitorios”, ¿se puede negociar la perdida de nuestras raíces como humanos naturales que se resisten a la artificialidad de la civilización? Claro que no, no hay negociación ni mesas de dialogo, ni nada de nada.

Nosotros no creemos en las revoluciones pues estás siempre van encaminadas a la “solución de problemas”, a construir algo nuevo y “mejor”, déjenos decirles que la era de las “revoluciones” y de los “revolucionarios” ha terminado, no existe “revolución” alguna que pueda cambiar una cosa negativa por una positiva porque hoy todo está corrompido, porque todo está a la venta, porque lo que rige el mundo en la actualidad no es el poder político sino el económico. Las revoluciones son cosas del pasado y lo hemos entendido muy bien.

Nosotros no queremos solucionar nada, ni proponemos nada a nadie, no queremos cambiar al mundo, ni queremos que se nos una la masa, basta ya de las utopías de secundaria, basta ya de tener en la cabeza que puede haber un mundo nuevo, mira a tu alrededor, el presente está plagado de horrores causados por la misma civilización, por la alienante realidad tecnológica (redes sociales, teléfonos), respira el espeso aire de esta sucia ciudad, mira las vías repletas de automóviles, observa la masa apretujándose en los camiones, en el metro, ve sus caras hartas de lo mismo, el poder económico lo tienen unos pocos, viven con lujos, se revuelcan en billetes y comodidades, los medios de comunicación están vendidos al mejor postor, y surgen los inconformes, y los desaparecen y los asesinan, la tensión social se agrava, y cuando parece que todo va a estallar, todo regresa a la normalidad, o a una normalidad alternativa, por eso nosotros dejamos de creer en un “mejor mañana” porque este presente decadente es lo único que tenemos, y en este presente solo vemos el progreso que avanza sin freno hacia el abismo civilizado.

La civilización está podrida, se corroe cada vez más pero sigue avanzando, que más quisiéramos nosotros que con nuestras propias manos hacerla colapsar, pero esa sería otra finalidad infantil.

Nosotros no apostamos por la caída de la civilización, ni tenemos como finalidad la destrucción de esta, que quede claro.

En el aspecto filosófico somos pesimistas, porque hemos visto que todo lo hermoso para nosotros, que es la naturaleza, se ha perdido, la han destruido y la siguen empujando a la extinción. No nos queda nada porque luchar, excepto por nuestras propias individualidades, nosotros seguimos siendo humanos antes que robots, somos la Naturaleza Salvaje que queda, lo último de lo último, nosotros nos seguimos considerando parte de la naturaleza y no los dueños, los eco-extremistas rescatamos nuestras raíces primitivas, y entre muchas otras cosas está la confrontación, el conflicto que nos ha identificado como gente de esta tierra, hijos del mezquite y del coyote, guerreando contra los que nos quieran domesticar, así como lo hicieron nuestros antepasados más salvajes al no permitir que se les sojuzgara por los europeos a su llegada a la Gran Chichimeca.

Los eco-extremistas somos animales domésticos con sus instintos aún vivos, para muchos seguro que es una “incoherencia” decir que estamos en contra de todo esto y seguir usando tecnología, respondemos que no dudamos en usarla para conseguir nuestros fines inmediatos, eso es un hecho, nos importa un comino caer en presuntas “incongruencias”, así como nos importa nada que nos consideren lo que sea.

Una de las finalidades de ITS y del eco-extremismo en si es el ataque, es devolver los golpes que le han dado a la naturaleza salvaje sin ser galardonados como “revolucionarios”, desinteresadamente guiados por un impulso egoísta.

Los eco-extremistas son como las abejas, las cuales entierran su aguijón para herir a su oponente  (la civilización) dando pelea sabiendo que morirán en el intento, ya que está claro que en esta guerra no saldremos victoriosos.

Esto te parecerá enfermos mentales o desequilibrados, pero mira, el eco-extremismo nihilista es una tendencia que prácticamente “nació” en México, y que algunos individualistas la han tomado como suya en Chile, Argentina y Europa, está claro que no somos los únicos locos…

Quizás hay más preguntas que respuestas, eso es lo único que diremos por ahora.

Lo hecho echo está.

¡Por la internacionalización mafia eco-extremista!

¡Por la defensa extrema de la naturaleza salvaje!

-Individualistas Tendiendo a lo Salvaje-México


Entrevista a Individualistas Tendendo ao Selvagem

O que vocês querem dizer com os ataques de 25 e de 8 de abril?

É preciso esclarecer uma coisa aqui, ITS NÃO foi responsável pelo ataque em 8 de abril na C.U., foi outro grupo que compartilha a mesma tendência do eco-extremismo, mencionamos ele em nosso último comunicado para evidenciar que as autoridades universitárias acalmaram ditos ataques.

Por outro lado, o ataque de 25 de abril na C.U., foi parte de uma coordenação entre grupos de ITS no México, Chile e Argentina.

Dedicamos todo o mês de abril a essa coordenação de ataques, os quais foram:

– Em 6 de abril a “Horda Mística do Bosque”, abandonou um artefato incendiário dentro da Faculdade de Ciências Físicas e Matemáticas da Universidade do Chile, em Santiago. Embora o artefato tenha sido encontrado antes de ser ativado, uma grande comoção foi gerada na comunidade universitária do país dos terremotos.

– Em 12 de abril o grupo “Ouroboros Silvestre”, detonou um explosivo em frente a Universidade de Ecatepec, no Estado do México, esta a poucos metros da Câmara Municipal localizada em pleno centro de San Cristóbal. Neste caso o artefato explodiu com sucesso sem que se soubessem mais detalhes.

– No mesmo dia o mesmo grupo abandonou um artefato explosivo de ativação eletromecânica na Comunidade Educativa Hispano-americana no mesmo município. O artefato detonou em um dos guardas da instituição no momento em que ele o ergueu e provocou-lhe ferimentos, acontecimento que as autoridades educativas e os meios de comunicação local acobertaram, os quais disseram que o artefato havia detonado sem deixar feridos e apenas danos materiais.

– Em 19 de abril o “Grupo Oculto Fúria de Lince” detonou um artefato explosivo caseiro em uma das entradas da Tec de Monterrey – Campus Cidade do México, em Tlalpan, sem que mais detalhes fossem conhecidos.

– Em 21 de abril o grupo “Constelações Selvagens” abandonou um pacote-bomba dentro da Universidade Tecnológica Nacional em Buenos Aireis, Argentina, sem que se soubessem maiores detalhes, pois as autoridades silenciaram o atentado.

– Em 25 de abril o “Grupo Oculto Fúria de Lince”, abandonou um artefato explosivo de ativação eletromecânica similar ao que detonou na Comunidade Educativa Hispano-americana em Ecatepec, mas dessa vez na Faculdade de Arquitetura na C.U., sem maiores detalhes.

– No mesmo dia, o mesmo grupo abandonou outro artefato explosivo com um mecanismo similar ao outro, mas, na faculdade de Engenharia, especificamente no edifício A, sem que mais detalhes fossem conhecidos.

Todos estes atos foram realizados pelos grupos mencionados e que estão associados a ITS, e que foram reivindicados em nosso Sétimo Comunicado em 9 de maio passado.

Contra quem atentaram?

Os ataques de 25 de abril na C.U., em particular, foram simbólicos e materiais contra a UNAM e contra qualquer universitário que cruzasse com os explosivos abandonados. É falsa a informação que propagaram alguns meios de comunicação onde dizem que os ataques de 25 foram especificamente contra o chefe de serviços químicos, é mentira.

Quantos mais objetivos vocês tem?

Nosso objetivo em específico é a civilização como um todo, as universidades e empresas que geram escravos para que este sistema continue a crescer, os shoppings e instituições que enchem de lixo as mentes das ovelhas cegas que rumam direto ao abate (com isso não estamos nos posicionando a favor da sociedade de massas, a qual também contribui com a destruição da Terra com a sua simples existência), atacamos os símbolos da modernidade, da religião, da tecnologia e do progresso, atentamos diretamente contra os responsáveis por esta mancha urbana que segue se expandindo e devorando os entornos silvestres que ainda restam. Em suma, nós, os eco-extremistas, estamos contra o progresso humano, o qual corrompe e destrói toda a beleza que há neste mundo, o progresso converte tudo em artificial, mecânico, cinzento, triste. Nós não suportamos isso e esse é o motivo pela qual declaramos guerra a esta civilização e seu asqueroso progresso já há alguns anos.

Nunca prenderam um companheiro de vocês?

Em 2011 depois de “mandar pelos ares” a dois professores da Tec de Monterrey – Campus Atizapán, dissemos que a PGR e demais instituições de segurança eram uma PIADA e ainda seguimos dizendo. Nenhum dos nossos foi detido até agora…

Por que matar?

E por que não? É pecado? É um crime? É errado? Com certeza mais de uma pessoa disse “sim” em alguma destas perguntas. Respondemos. Para ser claros, nós matamos porque isso é uma GUERRA, pelo motivo de não reconhecermos mais autoridade que a autoridade de nossas deidades pagãs relacionadas à natureza e contrárias ao catolicismo e ao deus judaico, deidades pessoais que nos empurram para o confronto. Matamos porque não reconhecemos outra lei a não ser as leis naturais que regem TUDO neste mundo morto. Matamos porque rechaçamos qualquer moral que nos queiram impor, porque não consideramos nem “mal” nem “bom”, mas sim uma resposta de nossa individualidade a toda a destruição que gera o progresso humano.

Dentro do espectro do terrorismo, matar pode ser uma estratégia, um chamado, uma advertência para o que talvez possa ocorrer…

Voltando ao tema central, assassinamos o chefe de serviços químicos da UNAM para lembrá-los que podemos atacar a qualquer momento a quem quer seja dentro da universidade, para mostrar que nossos objetivos foram ampliados. Em 2011 nos dedicamos a atacar os cientistas e investigadores, agora todos os que integram a comunidade universitária podem e são um objetivo potencial. Por quê? Pelo simples fato de serem parte da comunidade estudantil e progressista do mais alto local de estudos.

Advertimos meses atrás às autoridades da UNAM, advertimos que se nossos ataques permanecessem sendo silenciados teriam de enfrentar as consequências. O resultado foi a escandalosa morte dentro da Cidade Universitária como um aviso. Tanto faz para nós que tenha sido um trabalhador, o mesmo escândalo houvesse ocorrido se o morto fosse um estudante ou um professor, ou na melhor das hipóteses, um investigador renomado. O objetivo, a UNAM, foi atingido mais uma vez. As autoridades desmoralizadas e nós com mais uma morte em nossa história.

Como podem provar que foram vocês?

As provas estão nos fatos, o corpo tinha seus pertences, não foi um roubo. O corpo foi localizado em um lugar onde não há câmeras, isso indica um ataque direto e não outra coisa. Já sabemos que as autoridades da cidade estão preparando suas “investigações” torpes e com faltas de argumentação (como sempre) para indicar que não foi nós para não assustar ainda mais a comunidade universitária. Havíamos pensado em arrancar o couro cabeludo dele como prova, mas não foi possível. Como escrevemos no comunicado, fica para a próxima. Você e todos podem pensar o que quiserem, que foi um roubo, uma vingança pessoal por pessoas de seu bairro, que foi acidental, etc., mas a nossa história não mente, não somos um grupo novo que vem do nada, e já foi evidenciado com esse e com outros atos que não estamos de brincadeira.

Se não acreditam em um amanhã melhor nem são revolucionários, o que pedem? Qual é a finalidade de sua luta?

Nós não pedimos nada, não temos exigências ou “folhas de petição”. Se pode negociar a perda de nossas raízes como seres humanos naturais que estão resistindo à artificialidade da civilização? Claro que não, não há negociação nem mesas de diálogo ou qualquer outra coisa.

Nós não acreditamos nas revoluções, afinal sempre visam a “solução de problemas”, a construir algo novo e “melhor”. Deixe-nos dizer, a era das “revoluções” e dos “revolucionários” acabou, não existe “revolução” alguma que possa mudar uma coisa negativa por uma positiva porque hoje tudo está corrompido, porque tudo está à venda, porque o que rege o mundo na atualidade não é o poder político, mas o econômico. As revoluções são coisas do passado e nós entendemos isso muito bem.

Nós não queremos resolver nada, nem propomos nada a ninguém, não queremos mudar o mundo, nem queremos nos unir à massa. Chega das utopias secundárias, chega de ter em mente que possa haver um mundo novo. Olha ao seu redor, o presente está repleto de horrores causados pela mesma civilização, pela alienante realidade tecnológica (redes sociais, celulares, etc.), respira o espesso ar desta suja cidade, olha as pistas repletas de carros, observa a massa se espremendo nos ônibus, nos metrôs, veja suas caras cansadas da mesmice. O poder econômico poucos o tem, vivem no luxo, se afundam em notas e comodidades, os meios de comunicação estão vendidos à melhor oferta, e surgem os não-conformistas, e desaparecem com eles e os assassinam, a tensão social se agrava, e quando tudo parece que irá explodir, a normalidade retorna, ou tudo se vai a uma normalidade alternativa. Por isso nós deixamos de acreditar em um “amanhã melhor”, porque este presente decadente é o único que temos, e neste presente apenas vemos o progresso que avança sem freio em direção ao abismo civilizado.

A civilização está podre, cada vez mais se corrói, porém segue avançando. O que mais iríamos querer senão fazê-la colapsar com nossas próprias mãos? Mas isso seria outro propósito infantil.

Nós não apostamos na queda da civilização, nem temos como finalidade a destruição desta, que fique claro.

No aspecto filosófico somos pessimistas, porque vimos que todo o belo para nós, que é a natureza, se perdeu, a destruíram e seguem empurrando-a à extinção. Não nos resta nada pelo que lutar, exceto por nossas próprias individualidades. Nós seguimos sendo humanos ao invés de robôs, somos a Natureza Selvagem que resta, o último dos últimos, nós continuamos nos considerando parte da natureza e não os donos. Os eco-extremistas resgatamos nossas raízes primitivas, e entre muitas outras coisas está a confrontação, o conflito que nos identificou como pessoas desta terra, filhos da algaroba e do coiote, guerreando contra os que nos queiram domesticar, assim como fizeram nossos antepassados mais selvagens ao não permitir serem subjugados pelos europeus a sua chegada na Grande Chichimeca.

Os eco-extremistas somos animais domésticos com seus instintos ainda vivos. Para muitos é certeza que é uma “incoerência” dizer que estamos contra tudo isso e continuar usando tecnologia. Respondemos que não hesitamos em usá-la para conseguir nossos fins imediatos, isso é um fato, nós nos importamos com um caminho cair em supostas “inconsistências”, assim como não nos importamos com nada que nos considerem o que quer que seja.

Uma das finalidade de ITS e do eco-extremismo em si é o ataque, é devolver os golpes que deram à natureza selvagem sem ser homenageados como “revolucionários”, desinteressadamente guiados por um impulso egoísta.

Os eco-extremistas são como as abelhas, as quais fincam seu ferrão para ferir a seu oponente (a civilização), lutando sabendo que morrerão tentando, já que está claro que nesta guerra não sairemos vitoriosos.

Isso vai parecer que somos doentes mentais ou desequilibrados, mas olha, o eco-extremismo niilista é uma tendência que praticamente “nasceu” no México, e que alguns individualistas tomaram como sua no Chile, Argentina e Europa, está claro que não somos os únicos loucos…

Talvez há mais perguntas que respostas, isso é tudo que diremos por agora. O que está feito está feito.

Pela internalização da máfia eco-extremista!
Pela defesa extrema da natureza selvagem!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – México


INTERVISTA CON LE ITS

-A che cosa vi riferite con gli attacchi del 25 e 8 aprile?

Chiariamo subito che ITS non è responsabile dell’attacco dell’8 Aprile nella Città Universitaria, è stato un altro gruppo che condivide la stessa Tendenza dell’Eco-Estremismo. Questo lo abbiamo menzionato nel nostro ultimo comunicato per evidenziare che le autorità universitarie hanno censurato gli attacchi.

D’altra parte, l’attacco del 25 Aprile nella Città Universitaria, è stato parte di una coordinazione tra gruppi di ITS in Messico, Cile e Argentina.

Tutto il mese di Aprile lo abbiamo dedicato alla coordinazione degli attacchi, che sono stati:

– il 6 Aprile l”Orda Mistica del Bosco”, ha abbandonato un artefatto incendiario-trovato prima di attivarsi- dentro la Facoltà di Scienza Fisica e Matematica dell’Università del cile a Santiago,e che ha generato gran confusione nella comunità universitaria del paese dei terremoti.

– Il 12 Aprile il gruppo “Uroboro Silvestre”, ha detonato un ordigno esplosivo di fronte all’Università di Ecatepec, nello Stato del Messico, questo a pochi metri dal palazzo municipale ubicato in pieno centro di San Cristobal. In questo caso l’artefatto è esploso con successo, senza per altro conoscerne i dettagli.

– Sempre quel giorno lo stesso gruppo ha abbandonato un artefatto esplosivo di attivazione elettromeccanica nella Comunità Educativa Ispano-americana nel medesimo municipio. L’artefatto è esploso quando una guardia dell’istituzione l’ha alzato, provocandogli ferite. Le autorità educative e i mezzi di comunicazione locali hanno censurato tutto questo, affermando che l’artefatto è esploso producendo solo danni materiali, ma senza fare feriti.

– Il 19 Aprile il “Gruppo Occulto Furia di Lince” ha detonato un artefatto esplosivo “casero” in una delle entrate del Tec del Campus di Monterrey -Città del Messico -Tlalpan, senza per altro conoscerne i dettagli.

– Il 21 Aprile il gruppo “Costellazioni selvagge” ha abbandonato un pacchetto-bomba dentro l’Università Tecnologica Nazionale a Buenos Aires, Argentina, senza che si possano sapere maggiori dettagli dato che le autorità hanno censurato l’Attentato.

– Il 25 Aprile il “Gruppo Occulto Furia di Lince”, ha abbandonato un artefatto esplosivo di attivazione elettromeccanica simile a quello esploso nella Comunità Educativa Ispano-americana in Ecatepec, ma nella Facoltà di Architettura nella Città Universitaria, senza che si possa conoscerne i dettagli.

– Nel medesimo giorno, lo stesso gruppo ha abbandonato un altro artefatto esplosivo con un meccanismo simile all’altro ma nella Facoltà di Ingegneria, specificamente nell’edificio A, senza che si possa conoscerne i dettagli.

Nel settimo comunicato del 9maggio, sono stati rivendicati tutti questi atti, portati a termine dai gruppi sopra menzionati e che hanno aderito alle ITS.

Contro chi avete Attentato?

Gli attacchi del 25 Aprile nella Città Universitaria -in specifico- furono simbolici e materialmente contro l’UNAM e contro qualunque universitario avesse incrociato gli esplosivi abbandonati. È falsa l’informazione data da alcuni mezzi di comunicazione dove affermano che gli attacchi del 25 furono specificamente contro il capo degli “uffici” chimici.

-Quanti obiettivi avete?

Il nostro obiettivo in concreto è la civilizzazione nella sua totalità, le università e imprese che generano schiavi affinché questo sistema continui a crescere, i centri commerciali e le istituzioni che riempiono di spazzatura le menti degli agnellini ciechi diretti al mattatoio ( con questo non ci stiamo ponendo a beneficio delle società, della massa, dato che anch’essa contribuisce alla distruzione della Terra con la sua semplice esistenza). Attacchiamo i simboli della modernità, della religione, della tecnologia e del progresso. Attentiamo direttamente i responsabili di questa macchia urbana che continua a crescere, e che divora gli ambienti silvestri che ancora resistono.

A conti fatti, noi Eco-Estremisti siamo contro il progresso umano, il quale corrompe e degrada tutta il bello che c’è in questo mondo. Siamo contro tutto il progresso che diviene artificiale, meccanico, grigio, triste. Noi non sopportiamo questo, ed è per questo motivo – da alcuni anni- che abbiamo dichiarato guerra alla civilizzazione e il suo schifoso progresso.

 -Non hanno mai arrestato un vostro compagno?

Nel 2011 dopo aver fatto “saltare“ due professori universitari del Tec di Monterrey nel campus di Atizapán, abbiamo affermato che la PGR ed altre istituzioni di sicurezza sono uno Scherzo, e continuiamo a dirlo. Non c’è, né è stato arrestato nessuno dei Nostri fino ad ora..

-Perché ammazzare?

E perché no? È peccato? È un delitto? È il male? Di Sicuro c’è più di un “Sì” in alcune di queste domande. Rispondiamo, per essere chiari, che ammazziamo perché questa è una GUERRA, per questo, perché non riconosciamo nessuna autorità, al di fuori dell’autorità delle nostre divinità pagane relazionate alla natura e contrarie al cattolicesimo e al dio giudaico, divinità personali che ci spingono all’affronto.

Ammazziamo perché non riconosciamo un’altra legge che non siano le leggi naturali, è che disciplinano TUTTO in questo mondo morto. Ammazziamo perché respingiamo qualunque morale imposta, perché non  consideriamo ammazzare né “brutto” né “buono”, bensì una risposta delle nostre individualità a tutta la distruzione che genera il progresso umano.

Dentro la vasta gamma del Terrorismo, ammazzare può essere una strategia, una chiamata, un’avvertenza per quello che magari succederà..

Passando al tema centrale, assassiniamo il capo degli “uffici” chimici dell’UNAM per ricordare loro che possiamo attaccare in qualunque momento chi è dentro l’università, per dimostrare loro che i nostri obiettivi si sono ampliati: Nel 2011 ci eravamo dedicati ad attaccare gli scienziati e i ricercatori. Ora-tutti quelli che integrano la comunità universitaria possono e sono un obiettivo in potenza. Perché? Per il semplice fatto di essere parte della comunità studentesca e progressista, provenienti dallo stesso principio istitutivo.

Abbiamo avvertito nei mesi passati le autorità dell’UNAM, e abbiamo notato che i nostri attacchi continuavano a essere censurati. Ora- che si conformassero alle conseguenze, dato che il risultato è stato -come monito – l’oltraggioso morto dentro la Città Universitaria.
Per noi non cambia nulla, se il morto è stato un lavoratore, lo stesso oltraggio sarebbe accaduto se il morto fosse stato uno studente o un maestro, o al meglio un ricercatore famoso. L’obiettivo- l’UNAM- è stato colpito ancora con un’altra morte nella nostra storia, e le autorità sono rimaste fottute di nuovo.

-Come fanno a comprovare che siete stati voi?

Le prove sono dentro i fatti. Il corpo, aveva adosso i suoi effetti personali, non è stato un furto. Il “morto” è stato localizzato in un luogo, dove non ci sono camere. Questo indica un attacco diretto e non qualcos’altro. Sappiamo già che le autorità capitoline stanno preparando le loro “investigazioni” tanto rozze e mancanti di argomentazione (come sempre), per indicare che non siamo stati noi ad aver agitato,e questo per non allarmare di più la comunità universitaria.

Come scritto nel comunicato, la nostra idea era quella di strappargli il cuoio capelluto come prova, ma non è stato possibile, sarà per la prossima volta.

Te e tutti gli altri, potete pensare quello che volete: che è stato un furto, una vendetta personale da parte di alcuni abitanti del suo quartiere, che è stato accidentale, etc… ma il nostro curriculum non mente, non siamo un gruppo nuovo che esce dal niente, è evidente che con questo omicidio e gli altri attentati, non scherziamo.

-Se non credete in un domani migliore, né siete rivoluzionari. Che cosa chiedete? Qual’è la finalità della vostra lotta?

Non chiediamo niente, non abbiamo esigenze o “petizioni”. Può essere negoziabile la perdita delle nostre radici come umani naturali che resistono all’artificialità della civilizzazione? Chiaramente no, non ci sono negoziazioni né tavoli di dialogo, né niente di niente.

Noi non crediamo nelle rivoluzioni , che si avviano sempre verso la “soluzione dei problemi”, per costruire qualcosa di nuovo e o di “meglio”. Lasciaci dire che l’era delle “rivoluzioni” e dei “rivoluzionari” è finita. Non esiste “rivoluzione” alcuna che possa cambiare il negativo con il positivo, perché oggi tutto è corrotto, perché tutto è in vendita, perché il mondo Ora è diretto non dal potere politico ma da quello economico. Le rivoluzioni sono il “passato” e noi l’abbiamo capito molto bene.

Noi non vogliamo risolvere niente, né proponiamo niente a nessuno, non vogliamo cambiare il mondo, né vogliamo che si unisca a noi la massa. Basta “vedere” attraverso le utopie, basta credere o pensare che ci possa essere un mondo nuovo. Guarda intorno a te, il presente è piagato dagli orrori causati dalla stessa civilizzazione, dall’alienante realtà tecnologica (reti sociali – telefoni), mentre si respira la spessa aria di una sporca città, mentre si guardano le vie strapiene di automobili, si osserva la massa pressata dentro gli autobus, nella metro, e i loro visi annoiati. Il potere economico è per pochi,che vivono nel lusso, hanno in mano soldi e comodità. I mezzi di comunicazione sono venduti al migliore offerente. Quando escono i disaccordi, la tensione si aggrava, arrivano gli assassini e le sparizioni, e quando sembra tutto esplodere, tutto torna normale, o a una normalità alternativa. Per questo motivo abbiamo smesso di credere in un “migliore domani”, perché il presente decadente, è l’unico che abbiamo,e per questo al presente, vediamo solo come il progresso avanza senza freni verso l’abisso civilizzato.

La civilizzazione è putrefatta, si corrode sempre di più ma continua ad avanzare. Per questo pensare di farla collassare con le nostre mani, è un’infantile finalità.

Che sia chiaro,noi non facciamo scommesse sulla caduta della civilizzazione, né abbiamo come finalità la distruzione della stessa.

Dal punto di vista filosofico siamo pessimisti, perché abbiamo visto che tutto il bello, che per noi è la natura, si è perso, è stato distrutto ed è spinto verso l’estinzione.

Eccetto che per noi come individualità,non ci resta che lottare. Siamo prima esseri umani che robot, siamo la Natura Selvaggia che rimane, gli ultimi dell’ultimo. Noi ci consideriamo parte della natura e non i padroni. Gli Eco-Estremisti riscattano le loro radici primitive, con il conflitto, e questo ci identifica come gente di questa terra, figli del mezquite e del coyote. In guerra contro quelli che ci vogliano addomesticare, come lo fecero i nostri antenati più selvaggi non permettendo di essere soggiogati dagli europei al loro arrivo nella Gran Chichimeca

Gli Eco- Estremisti sono animali domestici con i loro istinti ancora vivi. Per molti sicuramente è “incoerenza” affermare che siamo contro di tutto questo, se continuiamo a usare la tecnologia. Rispondiamo che non abbiamo dubbi nell’usarla per ottenere i nostri fini immediati, e questo è un fatto. Non ci importa un cazzo di cadere in presunte “incongruenze”, l’importante è essere considerati per quello che siamo.

Una delle finalità in sé delle ITS e dell’Eco-Estremismo è l’Attacco, per restituire i colpi che la Natura Selvaggia subisce. Siamo specificatamente guidati dai nostri impulsi Egoisti, e disinteressati al ruolo di “rivoluzionari”.

Gli Eco-estremisti sono come le api: seppelliscono il loro pungiglione per ferire il loro rivale (la civilizzazione) andando allo scontro, sapendo di morire nel tentativo. Poiché è chiaro che in questa guerra non usciremo vittoriosi.

Ti sembrerà un discorso da malati mentali o squilibrati, ma vedi, l’Eco-Estremismo Nichilista è una tendenza che è “nata”- in pratica- in Messico, ed è stata presa in maniera propria dagli Individualisti in Cile, Argentina ed Europa. Chiaramente non siamo gli unici matti…

Ci sono magari più domande che risposte, ma questo è tutto.
Ciò che fatto è fatto. (vedere done)

Per l’internazionalizzazione della Mafia-Eco Estremista!
Per la difesa estrema della Natura Selvaggia!

Individualisti Tendenti al Selvaggio-Messico


Mexican Press Interviews ITS

Interview of the In the Morning (Por La Mañana – EPM) Team with the group, “Individualists Tending Toward the Wild” after its taking responsibility for the murder of José Jaime Barrera Moreno, Head of Services in the Department of Chemistry of the UNAM (National Autonomous University of Mexico)

Found on the Facebook page of Ciro Gómez Leyva, a Mexican journalist

July 1st , 2016

EPM: Why kill?

ITS: Why not? Is it a sin? A crime? Is it bad? Someone certainly said, “yes” to one of those questions.
We respond to be clear that we kill because this is WAR. We do not recognize any other authority but the authority of our pagan deities tied to nature and who against Catholicism and the Judeo-Christian god. These gods push us toward confrontation.
We kill because we do not recognize any other law but the natural laws that govern the whole of this dead world. We kill because we reject all morality that they seek to impose on us. We kill because we consider it neither “good” nor evil” but rather it is a response from our individuality to all of the destruction that human progress generates. Within the specter of terrorism, killing can be a strategy, a call, or a warning for what will follow…

Getting to the main point, we killed the head of Chemical Services of the UNAM to remind people that we can attack anyone at anytime within this university. It is to show that our objectives have widened since 2011. At that time, we targeted the scientists and investigators. Today the entire university community can be and are the target. Why? For the mere reason that they form part of the student community of this institution of higher education devoted to progress.

We warned the UNAM authorities in past months that if our actions continued to be silenced, there would be consequences. The result was this scandalous death within the University City that serves as a lesson. It doesn’t matter to us that it was just a worker. It would have been the same to us if it had been a student, or a teacher, or best case scenario, a renowned scientist. The real target, the UNAM, was struck again, the authorities are demoralized by it, and we have another death to our name.

EPM: How can you prove that this was done by your group?

ITS: The proof is in the facts of the case. There was nothing missing off of his person. It wasn’t a robbery. The body was found in a place where there were no cameras. This indicates a direct assault and that’s it. We know that the Mexico City police is already preparing its incompetent and idiotic “investigation” (like always) to indicate that it wasn’t us in order to not cause alarm among the university community.

We thought of scalping him as proof but that wasn’t possible at the time. As we wrote in our communiqué, that’ll be for next time. You and everyone else can’t think what you like, that it was a common mugging, a personal vendetta by people from his neighborhood, that it was a mistake, etc. But our record doesn’t lie. This isn’t our first time doing this, we have a reputation. We have demonstrated with this and other actions that we aren’t playing around.

EPM: How many targets do you have?

ITS: Our concrete target is all of civilization, the universities and companies that train slaves so that this system keeps growing, as well as malls and institutions that fill minds with garbage and make sheep that go directly to the slaughter. (By that statement we aren’t supporting “mass society,” which by its very existence threatens the Earth with destruction.) We attack the symbols of modernity, religion, technology, and progress. We attack directly those who are responsible for the spread of the urban stain that swallows up the last surviving wild places.

In summary, we, the eco-extremists, are against human progress that corrupts and degrades all that is beautiful in this world: that progress that makes everything artificial, mechanical, gray, and sad. We don’t tolerate it, so we have been at war with this civilization and disgusting progress for some years now.

EPM: They’ve never arrested anyone from your group?

ITS: In 2011, after blowing up two investigators from the Tec of Monterrey Atizapán Campus, we said that the PGR (The Office of the Attorney General) and the other security institutions were a JOKE, and we’ll keep saying it. Up until now, no one from our group has ever been arrested.

EPM: To what are you referring when you mention the attacks of April 25th and 8th?

ITS: We have to clarify here that ITS was NOT responsible for the attack on April 8th at the University City. This was the work of another eco-extremist group from our tendency, and we mentioned it in our last communiqué to show that the university authorities silenced these attacks. On the other hand, the April 25th attack was part of a coordinated operation of ITS groups in Mexico, Chile, and Argentina, namely:

-April 6th: The “Mystical Horde of the Forest” abandoned an explosive device in the Department of Physical Sciences and Mathematics at the University of Chile in Santiago, although they found the device before it exploded. This generated a great deal of commotion among the university community in the country of earthquakes.

-April 12th: The group, “Ouroboros Silvestre” detonated an explosive in front of the University of Ecatepec in Mexico State, only a few meters from the Municipal Palace in downtown San Cristóbal. The device exploded but no further details are known.
The same day the same group abandoned a timed explosive device in the Comunidad Educativa Hispanoamericana in the same municipality. The device exploded and wounded one of the security guards at the institution when he picked it up. This act was silenced by the media and the authorities of the municipality, who stated that the device exploded without any causalities and only resulted in material damages.

-April 19th: The Group “Fury of the Lynx” detonated a homemade explosive device at one of the entrances of the Tec de Monterrey Mexico City Campus in Tlalpan, without more details being known.

-April 21st: The Group, “Wild Constellations” abandoned a package bomb within the National Technological University in Buenos Aires, Argentina. No further details are known due to the silencing of the action by the authorities.

-April 25th: The “Hidden Fury of the Lynx” group abandoned a timed explosive device also at the Comunidad Educativa Hispanoamericana in Ecatepec, but this time in the Architecture Department, which detonated but no further details are known.
The same day, the same group abandoned an explosive device of similar mak in the Engineering Department, specifically in A Building, but further details are not known. All of these attacks were carried out by groups affiliated with ITS and responsibility was taken for them in our seventh communiqué.

EPM: Who were you attacking?

The April 25th attacks in the University City in particular were symbolically and materially against the UNAM and any person in that university who happened to be in the vicinity when the explosives detonated. It’s false what the media is reporting, namely, that the April 25th attacks were against the Chief of Chemical Services in particular. That’s a lie.

EPM: If you don’t believe in a better tomorrow, and are not revolutionaries, what are you asking for? What is the goal of your struggle?

We’re not asking for anything. We don’t have demands and we aren’t petitioning for anything. Can we negotiate concerning the loss of our natural human roots that resists the artificiality of civilization? Of course not. There’s no negotiation here or roundtable talks, none of that. We don’t believe in revolutions because these are always directed to “solving problems, to constructing something “newer and better”. Let’s just say that the era of “revolutions” and “revolutionaries” is over. There is no “revolution” that can change a negative thing into a positive one since all today is corrupted. Everything’s for sale, because what drives the world today is not political but economic power. Revolutions are a thing of the past, and we’ve understood this quite well. We don’t want to solve any problems here, we aren’t proposing anything to anyone. We aren’t trying to change the world, and we don’t want the masses to join us. Enough with the bargain basement utopias! Enough with the thinking that we can have a better world! Look around you, we are surrounded by the horrors created by this civilization, by an alienating technological reality (social media, telephones). We breathe the thick air of this dirty city. The roads full of cars; see the masses pressed up against each other on buses and on the metro. You can see on their faces that they’ve had it up to here with more of the same. Economic power is had by the few; they live in luxury and are surrounded by money and comfort. The media is sold to the highest bidder. If people protest, they are disappeared and killed. Social tensions heighten, and when it seems like things are finally going to explode, it all returns to normal, or another kind of “normal” at the most. That’s why we’ve stopped believing in a better tomorrow, because the decadent present is all we have, and in the present, all that we see is progress without brakes leading us over the civilized cliff.

Civilization is rotten and it keeps corroding but advancing at the same time. We would love it if we could make it collapse with our own hands, but that would be another childish desire. We’re not betting on the collapse of civilization, nor is its destruction one of our goals. Let that be clear.

On the philosophical front we are pessimists since we have seen all that is beautiful to us, namely nature, be lost, and it is being pushed closer to extinction. There’s nothing for us to fight for, except for our own individualities. We continue to be human and not robots. We are the Wild Nature that is left, the last of the last. We continue to consider ourselves part of nature and not its owner. We eco-extremists are rescuing our primitive roots. Among these is confrontation, the struggle that has identified us as the people of this land, sons of the mesquite and the coyote. We are at war with those who seek to domesticate us, just as our wildest ancestors were, who did not allow themselves to be subjugated by the Europeans who invaded the Gran Chichimeca.

Eco-extremists are domesticated animals who still retain their instincts. For most this will surely be “incoherent” as we say all this yet still use technology. We state that we don’t hesitate to use it to achieve our immediate goals. This is a fact, it doesn’t matter to us one bit if we fall into “inconsistencies” here. We don’t care what anyone thinks, really. One of ITS and eco-extremism’s goals is attack, it’s to return the blows that Wild Nature has received without fashioning ourselves as “revolutionaries”. We do this disinterestedly guided by our egoist impulses. Eco-extremists are like the bees that sting leaving the stinger in the victim, knowing that they will die in the process. In this case, the victim is civilization, and we know that we aren’t going to come out of this war victorious.

This will seem to you like we are “mentally disturbed or unbalanced”, but look, nihilist eco-extremism is a tendency that was practically born in Mexico. It has since been taken up by individualists in Chile, Argentina, and Europe. So we’re not the only crazy ones here at least.

Perhaps this leaves more questions than answers at this point, but one thing is clear: what’s done is done.

For the internationalization of the Eco-extremist Mafia! For the extreme defense of Wild Nature! Death to the hyper-civilized!

-Individualists Tending Toward the Wild – Mexico

Ishi e a Guerra Contra a Civilização

Nos han enviado el trabajo editorial de “Ishi y la Guerra Contra la Civilización”, y orgullosamente lo presentamos, editado por Revista Regresión y traducido meticulosamente al portugués por “Tocaia Eco-extremista”, este trabajo escrito originalmente por Chahta-Ima, cuenta la historia del ultimo salvaje de la tribu de los Yahi, tribu que violentamente desapareció tras cruentos enfrentamientos contra los europeos que llegaron a invadir sus tierras, ahora conocidas como California. A Ishi lo han catalogado con la etiqueta del mito del “buen salvaje”, principalmente los antropólogos humanistas, pero dentro de su historia se esconde la verdadera esencia de su pasado guerrero y su aparente pero mañosa adaptabilidad a la civilización.

¡Que Öme resurja de Norte a Sur!

¡Complicidad con Tocaia Eco-extremista!

*Dejamos también la segunda edición de este mismo trabajo en versión PDF en inglés aquí:

https://mega.nz/#!F88URLYK!-XM3ZDo6Oc9cE_sKavrzhdg_K6J4E1z5FE9WGbg7y88

La versión en PDF en español:

https://mega.nz/#!Yh8Q3IbQ!KcNbtyc18qCKkfw2s4qCFPzNA66rtIH5vFR5rlzzhOs

Y la versión portuguesa en PDF para descargar:

https://mega.nz/#!xtVjBb6C!wa7iHV_tYWIWXvAKkT6Oyt0ZBWnNdg41L4uFVInjMco


A aparição do eco-extremismo e as táticas que utiliza, tem causado muitas controvérsias nos círculos radicais à nível internacional. As críticas de Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS) e outros grupos alinhados, tem recebido uma ampla gama de acusações de loucura ultra-radical. Um aspecto destacado desta polêmica gira em torno da ideia do ataque indiscriminado. A amarga retórica por parte dos eco-extremistas pode exacerbar a hostilidade para com estas táticas entre os incrédulos. Como muitos se referem, no entanto, parecia que ITS e outros grupos eco-extremistas estão envolvidos em detonações de explosivos em centros pré-escolares e lares de idosos, ou seja, objetivos aleatórios ao invés de objetivos de importância específica para o sistema tecno-industrial (laboratórios, ministérios governamentais, etc.). Deve-se admitir que muitos dos envolvidos em polêmicas contra o eco-extremismo tem a priori uma inclinação negativa contra qualquer argumento, não importando o quão bem esteja elaborado, afinal, como eles mesmos admitem, a manutenção da civilização e a domesticação é de seu próprio interesse. Não é o ponto discutir com eles. Por outro lado, o eco-extremismo ainda tem muito o que dizer, então aqueles que tem ouvidos para ouvir, que ouçam.

O mais amistoso seria perguntar por que ITS e seus aliados devem “retirar-se” da ideia do ataque indiscriminado. Por que fazer dano às pessoas que estão tratando de ajudar? Em outras palavras, a civilização e a destruição que se desata sobre o mundo são culpa de um pequeno setor da sociedade moderna, e há que se concentrar em convencer a grande maioria que não tem a culpa, com a finalidade de ter o equilíbrio das forças necessárias para superar os males que atualmente nos afligem. Fora isso, é apenas a má forma. É compreensível que “coisas ruins” ocorram até mesmo em ações bem planificadas. O mínimo que podem fazer aqueles que se submetem a elas é que peçam desculpas. Isso é apenas boas maneiras. Alguns anarquistas chilenos fizeram algo recentemente, explodiram bombas de ruído às quatro da manhã, quando ninguém estava por perto com a intenção e expressar sua “solidariedade” com quem solicitou o anarquismo internacional para orar por… quero dizer, expressar sua solidariedade nesta semana. Mas se você tem que fazer algo, o mínimo que pode fazer é minimizar os danos e expressar seu pesar se algo der errado (mas acima de tudo, então você deve fazer nada…).

Claro, o eco-extremismo rechaça esta objeções infantis e hipócritas. Estas pessoas estão expressando sua superioridade moral enquanto brincavam com fogos de artifício no meio da noite e logo se dedicam a outras coisas pelo mundo, sem nenhuma razão aparente? Querem um biscoito ou uma estrelinha por serem bons meninos? O eco-extremismo admitirá facilmente que esse anarquismo devoto é piedoso e santo. Os eco-extremistas não querem ajuda destes anarquistas piedosos. Se os anarquistas que se inclinam para a esquerda buscam ganhar popularidade no manicômio da civilização, é claro, o eco-extremismo se rende.… Parabéns de antecedência.

Houve críticas contra os eco-extremistas dizendo que não é assim que se trava uma guerra contra a civilização. Ok, vamos em frente e dar uma olhada mais de perto a uma guerra real contra a civilização. Os editores da Revista Regresión já escreveram uma extensa série de artigos sobre a Rebelião do Mixtón e a Guerra Chichimeca, que se estendeu por grande parte do território do México durante o século XVI, aqui recomendamos encarecidamente seu trabalho. Neste ensaio, vamos aumentar seus argumentos recorrendo a um exemplo muito amado de um “tenro” e trágico índio, Ishi, o último da tribo Yahi no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Neste exercício não pretendemos saber de tudo dos membros de uma tribo da Idade da Pedra que foram caçados até sua extinção pelos brancos. Na medida em que qualquer analogia histórica é falha, ipso facto, aqui vamos pelo menos tentar tirar lições de como o Yahi lutou, suas atitudes em relação à civilização sendo o último homem, e como a forma de sua cultura problematiza os valores anarquistas e os de esquerda advindos do iluminismo. Este ensaio pretende mostrar que a guerra do Yahi contra a civilização também foi indiscriminada, carente de valores ocidentais como a solidariedade e o humanismo, e foi um duelo de morte contra a vida europeia domesticada. Em outras palavras, é um modelo de como muitos eco-extremistas veem sua própria guerra travada a partir de sua individualidade. Ishi, longe de ser o modelo do “bom selvagem”, foi o último homem de pé em uma guerra travada contra os brancos, com a maior quantidade de brutalidade e “criminalidade” que o agora extinto Yahi pode suportar.

O Yahi

Em 29 de agosto de 1911, um homem de cor marrom, nu e com fome, com cerca de cinquenta anos de idade foi encontrado do lado de fora de um matadouro perto de Oroville, Califórnia. O homem foi rapidamente detido e encarcerado na prisão da cidade. No início, ninguém podia se comunicar com ele em qualquer idioma conhecido. Logo, os antropólogos chegaram de San Franciso e descobriram que o homem era Yahi, um bando situado mais ao sul da tribo Yana, conhecido localmente como “índios escavadores” ou “índios Mill Creek/Deer Creek”. Durante muito tempo se suspeitava que um pequeno grupo de “índios selvagens” ainda viviam na região montanhosa do norte inóspito da Califórnia. Os antropólogos fizeram os arranjos para que o último “índio selvagem” vivesse com eles em seu museu, e que os ensinasse sobre sua cultura em San Francisco. Depois de haver encontrado um (imperfeito) tradutor Yana, não puderam obter outro nome do índio que não fosse apenas “Ishi”, a palavra Yana para “homem”. Esse é o nome pela qual ficou conhecido no momento de sua captura até sua morte, quatro anos e meio mais tarde.

Os Yahi eram um ramo meridional de uma tribo maior chamada Yana, encontrada no norte da Califórnia, ao norte da cidade de Chico e do rio Sacramento. Antes da chegada dos europeus, havia talvez não mais de 3.000 Yana em suas terras tradicionais fazendo fronteira com os Maidu ao sul, os Wintu ao oeste, e a tribo Shastan ao norte. Falavam a língua Hokan, as raízes das quais compartilharam com tribos em toda a América do Norte. Como tribo, os Yana, em particular, eram muito menores que seus vizinhos, mas ainda sim havia uma reputação de brutalidade contra eles. Também se especula que o Yana pode primeiro ter vivido nas terras baixas mais produtivas antes de ser levado para a região montanhosa menos produtiva por seus vizinhos muito maiores e mais ricos ao sul, particularmente. Como Theodora Kroeber comenta em seu livro, “Ishi in Two Worlds”:

“Os Yana foram menores em número e mais pobres em confortos materiais se comparados aos seus vizinhos do vale, a quem eles consideravam combatentes suaves, relaxados e indiferentes. Assim como as tribos de montanhas em outras partes do mundo, os Yana, também, eram orgulhosos, valentes, engenhosos e rápidos, e foram temidos por povos maidu e wintu que viviam nas terras baixas.” (25)

Steven Shackley, em seu ensaio, “The Stone Tool Technology of Ishi and the Yana”, escreve sobre a relação dos Yahi com seus vizinhos imediatos:

“Pelo motivo de ter de viver em um ambiente tão marginal, os Yahi nunca tiveram boas relações com os grupos dos arredores em qualquer período de tempo. Evidência arqueológica regional sugere que, os falantes de línguas hokanas, provavelmente os que poderiam ser chamados de proto-Yana, viviam em um território muito maior que incluía a parte superior do vale do rio Sacramento, assim como as colinas da Cascata do Sul até a “Intrusão Penutia” em algum momento há mais de 1000 anos. Estes grupos que falavam idiomas Penutian foram os antepassados dos Maidu e Wintu/Nomlaki, que viviam no vale do rio no momento do contato espanhol e Anglo. A violência considerável sugere neste momento, no registro arqueológico e do proto-Yana, evidentemente, que não se moveram a um habitat menor ou mais marginal de bom grado. A violência nas mãos de estrangeiros não era nova, com a chegada dos anglo-saxões a partir de 1850, os Yahi tinham mantido relações de inimizade em um longo período de tempo com grupos que falavam idiomas Penutian, que haviam tomado à força a terra inferior e seus arredores por algum tempo.” (Kroeber y Kroeber, 190)

Em geral, no entanto, os Yana viveram como a maioria das tribos, se agarraram ao ciclo das estações e tinham pouca estratificação social. A única diferença importante entre os Yana é que tinham dualidade sexual na linguagem, ou seja, uma forma diferente na língua Yana era utilizada por cada sexo. Como explica Theodora Kroeber:

“Os bebês de ambos sexos estavam sob cuidado da mãe, com uma irmã mais velha ou a avó ajudando. Sua primeira fala, foi a do dialeto da mulher, sempre se fala das mulheres e dos homens, e os meninos na presença de meninas e mulheres. Quando o menino crescia e era independente da atenção da mãe, era levado por seu pai ou irmão mais velho a onde quer que fossem, durante maiores períodos de tempo a cada dia. Na idade de nove ou dez anos, muito antes da puberdade, passava a maior parte de suas horas na companhia masculina e dormia em vigília na casa dos homens. Portanto, o menino aprendeu seu segundo idioma, o dialeto dos homens.” (29-30)

Kroeber explica que a fala feminina era muitas vezes um discurso “cortado” com as palavras masculinas que tem mais sílabas. Embora as mulheres usassem apenas um dialeto da língua, conheciam a variante masculina também. Theodora Kroeber especula que na língua Yana, longe de ser uma curiosidade linguística, a divisão estrita das palavras pode ter feito dos Yahi mais intransigentes à interferência do mundo exterior. Ela escreve:

“É um aspecto psicológico desta peculiaridade no idioma, que não está sujeito à prova, mas que não deve ser descartado. O Yahi sobrevivente parece que nunca perdeu sua moral em sua longa e desesperada luta pela sobrevivência. Poderia a linguagem haver desempenhado um papel nesta tensão contínua da força moral? Ela havia sido dotada a suas conversações com o hábito da cortesia, formalidade, e o uso carregado de um forte sentido na importância de falar e de se comportar desta ou daquela maneira e não de outra, de modo que não permitia o desleixo seja ele de palavra ou de comportamento.” (Ibid, 31)

Theodora Kroeber examina este aspecto da vida Yana mais tarde em seu livro, quando descreve a relação de Ishi com seu primeiro intérprete mestiço Yana, Sam Batwi:

“Ishi era um conservador cujos antepassados haviam sido homens e mulheres de retidão; cujo pai e avô e tios haviam levado com dignidade a restrição das responsabilidades de serem os principais de seu povo. As maneiras de Ishi eram boas; as de Batwi cheiravam a crueza da cidade fronteiriça, que era o que melhor conhecia e que, por costume da época, sabia de seus cidadãos menos esclarecidos… É muito possível que no primeiro encontro, Ishi e Batwi reconheceram que eram de diferentes estratos da sociedade Yana, Batwi era o menos considerado…” (153)

A maior parte da cultura Yahi era muito similar às culturas indígenas da Califórnia em geral. Os esforços dos homens centravam-se na caça e a pesca nos rios, em especial com o salmão como alimento disponível. Os esforços das mulheres eram centrados na coleta, armazenamento e preparação de bolotas e outras plantas como parte de sua dieta básica. O antropólogo Orin Starn, em seu livro “Ishi’s Brain: In Search of America’s Last “Wild” Indian”, afirma o seguinte em relação ao conservadorismo dos Yahi, em particular, (71):

“No entanto, os Yahi eram também uma comunidade encarnada a seus costumes. É possível que tenham casado com tribos vizinhas (ocasionalmente sequestravam mulheres em meados do século XIX), mas os estrangeiros eram absorvidos pelo caminho Yahi. Em outras partes da América nativa, antes de Colombo, houve instabilidade na mudança – doenças, guerra, migração, invenção cultural, e adaptação. No sudeste, por exemplo, os lendários Anasazi de repente desapareceram no século XII, por razões ainda não discutidas. Ao longo do tempo, no entanto, o Yahi mostrou mais continuidade e instabilidade que outros grupos. Relativamente poucas modificações ocorreram em suas pontas de lança, nos primeiros acampamentos, no fato de amassar bolotas, ou outras rotinas da existência yahi. Ao que parece, os antepassados de Ishi seguiram mais ou menos o mesmo modo de vida durante muitos séculos.”

Como eram muito do norte, a neve e a falta de alimentos foram fatores que surgiam frequentemente nos tempos de escassez no inverno. No entanto, os Yana sabiam como prosperar na terra que lhes foi dada, como Kroeber resume em seu retrato da vida Yana e sua relação com as estações do ano:

“O inverno era também o tempo de voltar a recontar a velha história da criação do mundo e como foram feitos os animais e os homens, o tempo para escutar outra vez as aventuras do Coiote e da Raposa e da Marta do Pinho, e a história do Urso e dos Cervos. Assim, sentado ou deitado perto do fogo na casa coberta de terra, e envolvido em mantos de pele de coelho, com a chuva que cai lá fora ou com o espetáculo da lua brilhante que caía com sua luz para baixo em Waganupa ou distante em Deer Creek, o ciclo Yana das mudanças de estações estava completado ao dar outra volta. A medida que as cestas de alimentos estavam vazias, uma por uma, o jogo se manteve oculto e escasso, os sonhos dos Yana se dirigiram a um tempo, não muito distante, quando a terra foi coberta novamente com o novo trevo. Sentiram o impulso de serem levantados e despertaram em um mundo, às vezes muito distante, em um grande oceano que nunca haviam visto, o salmão brilhante foi nadando em direção à boca do rio Sacramento, seu próprio fluxo de origem dos Yana.” (39)

Starn também cita um canto entonado por Ishi aos antropólogos que resume o fatalismo Yahi (42):

Serpente de chocalho morde.
Urso cinzento morde.
E vão a matar as pessoas.
Deixe que assim seja.
O homem sairá ferido ao cair da rocha.
O homem cairá quando estiver colhendo pinhões.
Ele nadará na água, à deriva, morre.
Eles caem por um penhasco.
Serão atingidos por pontas de flecha.
Eles irão se perder.
Terão que remover as lascas de madeira de seu olho.
Serão envenenados pelos homens maus.
Vão ser cegos.

Os Yahi em Guerra

Como era de se esperar, a invasão dos europeus poderia ter até mudado algumas tribos pacíficas a hostis e selvagens. Como Sherburne F. Cook declarou em seu livro, “The Conflict Between the California Indian and White Civilization”:

“O efeito geral destes eventos provoca uma mudança em todo o horizonte social dos indígenas, particularmente nos Yokuts, Miwok, e Wappo. As forças disruptivas, previamente discutidas com a referência a sua influência na diminuição da população, tiveram também o efeito de gerar um tipo totalmente novo de sociedade. Para colocá-lo em essência: um grupo sedentário, tranquilo e muito localizado, se converteu em um grupo belicoso e seminômade. Obviamente, este processo não foi completado em 1848, nem afetava a todas as partes componentes das massas de nativos igualmente. Mas seus inícios haviam se tornado muito aparentes.” (228)

No entanto, nem todos os índios reagiram ferozmente à invasão do Anglo branco. Os Maidu, vizinhos do vale dos Yahi mais para o sul, parecia que não haviam posto muita resistência ao ataque dos brancos próximos a suas terras, como o escritor maidu, Marie Potts, indicou:

“A medida em que chegaram mais homens brancos, drenaram a terra. Os ranchos se desenvolveram tão rápido que, depois de havermos tido um país de montanhas e prados para nós mesmos, nos convertemos em obreiros ou desabrigados. Sendo pessoas pacíficas e inteligentes, nos adaptamos como melhor pudemos. Sessenta anos mais tarde, quando demos conta de nossa situação e apresentamos nosso caso ao United States Land Commission, nosso pedido se resolveu por setenta e cinco centavos o acre.

Não ouve levantamentos na zona maidu. Os colonos brancos que chegaram a nossa zona estavam contentes de ter mão de obra indígena, e os registros mostram, por vezes, um negócio justo”. (Potts, 10)

Como observado anteriormente, os Yahi eram hostis, até mesmo com tribos indígenas próximas a eles, e de maneira brutal. Ms. Potts se refere às relações dos Yahi com os maidu:

“Os Mill Creeks (Yahi) eram o que para nós “significa” gente perigosa. Haviam matado muitos de nós, até mesmo pequenos bebês. Eles vigiaram, e quando nossos homens estavam ausentes na caça ou em alguma atividade, atacaram as mulheres, as crianças e os mais velhos. Quando o homem voltou da caça encontrou sua esposa morta e seu bebê caído no solo, comido pelas formigas.

Depois os Mill Creeks haviam matado a numerosos brancos, se inteiraram de que os brancos estavam reunindo voluntários para invadi-los e puni-los. Com isso, estabeleceram um sistema de alarme para serem alertados, vivendo na mira de canhões, em uma zona improdutiva”. (Ibid, 41)

Quando os colonos brancos chegaram a encontrar ouro na Califórnia na década de 1840 e início da década de 1850, trouxeram com eles o modus operandi de “o único índio bom, é o índio morto”. Não havia amor entre eles e os Yahi, então os Yahi foram persuadidos a aprimorar suas formas rígidas e intransigentes em uma guerra de guerrilhas de terror contra os brancos. Stephen Powers que escreveu sobre em 1884, descreve o Yahi na seguinte passagem:

“Se os Nozi são um povo peculiar, eles [os Yahi] são extraordinários; se o Nozi parece estrangeiro da Califórnia, estes são duplamente estrangeiros. Parece provável que esteja presenciando agora um espetáculo sem paralelo na história humana – o de uma raça bárbara em resistência à civilização com armas em suas mãos, até o último homem e a última mulher, e o último pappoose… [Eles] infligiram crueldade e torturas terríveis em seus cativos, como as raças Algonkin. Seja como for, as abominações das raças indígenas podem ter perpetrado a morte, a tortura em vida era essencialmente estranha na Califórnia.” (Heizer y Kroeber, 74)

O antropólogo californiano Alfred Kroeber, especula sobre as tendências bélicas dos Yahi:

“Sua reputação bélica pode ser, em parte, devida a resistência oferecida contra os brancos por um ou dois de seus bandos. Mas se a causa disso era, em realidade, uma energia superior e a coragem ou um desespero incomum ajudado pelo entorno, ainda pouco povoado, e o habitat facilmente defensável, é mais duvidoso. Eram temidos por seus vizinhos, como os maidu, eles preferiram estar famintos na montanha ao invés de se enfrentar. O habitante da colina tem menos a perder lutando que o habitante rico. Também está menos exposto e, em caso de necessidade, tem melhor e mais numerosos refúgios disponíveis. Em toda a Califórnia, os povos das planícies se inclinaram mais para a paz, embora fossem fortes em quantidade numerosa: a diferença é a situação que se reflete na cultura, não em qualidade inata.” (ibid, 161)

Jeremías Curtin, um linguista que estudou as tribos indígenas da Califórnia no final do século XIX, descreve a natureza “renegada” da tribo de Ishi:

“Certos índios viviam, ou melhor, estavam de tocaia, os Miil Creek rondavam em lugares selvagens ao leste da Tehama e ao norte de Chico. Estes índios Mill Creek eram fugitivos; estavam fora da lei de outras tribos, entre outros, dos Yanas. Para ferir a estes últimos, foram a um povoado Yana aproximadamente em meados de agosto de 1864, e mataram a duas mulheres brancas, a senhora Allen e a senhora Jones. Quatro crianças também foram dadas como mortas, mas depois se recuperaram. Depois dos assassinatos perpetrados pelos Mill Creek, eles voltaram a casa inadvertidamente, e com eles, levando vários artigos saqueados.” (Ibid, 72)

Um cronista detalhou outra atrocidade yahi na seguinte passagem:

“A matança das jovens Hickok foi em junho de 1862. Filhos do povo Hickok, duas meninas e um menino foram colher amoras em Rock Creek, cerca de três quartos de uma milha de sua casa, quando foram rodeados por vários índios. Primeiro dispararam contra a menina mais velha, ela tinha dezessete anos, atiraram e deixaram-na completamente nua. Em seguida, dispararam contra a outra jovem, mas ela correu a Rock Creek e caiu de cara na água. Não levaram sua roupa, pois ela ainda tinha seu vestido. Neste momento, Tom Allen entrou em cena. Ele transportava madeira de construção para um homem chamado Keefer. De imediato atacaram a Allen. Foi encontrado com o coro cabeludo arrancado e com a garganta cortada. Dezessete flechas haviam sido disparadas contra ele, e sete o atravessaram.” (Ibid, 60)

Mrs. A. Thankful Carson, esteve cativa pelos Mill Creeks ou índios Yahi, também descreveu outros exemplos de brutalidade Yahi:

“Um menino de uns doze anos de idade morreu da forma mais bárbara: cortaram-lhe os dedos, a língua, e se supõe que pensavam em enterrá-lo com vida, mas quando foram vê-lo já estava morto. Em outra ocasião, um homem chamado Hayes estava cuidando de suas ovelhas. Em algum momento durante o dia, ele foi a sua cabana e se viu rodeado por quinze índios. Eles o viram chegar: ele virou-se e correu, os índios começaram a disparar flechas sobre ele, foi de árvore em árvore. Por último, atiraram com uma arma de fogo que atravessou seu braço. Ele conseguiu escapar da captura por um estreito buraco”. (Ibid, 26)

Outro cronista local, H.H Sauber, descreve o raciocínio de caça dos Yahi ao extermínio:

“Uma vez assassinaram a três crianças em idade escolar a menos de dez milhas de Oroville, e a mais de quarenta milhas de Mill Creek. Pouco depois, mataram a um carreteiro e dois vaqueiros durante a tarde, e foram vistos à distância em carroças carregadas com carne bovina roubada através das colinas, antes que ninguém soubesse que eram eles por trás do ato. Outras vítimas, demasiadamente numerosas para mencioná-las, haviam caído em suas implacáveis mãos. Em suma, eles nunca roubaram sem assassinar, embora o delito pudesse ajudá-los no início, o fato só poderia exacerbar mais os brancos a se voltarem contra eles”. (Ibid, 20)

Alfred Kroeber fez eco sobre esse sentimento em 1911 com um ensaio sobre os Yahi, onde afirmou:

“O Yana do sul, os Mill Creeks, se reuniram com um destino muito mais romântico que seus parentes. Quando o americano veio à cena, tomaram possessão de suas terras para a agricultura ou pecuária, e à base da ponta do rifle propuseram a eles que se retirassem e não interferissem, como ocorreu antes de que houvesse passado dez anos após a primeira corrida do ouro, os Mill Creeks, como muitos de seus irmãos, resistiram. Não se retiraram, no entanto, após o primeiro desastroso conflito aprenderam a esmagadora superioridade das armas de fogo do homem branco e sua organização e humildemente desistiram e aceitaram o inevitável. Em troca, apenas endureceram seu espírito imortal na tenacidade e o amor à independência, e começaram uma série de represálias energéticas. Durante quase dez anos mantiveram uma guerra incessante, destrutiva e principalmente contra si próprios, mas, no entanto, sem precedentes em sua teimosia com os colonos dos municípios de Tehama e Butte. Apenas recuperados de um só golpe, os sobreviventes atacavam em outra direção, e em tais casos não poupavam nem idade nem sexo. As atrocidades cometidas contra as mulheres brancas e contra as crianças despertaram o ressentimento dos colonos em maior grau, e cada um dos excessos dos índios foi mais que correspondido, e, no entanto, embora o bando tivesse diminuído, mantiveram a luta desigual.” (Ibid, 82)

Theodora Kroeber tenta moderar estas contas com as suas próprias reflexões sobre a brutalidade e “criminalidade” dos Yahi:

“Os índios tomavam sua parte, os cavalos, mulas, bois, vacas, ovelhas, quando e onde pudessem, sem esquecer de que estes animais eram alimento e roupa para eles. Fizeram cobertores e capas destas peles, secaram os coros, e fizeram “charqui” ou “jerki” da carne que não era comida fresca. Em outras palavras, trataram os animais introduzidos pelos europeus da mesma forma que faziam com os cervos, ursos, alces, ou coelhos. Eles parecem não ter percebido que os animais foram domesticados, e o cachorro era o único animal que eles sabiam que estava domesticado. Roubaram e mataram para viver, não para acumular rebanhos ou riquezas, os índios realmente não entendiam que o que eles levavam era a propriedade privada de uma pessoa. Muitos anos mais tarde, quando Ishi havia passado da meia idade, se enrubescia de uma dolorosa vergonha cada vez que recordava tudo isso aos padrões morais dos brancos. Ele e seus irmãos Yahi haviam sido culpados de roubo.” (61)

Theodora Kroeber em seu trabalho não parece abordar profundamente o estilo brutal dos Yahi na guerra, sublinhando que o que ocorreu era apenas para enfrentar a invasão massiva dos brancos sobre suas terras.

Ishi

Apesar de ter “a vantagem do campo” e um foco excepcionalmente energético para atacar a seus inimigos, os Yahi foram caçados gradualmente e destruídos até que restassem apenas alguns. Em 1867 e 1868, no massacre da caverna Kingsley foram mortos 33 Yahi homens, mulheres e crianças, sendo este o último grande golpe dos brancos aos últimos Yana selvagens.

Como Theodora Kroeber afirma:

“Ishi era uma criança de três ou quatro anos de idade na época do massacre de Tres Lomas, idade suficiente para recordar as experiências carregadas de terror. Ele tinha oito ou nove anos quando houve o massacre da caverna Kingsley e, possivelmente, fez parte da limpeza da caverna e da eliminação ritualística dos corpo das vítimas. Entrou na clandestinidade, na qual cresceria sem ter mais de dez anos de idade”. (Ibid, 91)

Com a derrota militar aberta dos Yahi, os selvagens começaram um tempo de clandestinidade, que A.L. Kroeber classificaria como; “a menor e mais livre nação do mundo, que por uma força sem precedentes e a teimosia do caráter, conseguiram resistir à maré da civilização, vinte e cinco anos mais até mesmo do que o famoso bando Geronimo, o Apache, e durante quase trinta e cinco anos depois de que os Sioux e seus aliados derrotaram Custer”. (Heizer y Kroeber, 87)

Os restantes Yahi ocultos e perseguidos, se reuniram e roubaram tudo o que puderam em circunstâncias difíceis. Acendiam suas fogueiras de modo que não era possível ver desde longas distâncias, tinham seus assentamentos não longe dos lugares que os brancos normalmente viajavam e frequentavam. Logo, sua presença se converteu em um rumor e, em seguida, uma mera lenda. Ou seja, apenas alguns anos antes de Ishi adentrar à civilização, seu acampamento foi encontrado próximo a Deer Creek em 1908. Ishi e alguns índios restantes escaparam, mas ao longo de três anos, Ishi estava sozinho, havia tomado a decisão de caminhar em direção ao inimigo, onde estava seguro de que, sem dúvida, iriam matá-lo, assim como fizeram com o resto do seu povo.

Em 1911, no entanto, através da benevolência problemática dos vencedores, Ishi passou de um inimigo declarado a uma celebridade menor, se mudando então para San Francisco e tendo um fluxo constante de visitantes que iam ao museu onde viveu. As pessoas estavam fascinadas por este homem que era a última pessoa real da Idade da Pedra na América do Norte, alguém que podia fabricar e esculpir suas próprias ferramentas ou armas de pedras e paus. Ishi “fez as pazes” com a civilização, e até mesmo amigos. Desenvolveu suas próprias preferências de alimentos e outros bens, e manteve meticulosamente sua propriedade assim como tinha feito quando viveu quarenta anos na clandestinidade. Porém, em menos de cinco anos de ter chegado à civilização, Ishi, o último Yahi, sucumbiu a talvez uma das doenças mais civilizadas de todas: a tuberculose.

No entanto, houve alguns detalhes bastante interessantes que são fonte indicativa da atitude de Ishi frente a vida na civilização. Ishi se negou a viver em uma reserva, e escolheu viver entre os brancos, na cidade, distante dos índios corruptos que há muito tempo haviam se entregado aos vícios da civilização.

Como T. T. Waterman declarou em uma referência indireta a Ishi em um artigo de uma revista, ele escreveu:

“Sempre acreditamos nos relatos de várias tribos formadas por estes renegados Mill Creek. A partir do que aprendemos recentemente, parece pouco provável que houvesse mais de uma tribo em questão. Em primeiro lugar, o único membro deste grupo hostil que nunca foi questionado, [diga-se, Ishi], expressa o desgosto mais animado com todas as demais tribos. Parece, e sempre pareceu, mais disposto a fazer amizades com os próprios brancos que com os grupos vizinhos de índios. Em segundo lugar, todas as outras tribos indígenas da região professam o horror mais apaixonado para os Yahi. Este temor se estende até mesmo ao país hoje em dia. Mesmo os Yahi e os Nozi, embora falassem vários dialetos de uma mesma língua (o chamado Yana), expressavam a mais implacável hostilidade entre si. Em outras palavras, os índios que se escondiam ao redor das colinas de Mill Creek durante várias décadas depois da colonização do vale, eram provavelmente a remanescência de um grupo relativamente puro, já que havia poucas possibilidades de mescla.” (Heizer y Kroeber, 125)

[Cabe apontar aqui que Orin Starn rechaça a ideia da pureza étnica dos Yahi no período histórico, mas não mostra nenhuma razão por trás disso (106). Esta questão será tratada mais adiante.]

Em seu cativeiro voluntário na civilização, Ishi se destacou por sua sobriedade e equanimidade para com aqueles ao seu redor, dedicado às tarefas que lhe foram atribuídas no museu em que vivia, e também para mostrar a fabricação de artefatos que utilizava para a sobrevivência. Theodora Kroeber descreve a atitude geral de Ishi em relação ao seu entorno civilizado:

“Ishi não foi dado ao voluntariado, ele criticava as formas do homem branco, porém era observador e analítico e, quando pressionado, podia fazer um julgamento ou ao menos algo assim. Estava de acordo com as “comodidades” e a variedade do mundo do homem branco. Ishi e muito menos qualquer outra pessoa que tenha vivido uma vida de penúrias e privações subestimam uma melhora dos níveis de prioridade, ou o alcance de algumas comodidades e até mesmo alguns luxos. Em sua opinião, o homem branco é sortudo, inventivo, e muito, muito inteligente; porém infantil e carente de uma reserva desejável, e de uma verdadeira compreensão da natureza e sua face mística; de seu terrível e benigno poder.”

Perguntado como hoje em dia caracterizaria a Ishi, [Alfred] Kroeber disse:

“Era o homem mais paciente que conheci. Me refiro a que dominou a filosofia da paciência, sem deixar traço algum de autopiedade ou de amargura para adormecer a pureza de sua alegria. Seus amigos, todos testemunham a alegria como uma característica básica no temperamento de Ishi. Uma alegria que passou, dada a oportunidade, a uma suave hilaridade. O seu era o caminho da alegria, o Caminho do Meio, que deve perseguir em silêncio, trabalhando um pouco, brincando e rodeado de amigos.” (239)

Desde o ponto de vista eco-extremista ou anti-civilização, estes últimos anos de Ishi pareceram problemáticos, mesmo contra a narrativa desejada. Até mesmo Theodora Kroeber utiliza a magnanimidade aparente de Ishi como foi, “aceitar gentilmente a derrota” e, “os caminhos do homem branco”, “até ser um apoio das ideias do humanismo e do progresso” (140). No entanto, esta é uma simples questão de interpretação. Não se pode julgar uma pessoa que viveu quarenta anos na clandestinidade, e viu a todos seus seres queridos morrerem violentamente, pela idade, ou por doenças, e fazer um julgamento sobre tudo quando ele estava à beira da inanição e da morte. Apesar de tudo, Ishi agarrou-se à dignidade e a sobriedade que é, ironicamente, a essência do selvagismo como Ishi o via. Acima de tudo, no entanto, Ishi deu testemunho deste selvagismo, se comunicava, e rechaçava aqueles que o haviam dado as costas e abraçado os piores vícios de seus conquistadores. Como os editores da Revista Regresión declararam em sua resposta em relação com os chichimecas que haviam se “rendido” aos brancos no século XVI. O artigo, da revista “Ritual Magazine”:

“San Luis de la Paz no estado de Guanajuato é a última localização chichimeca registrada, especificamente na zona de Misión de Chichimecas, onde é possível encontrar os últimos descendentes: os Chichimecas Jonáz, que guardam a história contada de geração em geração sobre o conflito que pôs em xeque o vice-reinado naqueles anos.”

Um membro do RS (Reacción Salvaje) conseguiu estabelecer conversações com algumas pessoas deste povoado, dos quais evitaram seus nomes para prevenir possíveis ligações com o grupo extremista.

Nas conversações os nativos engrandecem a selvageria dos chichimecas-guachichiles, enaltecem orgulhosamente seu passado em guerra, eles mencionaram que, após o extermínio dos últimos selvagens, caçadores-coletores e nômades, os demais povos chichimecas que haviam se salvado da morte e da prisão decidiram ceder terreno e ver os espanhóis que seguiam sua religião, que compartilhavam seus novos mandatos e que se adaptariam à vida sedentária, tudo isso a fim de manter viva sua língua, suas tradições e suas crenças. Inteligentemente os anciões daquelas tribos juntamente com os curandeiros (madai coho), que haviam descido os montes para viver em paz depois de anos de guerra, decidiram adaptar-se, desde que suas histórias e seus costumes não fossem também exterminados, de modo que fossem deixados como herança às gerações futuras.”

Se não fosse por Ishi ter adentrado à civilização no lugar de escolher morrer no deserto, nunca conheceríamos sua história, ou a história do último bando livre de índios selvagens na América do Norte. Portanto, mesmo na derrota, a “rendição” de Ishi é realmente uma vitória para a Natureza Selvagem, uma vitória que pode inspirar aqueles que vem atrás dele para participar em lutas semelhantes de acordo com a nossa própria individualidade e habilidades.

Cabe apontar por meio de um posfacio que muitos historiadores “revisionistas” veem a história de Ishi de uma maneira muito mais complicada que a história inicial contada pelos antropólogos que o encontraram. Alguns estudiosos pensam que devido a sua aparência e a forma com que polia suas ferramentas de pedra, Ishi pode ter sido racialmente maidu ou ter metade do sangue maidu-yahi. Isso não seria surpreendente, pois os Yahi muitas vezes invadiam tribos vizinhas para levarem mulheres (Kroeber y Kroeber, 192). Os linguistas descobriram que os Yahi tinham muitas palavras adotadas do espanhol, postulando que alguns do bando de Ishi haviam deixado as colinas em um passado não muito distante e trabalharam para os pecuaristas espanhóis no vale, regressando às colinas somente quando chegaram os anglo-saxões hostis. Embora os estudiosos pensem que estejam descobrindo as matizes da história Yahi, na verdade muitas de suas ideias estavam nos informes originais, sem destacar.

Além disso, o próprio Starn, aliás, bastante revisionista, admite a possibilidade de que Ishi e seu bando permaneceram escondidos nas colinas devido a um conservadorismo notável em sua forma de vida e visão de mundo:

“Esse Ishi estava aqui tão detalhado e entusiasta [em recontar os contos Yana], Luthin e Hinton insistem, evidenciaram “seu claro respeito e amor” para as formas tradicionais Yahi, no entanto, a vida foi difícil para os últimos sobreviventes nos confins das inacessíveis colinas. Além do temor de ser enforcado ou fuzilado, a decisão tomada por Ishi e seu pequeno bando de não se render também pode ter mensurado apego a sua própria forma de vida: uma fumegante tigela de bolota cozida em uma manhã fria, as preciosas noites estreadas, e o ritmo tranquilizador das estações.” (116)

Lições da guerra Yahi

Serpenteei desde o início deste ensaio, mas o fiz de propósito. A intenção foi deixar que Ishi e os Yahi, a última tribo selvagem da América do Norte, falassem por si mesmos, ao invés de envolver-me em polêmicas simples onde slogans desleixados desviam a atenção real e profunda do tema. O que está claro é que os Yahi não fizeram a guerra como cristãos ou humanistas liberais. Eles assassinaram a homens, mulheres e crianças. Roubaram, atacaram secretamente, e fugiram para as sombras depois de seus ataques. Não eram muito queridos até mesmo por seus companheiros índios, aqueles que deveriam ter sido tão hostis à civilização como eram antes. Mesmo a perspectiva de uma derrota certa não os impediu que dessem início a uma escalada de ataques até que restassem apenas alguns deles. Uma vez alcançado esse ponto, literalmente resistiram até o último homem. Com isso, o eco-extremismo compartilha ou ao menos aspira a muitas destas mesmas qualidades.

Os Yahi foram um exemplo perfeito do que o eco-extremista procura, como observado no editorial da Revista Regresión número 4:

“Austeridade: as necessidades materiais são um problema para os membros desta decadente sociedade, embora alguns não as vislumbrem e se sintam felizes cobrindo-as com a vida de escravos que levam. A maioria das pessoas está sempre tentando pertencer a certos círculos sociais acomodados, sonham com luxos, com comodidades, etc., e para nós isso é uma aberração. A simplicidade, manejá-la com o que tenha em mãos, e afastar-se dos vícios civilizados recusando o desnecessário são características muito notórias dentro do individualista do tipo eco-extremista.”

Os Yahi, assim como muitas das tribos chichimecas que estavam no que hoje é o México, viveram em uma “inóspita” região montanhosa ao contrário de seus vizinhos mais acomodados e numerosos nas terras baixas; isso foi o que ocorreu, mesmo antes da chegada dos europeus. Estes vizinhos, em particular os Maidu, não se defenderam contra a civilização, já que sua vida relativamente acomodada fez com que resultasse mais favorável a aceitar a forma de vida civilizada. Ao contrário dos reinos mesoamericanos, os Maidu não conheciam a agricultura, mas estavam, no entanto, já “domesticados” a certo nível.

Foi a cultura dura e espartana dos Yahi que fortaleceu sua oposição aos europeus, até mesmo quando mostraram um poder superior, inclusive quando estava claro que se tratava de uma guerra de extermínio que provavelmente perderiam. Redobraram seus esforços e lutaram sua própria guerra de extermínio na medida do possível, sem diferenciar nem mulheres nem crianças. Através da astúcia, o engano, e tendo um conhecimento superior da paisagem, empreenderam uma campanha de terror contra os brancos, uma campanha que confundiu a todos os que estudaram as tribos indígenas da região. Até mesmo outros índios os temiam (também outras pessoas que dizem se opor à civilização excomungando os eco-extremistas), já que não dividiam o mundo em dicotomias ordenadas de índios contra brancos. Para eles, aqueles que não estavam do seu lado eram inimigos e foram tratados como tal.

A guerra dos Yahi foi indiscriminada e “suicida”, assim como a luta eco-extremista pretende ser. “Indiscriminada” no sentido de que não é regida por considerações humanistas ou cristãs. Não tinham considerações por quem poderia ter sido “inocente” ou “culpado”: foram atacados a todos os não-Yahi, a todos os que haviam se rendido às formas genocidas do homem branco. Os Yahi não pretendiam fazer amizade com outras tribos, mesmo quando Ishi chegou à civilização, se negava a se associar com os índios de sua região que se renderam tão facilmente à civilização branca. Para preservar sua dignidade, preferiu permanecer com o vencedor em vez de estar com os vencidos. A guerra Yahi era “suicida”, uma vez que não teve considerações com seu futuro: seu objetivo era viver livre no aqui e agora, e atacar aqueles que estavam os atacando, sem medir as consequências. Isto se deve a sua forma de vida que foi forjada às margens dos terrenos hostis, e grande parte de sua dignidade focou-se no ataque aos que eles consideravam flexíveis e não autênticos. Não havia futuro para os Yahi na civilização porque não havia espaço para um compromisso com a civilização.

Aqui vou especular (puramente baseado em minha opinião) a respeito de porque que alguém poderia adotar pontos de vista eco-extremistas em nosso contexto. Claro, há muito furor, talvez até mesmo raiva envolvida. Penso que ali seria necessário realizar tais ações. No entanto, o que faz o amor eco-extremista? Os seres humanos modernos estão tão distantes da Natureza Selvagem, tão insensíveis, adotando um modo de vida a qual dependem da civilização para todas suas necessidades, se queixam caso alguém resulte ferido devido a explosão de um envelope, no entanto, minimizam a importância ou até mesmo apoiam a destruição de uma floresta, um lago ou um rio para o benefício da humanidade civilizada. São tão insensíveis à sua natureza que pensam que a própria natureza é um produto de sua própria inteligência, que as árvores apenas caem nas florestas para que possam ouvi-las, e que a condição sine qua non da vida na Terra é a contínua existência de oito bilhões de famintos e gananciosos. Se alguém está cego pelo ódio, é o humanista, os esquerdistas e sua apologia da “lei e a ordem”, que faz de sua própria existência uma condição não negociável para a continuidade da vida na Terra. Se lhes for dada a escolha de optar entre a destruição do planeta e de sua própria abstração amada chamada “humanidade”, prefeririam destruir o mundo ao ver a humanidade falhar.

O que é ainda mais triste é que a maioria dos seres humanos civilizados nem sequer estão agradecidos pelos nobres sentimentos dos anarquistas e esquerdistas. Para eles são apenas punks que lançam umas bombas e que deveriam dar uma relaxada, ir a uma partida de futebol, e deixar de incomodar aos demais com sua política ou solidariedade. A esquerda/anarquista tem Síndrome de Estocolmo com as massas que nunca vão escutá-los, e muito menos ganhar sua simpatia. Eles querem ser vistos com bons olhos pela sociedade, embora a sociedade nunca dará qualquer atenção, e muito menos a eles. Se negam a ver a sociedade como inimiga, e é por isso que estão juntos a ela, sem entender o porque do sonho iluminista ter falhado, por isso todos os homens nunca serão irmãos, por isso a única coisa a qual os seres humanos civilizados são iguais é em sua cumplicidade na destruição da Natureza Selvagem. O objetivo deles é ser os melhores alunos da civilização, mas serão sempre os criminosos, os forasteiros, os anarquistas sujos que precisam conseguir um trabalho.

O eco-extremismo crescerá porque as pessoas sabem que este é o fim do jogo. Na verdade, desde os muçulmanos aos cristãos a todo tipo de outras ideologias, o apocalipse está no ar, e nada pode detê-lo. Isso é porque a civilização é a morte, e sempre foi. Sabe que o homem não pode ser dominado, que a única maneira de fazer isso é submetê-lo para transformá-lo em uma máquina, para mecanizar seus desejos e necessidades, para eliminar a partir do profundo de seu caos, que é a natureza selvagem. Neste sentido, o espírito de Ishi e os Yahi permanecerão e sempre estarão reaparecendo quando você menos esperar, como uma tendência e não como uma doutrina, como um grito que combate hoje sem medo do amanhã. O eco-extremismo não terá fim, porque é o ataque selvagem, o “desastre natural”, o desejo de deixar que o incêndio arda, dançando em torno dele. O anarquista recua e o esquerdista se espanta, porque sabem que não podem derrotá-lo. Continuará, e consumirá tudo. Serão queimadas as utopias e os sonhos do futuro civilizado, restando apenas a natureza em seu lugar. Para o eco-extremista, este é um momento de alegria e não de terror.

– Chahta-Ima
Nanih Waiya, primavera de 2016
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Bibliografia

“The Physical and Demographic Reaction of the NonmissionIndians in Colonial and Provincial California” in Cook, Sherburne F. The Conflict Between the California Indian and White Civilization. Berkeley: University of California Press, 1976.
Heizer, Robert and Kroeber, Theodora (Editors). Ishithe Last Yahi: A Documentary History. Berkeley: University of California Press, 1979.
Kroeber, Karl and Kroeber, Clifton (Editors). Ishiin Three Centuries. Lincoln: University of Nebraska Press, 2003.
Kroeber, Theodora. Ishiin Two Worlds. Berkeley: University of California Press, 1976.
Potts, Marie. The Northern Maidu. Happy Camp, CA: NaturegraphPublishers Inc. 1977.
Starn, Orin. Ishi’sBrain: In Search of America’s Last “Wild” Indian. New York: W.W. Norton & Company, 2004