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Lições deixadas pelos antigos: a batalha do “Pequeno Grande Chifre”

Traducción al portigués sobre las lecciones dejadas por los antiguos, a propocito de las últimas noticias.

Traducción a cargo de Anhangá.

¡Por la memoria y la conflictividad contra la civilización!


A batalha do Pequeno Grande Chifre, ou também “Little Big Horn”, foi um dos episódios mais dolorosos que o exército estadunidense já sofreu, um acontecimento histórico enquadrado dentro das chamadas “Guerras Indígenas”. Na batalha os nativos americanos liderados pelo chefe Siux Tasunka Wikto, conhecido também por Cavalo Louco, o chefe espiritual Lakota Touro Sentado, o chefe Duas Luas dos Cheyennes, entre outros, alcançaram uma derrota esmagadora contra os invasores brancos. O que será aqui contado é apenas um rápido resgate de uma das tantas histórias de resistência mortal contra a civilização e o progresso e que nos deixa uma grande lição.

Pequeno Grande Chifre é como era chamado um rio dentro dos territórios do estado de Montana, no Estados Unidos. A zona vizinha de Black Hiils havia sido ocupada majoritariamente por colonos brancos após estes encontrarem nas proximidades várias minas repletas de ouro. No ano de 1876 o governo estadunidense tentou comprar as terras para explorá-las, o que irritou a muitos dos nativos que ainda viviam na região. O decreto do governo se espalhou por estes territórios dando apenas duas opções aos ancestrais donos destas terras, ou vendiam suas terras para serem transferidos para uma reserva ou seriam infratores da lei. Muitos escolheram a segunda opção e foi assim que a resistência começou a consolidar-se.

O governo deu aos aborígenes um prazo para que abandonassem suas terras milenárias e tendo excedida a data e desobedecendo o mandado, unidades militares começaram a expulsar à força vários acampamentos. O povo de Duas Luas e de Cavalo Louco foram agredidos e tiveram que abandonar suas posições. Foi então quando consultaram a quem na época era considerado o grande chefe espiritual e com maior influência em toda a comunidade nativa, Touro Sentado.

Este chefe Lakota realizou um chamado pela unidade de outros clãs para se defenderem da ameaça europeia e então algo como um “Tlatol” (1) foi celebrado a mando do chefe espiritual. Segundo as crônicas cerca de quinze mil nativos assistiram a reunião.

É dito que Touro Sentado ao ver tantas pessoas reunidas proclamou uma oração onde pedia a Wakan Tanka (segundo a cosmovisão dos Siux, o Grande Espírito) que a caça fosse boa para o seu povo, e assim os homens foram fortes e imbatíveis. Para que isso viesse a acontecer Touro Sentado fez a Dança do Sol no qual dançou dois dias e duas noites sem comida nem água, orando e observando os movimentos solares. Ao final da dança o líder espiritual teve uma revelação, via uma grande quantidade de soldados brancos e nativos caírem do céu. Segundo ele os soldados caídos eram uma oferenda a Wakan Tanka pela qual os guerreiros nativos deveriam assassiná-los, mas sem tomar suas armas, cavalos ou qualquer um de seus pertences. Se esta regra fosse ignorada as coisas dariam errado para os nativos.

Com uma coragem incandescente chefes tribais como Cavalo Louco reuniram seus homens e partiram em busca da oferenda a Wakan Tanka e para ao mesmo tempo defenderem suas terras das quais não se retirariam sem uma luta. Em 16 de Junho um grupúsculo de guardas nativos avistou das montanhas uma coluna de 1.300 homens brancos e índios aliados próximos a seu acampamento na zona de Rosebud. Quem liderava os soldados era o tenente George Crook.

A defesa começa e os homens armam-se para lutar. Se os invasores se aproximassem mais haveria a possibilidade de que houvesse baixas de crianças e mulheres entre o combate.

Pela madrugada do dia seguinte o chefe Cavalo Louco com mil de seus homens inesperadamente arma uma tocaia contra seus inimigos. Foi assim como as tropas ocidentais entraram em desespero e em uma rápida estratégia de guerra a horda de selvagens se dividiu em pequenos grupos para ir à caça daqueles que haviam se separado da coluna, tornando mais fácil o assassinato dos soldados norte-americanos. Após terem freado os invasores os nômades acamparam nas margens do rio Pequeno Grande Chifre.

Em 25 de Junho deste ano o tenente-coronel George Armstrong Custer (herói estadunidense por sua participação na guerra civil, considerado como o general mais jovem do exército daquele país em toda sua história, mimado pela imprensa e apelidado de “General Criança”), juntamente com sua coluna de 600 soldados dividida em três grupos, tentaram emboscar os guerreiros que haviam desmoralizado o coronel Crook e seus homens alguns dias antes.

Um dos três grupos disparou diretamente na parte frontal do acampamento, os guerreiros ao grito de Hoka Hey (que em Lakota significa “hoje é um bom dia para morrer”) responderam a agressão com seus arcos e flechas, com seus machados e suas escopetas e fizeram correr os soldados que caíram mortos sobre o rio.

O segundo grupo comandado por Custer decide atacar o acampamento nômade a partir de outro flanco. Durante a batalha o chefe espiritual Touro Sentado cuida das mulheres e das crianças enquanto as estratégias dos selvagens levam os soldados à loucura quando estes se veem indefesos após a fuga de seus cavalos, os quais fugiram assustados pelos nativos. Em questão de minutos os inimigos foram reduzidos e sitiados, e lá do alto das colinas os homens de Cavalo Louco gritavam palavras de guerra enquanto os estadunidenses aterrorizados assassinavam seus próprios cavalos ao usá-los como escudo. Segundo conta as crônicas a batalha foi feroz e caótica, era possível ver os guerreiros assassinando os soldados em luta corporal ou desde seus cavalos com flechas e machados ou disparando à queima-roupa contra eles em uma atmosfera de fumaça de pólvora. Se escutava gritos, uivos e o disparar das armas. Ao terminar a batalha o grande coronel Custer jazia morto com tiros na cabeça e no peito. Seus homens foram destroçados. Os selvagens nativos desnudaram os corpos, cortaram seus coros cabeludos e os castraram, além de também levar seus pertences, coisa que o chefe espiritual Touro Sentado havia dito que não fizessem. Desobedecer esta indicação seria visto depois pelos nativos como um prelúdio maligno já que após esta batalha eles ganhariam o ódio de um grande setor da sociedade ocidental e seriam massacrados e caçados como animais pelo exército estadunidense.

O terceiro e último grupo estava longe reunido com os poucos sobreviventes do primeiro. Este pediu apoio e mais soldados foram chegando. Cavalo Louco não podia arriscar perder mais homens devido ao que o acampamento ordenara em se levantar e partir com a vitória em mãos. A última grande estratégia que traçaram os antigos guerreiros foi que se dividiriam em pequenos grupos, pois assim todo o grande grupo não seria avistado. Muitos grupos pequenos era mais difícil de se encontrar do que apenas um. Foi assim como todos partiram em direções distintas.

Há várias lições aqui para se aprender com esta luta contra a civilização:

A primeira: a estratégia é muito importante quando se trata de sair vitorioso em uma luta ou uma batalha. Neste caso a luta individualista contra o sistema tecnológico deve ser tratada com tática e inteligência. Sabemos muito bem que ao dizer isso não se pretende ter em conta ganhar ou vencer totalmente este sistema, pois isso não está em nossas mãos, mas, na medida das nossas possibilidades, desferir golpes contra a mega-máquina que sejam transformados em vitórias individuais e que regressemos sem lesões ou sem detenções, esta deve ser a finalidade durante os ataques tanto de sabotagem como terroristas.

A segunda: vendo o exemplo de luta exposto acima dos antigos unidos contra um único objetivo e defendendo seu modo de vida com a natureza, a ferocidade desempenhou um papel muito importante e, embora durante a batalha houve feridos e até mortos, o ponto central recai na ideia de que a luta contra a civilização e o progresso deve ser a morte, feroz e exuberante, ou seja, extremista. As meias medidas não se incluem nesta guerra, aqueles ainda não robotizados totalmente que estão dispostos a matar e morrer defendendo sua natureza humana e defender a Natureza Selvagem que permanece indômita, devem ter isso em mente. Cavalo Louco foi assassinado um ano após liderar os nômades selvagens contra o exército estadunidense, morreu baixo uma saraivada de tiros de indígenas aliados do inimigo, seu corpo foi perfurado pelo chumbo da civilização, mas seu orgulhoso exemplo guerreiro permaneceu como um legado vivo para as gerações vindouras que assim como ele, se defendem e resistem ante o avanço do alheio.

A terceira: atacar o inimigo quando ele menos espera é outra das lições. Para ser efetivo e sair ileso de um ataque não é muito prático atacar durante uma data em que as autoridades possam estar informadas da ameaça. Por exemplo, a cada 8 de agosto o Tec de Monterrey se mantém em estado de alerta por se recordar de que neste dia no ano de 2011 o grupo eco-extremista “Individualidades Tendendo ao Selvagem” enviou um pacote-bomba na já conhecida história dos tenólogos feridos. Neste dia em especial, levar a cabo algum atentado contra a mesma instituição acadêmica seria um perigo para aqueles que o executassem já que é montado um dispositivo especial de segurança, só que muito discreto. Embora eu, pessoalmente, gostasse de ver outro atentado nas mesmas condições (ou até mais) na mesma instituição e nesse mesmo dia, e que funcionasse e burlasse todo o dispositivo de segurança, isso não seria muito pertinente.

A quarta: alguns tolos perguntaram anteriormente e sem conhecer nossas posturas: usarão as armas do sistema para enfrentá-lo?

Os nativos americanos que citamos acima lutaram com tudo o que tinham em mãos, arcos e flechas, machados e bastões, cavalos e rifles. Ditas armas foram úteis na hora de investir contra os brancos e os indígenas aliados. O que teria acontecido se estes mesmos indígenas houvessem rejeitado as armas dos brancos e tivessem atacado apenas com seus antigos utensílios de caça e de luta? Talvez nem haviam saído vitoriosos na batalha do Pequeno Grande Chifre ou outras mais.

As baixas do exército foram muito mais que as dos nativos. Um dos fatores que contribui para isso foi que os guerreiros levavam rifles de repetição (ou seja, poderiam disparar uma sequência de balas sem recarregar) os quais haviam roubado previamente do inimigo e com eles ganhavam tempo ao disparar em vários brancos em questão de segundos enquanto que os estadunidenses e aliados portavam rifles mono-tiro (poderiam atirar apenas uma vez e após isso era necessário recarregar). Esta lentidão em suas armas fez com que os nativos disparassem enquanto corriam com seus cavalos em direção aos soldados, rodeando-os enquanto estes tentavam recarregar suas armas.

Aqui é respondida a pergunta que foi abordada na quarta questão. Não podemos nos limitar às antigas ferramentas de guerra apenas porque criticamos este sistema tecnológico, devemos utilizar as armas do mesmo sistema para combatê-lo. Assim como os nativos americanos participantes da matança do Pequeno Grande Chifre não pensaram duas vezes em utilizar estes rifles de repetição nós também não teremos qualquer problema em utilizar alguma arma moderna que possa causar baixas ao inimigo.

É assim como termina este texto. Cada qual que saque suas próprias conclusões.

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“Tlatol” é como era chamada uma reunião selvagem na Mesoamérica Setentrional lá por meados do ano de 1540. Vários grupos caçadores-coletores nômades desta região se reuniam pela noite com toda a sua tribo e faziam rituais de guerra se preparando para o combate contra os invasores brancos e seus subordinados.

(Estados Unidos) Los últimos Sioux defienden su territorio ancestral: serios disturbios por oleoducto deja más de 100 heridos

Lo que sigue es información sacada desde la prensa gringa sobre la fiera defensa de los Sioux en Standing Rock, en Dakota del Norte.

Apenas ayer, los guerreros de esa y otras tribus junto con los ancianos y las mujeres, acompañados de grupos ecologistas resistieron la embestida de los antidisturbios, registrándose más de 100 heridos, algunos de gravedad.

El territorio de Standing Rock es lugar en donde se encuentran enterrados varios de los ancestros Sioux, es tierra sagrada, incluso en la zona está el cuerpo del Gran Toro Sentado, jefe supremo de la nación Sioux y líder espiritual de los Lakota, quien con Caballo Loco fuera quien diera inspiración a los guerreros para ganar la Batalla del Little Big Horne en 1876.

Lo que rescatamos de esta noticia es la defensa del territorio ancestral de los nativos, para nada queremos dar el “visto bueno” a las organizaciones civiles que se han colgado de la defensa de los Sioux para darse publicidad y acapara la atención mediática de las masas idiotas, pues es claro que los nativos no quieren otra cosa que respeto a sus territorios sagrados como hace cientos de años y si para eso hay que luchar, darán cara al conflicto.

A burned-out truck is seen Monday, Nov. 21, 2016, where protesters against the Dakota Access oil pipeline removed it from from a long-closed bridge on a state highway near Cannon Ball, N.D., close to their camp in southern North Dakota. Their efforts led to the latest skirmish between protesters and law officers late Sunday and early Monday. (AP Photo/James MacPherson)

¡FUEGO Y PIEDRAS PARA LOS DEFENSORES DE LO AJENO!

¡EL ESPÍRITU DE TORO SENTADO SIGUE ENTRE ELLOS!

¡QUE WAKAN TANKA GUIE SUS ATAQUES COMO LO HIZO EN LITTLE BIG HORNE!

¡¡HOKA HEY!!


In this image provided by Morton County Sheriff’s Department, law enforcement and protesters clash near the site of the Dakota Access pipeline on Sunday, Nov. 20, 2016, in Cannon Ball, N.D. The clash came as protesters sought to push past a bridge on a state highway that had been blockaded since late October, according to the Morton County Sheriff's Office. (Morton County Sheriff’s Department via AP)

21 de noviembre

“La empresa Dakota Access Pipeline pretende construir un oleoducto por debajo del río Missouri y el lago artificial Oahe, que son las fuentes de agua potable para la tribu”.

El gobierno estadounidense ordenó la suspensión de la construcción del oleoducto en territorio de la comunidad Sioux de Standing Rock, en Dakota, al determinar que son necesarios más análisis y debates sobre el proyecto, de acuerdo con el Cuerpo de Ingenieros del Ejército de Estados Unidos, encargado de autorizar a la empresa Dakota Access Pipeline para iniciar las obras.

“Mientras estén sucediendo estas discusiones, no puede realizarse la construcción sobre o bajo la tierra que bordea el lago Oahe perteneciente al Cuerpo”, señaló el Cuerpo de Ingenieros en un comunicado.

La empresa Dakota Access Pipeline pretende construir un oleoducto por debajo del río Missouri y el lago artificial Oahe, que son las fuentes de agua potable para la tribu, por lo que se ha opuesto a su construcción de mil 866 kilómetros ante la amenaza de filtraciones y contaminación.

Los Sioux quieren que el trazo del oleoducto pase lejos de las tierras que rodean su reserva y que consideran sagradas.

“Millones de personas permanecen literal y espiritualmente con nosotros en Standing Rock, y por ello tienen nuestro más profundo agradecimiento”, dijo el jefe de la tribu, Dave Archambault, en un comunicado.

In this image provided by Morton County Sheriff’s Department, law enforcement and protesters clash near the site of the Dakota Access pipeline on Sunday, Nov. 20, 2016, in Cannon Ball, N.D. The clash came as protesters sought to push past a bridge on a state highway that had been blockaded since late October, according to the Morton County Sheriff's Office. (Morton County Sheriff’s Department via AP)

Ante esto, los líderes de la empresa denunciaron la decisión del Cuerpo de Ingenieros por considerar que carece de “justificación legal o factual”.

Otros grupos indígenas del norte de Estados Unidos junto con activistas se unieron a la defensa del territorio Sioux, por lo que rechazaron la construcción del oleoducto y acompañan a la tribu en sus acciones y protestas desde que inició el conflicto con la empresa.

Las protestas, hasta hace poco pacíficas, se tornaron las últimas semanas en enfrentamientos con los policías, autoridades y trabajadores del oleoducto, lo cual ha generado cientos de arrestos.

El lunes las protestas se extendieron a la capital de Dakota del Norte, Bismarck, donde aproximadamente 500 manifestantes se concentraron frente al edificio del Capitolio estatal, de acuerdo con cifras de la policía. Celebridades, políticos y activistas ambientales también se unieron a la causa y se han sumado a las manifestaciones que han tenido lugar en todo el país.


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La última batalla de los Sioux
01/11/2016

El espíritu de Toro Sentado se ha levantado contra las excavadoras de un oleoducto que llevará petróleo del ‘fracking’

La batalla se libra en una reserva de Dakota donde ni Trump ni Clinton han puesto un pies estos meses.

Hasta 200 tribus en pie de guerra. Los indios rebeldes, y pobres, han roto ya la indeferencia del pueblo americano hacia ellos

La reserva india de Standing Rock, en Dakota del Norte y del Sur, es casi tan grande como Asturias pero sólo tiene 8.000 habitantes.

Entre ellos no está la persona más famosa de la reserva: Toro Sentado, que yace en el centro de la reserva, en la parte de Dakota del Sur, bajo un gran busto de piedra blanca, con el nombre y la fecha de nacimiento, en inglés y en lakota – el idioma de los indios sioux, una de las tres tribus que viven en la reserva -. A su lado está la tumba de Sacagawea, la esclava india que guió a los exploradores Meriwether Lewis y William Clark cuando éstos cruzaron lo que hoy es Estados Unidos en un viaje organizado por el entonces presidente William Jefferson. Les llevó dos años. Y sobrevivieron al invierno cerca de donde está la tumba, gracias a la hospitalidad de los indios de la tribu Mandan. Una tribu que ya entonces estaba diezmada por la viruela que le habían transmitido los tramperos franceses, que patrullaban la cuenca del río Mississippi cazando castores.

Toro Sentado y Sacagawea miran al cielo rodeados por un paisaje que es una sucesión de páramos desolados. Porque al natural la gran pradera de Estados Unidos es poco más que un semidesierto azotado por un viento que no cesa nunca. A los pies de las tumbas arrancan los acantilados por los que pasaron Lewis, Clarke, Sacagawea y los tramperos. Las cuestas y los cortados acaban en el río Missouri, que aquí forma el embalse de Oahe.

Este embalse anegó el 90% de los bosques y las tierras cultivables de la reserva de Standing Rock y de la de Cheyenne River, que está en la otra orilla del río. Cuando en los años 50 los sioux y los cheyenne trataron de contratar a un abogado que los protegiera de los planes del Gobierno de EEUU, la Oficina de Asuntos Indios se lo prohibió. ¿Para qué iban a tener abogado cuando legalmente no podían ni siquiera votar en parte del país ya que legalmente estaban “bajo el tutelaje” del Estado?

Todo Standing Rock tiene un aire de pobreza desolador: los alcohólicos tumbados en medio de las calles de casas prefabricadas a las 11 de la mañana; el triste casino de Grand River, a apenas 10 minutos en coche de las tumbas de Toro Sentado y Sacagawea; las personas de apenas 50 años que parecen de 80 por los estragos de la metanfetamina, la droga de los pobres de las zonas rurales de EEUU; y hasta las carreteras de rectas kilométricas que van de ningún sitio a la nada.

La reserva, como las demás de las dos Dakotas, es tan pobre que los únicos actos electorales que se celebran allí son las “alimentaciones” (feeders) y que consisten, literalmente, en que el Partido Demócrata ofrece comida a la gente junto a los colegios electorales, a ver si así se animan a votar. El Partido Republicano, como no tiene votos entre los indios, trata de prohibir las “alimentaciones”, alegando que es compra de votos.

Un hombre, una hamburguesa, un voto. En Standing Rock se comprende la frase de otro famoso caudillo sioux, Nube Roja: “Nos prometieron muchas cosas. Tantas que no recuerdo. Pero una sí la cumplieron: quitarnos la tierra”. También les quitaron el nombre. Sioux -pronunciado ‘súu’ – procede de como los llamaban sus enemigos ojibwa: “nadoiessoux”, que significa, ni más ni menos, “serpiente”. Dado que los ojibwa y los sioux llevaron a cabo entre sí una guerra de exterminio en busca del genocidio mutuo, es de imaginar que justo la palabra que les ha hecho famosos les enfurezca.

La única cosa que no les quitaron a los lakota fue la dignidad. Porque, en pleno 2016, la tribu ha organizado una rebelión para defender su estepa. Desde julio, cientos de activistas de 200 tribus están bloqueando la construcción de un oleoducto de 1.825 kilómetros cuya obra va a costar 3.800 millones de dólares (3.500 millones de euros) a través de un territorio que roza su reserva, y llevará el petróleo pesado extraído por medio del controvertido método del fracking desde Dakota del Norte hasta el estado de Illinois. Es la mayor concentración de tribus desde la época de las guerras indias del siglo XIX.

Perros y antidisturbios

Por ahora, no ha habido muertes. Pero sí violencia. Las autoridades de Dakota del Norte y del Sur y los guardias de seguridad de la empresa que construye el oleoducto, Dakota Access, han empleado perros y material antidisturbios para tratar de mantener fuera de las obras a los indígenas, que ahora cuentan con el apoyo de grupos ecologistas y de izquierda.

Sólo el sábado de la semana pasada fueron arrestadas 127 personas por tratar de interrumpir los trabajos de Dakota Access. El 3 de septiembre, seis personas tuvieron que recibir atención médica por mordeduras de perros, y otras dos docenas fueron rociadas con spray que produce picor e irritación en la garganta y en los ojos. Además, este jueves la policía detuvo a 141 personas, y en el tumulto se oyeron disparos balas de verdad en dos ocasiones, aunque no hubo heridos. Los arrestados fueron puestos en libertad, salvo uno.

La agresividad de las autoridades locales ha sido tan grande que los líderes de Standing Rock han pedido al Estado Federal -es decir, a Washington- que abra una investigación de lo que ellos consideran una actuación desproporcionada de las autoridades locales. Por ahora, sin embargo, el Gobierno de Barack Obama, tan dado a intervenir cuando se agrede a otras minorías -en especial la afroamericana-, no se ha pronunciado ante lo que el presidente de Standing Rock, Dave Archambult, califica de “militarización de las fuerzas policiales locales”. Lo más que ha hecho el presidente ha sido pedir que se suspendan las obras, lo que en la práctica apenas paralizó los trabajos durante 48 horas en septiembre.

El rechazo de los indígenas de Standing Rock tiene motivos tanto tangibles como psicológicos. Los primeros son los oficiales, están expuestos en la web de los sioux de Standing Rock y son de carácter medioambiental y cultural. Porque el oleoducto no pasará por la reserva, aunque sí a menos de un kilómetro de ella, en una zona en la que hay cementerios y lugares de culto tradicionales. Una cuestión muy delicada para los indios de las praderas, que están hartos de encontrarse en sus territorios a gente que entra a violar tumbas y llevarse los ornamentos que éstas tienen, bien como recuerdo, bien para vendérselas a coleccionistas.

Los heridos en septiembre por los perros de los vigilantes trataban de impedir que las excavadoras de Dakota Access empezaran a remover la tierra de un cementerio tribal. Fue una marea humana de cientos de personas que se abalanzaron sobre la maquinaria que avanzaba y sobre las alambradas que protegían a los equipos. Pocos días después, Dakota Access denunció que uno de los helicópteros con los que vigila -y que, según algunos, trata de incordiar a los manifestantes- había corrido el peligro de estrellarse contra dos drones (aviones sin piloto) dirigidos por activistas.

También está la cuestión de la salud pública. La tubería cruzará el Missouri a pocos cientos de metros río arriba de la reserva, a través del lecho del pantano de Oahe. Si se produce una rotura, los primeros afectados serán los habitantes de Standing Rock y los de Cheyenne River. Antes de que la contaminación llegue a Pierre, la capital de Dakota del Sur -que apenas tiene 6.000 habitantes y que se llena al atardecer de ciervos que cruzan las calles como Pedro por su casa-, habrán sido los indígenas los que la sufran.

Pero, además, hay un factor adicional: el agravio comparativo. Hace justo un año, el Gobierno de Barack Obama negó el permiso para construir una tubería de 525 kilómetros, el llamado Tramo XL del Oleoducto de Keystone, a través de Montana, Dakota del Sur y Nebraska. La razón fue que esa obra transportaría petróleo de la provincia canadiense de Alberta y de Dakota del Norte, en cuya extracción, por métodos no convencionales, se generan enormes cantidades de gases que causan el cambio climático.

Tratado del siglo XIX

Ninguno de esos argumentos es válido para la Justicia, para las autoridades de Dakota del Norte y del Sur, y para la empresa constructora. Según ellos, el oleoducto no presenta riesgos medioambientales y, además, el terreno por el que pasa no está cubierto por ningún tratado del siglo XIX entre Washington y los indios. Finalmente, arguyen, los indios de EEUU han hecho del litigio por sus presuntos cementerios una bella arte -y, en ocasiones, muy rentable-. Eso ya quedó de manifiesto cuando los indígenas de Massachusetts bloquearon, alegando que sus antepasados tiraban sus restos mortales allí, un parque eólico en el mar.

Para hacer más rocambolesca la historia, su principal apoyo fue la familia Kennedy, que no quería que las vistas al mar desde su mansión de Cape Cod quedaran alteradas por la presencia de decenas de aspas flotantes.

Así que para los indígenas está claro: lo que es necesario para las personas de origen europeo no lo es para ellos. Por eso, los descendientes de Toro Sentado se han lanzado a ocupar la pradera.

Pero los lakotas y sus aliados tienen en el siglo XXI una ventaja de la que carecían Toro Sentado y Nube Roja: internet. El vídeo de siete minutos sobre las protestas de septiembre colgado por Goodman ya cuenta con más de 14 millones de visitas. Y la semana pasada un juez de Dakota del Norte rechazó los cargos en contra de la periodista. Al mismo tiempo, la estrella de rock Neil Young y los sospechosos habituales de este tipo de causas en Hollywood -Susan Sarandon, Leonardo DiCaprio, Ben Affleck- se han pronunciado a favor de los indios. Los disturbios del sábado fueron difundidos a través de Periscope, el servicio de vídeos de Twitter, y de Facebook Live, y esas retransmisiones han tenido decenas de miles de visitas cada una. Los indígenas también han creado la organización ReZpect Our Water, cuya grafía es claramente alternativa (sería el equivalente de emplear la letra k en lugar de la c en español), a través de la cual se han coordinado con una amplia gama de grupos de izquierda dentro y fuera de Estados Unidos.

Los indios de Standing Rock serán pobres, pero no tontos. Igual que sus ancestros dominaron la guerra de guerrillas en la pradera, ellos están aprendiendo la guerra de guerrillas mediática. Y, del mismo modo que los europeos sólo se impusieron a los indígenas por medio del uso de la fuerza, las autoridades locales y los guardias de Dakota Access están empleando todos los medios a su alcance contra el ingenio de los indios. Así, el sábado la Policía de Dakota del Norte abatió a tiros los drones de los manifestantes que estaban filmando la dureza de las fuerzas del orden.

Y así los indios rebeldes de Standing Rock han conseguido romper la indiferencia de la sociedad de Estados Unidos. No han parado las excavadoras, pero han elevado la apuesta. El lunes bloquearon la autopista 1801, que cruza Dakota del Norte de lado a lado. Es la nueva guerra india del siglo XXI. Como ha declarado a la cadena de televisión ABC Cody Hall, el portavoz del campamento que ha bloqueado la autopista 1801: “Vamos a luchar hasta el final”. El espíritu de Toro Sentado, que fue asesinado después de haberse rendido y aceptado vivir en la reserva, sigue vivo en Standing Rock.