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[pt] Reivindicação de uma série de ataques incendiários no centro de Atenas

Tradução ao português do comunicado recebido em grego no dia 19 de fevereiro, reivindicando ataques incendiários em Atenas.


Tão fácil e tão simples é deixar em ridículo a paz social e ao mesmo tempo a asquerosa decoração plantada por Xrysoxoidi em diferentes bairros de Atenas para manter a lei e a ordem. Passamos despercebidos e executamos todas as ações que tínhamos planejadas.

A razão pela qual atacamos diferentes alvos é para deixar claro que não estamos lutando apenas contra a indústria da carne ou a propriedade estatal… mas contra tudo o que a civilização produz. Poderíamos escrever 40 páginas cheias de bobagens filosóficas e as razões pelas quais fizemos o ataque. Nossas ações não estão pensadas como resposta a nenhum chamado de solidariedade nem estão sujeitas a nenhuma corrente política, nem são parte de nenhum movimento ou apelo à ação. Estamos cansados de ter que buscar razões ou desculpas para justificar o que fazemos.


A única motivação para nós é seguir nossos instintos que nos guiam e atear fogo a todo o existente. O resto é política e os jogos políticos nos aborrecem.


Jamais seguimos uma tendência política como aqueles que tentam atrair a sociedade para o seu lado, tampouco somos estes niilistas de fachada que se dizem os “perigosos” na internet (redes sociais e blogs) e criticam tudo desde a web e do conformo de suas casas. Também não somos filósofos insurrecionais que se limitam a ler livros empoeirados.


Então, assumimos a responsabilidade pelos seguintes atos:

– 9 de Janeiro: deixamos dois artefatos incendiários ao mesmo tempo em um açougue e em uma loja de equipamentos de segurança, câmeras, alarmes, etc. Na rua Agia Zoni, bairro de Kypseli.

– 22 de Janeiro: colocamos três artefatos incendiários, um grande e outros dois menores, nos escritórios da ELTA e nas duas vans que estavam estacionadas do outro lado da rua Prigiponison, em Polygono.

23 de Janeiro: queimamos três carros em Kolonaki, colocando tabletes de parafina nas rodas. O primeiro carro foi um jipe Porsche e os outros dois foram escolhidos aleatoriamente, simplesmente porque os encontramos na nossa frente.

Estes ataques foram a verdadeira expressão de nosso egoísmo, que busca prazer através do ataque contra o existente. Semeamos caos e terror na sociedade-prisão da civilização, destruindo, mesmo que por um instante, a normalidade.

Tenham a certeza de que voltaremos…

– Um punhado de lunático niilistas –